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entry Ontem, 08:51 PM
Empresas de energia solar e eólica dos EUA chamam "Green New Deal" de radical

* por Valerie Volcovici e Nichola Groom | Reuters

WASHINGTON/LOS ANGELES (Reuters) - Empresas de energia solar e eólica dos Estados Unidos podem ter mais a ganhar com o "Green New Deal", uma proposta ambiciosa apoiada por vários candidatos democratas à Presidência para acabar com o consumo de combustível fóssil no país dentro de uma década.

Mas não espere que as empresas de energia renovável o endossem.

Representantes de empresas de energia limpa dos EUA estão relutantes em apoiar o plano, chamando-o de irrealista e politicamente divisivo.

A fria reação reflete a dificuldade que os políticos progressistas que disputam a Casa Branca podem ter em vender uma política agressiva sobre aquecimento global para a comunidade empresarial e eleitores mais moderados.

Também ressalta uma nova realidade para as empresas de energia solar e eólica há muito associadas à esquerda ambiental: à medida que melhoraram a tecnologia e baixaram os preços, seu crescimento está mudando de Estados costeiros politicamente liberais para o centro mais conservador, onde o ceticismo sobre mudança climática e os subsídios do governo são altos.

"Se você apenas endossar amplamente o 'Green New Deal', você está propenso a perturbar um dos lados do corredor ou do outro. E isso não é construtivo", disse Tom Werner, CEO da SunPower Corp, uma das maiores empresas de energia solar do país.

"A idéia de que você poderia ir a 100 por cento (energia limpa) em 10 anos exigiria muitas coisas acontecendo perfeitamente, simultaneamente", disse ele. "Você teria que ter apoio bipartidário, suporte de 52 Estados."

O "Green New Deal" foi apresentado no mês passado por Alexandria Ocasio-Cortez, uma congressista democrata de Nova York, junto com seu colega senador democrata Edward Markey, de Massachusetts. Desde então, tornou-se o centro de um debate renovado em Washington sobre quão vigorosamente o governo deve agir para enfrentar as mudanças climáticas.

A resolução do Congresso, que não tem força de lei, pede que o governo federal faça investimentos para alcançar zero emissões de gases do efeito estufa em uma década ao atender 100 por cento da demanda de energia dos EUA com fontes limpas e renováveis, como energia solar, eólica, hidrelétrica ou energia geotérmica.

Ele também exige investimentos maciços em projetos de infraestrutura verde, como "redes inteligentes", para melhorar a eficiência, junto com a garantia de milhões de empregos com salários altos, férias remuneradas, licença médica e aposentadoria. A resolução não entra em detalhes sobre como a legislação subseqüente atingiria essas metas.

Até agora, pelo menos oito aspirantes à presidência democrata --incluindo os senadores Bernie Sanders, de Vermont, Elizabeth Warren, de Massachusetts, e Amy Klobuchar, de Minnesota-- endossaram o plano enquanto tentam se opor à política pró-perfuração de petróleo do presidente Donald Trump.

Os republicanos de Trump criticaram amplamente o "Green New Deal", dizendo que custaria trilhões de dólares em dinheiro dos contribuintes, pode ser tecnicamente inviável e cheira a socialismo radical.

Rhiana Gunn Wright, fundadora do centro de estudos New Consensus, que está elaborando as políticas do "Green New Deal", disse que seu grupo não estimará os custos do plano até que seja redigido no ano que vem. Ela disse que as estimativas dos oponentes são prematuras e não levam em conta os benefícios da ação climática e os custos da não ação.

A viabilidade da proposta também é motivo de preocupação para o setor de energia limpa.

"Adoramos o entusiasmo que o Green New Deal trouxe à questão climática... mas precisamos operar na realidade política", disse Dan Whitten, vice-presidente de relações públicas da Solar Energy Industries Association, principal grupo de lobby do setor de energia solar.

entry Mar 21 2019, 09:15 PM
Telecom Italia consideraria vender TIM Brasil apenas se oferta fosse muito boa, diz fonte

* por Alessia Pe | Reuters

LONDRES (Reuters) - A Telecom Italia venderia sua participação na TIM Participações para reduzir sua dívida somente se recebesse uma oferta muito boa pela unidade brasileira, disse na quinta-feira uma fonte próxima ao assunto.

A fonte acrescentou que a TIM Brasil era parte importante do mais recente plano de negócios da Telecom Italia.

Segundo o jornal italiano Il Messaggero, o presidente-executivo da Telecom Italia, Luigi Gubitosi, disse a investidores em reuniões organizadas pelo Citi em Paris nesta semana que vender a TIM Brasil ou reduzir a participação da Telecom na unidade de torres sem fio INWIT são opções possíveis para reduzir a grande dívida do grupo.

entry Mar 20 2019, 08:46 PM
Disney fecha aquisição da Twenty-First Century Fox

* por Forbes
com Reuters

A Walt Disney fechou a compra de US$ 71 bilhões em ativos de televisão e filmes da Twenty-First Century Fox hoje (20), dando ao seu serviço de streaming uma série de conteúdos populares na Netflix.

O acordo expandirá o portfólio da Disney de alguns dos personagens mais populares do mundo, unindo Mickey Mouse, Luke Skywalker e os super-heróis da Marvel com as franquias X-Men, “Avatar” e “Os Simpsons” da Fox.

O serviço de streaming, Disney+, visa a compensar a perda contínua de assinantes da ESPN e de outras redes de TV à cabo.

A conclusão do acordo com a Fox chega quase um ano depois que a Disney venceu uma guerra de lances contra a empresa de TV a cabo Comcast pelos ativos.

A nova empresa de mídia, que abrigará ativos como o Fox News Channel e a Fox Broadcast Network, deve gerar cerca de US$ 10 bilhões em receita anual.

entry Mar 19 2019, 09:17 PM
Brasil consegue promessa de apoio à entrada na OCDE, mas Trump cobra por isso

* por Lisandra Paraguassu e Roberta Rampton | Reuters

WASHINGTON (Reuters) - Ao final de uma visita que até o momento não tinha rendido grandes frutos ao Brasil, o aparente bom relacionamento entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump levou a uma declaração formal de apoio à entrada brasileira na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e elevação do status do Brasil para parceiro preferencial fora da Otan.

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, revelou a jornalistas que, para apoiar a demanda brasileira os Estados Unidos exigiam que o Brasil deixasse a lista de países com tratamento especial e diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC). Perguntado sobre a questão, Trump respondeu que apoia o pleito brasileiro.

"Nós vamos apoiar, nós vamos ter uma grande relação de diferentes maneiras. Isso é apenas uma coisa que vamos fazer em honra do presidente Bolsonaro e do Brasil", disse Trump, afirmando que haveria demandas, mas que não necessariamente teriam relação com a OMC.

No entanto, em comunicado conjunto divulgado em seguida pela Casa Branca, o governo norte-americano condiciona sim o apoio à OMC e informa que o Brasil teria concordado.

"O presidente Trump apontou seu apoio ao Brasil iniciar os procedimentos para se tornar um membro pleno da OCDE; presidente Bolsonaro concordou que o Brasil irá iniciar os procedimentos para deixar a lista de países com tratamento especial e diferenciado da OMC, de acordo com a proposta dos Estados Unidos", diz a declaração.

Mais tarde, em entrevista à imprensa brasileira, Bolsonaro confirmou que havia concordo com a condição e disse que essa questão da OMC "é uma questão de tempo".

A lista de países com tratamento especial e diferenciado inclui outros países que já estão na OCDE, como Turquia e Coreia do Sul, é feita por autodeclaração. Isso dá ao país mais flexibilidade nas negociações da OMC e mais tempo para cumprir acordos.

A OCDE aconselha seus 36 membros, na sua maioria países ricos, e é considerada uma influenciadora-chave na arquitetura econômica mundial. Dentre os emergentes que fazem parte do grupo, estão países como Turquia, México e Chile.

De concreto, o Brasil conseguiu obter a declaração de Trump de que o país será designado aliado preferencial extra-Otan, conforme a Reuters havia antecipado, um status que permite ao país tratamento privilegiado na aquisição de equipamentos de defesa, tecnologia e treinamentos.
Trump foi além e disse ainda que vai ser estudada a proposição de incluir o Brasil como membro efetivo da Otan, como foi feito com a Colômbia no ano passado.

RELAÇÃO CALOROSA
Foram duas horas de conversa. Num primeiro momento houve uma reunião privada entre os dois presidentes, com seus respectivos tradutores e o filho Eduardo Bolsonaro --que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e, segundo ele mesmo, foi convidado para ficar pelo próprio Trump. Depois ocorreu um almoço de trabalho com a presença de ministros.

Ao final, os dois presidentes fizeram questão de mostrar o início de uma relação calorosa e de parcerias futuras.

"Nós teremos uma fantástica relação de trabalho. Nós temos vários pontos de vista similares e certamente nos aproximamos muito nas questões de comércio. Eu acredito que a relação entre os Estados Unidos e o Brasil, por causa da nossa amizade, está melhor do que nunca", disse o presidente norte-americano.

"Esse nosso encontro de hoje restaura uma antiga tradição de parcerias e ao mesmo tempo inicia um novo capítulo de cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos. Nós hoje revisamos e tomamos a decisão de resolver temas que estão na nossa pauta há décadas", disse Bolsonaro. "Está na hora de derrubar as resistências e explorar o potencial que existe entre Brasil e EUA."

VENEZUELA
Um dos pontos centrais da conversa entre os dois presidentes foi, como era de se esperar, a questão da Venezuela. Trump fez questão de reiterar, mais uma vez, que "todas as opções estão sobre a mesa".
Já o presidente brasileiro foi mais discreto. Afirmou que o Brasil fará todo o possível para que se encontre uma solução para o país vizinho, mas que, no momento atual, o que se tem é a decisão do Brasil de permitir a entrada de apoio humanitário pelo território brasileiro.

Indagado diretamente sobre a possibilidade de uma participação brasileira em uma eventual intervenção militar liderada pelos EUA na Venezuela, Bolsonaro afirmou que este tipo de questão estratégica, caso tenha sido debatida com Trump, não poderia ser discutida em público.

Mais tarde, em entrevista, o presidente reiterou que a posição brasileira é pela diplomacia.

"A certeza é que nós queremos resolver a situação. Não nos interessa, nem a nós, nem a eles, que o país se perpetue na situação que se encontra a Venezuela. Diplomacia em primeiro lugar, até as últimas consequências. Trump repetiu que todas as hipóteses estão na mesa, mas o que ele conversou comigo reservadamente não posso dizer", disse Bolsonaro.

entry Mar 18 2019, 09:35 PM
EUA sinalizam batalha agrícola com UE antes de negociação

* por Isis Almeida | Bloomberg
com a colaboração de Jonathan Stearns e Megan Durisin.

(Bloomberg) -- Um alto funcionário do governo dos EUA no setor agrícola criticou as políticas de importação da União Europeia para a agricultura. Os americanos estão instando o bloco a incluir o setor nas negociações comerciais.

A UE está usando medidas comerciais protecionistas "sem base científica" e "retrógradas" no que diz respeito à importação de produtos agrícolas, segundo o principal negociador agrícola do Representante de Comércio dos EUA, Gregg Doud.

"É chocante para mim ver a direção que a Europa está tomando no que diz respeito ao uso da ciência e da tecnologia na agricultura", disse Doud na convenção anual da Associação Nacional de Grãos e Ração dos EUA (NGFA, na sigla em inglês), em Amelia Island, na Flórida. "Não podemos mais deixar que a UE continue propagando o falso discurso de que a agricultura da UE é superior à do resto do mundo."

Os EUA pressionam a UE a incluir a agricultura nas negociações comerciais, setor que o bloco prometeu deixar de fora. A produção agrícola da região é subsidiada, e certas medidas, como controles sobre as aprovações de produtos geneticamente modificados, ajudam a impedir a entrada de alguns produtos americanos.

A comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, disse que a agricultura não será incluída nas negociações de livre comércio com os EUA, e o bloco insiste que o pacto fechado em julho para reduzir as barreiras comerciais transatlânticas é limitado aos produtos industriais e à soja. A UE foi uma das principais compradoras da oleaginosa nos últimos meses, tanto que as exportações americanas no período de 12 meses encerrado em fevereiro dobraram devido aos preços atraentes praticados após a disputa comercial com a China.

Doud também respondeu a respeito de algumas preocupações do Reino Unido de que um possível acordo comercial pós-Brexit com os EUA possa vir a gerar padrões inferiores para os alimentos porque os produtos americanos não são tão seguros quanto os europeus.

"Não podemos permitir que parceiros comerciais de qualquer lugar do mundo façam alegações desse tipo impunemente", disse. "É intolerável e, francamente, não é verdade."

Uma porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou no começo do mês que o Reino Unido não reduzirá os padrões dos alimentos com nenhum acordo comercial futuro. Os comentários foram feitos no momento em que o governo do presidente Donald Trump sinalizava que queria um "acesso amplo" para os produtos agrícolas dos EUA em qualquer acordo comercial com o Reino Unido e também a remoção de "barreiras injustificadas" para produtos relacionados a exames de saúde e segurança.

entry Mar 17 2019, 08:25 PM
Espanhola Aena vence disputa por aeroportos do Nordeste com lance de R$1,9 bi

* por Aluisio Alves | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A espanhola Aena foi a grande vencedora do lote mais disputado do leilão de aeroportos nesta sexta-feira, o Nordeste, com um lance de 1,9 bilhão de reais para arrematar a concessão de seis aeroportos.

O consórcio Aeroeste, formado pela operadora de terminais de passageiros Socicam/Sinart, venceu a disputa pelo lote Centro-Oeste, com uma oferta de 40 milhões de reais. Já o lote Sudeste foi arrematado pela Zurich Airports Latin America, com um lance de 437 milhões de reais.

entry Mar 16 2019, 08:22 PM
A política monetária na era do dinheiro barato

* por Ben Holland | Bloomberg
com a colaboração de Emily Barrett e Francine Lacqua.

(Bloomberg) -- A política monetária deve funcionar da seguinte maneira: reduza as taxas de juros e incentive as empresas e as famílias a emprestar, investir e gastar. Mas não está sendo assim.

Na era do dinheiro barato, agora em sua segunda década na maior parte do mundo desenvolvido (e terceira no Japão), houve muitos empréstimos. Mas são os governos que estão tomando recursos.

Os números ajudam a explicar a crescente sensação de que os bancos centrais, que tomaram medidas de emergência para tirar as economias da crise de 2008, podem não conseguir repetir o truque em outra recessão.

Eles ainda estão enfrentando questões mais amplas sobre sua independência em relação à política. Na década passada, os agentes privados ainda endividados não estavam dispostos a mergulhar de novo no vermelho, mesmo a taxas baixíssimas projetadas pelos bancos centrais - enquanto os governos não só podiam, como fizeram. A linha divisória está começando a parecer confusa.

'Cauda pesada'
Alguns analistas dizem que é hora de redesenhá-lo.

A relação de políticos e banqueiros centrais "foi construída quando a cauda pesada era uma inflação excessivamente alta", disse Paul McCulley, o ex-economista-chefe da Pimco. "Agora a cauda gorda é uma inflação excessivamente baixa, chamamos de deflação. Precisamos atualizar nosso pensamento para um postura mais cooperativa entre as autoridades fiscais e monetárias"

A maioria dos economistas vê isso como um declive escorregadio que poderia induzir a uma espiral de preços fora de controle. Essa é uma das razões pelas quais eles desconsideram a Teoria Monetária Moderna, uma escola de pensamento que suporta déficits maiores e não se preocupa com o financiamento dos bancos centrais. Os economistas dessa linha dizem que a dívida pública é geralmente mais segura do que a privada.

A questão é viva e não apenas na academia. Isso ganha tônus toda vez que o presidente Donald Trump cutuca o Federal Reserve. Existem pressões políticas semelhantes em outros países.

'Um pouco lento'
Também crescem os apelos para que os governos impulsionem as economias, se os bancos centrais não puderem.

O Banco Central Europeu acaba de ser forçado a postergar qualquer esforço para normalizar a política monetária. As perspectivas de crescimento da região "são um pouco lentas", disse Isabelle Mateos y Lago, estrategista-chefe de ativos múltiplos do BlackRock Investment Institute, em entrevista à Bloomberg TV esta semana. "Poderíamos usar algum estímulo fiscal".

No Japão, houve mais cooperação entre os responsáveis pelos orçamentos e aqueles que gerenciam as taxas de juros do que praticamente em qualquer outro lugar.

Quando o governo e o banco central trabalham em conjunto, "os efeitos de sinergia de ambos os lados podem produzir estímulos econômicos mais fortes", disse o ex-vice-governador do BoJ Kikuo Iwata, um arquiteto-chave do plano. Ele argumentou que a política monetária fez o que pode, e que o Japão - que já tem o maior fardo de dívida pública do mundo - precisa de mais estímulo fiscal para completar sua saída da deflação.

No calor da crise, a colaboração entre governos e bancos centrais foi bastante explícita em quase toda parte. Em 2008, nos EUA, por exemplo, o Fed de Ben Bernanke e o Tesouro de Henry Paulson rapidamente formaram uma equipe. Na Europa, alguns anos depois, Mario Draghi indicou o compromisso de fazer "o que fosse preciso" para preservar a moeda única, o que deu à dívida do governo italiano um respiro e reduziu os rendimentos.

Empréstimos públicos a taxas baixas provaram ser uma maneira eficaz de colocar um piso sob a Grande Recessão. Os EUA e o Japão fizeram mais do que a Europa, onde não há uma autoridade central capaz de explorar os mercados de crédito e gastar em benefício do continente - e eles tiveram melhores recuperações.

O problema para os formuladores de políticas é que o que uma vez pareceu um paliativo de curto prazo na crise, na verdade, se estendeu por anos - tornando cada vez mais provável que a próxima recessão chegue com taxas de juros ainda baixas.

Nos EUA, vários economistas esperam uma recessão em 2020, um ano de eleição presidencial. O Fed terá algum espaço para cortar, embora menos do que os 500 pontos-base reconhecidos como uma resposta típica a uma economia em contração. Seus pares têm muito menos, se houver. E mesmo se tivessem, a história recente diz que provavelmente seriam os governos que aproveitariam as taxas mais baixas.

As piores recessões que atingiram os países desenvolvidos recentemente e alguns mercados emergentes ocorreram após acúmulo rápido de crédito privado - um dos motivos pelos quais os bancos centrais acharam difícil injetar estímulo. E hoje, as famílias e as empresas ainda estão altamente endividado pelos padrões do passado.

Ao contrário dos governos, eles não estão ansiosos por pedir mais dinheiro, por mais barato que seja.

entry Mar 15 2019, 08:03 PM
BCE deve repensar estrutura de política monetária depois de falhar em elevar inflação, diz membro

* por Reuters

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu precisa rever a forma como conduz a política monetária já que de não conseguiu elevar a inflação apesar de anos de estímulo, disse o presidente do banco central finlandês, Olli Rehn.

Os fundamentos econômicos podem ter mudado nos anos pós-crise, reduzindo a capacidade do BCE de influenciar os preços ao consumidor e potencialmente prejudicando sua credibilidade, disse Rehn, que faz parte do Conselho do BCE.

Com a inflação bem abaixo da meta do BCE de quase 2 por cento desde 2013, o banco central forneceu um apoio sem precedentes por meio de taxas de juros baixas, 2,6 trilhões de euros em compra de títulos e várias rodadas de financiamento barato para os bancos. Mas isso quase esgotou seu arsenal de política monetária, e ainda assim a inflação teve um desempenho abaixo de seu objetivo ano após ano.

"A interdependência da atividade econômica e as pressões inflacionárias parecem ter enfraquecido nos últimos anos", disse Rehn, que é frequentemente citado por economistas como um potencial candidato a suceder o presidente do BCE, Mario Draghi, neste ano.

"Se este fenômeno se mostrar duradouro, isso implicará em um enfraquecimento do impacto da política monetária sobre a inflação via demanda agregada", acrescentou.

Rehn observou que, mesmo quando o BCE usou ferramentas sem precedentes para aumentar a inflação, os resultados desejados não se concretizaram e as expectativas de crescimento de preços continuaram a cair, o que é um fenômeno preocupante.

"Uma explicação para isso é que ... a confiança na capacidade dos bancos centrais de influenciar a taxa de inflação pode ter diminuído", completou.

Para reforçar a análise, Rehn argumentou que as taxas de juros podem permanecer baixas por muito tempo, limitando a capacidade do banco central de usar as taxas de juros como uma ferramenta e forçando a autoridade a confiar em ferramentas não convencionais, que até agora não produziram o desejado efeito.

"Naturalmente, isso não significaria questionar o objetivo primordial da estabilidade de preços, mas implicaria, de fato, em uma revisão abrangente dos princípios orientadores, das principais premissas e ferramentas usadas para a implementação da política monetária", acrescentou Rehn.

entry Mar 14 2019, 10:23 PM
Inflação volta a subir e chega a 6,8% no primeiro bimestre na Argentina

* por EFE

Buenos Aires, 14 mar (EFE).- A inflação voltou a subir na Argentina em fevereiro e acumulou 6,8% no primeiro bimestre de 2019, uma alta de 3,8% em relação a janeiro.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos na Argentina (Indec). Na comparação com fevereiro do ano passado, a inflação chega a 51,3% no país.

A alta foi puxada especialmente pelos setores de bens e serviços. Na comparação com janeiro, os dois acumularam uma variação positiva de 3,7% e 3,8%, respectivamente. No acumulado de 12 meses, a inflação registrada para eles foi de 54,9% e 45,2%.

A Argentina fechou 2018 com uma inflação de 47,6%, a mais alta desde 1991. Para este ano, a meta do governo é de 23%, mas as projeções do mercado apontam que o índice será superior em dezembro.

Analistas consultados mensalmente pelo Banco Central da Argentina elevaram para 31,9% a expectativa para a inflação neste ano. A projeção subiu 2,9 pontos percentuais na pesquisa realizada em fevereiro em relação às perspectivas de janeiro.

A alta da inflação se dá em um contexto de recessão econômica na Argentina, com uma queda de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, um dos piores resultados recentes do país.

"A partir de abril do ano passado entramos em uma crise financeira e cambial que levou a um processo de recessão econômica que afetou muitos argentinos. Buscamos todas as formas que estavam ao nosso alcance para que todos vençam esse momento de dificuldades", disse o presidente do país, Mauricio Macri.

Em entrevista coletiva na província de Jujuy, no norte do país, Macri não falou especificamente da inflação, mas disse que é preciso continuar "apostando na estabilidade macroeconômica".

entry Mar 13 2019, 08:34 PM
Votar contra Brexit sem acordo não é suficiente, Londres precisa aprovar acordo, diz UE

* por Jan Strupczewski | Reuters

BRUXELAS (Reuters) - Não é suficiente que o Parlamento britânico vote contra deixar a União Europeia sem um acordo, disse a Comissão Europeia nesta quarta-feira, observando que para impedir esta opção, o Reino Unido precisa de fato aprovar algum tipo de acordo.

O comentário foi feito depois que parlamentares britânicos rejeitaram deixar a UE sem um acordo em qualquer cenário, abrindo caminho para uma votação sobre um possível adiamento do Brexit para se buscar uma solução para a pior crise política do país em gerações.

"Nós observamos as votações da Câmara dos Comuns nesta noite", disse a porta-voz da Comissão.

"Só há duas maneiras de deixar a UE: com ou sem um acordo. A UE está preparada para ambas. Para tirar um (Brexit) sem acordo da mesa, não é suficiente votar contra o (Brexit) sem acordo --você precisa aprovar um acordo. Nós firmamos um acordo com a primeira-ministra e a UE está pronta para assiná-lo", disse a porta-voz.

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