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entry Ontem, 09:00 PM
Natura ainda discute aquisição da Avon; ações disparam

* por Tatiana Bautzer
com reportagem adicional de Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Natura ainda está em discussões para a aquisição da Avon Products, a empresa listada em bolsa de valores que controla as operações da Avon fora da América do Norte, informou a fabricante brasileira de cosméticos.

A Natura preferiu não comentar a venda anunciada nesta quinta-feira da unidade da Avon na América do Norte, vendida pela Cerberus capital para uma unidade da sul-coreana LG por 125 milhões de dólares.

Uma fonte com conhecimento do assunto disse que as negociações entre Natura e Avon estão avançadas e se continuarem bem poderão resultar num anúncio nas próximas semanas.

Analistas viram a venda do negócio na América do Norte como positiva para a Natura. Analistas do Itaú BBA disseram que esperam que o negócio seja focado nas operações latino-americanas da fabricante de cosméticos. A venda da unidade não listada "remove um dos maiores desafios para que a Natura feche a aquisição da Avon”, afirmou o analista Marco Calvi em relatorio a clientes.

O Itaú BBA estima que se a Natura pagar um prêmio de 20 por cento sobre o valor de mercado da Avon, de 1,13 bilhão de dólares, a alavancagem da empresa brasileira subiria para 5 vezes seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Mas há uma exigência nos bônus da companhia para que a alavancagem não supere 3,5 vezes, o que poderia levar a Natura a fazer uma emissão de ações, afirmou o analista.

As ações da Natura encerraram o dia na ponta positiva do Ibovespa, em alta de 10 por cento, a 49,28 reais. Os papéis da Avon subiram 3,4 por cento, a 3,06 dólares.

entry Apr 24 2019, 08:34 PM
Empresa suíça lança fundo de mineração de bitcoins

* por Forbes
com Reuters

A gestora suíça de ativos Final Frontier e a empresa global de tecnologia blockchain, Bitfury Group, avaliada recentemente em US$ 1 bilhão, anunciaram hoje (24) o lançamento de um fundo regulamentado de mineração de bitcoin, sob a supervisão do regulador financeiro de Liechtenstein.

As empresas não divulgaram o tamanho do fundo, criado pela Final Frontier para investidores que querem ter acesso ao mundo da mineração de bitcoin. Os mineradores operam computadores extremamente poderosos para adivinhar números específicos. O primeiro minerador a adivinhar o número consegue atualizar o livro de transações e recebe uma recompensa de 12,5 bitcoins.

A Bitfury, que detém fatia minoritária na Final Frontier, disse que está fornecendo o hardware e todos os serviços para o fundo de mineração de bitcoin. Os locais de mineração onde o equipamento será implantado estarão em locais explorados e atendidos pela Bitfury.

Imraan Moola, co-fundador da Final Frontier, disse que o fundo surge em um momento vantajoso para os investidores. “Com o preço do bitcoin baixando significativamente de sua alta histórica, mas o interesse institucional crescendo a cada dia, agora pode ser um momento oportuno para considerar investir na mineração de bitcoin”, disse Moola.

entry Apr 23 2019, 09:42 PM
Fintechs dos Brics iniciam aliança global

* por Forbes
com Reuters

Associações de plataformas digitais de serviços financeiros do Brics (grupos de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) iniciaram, hoje (23), um movimento de aproximação global.

Segundo a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), as associações do setor nesses países assinaram na Índia um acordo, em um primeiro passo para uma futura aliança. O pacto foi firmado durante uma conferência de fintechs em Mumbai.

“As fintechs brasileiras poderão avançar mais rápido se souberem como os outros países estão lidando com as deles”, disse em nota Ingrid Barth, diretora da ABFintechs.Segundo a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), as associações do setor nesses países assinaram na Índia um acordo, em um primeiro passo para uma futura aliança. O pacto foi firmado durante uma conferência de fintechs em Mumbai.

“As fintechs brasileiras poderão avançar mais rápido se souberem como os outros países estão lidando com as deles”, disse em nota Ingrid Barth, diretora da ABFintechs.

entry Apr 22 2019, 08:56 PM
Nissan rejeitará nova proposta de integração da Renault, diz jornal japonês

* por Bhargav Acharya | Bangalore | Índia

(Reuters) - A Nissan, rejeitará uma proposta de integração gerencial de sua parceira francesa, Renault, e pedirá uma relação de capital igual, disse o jornal Nikkei nesta segunda-feira, citando fontes.

A administração da Nissan acha que a companhia japonesa não foi tratada como igual à Renault sob os laços de capital existentes, e uma fusão tornaria essa desigualdade permanente, disse o Nikkei.

A Renault argumentou em sua proposta que uma integração maximizaria as sinergias dentro da aliança franco-japonesa, segundo o Nikkei.

O Financial Times havia informado no final de março a intenção da Renault de retomar as negociações de fusão com a Nissan dentro de 12 meses.

A aliança entre a Renault e a Nissan foi criada em 1999 e foi ampliada em 2016 para incluir a Mitsubishi.

Um porta-voz da Nissan se recusou a comentar, enquanto a Renault não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

entry Apr 21 2019, 08:17 PM
O que a desaceleração da 'locomotiva' Alemanha revela sobre a preocupante economia europeia

* por BBC News

A Alemanha, chamada de "locomotiva" da Europa, tem emitido sinais econômicos preocupantes.

Em dezembro passado, o Banco Central alemão previa um crescimento de 1,6% da economia para este ano, mas essa estimativa caiu para 1% na sexta-feira passada. E, na quarta-feira, um novo rebaixamento: o ministro da Economia, Peter Altmaier, afirmou que a expectativa é de que o país cresça apenas 0,5%, em razão de fatores como estagnação da economia global, guerras comerciais internacionais e a incerteza causada pelo Brexit, processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Embora nem todos os indicadores sejam negativos, a baixa na previsão do crescimento alemão é parte de uma tendência iniciada no ano passado e preocupa uma das maiores economias do mundo.

No último trimestre de 2018, o PIB (Produto Interno Bruto) alemão se contraiu 0,2% e não recuperou o crescimento no primeiro trimestre deste ano, embora tenha escapado de uma recessão.

Queda da produção industrial
Uma das razões do esfriamento está na queda da produção industrial alemã nos últimos meses, decorrente da retração da demanda - em níveis que só são superados pela retração vista em 2008, ano em que eclodiu a crise financeira europeia.

Em fevereiro, as exportações alemãs caíram 1,3% em relação ao mês anterior, segundo dados da Agência Federal de Estatísticas. Trata-se da maior queda registrada no último ano.

Embora no total as exportações tenham crescido 3,9% nos últimos 12 meses, as perspectivas de curto prazo não são vistas com otimismo.

Um estudo publicado no início de abril diz que as encomendas à Alemanha e as exportações do país estão "caindo a um ritmo não visto desde a última crise financeira global", por causa sobretudo da redução da demanda da China, que é um dos maiores clientes da Alemanha.

Por que a economia alemã é importante?
Do estado da economia alemã - que responde por 29% de toda a atividade econômica da zona do euro - depende boa parte da saúde econômica do resto da Europa.

E o impacto se estende ao resto do mundo. A Alemanha é a quarta economia global, atrás apenas de EUA, China e Japão, e o terceiro maior exportador do mundo, depois de China e EUA.

Os vínculos alemães com a América Latina também são intensos. Berlim é o quarto exportador para as principais economias latino-americanas - Brasil, Argentina, México, Colômbia e Chile.

Só para o Brasil, as exportações alemãs somam US$ 10,5 bilhões em 2018, sendo medicamentos, peças automotivas e outros manufaturados os principais produtos. Ao mesmo tempo, o Brasil exportou US$ 5,2 bilhões aos alemães no ano passado, sobretudo café, farelo de soja e minérios.

Dados positivos
Vale dizer que nem todos os indicadores econômicos alemães são negativos.

A taxa de desemprego no país, de 3,1%, segue sendo uma das mais baixas do mundo e continuou baixando mesmo enquanto o PIB não decolava.

Dentro do grupo de economias desenvolvidas, apenas Islândia, Japão e República Tcheca têm índice de desemprego menor.

Também cresceu a porcentagem da população em idade produtiva que está empregada, a um ritmo de 0,2% em cada um dos últimos trimestres de 2018.

A explicação para essa aparente contradição entre diferentes indicadores é que, embora a produção industrial esteja passando por um momento delicado, os setores de serviço e construção vivem expansão, em meio a um aquecido mercado interno.

Impactos na zona do euro
Fora das fronteiras alemãs, o freio do crescimento do país se faz sentir na zona do euro.

Alguns países - como a Espanha, entre as grandes economias do bloco - seguiram crescendo em bom ritmo, mas outros, como a Itália, vivem cenários recessivos.

A economia italiana, inclusive, não recuperou o tamanho que tinha antes da crise financeira de dez anos atrás.

E, diferentemente da Alemanha, os índices de desemprego no continente europeu oscilam muito de país para país. No conjunto da zona do euro, a taxa média é de 7,8% - relativamente elevada.

Em países como Itália, Espanha e Grécia, o desemprego chega a dois dígitos - no caso grego, chegou a 18%.

As origens da desaceleração: dos EUA ao Brexit
As razões por trás dos problemas econômicos da Alemanha e da zona do euro são diversas.

Primeiro, a recuperação depois da crise financeira de 2008 nunca foi plena.

Depois, no último ano, a região foi afetada pela má situação do comércio global. Além do esfriamento da economia chinesa, as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações americanas de aço e alumínio também tiveram impacto.

A possibilidade de que essas tarifas se apliquem também à importação de automóveis causa preocupações acerca de um efeito ainda mais profundo, sobretudo para a economia alemã.

Ao mesmo tempo, a incerteza derivada da falta de acordo em torno do Brexit - uma vez que ainda não foram definidos os termos da saída britânica da União Europeia - é outro fator mencionado pelas empresas alemãs nas pesquisas que tentam entender a diminuição da pujança econômica.

Fatores internos
O recente acordo para prorrogar o Brexit até 31 de outubro (o prazo anterior era 29 de março), por sua vez, teve um impacto positivo no humor dos investidores alemães.

O indicador chamado ZEW, que mede o estado de ânimo da economia do país, subiu até 3,1 em abril e tornou-se positivo pela primeira vez desde março de 2018.

Só que, em meio ao vaivém no contexto internacional, a economia alemã também se viu exposta a fatores conjunturais internos, como a implementação de novos testes de emissão de gases nocivos derrubou a produção e venda de automóveis no final do ano passado, em meio à dificuldade das montadoras em se ajustar às regras.

Além disso, uma das piores secas já registradas afetou os níveis de água do rio Reno, uma importante artéria comercial da indústria alemã.

As (poucas) opções do Banco Central alemão
Ante esse cenário, uma das perguntas é: o que pode fazer o Banco Central alemão para incentivar o crescimento do país e da Europa?

As opções do órgão são limitadas, e usar a política econômica como ferramenta para contrastar o esfriamento da economia pode ser complexo.

As taxas de juros do Banco Central Europeu já se encontram em níveis bastante baixos; no final do ano passado, o organismo interrompeu, depois de quatro anos, sua política de "flexibilização quantitativa", que consiste em injetar dinheiro na economia por meio da compra de títulos do Tesouro que estejam no mercado financeiro.

Retomar esse tipo política é possível, mas traz complicações. Para certos tipos de títulos, o BCE já possui praticamente a quantidade máxima que quer ter sem distorcer em excesso o funcionamento natural do mercado financeiro.

Do ponto de vista político, ao mesmo tempo, tal medida seria vista com receio, especialmente na Alemanha. Isso porque injetar dinheiro na economia pode levar ao aumento da inflação - medo que afeta os alemães em particular porque o país viveu um processo inflacionário agudo na primeira metade do século 20.


O que o governo alemão pode fazer?
Outras ferramentas para animar a economia, como a redução de impostos e o aumento dos investimentos públicos, estão nas mãos do governo alemão.

Muitos economistas argumentam que a Alemanha tem margem para colocar essas políticas em prática. Berlim gasta menos do que arrecada em impostos, mas se mostra reativo em usar suas finanças para estimular a economia.

Além disso, as recomendações mais recentes da Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia) apontam que ainda é necessário aplicar políticas "prudentes", que assegurem a sustentabilidade das contas dos governos da UE.

Alguns críticos, porém, acham que as regras da UE sobre as contas governamentais da zona do euro são excessivamente cautelosas.

entry Apr 20 2019, 08:59 PM
Credenciadora Safrapay segue Rede e zera taxas para antecipar recebíveis

* por Por Aluísio Alves | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A adquirente de cartões Safrapay anunciou na sexta-feira que zerou a taxa para antecipar recebíveis a lojistas, ampliando a concorrência no setor, apenas dois dias depois de a Rede, do Itaú Unibanco, ter feito movimento similar.

Braço de meios de pagamentos do Banco Safra, a Safrapay afirmou em seu site que sua oferta vale tanto para as vendas pagas com cartões de crédito tanto na modalidade à vista quanto no parcelado. A oferta vale para clientes com faturamento de 3 mil a 20 mil reais por mês, mas é válida para faturamento de até 50 mil reais mensais.

Na quarta-feira, a Rede, vice-líder do setor, havia anunciado que deixaria de cobrar taxa para antecipar recebíveis de lojistas que receberem pagamentos de compras com cartão de crédito à vista em terminais da empresa e que eles receberiam os valores em dois dias. As condições valem para empresas com faturamento de até 30 milhões de reais por ano.

O anúncio provocou forte queda das ações de empresas do segmento no dia seguinte, com analistas alertando para riscos de que o aumento da competição provoque queda das margens de lucro das adquirentes. A da líder Cielo desabou 7,3 por cento. Nos EUA, o papel da Stone recuou 23,7 por cento, enquanto o da PagSeguro perdeu 9,74 por cento.

No mesmo dia, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu ao Itaú Unibanco explicações sobre o anúncio.

entry Apr 19 2019, 07:23 PM
Rede social Pinterest estreia na Bolsa com alta de 28%

* por Bruno Capelas | O Estado de S. Paulo | São Paulo
com agências internacionais

As ações da rede social de compartilhamento de fotos Pinterest subiram 28,5% ontem, na estreia da empresa na Bolsa de valores de Nova York. Cotados no começo do dia a US$ 19, os papéis da startup encerraram o pregão vendidos a US$ 24,40 - a valorização fez a empresa ser avaliada em US$ 16 bilhões. Além disso, o serviço de chamadas de vídeo Zoom também abriu seu capital, em valorização de 72%.

Os bons números das duas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) mostram o apetite de Wall Street por aberturas de capital de tecnologia em 2019. "Quando se vê uma alta expressiva assim, há um indicador claro que a empresa gera interesse no mercado logo no início", disse Chris Larkin, vice-presidente da consultoria E*Trade Financial Corp, à agência de notícias Reuters.

No caso do Pinterest, a expectativa é de que a empresa - a primeira rede social a abrir capital desde o Snapchat, em 2017 - seja capaz de ter uma investida a longo prazo no mercado, dada sua capacidade de crescer em receita e em número de usuários. "Há muitas empresas que se atrapalham ao focar no curto prazo e nas notícias que saem na imprensa, mas estamos focados em construir a melhor versão possível do Pinterest nos próximos anos", disse Todd Morgenfield, diretor financeiro da empresa, em nota.

No final de março, o Pinterest tinha 291 milhões de contas ativas - alta de 22% contra o mesmo período do ano anterior. Fundada em 2010 por Ben Sillberman, Evan Sharp e Paul Sciarra, a empresa permite que usuários procurem por imagens de tópicos como decoração, moda ou viagens - com os resultados, chamados de pins (alfinetes) é possível criar "paineis de inspiração". Para faturar, o Pinterest permite que anunciantes sugiram "alfinetes" para os usuários com seus produtos.

Além de Pinterest e Zoom, o maior rival do Uber nos EUA, o Lyft, também entrou na Bolsa em 2019, embora tenha apresentado resultados decepcionantes até aqui, com as ações operando 20% abaixo do preço do IPO. Até o final do ano, ainda há a expectativa da chegada do Uber, do aplicativo de comunicação corporativa Slack e também do Airbnb, outro representante da economia compartilhada.

entry Apr 18 2019, 07:47 PM
Novo Nafta terá impacto positivo 'moderado' nos EUA, diz estudo

* por AFP

Washington, 18 Abr 2019 (AFP) - O pacto comercial da América do Norte, chamado de T-MEC em espanhol e assinado no ano passado, terá um efeito positivo "moderado" na economia dos EUA, segundo um relatório independente publicado nesta quinta-feira.

Depois de um ano de duras negociações, Washington, Ottawa e Cidade do México assinaram em novembro um novo tratado para substituir o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) de 1994 e renovar as regras de indústria, comércio digital e direitos trabalhistas, entre outros setores.

Mas o impulso para a economia dos Estados Unidos "provavelmente será moderado", já que a maioria das tarifas já caiu na região há 25 anos e porque a economia dos Estados Unidos é muito maior que a do México e do Canadá, segundo a Comissão de Comércio Internacional dos EUA.

O relatório também revela que o novo acordo provavelmente tornará os automóveis mais caros para os consumidores americanos e diminuirá as vendas.

Nesta quinta-feira, o governo do presidente Donald Trump tentou se antecipar às críticas sobre como o acordo afetará o setor automotivo, revelando novas previsões de que o USMCA geraria dezenas de bilhões em novos investimentos e mais de 70.000 novos empregos.

O relatório divulgado nesta quinta-feira disse que o PIB total dos EUA aumentará em 0,35 ponto com o acordo e que os EUA ganharão 176.000 novos empregos em comparação com um cenário em que o atual acordo permanece em vigor.

entry Apr 17 2019, 07:58 PM
Qualcomm ganha US$ 30 bi de valor de mercado

* por Forbes
com Reuters

A Qualcomm somou US$ 30 bilhões ao seu valor de mercado após resolver uma batalha judicial com a Apple, uma iniciativa que garante sua liderança em chips 5G e pode abrir caminho para um acordo semelhante com a Huawei.

As ações da empresa, que fecharam em alta de 23% ontem (16) após o anúncio, subiram até 17% hoje (17), atingindo o maior nível em quase duas décadas.

O acordo com a Apple, que está à beira do lançamento da rede 5G de alta velocidade, pode ajudar a Qualcomm a voltar à posição de destaque do início de 2010, quando dominou a transição para as redes móveis 4G e aumentou drasticamente as receitas.

A sorte da Qualcomm também está melhorando desde que a Intel, que havia sido a única fornecedora de chips para iPhones no ano passado, decidiu sair do negócio de chips de modem, após o acordo da Qualcomm com a Apple.

“Nos EUA, o 5G é o mundo da Qualcomm e todo o resto só está pagando aluguel”, disse Dan Ives, analista da Wedbush Securities.

“Este foi um acordo que mudou o jogo para a Qualcomm e também foi uma jogada inteligente da Apple para eliminar esse ruído e focar em smartphones 5G para 2020”.

Analistas de Wall Street elevaram recomendações e metas de preço para as ações da Qualcomm após o acordo.

Das 25 corretoras que cobrem as ações, 14 classificam a Qualcomm como “comprar” ou superior, e o restante tem uma classificação de “espera”, de acordo com dados do Refinitiv.

entry Apr 16 2019, 08:40 PM
Total avança em energia renovável no Brasil

* por Forbes
com Reuters

A petroleira francesa Total deu mais um passo na estratégia de investir em energia renovável no Brasil, ao fechar a aquisição de seu primeiro projeto de geração eólica no país, um complexo no Rio Grande do Norte que terá capacidade instalada de cerca de 92 megawatts.

O negócio foi celebrado pela Total Eren, braço do grupo para investimentos em geração limpa, e envolve o complexo Terra Santa, da desenvolvedora Vila Energia Renovável, disse à Reuters o sócio-diretor da empresa de projetos, Fernando Estevão de Meneses.

A Total Eren já contava com um portfólio no Brasil formado por três projetos solares que somam uma capacidade instalada de cerca de 140 megawatts.

Já a Vila Energia Renovável manterá uma fatia de 10% no empreendimento eólico, segundo Meneses.

“Esse projeto vai demandar um investimento total em torno de R$ 410 milhões”, afirmou ele.

O negócio foi realizado em um momento em que grandes petroleiras globais buscam ativos de energia limpa para aquisição no Brasil, um dos mercados com maior potencial para a tecnologia, para diversificar seus negócios em meio à expectativa de transição global para uma matriz energética mais limpa, conforme publicou a Reuters no início de abril.

O executivo da Vila Energia Renovável acrescentou que a geração futura do empreendimento no Rio Grande do Norte já foi negociada por meio de um contrato de 20 anos com a elétrica mineira Cemig, que realizou leilões no ano passado para adquirir energia de projetos renováveis.

Procurada, a Total Eren não comentou o assunto.

Pelo cronograma fechado com a Cemig, o complexo eólico adquirido pela Total Eren precisaria iniciar as operações em janeiro de 2022, mas os esforços serão para antecipar a conclusão em ao menos um ano, disse Meneses.

“Nosso pior cenário é iniciar a operação comercial em janeiro de 2021. A gente quer e está buscando entrar em operação antes”, afirmou ele.

O executivo afirmou ainda que o complexo eólico já possui licença ambiental prévia e está em processo de obtenção da licença de instalação, que permite o início efetivo das obras.

A transação de aquisição do controle do parque eólico, cujo valor não foi divulgado, não foi a primeira entre a Total e a Vila Energia Renovável. Antes, a desenvolvedora havia negociado com a Total Eren os projetos solares BJL 11 e BJL 4, cada um com 25 megawatts em capacidade.

Fora o complexo eólico Terra Santa, a Total Eren conta com três projetos solares no Brasil – as usinas BJL 11 e BJL 4, na Bahia, e o complexo Dracena, em São Paulo, com 90 megawatts.

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