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entry Aug 3 2006, 10:46 PM
Justiça determina liberação de dinheiro da Varig

* por Invertia

O juiz responsável pelo caso Varig, Luiz Roberto Ayoub, decidiu desbloquear dos US$ 75 milhões depositados à Varig pela Varig Log. O bloqueio tinha sido determinado esta semana pela 33ª Vara Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

De acordo com Ayoub, as decisões relativas ao plano de recuperação judicial são de competência da 8ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio (à qual ele pertence), conforme determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No entendimento do juiz, os funcionários que pediram o bloqueio da quantia no TRT foram os mesmo que aprovaram o modelo de venda da aérea, então eles não poderiam fazer essa solicitação à Justiça.

A quantia serviu como garantia da compra da Varig pela Varig Log, que arrematou a aérea em leilão no dia 20 de julho.

Os funcionários exigiam o bloqueio do dinheiro para garantir o pagamento de salários atrasados e as indenizações dos 5,5 mil demitidos na semana passada. O juiz, porém, considerou que o modelo de recuperação judicial da empresa aprovado pelos credores prevê que o valor destine-se ao investimento na nova unidade operacional e não na chamada Varig "velha" - aos quais os empregados estão ligados.

"O objetivo é garantir a manutenção das atividades e, conseqüentemente, o aproveitamento do maior número possível de empregos", afirmou o juiz.

entry Aug 2 2006, 07:47 PM
Inflação acelera nas capitais; Brasília tem maior alta

* por Invertia

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou alta em quase todas as capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A maior variação positiva do índice de preços foi verificada em Brasília, onde o índice acelerou 0,33 ponto percentual na comparação com a semana anterior, chegando a de 0,44%.

Em Porto Alegre, o IPC-S também apresentou forte aceleração, de 0,22 ponto percentual, para 0,05%. Também registraram alta os custos em Belo Horizonte, de 0,60%, ante 0,58% na semana anterior. Em São Paulo, o índice registrou aceleração de 0,06 ponto percentual, para 0,07%.

Em Recife e no Rio de Janeiro, o IPC-S seguiu registrando deflação, de 0,14% e 0,02%, respectivamente. Mas os índices representam aceleração em relação à semana anterior, de 0,04 e 0,05 ponto percentual.

O único recuo do índice foi verificado em Salvador, que apresentou deflação de 0,08%, ante também queda de 0,07% na semana anterior.

entry Aug 1 2006, 07:00 PM
Mercado ajusta posições e dólar fecha em alta, a R$2,192

* por Nathália Ferreira

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta terça-feira, impulsionado por ajustes de posição das tesourarias no início do mês e pelo movimento nos mercados norte-americanos depois de dados reforçarem apostas para mais uma elevação de juros no país.

A divisa norte-americana terminou a sessão vendida a 2,192 reais, com avanço de 0,74 por cento.

"A verdade é que o mercado lá fora não está muito bom", resumiu Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, citando expectativas de alta do juro nos EUA e as preocupações geopolíticas com o conflito entre Israel e Líbano.

"Nesse ambiente, dado que o dólar caiu nesses últimos dias e o mês de agosto começando hoje, (essa alta no dólar) é meio que um ajuste do mercado", completou o gerente.

Dados desta manhã sobre o índice de preços de gastos com consumo (PCE, da sigla em inglês) e sobre a atividade no setor manufatureiro dos Estados Unidos reforçaram as apostas de que o Federal Reserve poderá elevar o juro na reunião da próxima semana.

As bolsas norte-americanas operavam em queda nesta tarde, enquanto o dólar recuava frente ao euro em ajustes técnicos depois de a moeda ter avançado pela manhã com os dados.

Os preços internacionais de petróleo fecharam em alta, conforme o conflito entre Israel e Líbano seguia pelo 21o dia.

Internamente, algumas tesourarias ajustaram suas posições em dólar por conta da atuação constante do Banco Central no mercado, contou o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado.

"Havia muitas tesourarias vendidas (apostando na baixa) que viram que o BC não parava de comprar e então perceberam que não fazia muito sentido ficar muito vendido", explicou o gerente.

"O BC comprou bastante esses dias todos, está faltando um pouco de dólar", completou o gerente. No leilão de compra de dólares desta sessão, a autoridade monetária aceitou sete propostas, com corte a 2,192 reais.

Em entrevista a jornalistas nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo "continuará a fazer esforços" para atenuar o declínio do dólar, mas ressaltou que dificilmente a moeda voltará a 2,90 reais.

entry Jul 31 2006, 06:09 PM
Com medidas cambiais, Mantega espera real menos valorizado

* por EstadaoOnline

BRASÍLIA - O pacote cambial anunciado no dia 26 pelo governo deve reduzir a entrada de dólares no País, já que os exportadores não terão mais a obrigatoriedade de trazer todos os seus recursos para o Brasil. Inicialmente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá estipular que apenas 70% dos dólares dos exportadores precisam entrar no Brasil. Ou seja, haverá uma redução na oferta de dólares no mercado interno. Isso poderá reduzir a queda do dólar frente ao real.

Contudo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as medidas cambiais anunciadas não têm por objetivo enfraquecer o real. "O objetivo é evitar que a moeda se valorize tanto", disse ele ao classificar o processo de fortalecimento do real de uma "conquista". Segundo ele, por conta dos fundamentos sólidos da economia e do desempenho forte da balança comercial, a tendência do real é de se valorizar. "O que queremos é atenuar esta tendência, à semelhança do que faz a maioria dos países".

Para o ministro, o impacto das medidas não será imediato na taxa de câmbio, e só deve começar a ter efeito de 15 a 20 dias, quando a medida provisória já estará editada e o Conselho Monetário Nacional (CMN) já terá oficializado a permissão para que 30% dos recursos exportados fiquem fora do País. "A mudança no fluxo só vem depois da MP e do CMN. Não acredito que o mero anúncio das medidas tenha efeito", disse.

Ele evitou responder a uma pergunta sobre para quanto a taxa de câmbio poderia subir. Ele disse que o governo não tem um patamar definido para a taxa de câmbio e, por isso, não pode fazer essa previsão.

O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também avalia que as medidas cambiais não terão impacto imediato na taxa de câmbio ou no desempenho da balança comercial do País. "O pacote é de redução de custos, não para melhorar a taxa de câmbio", disse. Além disso, segundo ele, no curto prazo as empresas já fecharam os contratos por Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). No longo prazo, por outro lado, as empresas poderão vir a retardar o ingresso de divisas no Brasil e o menor ingresso poderá elevar a taxa de câmbio.


Juro alto continuará atraindo dólares
O impacto dessa medida nas cotações do dólar, contudo, não é consenso entre analistas. O ex-diretor da Área Externa do Banco Central (BC), Emílio Garófalo Filho acredita que as altas taxas de juros no Brasil continuarão atraindo dólares para o mercado interno. Ou seja, os investidores estrangeiros - e mesmo os exportadores - continuarão a aplicar em ativos remunerados em juros. "Neste contexto, não dá para o BC segurar a queda do dólar", opina o ex-diretor do BC. Mas, de qualquer forma, a redução dos custos do exportador está garantida.


Dólar x inflação
Depois destas medidas, com uma possível alta do dólar frente ao real, a preocupação é de que forma a inflação seria impactada por este cenário. Dólar em alta encarece as importações de produtos e matérias-primas e a tendência é o aumento dos preços. Mantega não acredita neste cenário.

Ele lembrou que quando assumiu o Ministério da Fazenda, a taxa de câmbio estava próxima a R$ 2,00 e que hoje o dólar está em torno de R$ 2,20. Com isso, o ministro observou que já houve uma desvalorização do real e que o impacto desse fato na inflação foi nulo. "A inflação está caindo", afirmou.

Ao responder sobre a possibilidade de as medidas cambiais terem impacto na inflação, Mantega respondeu: "Pode ter ou pode não ter. Se for, será pequeno". O ministro disse ainda: "Não estamos preocupados".


Governo mantém controle cambial
O ministro ponderou, no entanto, que mais uma vez o governo, a qualquer momento, pode suspender essa liberalização. "O governo mantém todos os controles cambiais", afirmou, lembrando que a legislação brasileira permite, inclusive, a adoção da centralização cambial. Mais tarde, Mantega voltou a dizer que o câmbio é flutuante.

entry Jul 30 2006, 01:56 PM
Venezuela politiza excessivamente o Mercosul, diz CNI

* por Reuters

O ingresso da Venezuela fortalece o esgotado Mercosul, mas esse benefício pode se desgastar devido a uma excessiva politização na agenda de negociações do bloco, argumentou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira.

No relatório de Perspectiva para o Comércio Exterior, a CNI ressaltou que, com o seu recente ingresso ao Mercosul - integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai -, a Venezuela ganhou direitos de membro pleno no que se refere a negociações externas da união aduaneira.

Essa condição gera riscos "de uma politização excessiva na agenda de negociações internas e externas" do bloco "e de um aumento de tensões entre seus integrantes", acrescentou a CNI em nota.

O Mercosul, segundo indicou delegados do Brasil, que ocupa a presidência rotativa do bloco, se propôs a retomar negociações suspensas para um acordo comercial com a União Européia (UE), agora com a participação da Venezuela.

Os opositores ao ingresso da Venezuela ao bloco disseram que o país governado pelo presidente Hugo Chávez, um crítico constante dos Estados Unidos e estreito aliado de Cuba, usa os abundantes recursos financeiros, obtido com os altos preços do petróleo, para aumentar sua influência política, principalmente na América do Sul.

entry Jul 29 2006, 12:04 AM
Senador dos EUA ameaça Brasil por impasse na OMC

* por InvertiaNews

O presidente da Comissão de Finanças do Senado norte-americano, o republicano Chuck Grassley, ameaça cortar a redução de tarifas de concedidas ao Brasil e à Índia porque, segundo ele, os dois países ofereceram obstáculos nas negociações da Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC).

"Por que tratar de forma especial países que não quiseram abrir seus mercados nas negociações da OMC?", questionou Grassley.

Brasil e Índia estão entre os principais beneficiados pelo Sistema Geral de Preferências (SGP), pelo qual a maior economia do planeta dá tratamento comercial diferenciado para algumas nações em desenvolvimento, informa o jornal O Estado de S.Paulo.

O sistema foi criado em 1974 nos EUA e a lei que o instituiu deve ser renovada após aprovação pelo Congresso, prevista para dezembro deste ano.

entry Jul 28 2006, 11:50 PM
Entrada da Venezuela "perverte" o propósito do Mercosul, diz revista

* por Invertia

O Mercosul "está pervertendo seu propósito", afirma a revista britânica The Economist em sua edição da próxima da semana, ao criticar a entrada da Venezuela no bloco.

O novo integrante aumenta população do grupo para 250 milhões de habitantes e seu Produto Interno Bruto para US$ 1,1 trilhão, mas o "arrasta para ainda mais longe de seu objetivo original de implantar uma integração ao estilo europeu na América do Sul", informa a publicação.

A revista informa também que a cúpula do bloco realizada na semana passada resultou em ações parecidas com as européias, ao criar um fundo com US$ 100 milhões para canalizar petrodólares venezuelandos ao sócios menores, Paraguai e Uruguai.

"Mas isso pode não compensar pelo stress causado com a entrada de novos membros que têm interesses disparatados e que, em alguns casos, são hostis em relação a partes do resto do mundo", alega o perídico.

A publicação critica ainda o convite feito à Bolívia para participar do bloco, medida considerada como forma de fortalecer o "estridente coro antiamericano" liderado pelo líder venezuelano Hugo Chávez e diz que o ambiente no bloco se torna ainda mais preocupante após o fracasso nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC).

entry Jul 27 2006, 11:41 PM
Brasil propõe trocar até US$1,5 bi em bônus para melhorar dívida

* por Daniela Machado

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deu início nesta quinta-feira a uma troca de bônus que estão em mercado por títulos Global com vencimento em 2037, informou o Tesouro Nacional. A operação, que tem como objetivo melhorar o perfil de pagamentos do país, pode alcançar 1,5 bilhão de dólares.

Se a cifra for cumprida, o volume de Global 2037 em mercado dobrará para 3 bilhões de dólares.

Em comunicado aos investidores, o Brasil informou que poderão ser trocados títulos que vencem em 2020, 2024, 2027 e 2030. O montante total desses papéis em circulação é de 8,5 bilhões de dólares.

"O objetivo é tirar papéis com cupom mais alto, com isso (o Tesouro) dá uma alongada e melhora o perfil da dívida", comentou Felipe Brandão, diretor de mercados emergentes da Arkhe Corretora, em São Paulo.

"Para os clientes é atrativo porque você resgata um capital e pega um papel com maior potencial de alta."

O Brasil emitiu Global 2037 pela primeira vez em janeiro deste ano e reabriu a operação em março, com cupom de 7,125 por cento --que será mantido na troca.

Alguns analistas disseram que a operação não deve atrair muitos interessados. "Em nossa avaliação, a troca não apresenta fortes incentivos para que os investidores participem", apontou em relatório Gautam Jain, estrategista para América Latina no Barclays, em Nova York.

Ele acrescentou, no entanto, que "o volume almejado de 1,5 bilhão de dólares é pequeno e, então, pode ser alcançado".

Para Siobhan Morden, estrategista para América Latina no ABN AMRO, em Nova York, o incentivo da oferta é a busca por mais liquidez "porque eles (Brasil) estão mirando os bônus menos líquidos".

"Eu não sei se eles vão alcançar a cifra de 1,5 bilhão de dólares que estão mirando, mas claramente haverá investidores que priorizam a liquidez e vão querer o Global 37 por sua liquidez crescente, apesar do que você perde em termos de valor", ponderou.

PROPOSTAS ATÉ 2 DE AGOSTO

O comunicado acrescentou que cada 1.000 dólares em principal dos títulos antigos serão trocados por 1.000 dólares do Global 2037, e que cada investidor que entrar na operação receberá também uma quantia em dinheiro.

As propostas serão aceitas até 2 de agosto. O Citigroup e o Deutsche Bank AG coordenam a operação.

Nesta semana, o secretário do Tesouro, Carlos Kawall, afirmou que o país não tinha pressa de fazer novas captações no mercado, porque a meta para o biênio 2006-2007 está bastante adiantada.

Kawall atribuiu especulações sobre uma emissão brasileira ao fato de vários países vizinhos, como Colômbia e Uruguai, terem lançado operações recentemente.

O país precisa captar 3,7 bilhões de dólares até o final de 2007 para atingir o alvo de 9 bilhões de dólares previsto para este e o próximo ano.


entry Jul 26 2006, 11:47 PM
Governo permite que exportador deixe recursos no exterior

* por ANA PAULA RIBEIRO, FolhaOnline

Os exportadores não serão mais obrigados a trazer todos os recursos provenientes de vendas no exterior para o Brasil. O CMN (Conselho Monetário Nacional) irá permitir que 30% das receitas de exportações fiquem fora do país.

A medida é uma das quatro anunciadas hoje pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e tem como objetivo reduzir a pressão sobre a cotação do dólar e sobre os custos das empresas exportadoras. Esse conjunto de medidas será editado nos próximos dias em uma medida provisória.

"As medidas vêm no sentido de modernizar a legislação brasileira do comércio exterior, além de desonerar e facilitar as operações", disse.

De acordo com Mantega, o CMN ainda vai definir em quanto poderá ser reduzida a cobertura cambial --pela legislação atual, 100% dos valores das exportações devem entrar no país.

No entanto, o ministro adiantou que após a edição da MP o CMN realizará uma reunião extraordinária para dispensar a coberta cambial de 30% das exportações. Ou seja, de cada US$ 1 milhão arrecadado com exportações, US$ 300 mil não precisam retornar ao país. Também não será cobrada CPMF (Contribuição provisória sobre Movimentação Financeira) dos recursos que ficarem fora do país.

A Receita Federal vai fiscalizar qual uso será feito desses recursos, que poderão ser utilizados para investimentos ou para pagamento de compromissos no exterior.

Para o ministro, essas medidas não implicam na perda de controle sobre o sistema cambial brasileiro e não há ameaça sobre a vulnerabilidade externa do país. Lembrou ainda que a qualquer momento o CMN poderá suspender essa dispensa de cobertura cambial.

Outras medidas

Além disso, Mantega anunciou que as operações de câmbio serão simplificadas, com a redução do preenchimento dos formulários para exportação. Com isso, o exportador poderá fechar uma operação de entrada e saída de capital no mesmo dia, evitando o prejuízo com a arbitragem da cotação da moeda.

As operações de até US$ 3 mil serão totalmente simplificadas, sem exigência de cobertura cambial.

A terceira medida diz respeito ao registro no Banco Central do capital estrangeiro regularizado no país até 2004. Segundo o ministro, esses recursos entraram no país como empréstimo e em algum momento foram convertidos em investimento, mas não foram registrados no BC.

Com esse registro, a intenção do governo é que essas empresas possam agora remeter lucros e dividendos ao exterior, o que reduzirá o fluxo de moedas no país.

A última medida diz respeito a compras em free-shops no Brasil, que poderão agora ser pagas em moeda nacional.

entry Jul 25 2006, 07:23 PM
Bovespa sobe mais que Wall St e mostra força de reação

* por Marcelo Mota

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a terça-feira em forte alta e deu uma demonstração de que tem força para se recuperar, se Wall Street não for um obstáculo. Assim como na véspera, Nova York apontou a direção, mas a Bovespa foi mais longe.

O Ibovespa fechou em alta de 1,26 por cento, a 36.680 pontos, enquanto o Dow Jones ficou com um ganho de 0,48 por cento e o Nasdaq, de 0,58 por cento. Nos dois dias desta semana, o índice brasileiro avançou 3,3 por cento.

"A gente tem números para mostrar e perspectivas melhores que o quadro externo. Dá para a gente, como emergente, descolar um pouquinho", disse o diretor da corretora Ágora Senior, Álvaro Bandeira. "Se subir lá (em Nova York), vai subir mais aqui. Se cair, cai menos aqui."

Segundo ele, a mola desse movimento doméstico são as blue chips da Bovespa. Muito sacrificadas nos últimos meses, essas ações tendem agora a reagir com intensidade.

"Vale, Petrobras, Itaú e Bradesco... esses papéis foram sacrificados porque a saída foi brusca, e quando a saída é brusca, você precisa de liquidez. Depois você tem que realinhar a carteira e, para isso, tem que comprar esses papéis", explicou Bandeira.

As preferenciais da Petrobras subiram 0,99 por cento; as da Companhia Vale do Rio Doce valorizaram-se 2,42 por cento; as do Bradesco avançaram 1,57 por cento; e as do Itaú tiveram ganho de 1,62 por cento.

Assim como na véspera, faltou volume ao pregão, o que deixa o diretor da Novação Distribuidora, Carlos Alberto Ribeiro, cauteloso quanto à consistência do movimento de alta. O giro financeiro foi de 1,89 bilhão de reais, abaixo da média diária do ano, de pouco menos que 2,5 bilhões de reais.

A preocupação com o giro é agravada pela estatística sobre o fluxo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira. Conforme a Bovespa, nos primeiros 20 dias deste mês, a conta apresentou déficit de 711 milhões de reais. Em junho, o saldo foi negativo de 2,26 bilhões de reais e, em maio, de 1,5 bilhão de reais.

No entanto, um levantamento feito por um banco atuante na intermediação de ordens para estrangeiros mostrou que os fundos globais vêm aplicando em Brasil nos últimos quatro meses, consecutivamente. Em junho, esse superávit foi de 450 milhões de dólares, conforme um operador do mercado de ações que trabalha na instituição.

Segundo ele, essas cifras podem significar que, mesmo que estejam tirando o dinheiro do mercado de ações, os estrangeiros podem estar somente remanejando suas carteiras entre renda fixa e renda variável, sem tirar os recursos do país.

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