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entry Jul 2 2019, 08:52 PM
Christine Lagarde deixa direção do FMI para presidir BCE

* por AFP

Washington, 3 Jul 2019 (AFP) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou estar "muito honrada por ter sido indicada para a presidência" do Banco Central Europeu (BCE), e que vai deixar o cargo no organismo multilateral.

Os dirigentes europeus acordaram, nesta terça-feira, os principais cargos para a direção da União Europeia, que terá duas mulheres em cargos cruciais: uma ministra alemã, Ursula von der Leyen, à frente da Comissão, e a francesa Lagarde no BCE, substituindo o italiano Mario Draghi.

"Me honra ter sido nomeada para presidência do Banco Central Europeu", disse Lagarde num comunicado.

"Em vista do exposto e em consulta com o Comitê de Ética da Diretoria, decidi deixar temporariamente minhas funções como diretora-gerente (DG) do FMI durante o período de nomeação", acrescentou.

Lagarde, de 63 anos, deixa o cargo dois anos antes do final de seu segundo mandato de cinco anos à frente do FMI.

O Fundo anunciou ainda nesta terça que Lagarde será substituída interinamente pelo número dois da entidade, o americano David Lipton, vice-diretor gerente da entidade desde setembro de 2011.

"Aceitamos a decisão da senhora Lagarde de renunciar temporariamente às suas responsabilidades no FMI durante o período de nomeação (da presidência do BCE). Confiamos plenamente em David Lipton", informou a instituição num comunicado.

Sua nomeação atraiu elogios a Lagarde por seu papel na liderança da instituição após a crise financeira global.

"Foi uma tremenda embaixadora do fundo, uma grande vendedora, uma excelente comunicadora", disse Mark Sobel, um ex-funcionário do Tesouro americano e presidente do Foro de Instituições Monetárias e Financeiras Oficiais.

Sobel disse à AFP que Lagarde tem experiência em política monetária inclusive apesar de nunca ter dirigido um banco central e, como o presidente da Reserva Federal americana, Jerome Powell, não é economista.

"Ela esteve envolvida em todo o debate monetário", acrescentou.

Seu segundo mandato no cargo coincidiu com a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e uma onda de confrontos entre as principais economias sobre o comércio, que a ex-ministra das Finanças francesa descreveu como a principal ameaça para a economia mundial.

Lagarde reconheceu também as tensões causadas pela globalização, que afetou as indústrias e gerou muitas demissões.

Entre os nomes que circulam para sucedê-la está o governador do Banco da França, François Villeroy de Galhau.

entry Jul 1 2019, 08:13 PM
Mercosul ainda vai dividir cotas de exportação para União Europeia

* por Rafael Walendorff | Canal Rural | Brasília

As cotas de exportação negociadas no acordo com a União Europeia ainda não foram divididas entre os países do Mercosul, informou o governo, em coletiva, nesta segunda, dia 1º.

Por enquanto, sabe-se apenas que o Brasil ficará com praticamente toda a parte do açúcar — o Paraguai ficará com um pequeno valor de açúcar orgânico. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, isso será discutido entre os países do bloco posteriormente.

entry Jun 30 2019, 09:26 PM
Argentina se divide ao analisar efeitos do acordo entre Mercosul e UE

* por EFE

Buenos Aires, 29 jun (EFE).- Diferentes vozes empresariais e econômicas da Argentina se dividiram neste sábado ao avaliar o acordo de livre-comércio firmado ontem por Mercosul e União Europeia (UE) após quase 20 anos de negociações.

Enquanto o presidente da Argentina, Mauricio Macri, compartilhava um áudio emocionado enviado pelo chanceler Jorge Faurie para informá-lo sobre o acordo, representantes da indústria criticaram o governo e temem pelo futuro do país após a entrada em vigor das medidas anunciadas pelos dois blocos.

É o caso da Associação Nacional de Pequenos e Grandes Empresários, que usou as redes sociais para expressar que o acordo é mais um motivo para "se chorar de tristeza" na Argentina.

"As pequenas e médias empresas são as que receberão um golpe de misericórdia com essas políticas e ficarão de fora do mercado, inclusive no âmbito de compras públicas. As únicas beneficiadas são as grandes multinacionais e o complexo agroexportador, em detrimento do trabalho e da índustria local", disse a entidade.

Por outro lado, o dirigente da União Industrial da Argentina, José Urtubey, elogiou o acordo e pediu para que o governo esclareça pontos do pacto e combata a desinformação que está sendo divulgada pela oposição, já visando as eleições presidenciais de outubro.

"Em termos geopolíticos, falar de acordos entre diferentes mercados é algo positivo. Mas devo dizer que carecemos de todas as informações e por isso não conhecemos a letra miúda do acordo. Nós não estarmos informados já é um problema. Não sabemos a posição do governo a respeito das políticas tarifárias", disse Urtubey.

O presidente da Coordenação das Indústrias de Produtos Alimentícios, Daniel Funes de Rioja, também comemorou o acordo, mas fez a mesma ressalva que Urtubey. Quer ver os detalhes do acordo para saber como seu setor será impactado pela abertura comercial.

"A UE tem muita estabilidade, com uma moeda única e baixos níveis de inflação, de gasto público e de pressão fiscal. Partimos de uma assimetria. É preciso estabilidade macroeconômica e previsibilidade sobre as regras do jogo para corrigir isso", analisou.

Já o secretário de Comércio Exterior da Confederação da Argentina das Médias Empresas, José Luis Lopetegui, disse que o pacto com os europeus tem pontos positivos e negativos. De qualquer forma, ele avalia que a aproximação servirá para tirar a região do isolamento.

"Poderemos negociar com 30% do PIB mundial, uma alta de 20% em relação a antes, mas ainda é pouco se compararmos ao Chile, que tem acordos com 80% (da economia global)", ressaltou.

O presidente da Sociedade Rural da Argentina, Daniel Pelegrina, destacou a necessidade de os produtores sul-americanos e europeus estarem em igualdades de condições.

"O produtor europeu recebe subsídios para poder continuar produzindo, o contrário do que ocorre com o produtor argentino, que é cobrado pelos direitos de exploração e sofre com retenções. Isso vai ter que ser equilibrado", explicou Pelegrina.

Por sua vez, o diretor do Centro de Ciências Econômicas da Argentina, Hernán Letcher, previu que o acordo promoverá a desindustrialização do país.

"O acordo comercial vai debilitar o tecido industrial da região. A Argentina se limitará a ser um fornecedor internacional de matérias-primas, sem a possibilidade de diversificar suas exportações", disse o especialista.

No entanto, para o economista Claudio Zuchovicki, o acordou deu "nova vida" ao Mercosul. "O bloco já não fazia sentido", disse.

entry Jun 29 2019, 10:00 PM
O que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia prevê

* por AFP

Bruxelas, 29 Jun 2019 (AFP) - O acordo comercial concluído nesta sexta-feira entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e da União Europeia (UE), que deve permitir aumentar consideravelmente os intercâmbios comerciais entre as duas regiões, também inclui garantias para impedir potenciais efeitos negativos.

Veja abaixo alguns dos principais pontos do texto.

Tarifas
A longo prazo, a UE vai suprimir 92% das tarifas atualmente aplicadas aos bens sul-americanos que chegam a seu território.

O acordo também eliminará 91% das tarifas impostas pelo Mercosul a produtos europeus - cerca de 4 bilhões de euros, segundo estimativa da Comissão Europeia.

Na indústria, as tarifas do Mercosul vão ser eliminadas progressivamente para veículos (35%), autopeças (14% a 18%), equipamentos industriais (14% a 20%), produtos químicos (até 18%), roupas (até 35%) e produtos farmacêuticos (até 14%).

Agropecuária
Nos produtos alimentícios, as taxas do Mercosul sobre vinhos (27%), chocolate (20%), licores (de 20% a 35%), peixes enlatados (55%), bebidas gaseificadas (20% a 35%) e azeitonas serão eliminadas.

Os queijos e laticínios da UE se beneficiarão, segundo o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, de "amplas cotas" com taxa zero.

Em troca, a UE abre seu mercado aos produtos agrícolas sul-americanos - sua maior concessão - através das cotas: 99 mil toneladas de carne bovina ao ano com uma taxa preferencial (7,5%), além de uma cota adicional de 180 mil toneladas para o açúcar e outra de 100 mil toneladas para carne de aves.

Salvaguarda
O acordo inclui um "mecanismo de salvaguarda", que garante à UE e ao Mercosul impor medidas temporárias para regulamentar as importações se ocorrer um aumento inesperado e significativo que possa "causar um prejuízo grave a sua indústria".

Essas garantias se aplicam aos produtos agropecuários.

DOCs protegidas
O Mercosul se compromete a compromete a proteger 357 denominações de origem geográficas europeias, como o presunto de Parma, o champanhe, o vinho do Porto e o uísque irlandês.

A UE também protegerá algumas indicações geográficas da América do Sul, como a cachaça brasileira e o vinho argentino de Mendoza.

Saúde
A Comissão Europeia garante que "nada no acordo altera a forma como a UE adota e aplica suas normas de segurança alimentar", seja para produtos europeus, ou importados.

O acordo faz referência ao "princípio de precaução" para garantir que autoridades possam "agir para proteger a saúde humana, animal, ou vegetal, ou o meio ambiente, frente a qualquer risco detectado, mesmo que a análise científica não seja conclusiva".

Meio ambiente
O texto inclui um capítulo sobre desenvolvimento sustentável que cobre "a gestão sustentável e a conservação das florestas, o respeito aos direitos dos trabalhadores e a promoção de um gerenciamento responsável da gestão".

Ele se refere explicitamente ao Acordo de Paris sobre o clima.

De acordo com a Comissão, as duas partes "se comprometem a lutar contra as mudanças climáticas e a trabalhar na transição para uma economia durável, de baixa intensidade de carbono".

Isto inclui "um compromisso para lutar contra o desmatamento", um ponto importante para as ONGs, que acusam o Brasil de avançar na destruição da floresta amazônica.

Segundo a Comissão, este capítulo incluirá "normas claras e rigorosas, bem como um mecanismo de avaliação independente e imparcial dessas questões por um grupo de especialistas", que não foi detalhado.

Mercados públicos
Os países do Mercosul abrirão, pela primeira vez, seus mercados públicos às empresas europeias - um passo decisivo para a UE.

Na prática, empresas da UE poderão concorrer a licitações em condição de igualdade com as companhias do Mercosul.

entry Jun 29 2019, 12:17 AM
UE e Mercosul alcançam acordo em pleno auge do protecionismo

* por AFP
com informações Jefferies Group

Paris, 28 Jun 2019 (AFP) - O acordo comercial entre a UE e o Mercosul, fechado nesta sexta-feira (28) após mais de vinte anos de negociações e anunciado em plena cúpula do G20, chega na contracorrente da onda protecionista fomentada por Donald Trump já há dois anos.

"A mensagem que está se passando é que em um momento de turbulências em nível multilateral, em um momento de tensões, tem gente que aposta em mais cooperação e mais abertura comercial", disse à AFP Arancha González, diretora do Centro de Comércio Internacional (CCI), uma agência conjunta da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da ONU, com sede em Genebra.

Em um momento de declínio dos intercâmbios comerciais, "se trata de um sinal forte, anunciar um acordo como este durante uma cúpula do G20, na qual Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, devem se reunir no sábado em plena guerra comercial", explicou à AFP uma fonte europeia.

Desde a sua chegada à Casa Branca, em janeiro de 2017, o presidente americano criticou o multilateralismo e pôs em dúvida os tratados comerciais, enquanto impôs tarifas alfandegárias às importações chinesas, mas também às de aço e alumínio.

O presidente americano renegociou com o Canadá e o México o acordo comercial norte-americano e se retirou do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), fechado por seu antecessor, Barack Obama, com 11 países da Ásia e da América.

Com um G20 que não consegue condenar o protecionismo em suas declarações desde que Trump o impede e uma Organização Mundial do Comércio (OMC) que poderia ficar paralisada no fim do ano, o anúncio do acordo com o Mercosul durante o G20 ganha um matiz simbólico.

"Não se deve esquecer que no G20 tem um monte de países que assinaram o acordo do TTP sem os Estados Unidos, entre eles o Japão, anfitrião da cúpula", reforçou González. O Canadá, que alcançou o CETA com a UE, também estará presente, lembrou.

Boa notícia para Bolsonaro e Macri
Para Ward McCarthy, economista-chefe do banco de investimentos americano Jefferies, o principal é que as tensões comerciais diminuam o mais rápido possível para que não afetem o crescimento.

"Todo mundo se beneficia do livre comércio, mas em uma guerra comercial não há ganhador", explicou durante um encontro recente com a imprensa em Paris, quando destacou que as tensões comerciais só poderiam ser justificadas se "servirem para alcançar um objetivo".

"Se atravessando este período, bastante desagradável, se obtiver um entorno mais favorável ao livre comércio, então se pode dizer que valeu a pena", destacou. "Mas quanto mais tempo passar, pior é e não só para China e Estados Unidos, mas também para a economia mundial".

O economista fez alusão à guerra comercial entre Pequim e Washington e às negociações entre Trump e Xi, que neste sábado se reúnem em Osaka para tentar conter a escalada comercial e tecnológica aberta entre seus países.

Na Europa, a Comissão Europeia obteve o mandato para fazer negociações comerciais com Washington, mas deixando à margem a agricultura, após a decisão de Trump de dar um novo prazo antes de sancionar as importações de veículos.

O acordo também chega em um momento oportuno para o presidente Jair Bolsonaro e seu contraparte argentino, Mauricio Macri, depois da posse em janeiro do brasileiro e a aspiração à reeleição do argentino em outubro.

"Para Macri, este acordo poderia ser a oportunidade de mostrar o apoio internacional às suas reformas", explicou a fonte europeia, convencida de que Bolsonaro também precisa deste tratado, depois de uma reunião com Trump na Casa Branca, "que não terminou muito bem".

Do ponto de vista do Mercosul, "chegou o momento de fechar uma aliança estratégica com a UE, que demorou em se desenhar [...] e que busca uma maior liberalização para tornar suas economias mais competitivas".

Segundo a OCDE, os dois principais motores econômicos do Mercosul - Brasil e Argentina - estão entre os países "menos abertos" na escala mundial, paradoxalmente junto com os Estados Unidos.

entry Jun 28 2019, 09:25 PM
Lego compra rival da Disney por US$ 7,5 bi

* por Estado de São Paulo
com Agências Internacionais

A fundação familiar dinamarquesa Kirkbi, acionista majoritária da marca de brinquedos Lego, anunciou que vai adquirir por US$ 7,5 bilhões a companhia britânica Merlin Entertainment, responsável por atrações turísticas como os museus de cera Madame Tussaud's, a roda gigante London Eye e os parques de diversões Legoland.

Participarão também do negócio os fundos Blackstone, dos EUA, e o CCPIB, do Canadá, que terão juntas 50% da Merlin. A outra metade ficará com a Kirkbi, que já detinha participação de 30% na britânica, resultantes do acordo referente à marca Legoland, em 2005. A Kirkbi é a fundação da família de Kirk Kristiansen, neto do criador da Lego e responsável por sua expansão global.

Hoje, a Merlin recebe anualmente 67 milhões de pessoas em suas 120 atrações, espalhadas por 25 países - é a segunda maior empresa de parques turísticos do mundo, ficando atrás da Disney.

Na alta temporada, emprega cerca de 28 mil pessoas no mundo e teve receita anual equivalente a US$ 2,1 bilhões. Com a compra, a Merlin será retirada do mercado de capitais - hoje, a empresa negocia suas ações na bolsa de valores de Londres.

"Acreditamos que este grupo de investidores tem os recursos necessários para levar a Merlin ao próximo passo de crescimento", disse Soren Thorup Sorensen, presidente executivo da Kirkbi, em comunicado.

Na mesma nota, a britânica Merlin informou que o acordo lhe dará novo escopo e "investimento de longo prazo", num momento no qual a fabricante dinamarquesa de brinquedos busca sua expansão na China.

Conhecida por seus bloquinhos de plásticos coloridos, a Lego planeja dobrar o número de lojas no país asiático, para 140 estabelecimentos.

"Lojas físicas são importantes para dar às crianças a experiência mágica de brincar", disse, em março, o presidente executivo da Lego, Niels B. Christiansen, ao anunciar o plano de expansão. Além disso, segundo ele, são espaços importantes para reforçar a marca da empresa.

Ásia
Hoje, a China tem menos de 10% das vendas da fabricante dinamarquesa. Já a Merlin, com três museus do Madame Tussaud's no país, disse, em janeiro, que estava em conversas avançadas para construir diversos parques Legoland chineses, em parceria com empresas locais.

O investimento no mercado chinês é apenas uma das estratégias da Lego para estabilizar seus negócios depois de ter visto, em 2017, suas receitas caírem pela primeira vez em uma década. O revés é atribuído à competição com brinquedos digitais.

Novos mercados
Em março, ao anunciar seus resultados globais, a empresa disse ter planos para começar a se expandir no Oriente Médio, na África do Norte e também na Índia. "Em três anos, estaremos investindo pesado no mercado indiano", disse Christiansen.

Hoje, além de vender bloquinhos, a Lego também realiza jogos e filmes com sua identidade visual, em parceria com a americana Warner. No ano passado, a Lego faturou US$ 5,5 bilhões, impulsionada por brinquedos de marcas como Star Wars e Harry Potter.

Outro investimento realizado pela dinamarquesa para se tornar uma empresa mais digital é a criação de aplicativos de realidade aumentada - a tecnologia, popularizada pelo jogo Pokémon Go, adiciona uma camada virtual ao mundo real, por meio de dispositivos como celulares e óculos especiais. No caso da Lego, a intenção é criar aplicativos nos quais seja possível brincar com os bloquinhos a partir da tela dos smartphones.

entry Jun 27 2019, 08:54 PM
Bitcoin despenca 12% após salto recente

* por Reuters | Londres

O preço da moeda digital bitcoin despencava 12% nesta quinta-feira (27), para US$ 11.383, depois de atingir no início da semana maior nível em 18 meses, de quase U$14 mil.

A criptomoeda tem avançado desde abril e acumulou valorização de mais de 260%. O pico histórico ocorreu em dezembro de 2017, quando o bitcoin chegou perto dos US$ 20 mil.

Analistas afirmam que o anúncio recente de criação de uma criptomoeda pelo Facebook vinha recuperando o interesse sobre essa classe de investimento.

entry Jun 26 2019, 11:33 PM
Casino propõe a Pão de Açúcar reorganização que inclui compra de varejista colombiana

* por Alberto Alerigi Jr. | São Paulo | Reuters

O Casino propôs ao GPA (Grupo Pão de Açúcar) uma reorganização dos ativos do grupo francês de varejo na América Latina, plano que inclui a compra pela companhia brasileira da rede colombiana Éxito e a migração da empresa para o segmento Novo Mercado da B3.

O plano, que conta com apoio da diretoria executiva do GPA, foi divulgado na noite desta quarta-feira (26) e também prevê que o Casino vai comprar as ações de controle do grupo brasileiro de varejo detidas indiretamente pela Éxito "a preço justo".

A compra da Éxito pelo GPA seria feita por meio de oferta pública e em dinheiro, segundo o plano divulgado. A empresa afirmou que o preço de "indicação da diretoria" para a operação poderia ser entre 16 mil e 18 mil pesos colombianos (R$ 19,31 a R$ 21,72) por ação da Éxito. O papel fechou nesta quarta-feira a 14,52 mil pesos.

A proposta ocorre dias depois que o GPA vendeu o controle da rede móveis e eletrodomésticos Via Varejo, que passou a ser detida pela família do empresário veterano do setor Michael Klein.

"O conselho de administração acredita que essa transação trará benefícios ao GPA, com a simplificação da estrutura na América Latina e uma melhora significativa na governança. Além disso, o conselho de administração espera que essa transação permita ao GPA aumentar sensivelmente sua base de potenciais investidores", afirmou o grupo em comunicado ao mercado.

A empresa afirmou que a migração para o Novo Mercado, segundo a proposta, será feita com a conversão da totalidade das ações preferenciais do GPA em ações ordinárias à razão de 1 para 1.

Para avaliar a proposta, o conselho de administração do GPA aprovou a formação de um comitê especial formado pelos membros independentes Eleazar de Carvalho Filho, Luiz Augusto de Castro Neves e Luís Nelson Guedes de Carvalho. O comitê vai contratar assessores legais e financeiros para assessorá-lo na avaliação do plano.

As ações do GPA encerraram nesta quarta-feira em queda de 1,5%, a R$ 84,61, enquanto o Ibovespa fechou em alta de 0,6%. Já os papéis do Casino tiveram ganho de 3,1%, a € 29,98.

entry Jun 25 2019, 09:00 PM
Criptomoeda do Facebook cria caminho para 'imprimir ainda mais dinheiro' via serviços de mensagem

* por Bloomberg

Os planos do Facebook para uma nova criptomoeda podem mudar setores econômicos inteiros. Mas um resultado mais provável seria que a tecnologia transforme os negócios do próprio gigante da mídia social.

O Facebook obtém a maior parte de sua receita da publicidade, mas o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, afirma que o futuro está nas mensagens privadas. É uma mídia complicada para os anúncios digitais, que requerem coleta intensiva de dados, e por isso Wall Street vem tentando imaginar como a empresa pretende ganhar dinheiro com o seu novo futuro. A libra, criptomoeda anunciada pelo Facebook na semana passada, oferece uma resposta muito interessante.

"A libra poderia introduzir um produto novo e importante e uma nova fonte de receita para o Facebook, nos próximos anos", escreveu Mark May, analista do Citigroup, em uma recente nota de pesquisa intitulada "o caminho do Facebook para imprimir ainda mais dinheiro".

O Facebook tem mais de 1,5 bilhão de usuários nos serviços de mensagem Messenger e WhatsApp, mas praticamente não fatura com eles. Na semana passada, quando revelou seus planos para a libra, a companhia também anunciou que incluiria novos serviços digitais de pagamento nesses apps, para que os usuários possam usar a criptomoeda a fim de enviar dinheiro a amigos e empresas em todo o mundo. Se o plano funcionar, o WhatsApp e o Messenger se tornarão novos polos de pagamentos e comércio que receberão comissões modestas mas lucrativas sobre as transações que intermediam, de acordo com May e outros analistas.

"Essa decisão é um forte indicador da intenção do Facebook de se tornar uma plataforma de transações (por meio do Messenger e WhatsApp), se expandindo para muito além de seu já imenso negócio publicitário", escreveu Yousef Squali, analista do banco de investimento SunTrust Robinson Humphrey.

O Facebook tem um histórico de não muito sucesso nos serviços de pagamentos, e a libra foi recebida com desagrado pelos puristas das criptomoedas. Mas a WeChat e a QQ, da China, demonstram o que é possível quando apps de mensagens conseguem incluir pagamentos e outros serviços em seus pacotes. O WeChat e o QQ ganham dinheiro ao facilitar pagamentos entre usuários e comerciantes, distribuir jogos para celulares e vender produtos digitais como "stickers" e avatares. Os serviços fizeram de sua controladora, a Tencent Holdings, a companhia de capital aberto de valor mais alto na China.

O esforço do Facebook nas criptomoedas pode facilitar ofertas semelhantes em termos de pagamentos, compras, apps e jogos, e ao mesmo tempo explorar a imensa base de usuários da empresa na Ásia, onde ela tem quase quatro vezes mais usuários mensais ativos do que na América do Norte, de acordo com Mark Mahaney, analista da RBC Capital Markets. A libra "pode se provar uma das iniciativas mais importantes na história da companhia, em termos de atrair novos engajamentos e criar novas fontes de receita", ele escreveu em nota de pesquisa recente.

Por enquanto, o Facebook e sua nova subsidiária Calibra, que está criando os sistemas digitais de pagamentos, descrevem a criptomoeda como forma de pessoas enviarem dinheiro a amigos em outros países. David Marcus, que comanda o projeto libra no Facebook, disse que a empresa não planeja cobrar comissão quando os usuários enviam dinheiro a amigos, e que provavelmente cobrará "taxas muito modestas por transação" no caso de pagamentos a empresas.

Esse pode ser o primeiro passo rumo a algo mais lucrativo. Antes do Facebook, Marcus foi presidente do PayPal, o principal serviço independente de pagamentos digitais nos Estados Unidos. O PayPal permite transferências de dinheiro de pessoa a pessoa, mas se tornou um método comum de pagamento por compras online, também.

"Transferências de dinheiro de pessoa a pessoa não costumam ser fonte de lucros", disse Harshita Rawat, analista na corretora Sanford C. Bernstein. "O caso efetivo de uso é acostumar as pessoas a realizar transações financeiras na plataforma e depois começar a lançar atividades relacionadas ao comércio eletrônico. "Assim que os usuários começam a se sentir confortáveis quanto a enviar dinheiro por meio de um app, acrescentar um mercado de varejo e mais formas de interações com empresas são consequências frequentes. É aí que surge a "verdadeira oportunidade de monetização", ela acrescentou.

Marcus consegue antever um futuro no qual o Facebook transformará os serviços de pagamentos digitais em um novo negócio - ainda que não saiba exatamente que forma ele tomaria.

"Com o tempo, se criarmos mais serviços com base na libra, provavelmente indexaremos outras fontes de renda", ele disse. "Isso é para o futuro. Não vamos fazê-lo nos primeiros anos desse ecossistema, porque nosso foco deve ser promover a adoção".

Determinar se essa adoção será conseguida é o problema mais premente para o Facebook. Os planos da companhia para a criptomoeda já estão sob ataque de autoridades regulatórias americanas e europeias, que não gostam da ideia de uma incursão do Facebook a ainda outro aspecto da vida pessoal dos usuários. E conquistar a confiança dos consumidores depois de anos de incidentes quanto à privacidade pode se provar mais difícil do que o Facebook antecipa. Rawat descreve a libra como "um projeto ambicioso".

Se as pessoas começarem a usar a libra em seus sistemas de pagamento digitais, o Facebook pode não precisar de anos de prazo para fazer dessas atividades uma fonte de receita. Marcus acredita que os novos sistemas podem ter impacto financeiro mais imediato em uma linha de negócios que o Facebook já conhece bem: a publicidade dirigida. Se os usuários dispuserem de libras em suas contas quando estiverem lendo o "news feed" do Facebook, o processo de compra de um produto pode ser facilitado no momento em que cliquem em um anúncio. Isso tornaria veicular anúncios no Facebook mais atraente para os anunciantes.

"Se acontecer mais comércio eletrônico na plataforma, as pequenas empresas gastarão mais e a publicidade será mais efetiva para elas", ele disse.

entry Jun 24 2019, 09:49 PM
Japanificação da Europa já chegou e escapar não é fácil, diz ING

* por Catherine Bosley | Bloomberg

(Bloomberg) -- O crescimento anêmico e inflação da zona do euro sinalizam que a região provavelmente já enfrenta a chamada japanificação e escapar desse processo pode ser difícil se o histórico da nação asiática servir de guia, segundo o banco ING.

A situação da Europa sempre foi motivo de comparações com o Japão nos anos 90. Em um relatório divulgado na segunda-feira, o ING lista semelhanças, como o aumento da dívida pública, acúmulo de empréstimos bancários de risco, uma população que envelhece e enormes estímulos de política monetária.

Embora a resposta política do Japão à crise tenha sido lenta, o país também foi vítima de períodos desfavoráveis, de acordo com o ING. Várias oportunidades de recuperação foram perdidas devido à crise financeira asiática de 1997-98 e ao estouro da bolha da Internet, que foi seguido pela crise financeira global.

Esse também pode ser o destino da zona do euro, que no ano passado parecia estar prestes a suspender as medidas de estímulo, mas que agora volta a ser empurrada para outra direção. Com o impacto das tensões do comércio global sobre o confiança e expectativas de inflação perto de um recorde de baixa, o Banco Central Europeu enfrenta o dilema de cortar os juros ou reiniciar a flexibilização quantitativa.

"Sem uma recuperação forte, é difícil escapar do baixo crescimento, baixa inflação e, posteriormente, de um ambiente de juros baixos", disseram Carsten Brzeski e Inga Fechner, economistas do ING. "Uma retomada econômica pode acabar rapidamente, e a política monetária pode não ter munição suficiente na manga, com as taxas de juros se mantendo abaixo de zero nos próximos anos."

Os paralelos significam que a Europa poderia ter um banco central com o balanço inflado nos próximos anos, além da necessidade de um grande pacote fiscal. Há também a perspectiva de os governos precisarem aumentar as idades de aposentadoria para impedir que a força de trabalho encolha.

"Para a zona do euro, a lição mais importante provavelmente não é tanto a causa da japanificação, mas as tentativas desesperadas de sair dela", disse o ING. "Não haverá muito espaço para aumentos dos juros nos próximos anos."

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