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entry Ontem, 09:39 PM
Locaweb prepara IPO, usará recursos para aquisições estratégicas

* por Forbes
com Reuters

A empresa brasileira de hospedagem de sites e computação em nuvem Locaweb pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e pretende usar os recursos da operação em parte para aquisições estratégicas.

Segundo a minuta do prospecto preliminar divulgada nesta terça-feira pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação incluirá ofertas primária –papéis novos, cujos recursos irão para o caixa da empresa — e secundária –títulos detidos por sócios.

Itaú BBA, Goldman Sachs, Morgan Stanley e XP Investimentos são os coordenadores do negócio.

A tranche secundária da oferta tem como vendedores o fundo de investimentos Silver Lake e os investidores pessoa física Andrea Gora Cohen, Claudio Gora e Gilberto Mautner.

A Locaweb afirma na minuta do prospecto ter 350,5 mil clientes ativos, com maior concentração em empresas de pequeno e médio portes.

Nos primeiros nove meses deste ano, a companhia teve receita líquida de R$ 280,5 milhões, um aumento de 21% ante mesma etapa de 2018. Já o Ebitda e o lucro líquido tiveram evolução de 50% e de 101%, respectivamente, para R$ 77,3 milhões e R$ 11,1 milhões.

entry Dec 9 2019, 08:36 PM
Sonho de britânicos que defendem permanência na UE desmorona

* por Alex Morales | Bloomberg

(Bloomberg) -- Nos últimos três anos e meio, ativistas preocupados com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia têm lutado para impedir o Brexit. Mas, com Boris Johnson a caminho de conquistar a maioria nas eleições de quinta-feira, essa é uma batalha que estão prestes a perder.

"Este é o fim do 'Remain'", disse Anand Menon, em referência à palavra "permanecer" em inglês. Ele é diretor para o Reino Unido do programa Changing Europe, no King's College, em Londres. "Mesmo que os Conservadores tenham a maioria de um, o Brexit acontecerá."

Desde o resultado apertado do referendo realizado em 2016 (52% a 48%) que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia, o assunto do Brexit domina a política britânica e divide a sociedade. Mesmo aqueles que se dedicaram em tempo integral aos esforços para reverter o resultado estão deprimidos e irritados porque o lado da permanência na UE não conseguiu avançar.

Os Liberais Democratas, o único partido dominante comprometido em anular o Brexit, foram incapazes de galvanizar a metade dos eleitores do Reino Unido que queriam permanecer na UE. A principal organização que fez campanha para outro referendo implodiu, enquanto o líder trabalhista da oposição, Jeremy Corbyn, errou ao se comprometer apenas em permanecer "neutro" no segundo plebiscito que deseja realizar.

Sair unidos
Em contraste, Johnson - que liderou a campanha do Brexit antes de se tornar primeiro-ministro - afastou a ameaça dos radicais do grupo de Nigel Farage, que poderiam dividir o voto dos que apoiam o Brexit. Johnson agora ganha apoio dos eleitores que defendem o Brexit nos redutos eleitorais do Partido Trabalhista. Pesquisas mostram que o líder conservador deve conquistar a maioria em 12 de dezembro, o que lhe permitirá aprovar o Brexit pelo parlamento, moldando o futuro político do Reino Unido por décadas.

Se essas previsões forem corretas, não será apenas porque um grande número de eleitores apoiou o Brexit ou, fartos de três anos de turbulência, foram receptivos à promessa de Johnson de concluir o processo. O sucesso de Johnson em completar o Brexit se deve tanto à desorganização de seus oponentes quanto à sua própria estratégia.

Hoje, mais eleitores dizem que querem permanecer na UE do que sair. Mas os que apoiam a "permanência" não conseguiram chegar a um plano unificado - simplesmente cancelar o Brexit ou fazer um novo referendo. O lado da permanência falhou em forjar uma aliança interpartidária funcional.

entry Dec 8 2019, 08:28 PM
Eleições no Reino Unido: país vai às urnas pela 4ª vez em 4 anos para tentar acabar com impasse do Brexit

* por BBC News

No próximo dia 12 de dezembro, cerca de 46 milhões de eleitores vão às urnas no Reino Unido.

As eleições-gerais que vão escolher o novo Parlamento Britânico e, por consequência, o primeiro-ministro que governará o país acontecem supostamente a cada cinco anos. Mas esta será a terceira desde 2015.

E se contarmos com o referendo de 2016, que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, esta é a quarta vez em quatro anos que os britânicos vão às urnas.

A antecipação do pleito, que deveria ocorrer apenas em 2022, é justamente mais uma tentativa de acabar com o impasse que se arrasta há meses sobre o Brexit, como é chamado o processo de saída do Reino Unido do bloco.

Não é à toa que esse é o principal tema que vem mobilizando os britânicos e os debates entre os candidatos.

Por que haverá uma eleição agora?
Quase três anos e meio depois que a população britânica decidiu pelo Brexit, no referendo de 2016, a saída da União Europeia ainda não aconteceu.

A partida do bloco foi agendada originalmente para 29 de março de 2019 e, na sequência, adiada para 31 de outubro de 2019. Agora está prevista para 31 de janeiro de 2020, a menos que seja fechado um acordo de saída antes.

Os políticos estão divididos: alguns querem que o Reino Unido saia o mais rápido possível, outros preferem que seja convocado um novo referendo e há ainda quem defenda o cancelamento completo do Brexit.

O atual primeiro-ministro, Boris Johnson, não conta com o apoio de deputados suficientes para aprovar facilmente novas leis ? ele sofreu consecutivas derrotas legislativas em seus planos para tirar o Reino Unido da UE mesmo que sem um acordo prévio com os europeus. Agora, Johnson espera que uma eleição antecipada aumente o número de parlamentares conservadores, facilitando colocar em prática seus planos para o Brexit, embora não haja nenhuma garantia de que isso vá acontecer.

A próxima eleição geral estava prevista para 2022, mas o Parlamento concordou em realizar uma eleição antecipada.

O Brexit é a principal pauta?
Muitas promessas foram feitas pelos partidos políticos nesta campanha eleitoral.

As propostas dos candidatos para as mais diversas áreas ? como economia, defesa e policiamento ? são apresentadas antes do pleito em manifestos eleitorais formulados pelos partidos.

As questões que mais preocupam os eleitores do Reino Unido mudaram muito desde as últimas eleições, conforme mostram as pesquisas de opinião.

O sistema público de saúde (NHS, na sigla em inglês) e a imigração eram as questões mais importantes para o eleitorado em 2015.

A União Europeia despertava muito menos interesse.

Agora, no entanto, o Brexit é, de longe, a principal preocupação do eleitorado. E talvez seja, portanto, uma das questões mais debatidas entre os candidatos.

Os líderes dos dois principais partidos, Boris Johnson (Conservador) e Jeremy Corbyn (Trabalhista), batem de frente sobre o tema. Enquanto os conservadores se comprometem a "fazer o Brexit" e deixar a União Europeia até 31 de janeiro, os trabalhistas prometem "resolver a questão do Brexit" em seis meses, renegociando o acordo de Johnson com a União Europeia e colocando o mesmo para votação popular.

O NHS é outra pauta polêmica desta campanha eleitoral. Ambas as partes concordam que o serviço público de saúde precisa de mais dinheiro, mas divergem sobre como seria feito o aporte de recursos. Os trabalhistas acusam os conservadores de querer colocar o NHS "à venda" por meio de um acordo comercial pós-Brexit com os EUA. Os conservadores classificam, por sua vez, as acusações como "absurdas".

Como funciona a eleição geral?
Nas eleições gerais, os eleitores do Reino Unido são convidados a escolher um membro do parlamento (MP, na sigla em inglês) para representar seu distrito eleitoral ? são 650 no total, com cerca de 80 mil eleitores em cada.

Qualquer pessoa com 18 anos ou mais pode votar, desde que esteja registrada e seja um cidadão britânico ou cidadão qualificado da Commonwealth (a Comunidade Britânica, que reúne antigas colônias, inclusive a Austrália) ou da República da Irlanda.

A votação acontece nas assembleias locais, instaladas em lugares como igrejas e salas de aula. Na hora de votar, os eleitores colocam uma cruz na cédula de votação ao lado do nome do candidato escolhido e inserem em uma urna.

No total, 650 parlamentares são eleitos para a Câmara dos Comuns, uma das duas Casas do Parlamento britânico.

A Câmara dos Lordes é a segunda Casa do Parlamento. Mas seus membros não são eleitos pelo povo ? são nomeados pela rainha, mediante recomendação do primeiro-ministro.

Como são escolhidos os vencedores?
O candidato com mais votos em cada distrito eleitoral é eleito para a Câmara dos Comuns.

Para vencer, eles precisam simplesmente obter mais votos do que os adversários.

A maioria dos deputados pertence a um partido político, mas alguns são independentes.

Em geral, qualquer partido com mais da metade das cadeiras (326) na Câmara dos Comuns forma o governo.

O sistema de votação do Reino Unido funciona de modo que os partidos podem assumir o poder com bem menos de 50% dos votos nacionais.

Se nenhum partido tiver maioria, o partido com maior número de deputados pode formar uma coalizão com um ou mais partidos para ganhar o controle.

Como é eleito o primeiro-ministro?
Nas eleições gerais, o primeiro-ministro não é eleito diretamente pelo povo.

Ele é escolhido pelos parlamentares do partido vencedor e nomeado pela rainha, que tem o dever de seguir a sugestão deles. Em geral, acaba sendo o líder do partido vitorioso.

Quando saem os resultados?
No dia da eleição geral, a votação acontece entre 7h e 22h. Os resultados são divulgados durante a noite e no dia seguinte.

Quando o resultado geral é anunciado, o líder do partido vencedor vai até o Palácio de Buckingham para pedir permissão à rainha para formar um novo governo.

Uma vez que obtém a "autorização" dela, o que na verdade é uma mera formalidade, ele retorna à residência oficial do primeiro-ministro, no número 10 da Downing Street.

E costuma fazer um discurso do lado de fora da residência sobre os planos de seu partido para os próximos anos.

O que aconteceu na última eleição em 2017?
Desde 1922, apenas os partidos Conservador e Trabalhista conseguiram chegar ao poder.

Eles foram novamente os dois partidos mais votados na eleição de 2017, mas nenhum deles tinha parlamentares suficientes para formar um governo majoritário. Os conservadores foram os mais votados e formaram uma parceria com o Partido Unionista Democrático (DUP, na sigla em inglês).

Desde a eleição, os conservadores e trabalhistas perderam parlamentares, enquanto os liberais-democratas registraram adesões.

entry Dec 7 2019, 09:14 PM
Carros da Tesla fabricados na China terão subsídios de veículos elétricos

* por Yilei Sun e Brenda Goh | Reuters

PEQUIM (Reuters) - A Tesla disse nesta sexta-feira que seus carros Model 3 fabricados na China receberão subsídios estatais, medida que ajudará a fabricante norte-americana de veículos elétricos a entrar no maior mercado automotivo do mundo.

O Ministério da Indústria da China havia dito anteriormente que os carros Model 3 da Tesla, sendo construídos em sua fábrica de 2 bilhões de dólares em Xangai, estavam na lista recomendada para subsídios para novos veículos elétricos (NEVs), que incluem híbridos plug-in, veículos elétricos com baterias e carros alimentados por células a combustível de hidrogênio.

A Tesla disse que os subsídios foram garantidos.

Duas variantes do Tesla Model 3 estão na lista do generoso programa de subsídios, de acordo com o site do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.

A fabricante de veículos elétricos da Califórnia pretende fabricar mais de mil carros por semana até o final de 2019 em sua fábrica em Xangai e entregar os veículos fabricados na China antes do ano novo chinês em 25 de janeiro.

Não ficou imediatamente claro o valor do subsídio que os veículos receberão. O preço inicial do Model 3 feito na China é de 355.800 iuanes (50.550 de dólares), segundo o site da Tesla.

A China espera que as vendas de NEVs, que representam cerca de 4,6% do mercado geral em 2018, possam atingir um quarto das vendas de carros em 2025.

entry Dec 6 2019, 09:41 PM
Contratações disparam nos EUA, mas Fed deve seguir na espera

* por Alister Bull | Bloomberg
com a colaboração de Steve Matthews e Matthew Boesler

(Bloomberg) -- Os dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos em novembro provocaram um salto dos rendimentos dos Treasuries, mas não eliminaram as apostas de que o Federal Reserve vai manter os taxas de juros inalteradas pelo menos até o primeiro trimestre de 2020. E isso faz sentido.

Embora o forte ritmo de contratações em novembro tenha surpreendido, com a geração de 266 mil empregos, a inflação permanece baixa e o presidente do Fed, Jerome Powell, descartou o aumento dos juros, a menos que a alta dos preços se acelere de forma sustentada.

"Precisaríamos ver uma aceleração realmente significativa da inflação persistente antes de considerarmos o aumento das taxas" para abordar questões inflacionárias, disse Powell a repórteres em 30 de outubro. A declaração seguiu o terceiro corte consecutivo dos juros e sinalizou claramente que a política monetária estava em modo de espera, a menos que houvesse uma grande mudança de cenário.

Os investidores compartilham essa visão. Os contratos futuros de juros sinalizam probabilidade quase zero de um aumento na reunião do Fed de 10 e 11 de dezembro, com a manutenção da política monetária até junho, embora as chances de outro corte estivessem acima de 50% em setembro. A pesquisa da Bloomberg com economistas, conduzida entre 2 e 4 de dezembro, sinalizou manutenção até 2021.

Os preços medidos pelo índice de inflação usado como referência pelo Fed, que exclui alimentos e energia, aumentaram 1,6% nos 12 meses até outubro e ficaram abaixo da meta de 2% do Fed na maioria dos últimos sete anos.

Dito isso, há sinais no relatório do mercado de trabalho de que a mão de obra escassa está alimentando a alta dos salários, embora essa pressão ainda não tenha provocado a aceleração da inflação.

"Isso, com certeza, apoia a pausa do Fed. O mercado está dizendo que a pausa do Fed se justifica", disse Subadra Rajappa, diretora de estratégia de juros dos EUA do Société Générale, em entrevista à Bloomberg Television.

entry Dec 5 2019, 09:15 PM
Neoenergia fecha financiamento de R$ 1,2 bi para 15 parques eólicos no NE

* por Joana Cunha | Madri

A espanhola de energia Iberdrola anunciou nesta quinta-feira (5), na Cop-25, em Madri, um financiamento de cerca de R$ 1,2 bilhão com o BEI (Banco Europeu de Investimento) para a construção de 15 parques eólicos de sua controlada brasileira Neoenergia no Nordeste nos próximos cinco anos.

As instalações, localizadas na Paraíba, na Bahia e no Piauí, já começaram a ser construídas ou estão em fase de licença. O financiamento de R$ 1,2 bilhão faz parte de um investimento total de R$ 4,7 bilhões.

O plano de investimento da empresa no país entre 2019 e 2023 abrange R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, sendo 60% em distribuição de energia, 20% em transmissão e 20% em eólicas.

Segundo Emma Navarro, responsável por projetos climáticos no BEI, o financiamento de investimentos ligados às mudanças do clima são uma aposta da instituição e 65% de sua atividade na região da América Latina se destina ao assunto.

Outro financiamento com o BEI, também anunciado nesta quinta pela Iberdrola, vai destinar mais 440 milhões de euros a redes de distribuição da companhia na Espanha.

Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, disse também nesta quinta que se encontrou com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na esteira da Cop-25, para apresentar a ele os planos da empresa no país.

"Falamos dos planos de investimento até 2020 e quais são as coisas que eles podem fazer para nos ajudar a agilizar ainda mais o processo de construção e permissão. Foi construtivo", disse.

Segundo Galán, Salles se mostrou disposto a ajudar na aceleração dos investimentos porque o país está aumentando a demanda em níveis muito elevados, mais de 3%, e precisa de mais energia renovável.

entry Dec 4 2019, 09:34 PM
EUA pede suspensão de taxas digitais e apoia negociação na OCDE

* por AFP

Washington, 4 dez 2019 (AFP) - Os Estados Unidos pediram a países como a França nesta quarta-feira (4) que suspendam os impostos sobre gigantes da tecnologia e aguardem um acordo negociado internacionalmente.

Enquanto Washington pretende impor tarifas de até 100% aos produtos franceses no valor de 2,4 bilhões de dólares em retaliação à taxação digital por parte de paris, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que a chave para resolver o problema é dialogar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"Acreditamos que é muito importante que essas negociações levem a um acordo para impedir a proliferação de medidas unilaterais ... ameaçando o antigo consenso multilateral sobre tributação internacional", disse Mnuchin em carta ao secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría.

"Pedidos a todos os países que suspendam as iniciativas de impostos sobre serviços digitais para permitir que a OCDE chegue a um acordo multilateral com sucesso", disse Mnuchin em sua carta datada de terça-feira.

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, divulgou na segunda-feira um relatório em que descreveu como discriminatório e concebido para empresas de tecnologia dos Estados Unidos, a taxa imposta pela França sobre a receita recebida por empresas como Google, Apple, Facebook e Amazon.

Lighthizer disse que Washington procederá rapidamente à imposição de tarifas sobre produtos franceses, incluindo champanhe, cosméticos, iogurte e queijo Roquefort.

"A decisão envia um sinal claro de que os Estados Unidos tomarão medidas contra regimes fiscais digitais que discriminam ou, de alguma forma, impõem encargos indevidos às empresas norte-americanas", destacou Lighthizer.

A França tributou em 3% da renda as empresas de tecnologia em seu território, que correspondem principalmente a publicidade na web e outros serviços digitais.

Cedric O, secretário de Estado da França para a Economia Digital, disse à AFP em Washington na terça-feira que ainda há tempo para conjurar a ameaça das tarifas americanas.

"O primeiro e mais importante objetivo que temos é chegar a um acordo na OCDE", afirmou, insistindo que a atual disputa "não é o fim da história".

entry Dec 3 2019, 09:17 PM
BCE enfrenta críticas nos bastidores sobre juros negativos

* por Birgit Jennen, Viktoria Dendrinou e Patrick Donahue | Bloomberg
com a colaboração de John Hermse e Zoe Schneeweiss

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu enfrentam crescente pressão contra a política de taxa de juros negativa em reuniões privadas com os ministros de Finanças da região, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Alguns ministros de Finanças da zona do euro, particularmente do norte da Europa, têm desafiado a política monetária "abaixo de zero" do BCE durante discussões confidenciais sobre a economia e reclamam de seu impacto sobre os sistemas de poupança e pensão, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. O BCE diz que as taxas negativas não seriam tão duradouras se os governos fizessem mais para estimular as economias.

As tensões a portas fechadas podem refletir divergências entre os bancos centrais, destacando os desafios enfrentados pela nova presidente do BCE, Christine Lagarde, enquanto ela navega por uma política já acuada por um legado polêmico. As preocupações dos ministros podem ser formalmente irrelevantes porque o BCE é independente para garantir liberdade de influência, mas a instituição ganha legitimidade por meio do consenso político - e suas ações afetam diretamente os eleitores.

Lagarde participará de uma reunião com ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas esta semana, embora a discussão se concentre na finalização de revisões polêmicas para apoiar a região, incluindo uma reforma do fundo de resgate e uma iniciativa para o seguro de depósito comum.

Instituições financeiras também começam a reclamar em voz alta. No mês passado, o presidente do Deutsche Bank, Karl von Rohr, descreveu os juros baixos como "o maior desafio que o setor financeiro europeu enfrenta".

entry Dec 2 2019, 09:04 PM
Inteligência artificial invade o mundo das finanças

* por AFP

Londres, 2 dez 2019 (AFP) - A inteligência artificial está entrando no mundo das finanças a toda velocidade, embora seus algoritmos, às vezes sem controle, possam causar instabilidade nos mercados.

Há dez anos que os algorítimos são usados nas chamadas transações de alta frequência na bolsa, com sistemas que automatizam certas operações, como "vender" se as ações chegam a certo nível, ou "comprar" se o banco central reduz suas taxas de juros.

Mas a inteligência artificial dá um passo a mais com seus sistemas de aprendizagem automático ('machine learning'), capazes de analisar milhões de dados para detectar tendências, correlações, previsões e que decidem sozinhos se compram ou vendem.

Segundo a consultora Greenwich, mais de 50% das empresas do mercado utilizarão sistemas de aprendizagem automático nos próximos dois anos.

Os fundos de investimento e os gestores de ativos os utilizam para diminuir o risco sobre o que comprar, quando fazer isso e para quais clientes.

Os bancos também utilizam a aprendizagem automática para detectar fraudes e ataques cibernéticos, fixar o preço de um produto ou analisar o perfil dos clientes atípicos na hora de conceder empréstimos.

Também é uma ferramenta para reduzir custos num contexto de taxas de juros negativas, que reduzem suas margens de negócio.

Os reguladores também usam inteligência artificial para detectar possíveis "eventos catastróficos nos mercados, como a onda de falências de 2008", diz a CFTC, a agência americana que regula os mercados de futuros e opções.

Por seu lado, o banco central do Reino Unido reconhece em um relatório que, embora o aprendizado automático não crie novos riscos, "pode amplificá-los".

Vasar Dhar, professor da Universidade Stern da NYU e gestor de um fundo especulativo, acredita que os sistemas automáticos são mais seguros do que os usados por seres humanos, mais expostos a pânico e efeitos de massa.

"Os humanos nem sempre tomam as melhores decisões ... A longo prazo, as máquinas se saem melhor", afirma.

Segundo o acadêmico, todos os sistemas de inteligência artificial são acompanhados por um ser humano para corrigir certos desvios e agir em caso de urgência.

"Quando todo mundo usa os mesmos algoritmos e adota as mesmas posições, o mercado pode ficar muito desequilibrado", admite Dhar.

A inteligência artificial também serve para evitar movimentos de pânico, ainda mais em um contexto de desinformação ('notícias falsas' ou 'fake news') que pode causar "movimentos de ações baseados em informações não confirmadas", diz Thierry Philipponnat, da associação Finance Watch.

Os profissionais de finanças ainda se lembram da quebra da bolsa de 2010 em Nova York, quando o índice Dow Jones perdeu mais de 9% em dez minutos.

Um evento que colocou em destaque as transações de alta frequência e os riscos de manipulação de mercado.

Em 2016, a libra perdeu 12% em dois minutos, causando enormes prejuízos para algumas empresas.

Mas um dos problemas do aprendizado automático é que os programas não conseguem explicar o "raciocínio" que os levou a tomar uma ou outra decisão.

Por isso o setor financeiro deseja que a inteligência artificial seja compreensível para clientes e órgãos reguladores e, ao mesmo tempo, os seres humanos permaneçam responsáveis.

Segundo Greenwich, como em outros setores da economia, "os empregos estão sendo suprimidos devido à automação, com profissionais veteranos em finanças atuando com papel reduzido ou substituídos" por máquinas.

entry Dec 1 2019, 10:58 PM
EUA consideram mudar regulação para restringir ainda mais fornecimento para Huawei, dizem fontes

* por Alexandra Alper e Karen Freifeld | Reuters

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos pode expandir seu poder para interromper mais envios de produtos com tecnologia dos EUA para a Huawei da China, em meio à frustração com o fato de que o fornecimento para a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo não foi interrompido, disseram duas fontes.

O Departamento de Comércio dos EUA, em maio, colocou a Huawei em uma lista de restrições comerciais, citando preocupações de segurança nacional. Colocar a Huawei na lista de entidades, como é conhecida, permitiu ao governo dos EUA restringir as vendas de produtos fabricados nos EUA à empresa e alguns itens feitos no exterior que contenham tecnologia dos EUA.

Mas, de acordo com as regulações atuais, as principais cadeias estrangeiras de fornecimento permanecem fora do alcance das autoridades dos EUA, levando a discussões entre agências dentro da administração do presidente Donald Trump sobre possíveis mudanças em regras que poderiam expandir a autoridade dos EUA para bloquear mais envios estrangeiros para a empresa, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A expansão das regras está sendo considerada, apesar de o governo Trump ter concordado na semana passada em conceder algumas exceções à proibição existente e continuar a buscar um acordo para diminuir as tensões da guerra comercial.

Se o Departamento de Comércio alterar as regras propostas, permitirá que as autoridades dos EUA regulem as vendas de itens não sensíveis, como chips de telefones, feitos no exterior com tecnologia, software ou componentes de origem norte-americana para a Huawei.

A Huawei e o departamento de Comércio não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Não está claro o quão perto o governo está de tomar uma decisão sobre as mudanças, nem se elas serão introduzidas gradualmente ou repentinamente. Também não ficou claro imediatamente como a decisão pode ocorrer, embora fontes tenham dito que as mudanças provavelmente afetariam apenas a Huawei.

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