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entry Jun 27 2006, 09:05 PM
VarigLog faz novo depósito para tentar salvar a Varig

* por UOL News

Rio de Janeiro, 27 jun (EFE).- A transportadora VarigLog, única interessada em comprar a Varig depois da crítica situação da companhia aérea brasileira, fez hoje um novo aporte financeiro de emergência para ajudá-la a manter-se no ar provisoriamente.

A VarigLog fez um novo depósito, cujo valor não foi divulgado, para alimentar o fluxo de caixa da Varig, segundo porta-vozes da companhia aérea. Na segunda-feira, a empresa já havia injetado US$ 3 milhões para tentar garantir as operações da Varig.

A ex-subsidiária da Varig tenta evitar a suspensão dos vôos por falta de recursos para garantir as operações diárias da companhia aérea, fazer a manutenção nas aeronaves, pagar as taxas aeroportuárias e o combustível, e abonar os salários dos empregados.

A VarigLog apresentou uma proposta de US$ 500 milhões para adquirir o controle da Varig na última sexta-feira, pouco depois de a Justiça anular a venda da companhia aérea ao consórcio liderado pela associação de Trabalhadores do Grupo Varig (TGV).

Como a associação não fez o pagamento da primeira cota dos US$ 450 milhões com os quais pretendia comprar a companhia aérea, o juiz encarregado pelo processo de recuperação judicial da empresa anulou a venda e aceitou estudar a proposta da VarigLog.

A ex-subsidiária agora espera um pronunciamento da justiça sobre sua proposta de compra, a última chance de salvação para a companhia aérea que chegou a ser uma das maiores do país e que hoje vive sua pior crise e com dívidas estimadas em US$ 3 bilhões.

O juiz responsável pelo processo da companhia aérea, Luiz Roberto Ayoub, pediu um prazo até quarta-feira para avaliar os detalhes da proposta e decidir se aceita a oferta da VarigLog, se convoca um novo leilão de venda da empresa ou se definitivamente declara a falência.

Na quarta-feira a Justiça americana também deverá anunciar sua decisão sobre a postergação ou suspensão de uma medida que impede provisoriamente o bloqueio das aeronaves alugadas para a Varig por empresas americanas que estão sem receber.

A VarigLog informou que, independentemente de sua oferta ser aceita ou não, está disposta a injetar até US$ 20 milhões para garantir as operações da Varig por alguns dias.

As suspensões dos últimos seis dias superaram diariamente mais de 50% dos vôos programados.

Além da suspensão de vôos programados, a Varig anunciou na semana passada o cancelamento temporário de 50% de suas rotas internacionais e 30% das nacionais.

Entre as rotas canceladas estão as que tinham como destino Milão, Munique, Madri, Paris, Nova York, Miami, Los Angeles, Cidade do México, Montevidéu, Assunção e Bogotá.

entry Jun 26 2006, 09:15 PM
Relatório especial sobre TV Digital: Saiba porque o modelo japonês é a pior escolha

* por Polibio Braga

No início deste mês, no dia 1o, esta página alertou para a iminência de uma tomada de posição burra por parte do governo Lula, que mal orientado pelo cabotino ministro das Comunicações, o jornalista Hélio Costa, optaria pelo modelo japonês de tecnologia de TV digital, o ISD (Integrated Systems Digital). Este modelo é o queridinho das emissoras de TV, inclusive da Rede Globo, ex-empregadora e sócia de Hélio Costa na sua TV de Minas.

O governo Lula está dando uma banana para os outros tipos de mídia, quando se sabe que será inevitável que elas convirjam entre si. A referência desta página é claramente dirigida aos telefones celulares e aos computadores (a rede www ou Internet), apenas para exemplificar (leia mais sobre o assunto, mais adiante).

Hélio Costa é parte interessada. A rigor deveria se julgar impedido.

Os outros dois modelos que estão sendo preteridos são o europeu (DVB ou Digital Vídeo Broadcasting) e o americano (ATCS ou Advanced Television Systems Commitee).

Lula não entende nada do assunto e nem quer se meter na discussão. Ele demonstra desprezo pelo que não entende. Lula quase não entende nada de tudo.

O Brasil entrará numa aventura.

E é um negócio de R$ 150 bilhões ao longo de dez anos. Todas os 70 milhões de televisores dos brasileiros terão que ser trocados. As emissoras de TV serão obrigadas a se reciclar.

É muito, mas muito dinheiro em jogo.

Ainda há tempo para que a sociedade brasileira intervenha nesse jogo.

No dia 29, Brasil e Japão querem anunciar o acordo em Brasília. O Japão promete financiar todo o processo de mudança, coisa que europeus e americanos também prometeram.

entry Jun 25 2006, 08:48 PM
BR pode cortar amanhã fornecimento de combustível à Varig

* por Invertia News

O prazo dado pela BR Distribuidora à Varig para pagamento do fornecimento de combustível termina nesta segunda. O prazo, que terminaria na última sexta-feira, foi prorrogado até segunda-feira. A Varig tem dívidas de mais de R$ 400 milhões com a BR Distribuidora.

A Infraero, que administra os aeroportos brasileiros, também decidiu, na sexta-feira, dar mais prazo à Varig para que a empresa pague as taxas operacionais. A estatal vai cobrar as tarifas aeroportuárias à vista, e antes de cada vôo. A cobrança será iniciada à 0h do dia 1º de julho. Uma carta formal foi enviada à Justiça informando a decisão.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou no sábado a venda da ex-subsidiária de transporte de carga da Varig, a VarigLog, pela Volo, que é vinculada a um grupo estrangeiro. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou que a decisão da Anac foi "impatriótica".

Na última sexta-feira, o juiz da 8ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, cancelou a venda da Varig para o consórcio NV Participações por falta de pagamento da primeira parcela.

entry Jun 24 2006, 11:00 PM
Advogada recomenda a consumidor guardar documentos de vôos cancelados da Varig

* por UOL News

A continuação da "novela" Varig deixa o consumidor cada vez mais perdido. O cancelamento de vôos não pára. Só hoje, nos aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro, mais de 70% dos vôos previstos não decolaram. A empresa também cancelou temporariamente as linhas para Milão, Munique, Madri, Paris, Nova York, Los Angeles, Cidade do México, Montevidéu, Assunção e Bogotá.

A Varig também foi retirada da câmara de compensação da Associação Internacional de Transporte Aéreo, a Iata. Com isso, as outras companhias não têm mais a garantia de que vão receber pelo transporte dos passageiros transferidos da empresa brasileira. Ou seja, elas poderão recusar pessoas com bilhetes da Varig.

Uma alternativa para quem estiver com bilhete já emitido é recorrer à Star Alliance, aliança internacional de companhias aéreas da qual a empresa brasileira faz parte, junto com outras 17 empresas.

"Sem dúvida nenhuma a situação piorou para os passageiros. A agonia da companhia aérea continua e a do consumidor também", disse a advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira do Consumidor). "A expectativa do consumidor em ter férias tranqüilas pode ser que não se concretize."

Em entrevista ao UOL News a advogada deu algumas orientações para os passageiros da Varig que tiveram seus vôos cancelados. "O que o consumidor tem a fazer agora é resolver caso a caso. Se houver cancelamento de vôo e o consumidor estiver no aeroporto, ele deve tentar ver a possibilidade de voar por outra companhia aérea nacional. Alguma empresa pode estar solidária e desde que haja lugar disponível o passageiro pode ser encaixado em algum vôo", disse.

"Os casos devem ser resolvidos de acordo com a gravidade. Esse não é o momento do consumidor tentar trocar milha por passagem ou cancelar passagem e pagar multa porque não vai conseguir o dinheiro de volta. Se o consumidor não conseguir resolver os problemas conforme forem surgindo, ele tem que guardar toda a documentação necessária, o bilhete aéreo, qualquer comprovação que demonstre que o vôo foi cancelado. Também deve registrar nos postos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Toda documentação é necessária para fazer valer os direitos do consumidor lá na frente", aconselhou a advogada.

Passageiros fora do país

Para os passageiros da Varig que estão no exterior e têm passagem de volta marcada, Maria Inês Dolci acredita que não é preciso perder o sono, pois existem alternativas. "Com passagem já marcada tem que ser dada uma alternativa. A Iata deve dar uma solução para aqueles que precisam voltar, deve dar essa garantia", disse.

"Recomendo que o consumidor vá até a Varig porque dificilmente ele conseguirá um contato pelo telefone. Ele tem que se dirigir ao aeroporto, tentar resolver esse problema e apelar para a Star Alliance, aliança internacional de companhias aéreas da qual a Varig faz parte. Essa aliança permite o compartilhamento de aviões, de vôos, em caso de problema em uma das empresas. Tudo isso é possível desde que o consumidor mantenha a calma e estude o que fazer."

"Pouco caso" do governo

Em entrevista ontem ao UOL News, o ministro da Defesa, Waldir Pires, disse que o governo garantirá o direito dos passageiros da Varig. Mas até agora nada foi feito na prática, segundo Maria Inês Dolci. "Não ficou muito claro de que forma o governo ajudaria. Entendemos que o governo já poderia ter feito alguma coisa. Há um cheiro de pouco caso", disse a advogada.

Para ela a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também não deixou claro de que forma pode ajudar os consumidores. Ela disse que a Anac tem demonstrado apatia e não tem dado soluções para os passageiros da Varig. "A Agência poderia oferecer alternativas ao consumidor, tentar fazer acordos, tranqüilizar, e não causar mais instabilidade. Ao não se pronunciar, ao ficar quieta, a Anac está comprovando falta de eficiência."

entry Jun 23 2006, 09:44 PM
Efeitos Negativos Da Valorização Do Real

*Jose Luis Gonzalez Perez
diretor da Atlas Maritime

O fato de possuir as riquezas naturais e o tamanho continental de nossa geografia não tem sido suficiente para o Brasil se consolidar como potência econômica, já que sua economia, pedra fundamental do crescimento e consolidação de qualquer país, não tem sido gerida da melhor forma visando alcançar esse objetivo.

Apesar dos sinais positivos que a economia brasileira vem apresentando, a agenda de reformas do governo, da qual depende o potencial crescimento em longo prazo do país, foi paralisada pelo pior escândalo de corrupção do Brasil desde o impeachment e a renúncia do expresidente Collor.
Esse escândalo político trouxe como conseqüência, entre outras, que o PIB do Brasil deve crescer 2,8% em 2005, contra os 3,5% considerados como mínimo pelos analistas econômicos e políticos.

Mas com toda essa crise, parece que a economia brasileira esta imune, não tendo sido afetado o câmbio nem a inflação, que em épocas anteriores, diante de situações similares, teriam explodido. Porém, por várias razões, tal situação pode ser impossível de se sustentar, já que a valorização do Real já derrubou as exportações de calçados, têxteis e eletro-eletrônicos. Os primeiros sinais do efeito negativo do câmbio sobre as vendas externas desses setores foram sentidos ainda no primeiro semestre deste ano.

As atuais condições econômicas mundiais são as mais favoráveis ao Brasil nos últimos 50 anos, já que uma combinação de demanda chinesa por matérias-primas e necessidade dos banqueiros de investimentos por ativos de alto rendimento, assim como os juros altíssimos aprovados pelo governo, atraem o capital especulativo, deixando o país inundado de dinheiro estrangeiro; embora isso tenha causado um desastre no mercado de câmbio com a valorização excessiva do Real.

Como conseqüência dessa valorização crescente do Real, os reflexos nos custos de produção continuam a se agravar, fazendo com que os exportadores percam competitividade. Contudo, mesmo assim vemos que as exportações mantêm-se em crescimento em alguns setores da indústria ou em algumas empresas, especificamente, devido à existência de contratos de fornecimento assinados antes da queda cambial e que não podem ser quebrados sob pena de multas. Empresas que muitas vezes operam com facilidades tributárias, produtos originários de safras (soja, etc.) que não possuem um mercado interno do tamanho da produção e são obrigados a serem exportados mesmo com câmbio desfavorável e mesmo que isso venha a repercutir na próxima safra.

Diante da situação acima vemos no mercado interno uma demanda descendente (perto do zero) fazendo da exportação a base da sustentação do PIB, já que representa cerca de 20% do mesmo.

A valorização do Real diminui a remuneração do exportador, assim como também dificulta o ingresso de novas empresas no mercado externo e a expansão dos negócios de quem já vende para fora, além de ter promovido o fechamento de muitas indústrias de pequeno e médio porte, que não puderam enfrentar esse atraso cambial.

Para o País continuar percorrendo o caminho da abertura econômica iniciada alguns anos atrás e visando sua participação crescente no mercado internacional, não há outra alternativa a não ser tornar a exportação um projeto de primeiríssimo interesse nacional, com uma visão estratégica do mesmo. Porém, é necessário atualizar a legislação cambial vigente, assim como promover a revisão do sistema tributário, porque a sua exagerada carga em muitos caso torna impossível fabricar certos produtos, além de ser um freio para o crescimento econômico do País.

Enquanto isso, o governo estuda adotar medidas de proteção à indústria nacional, em função da perda de competitividade resultante da valorização do Real. O Brasil não adota medidas unilaterais para restringir importações desde 1994. Mas agora está em estudo a elevação da alíquota de importação de calçados dos atuais 20% para 35%, isto como medida para conter a importação de produtos industrializados que concorrem com a indústria nacional. Muito embora as importações tenham ficado nos últimos 12 meses, muito abaixo do esperado para uma economia que tem uma moeda tão valorizada em relação ao dólar como a brasileira, este é também o motivo do saldo tão positivo da balança comercial em forma consecutiva.

Tudo isto é conseqüência da política econômica do país de tentar conter a inflação, não visando tornar a exportação brasileira algo sustentável naturalmente. Na realidade, nenhum dos governos nas últimas décadas procurou estimular as exportações. Ao contrário, os congressistas dedicam-se às disputas político-partidárias e deixam de lado a necessária reforma tributária. Por isso o Brasil vive em recessão e não cresce, já que sua população vê diminuído seu poder de compra, e isto não permite aos empresários investir em produção. A saída para os empresários tem sido ir ao mercado exportador como tentativa de manter o nível de emprego e a produção das suas fábricas, embora em muitos casos com margens reduzidas por causa do atraso cambial.

É bom lembrar que nem todos os problemas do comércio exterior brasileiro vêm da área econômica do governo. Muitos outros e tão importantes quanto os econômicos referem-se aos endêmicos problemas de infra-estrutura na área de transportes (rodoviário, ferroviário, fluvial e marítimo). Esse aumento das exportações a níveis jamais vistos antes no país, agravou e tornou evidentes os problemas estruturais existentes relacionados aos portos assim como a toda a malha de transportes.

O país não possui hoje um único porto operando em condições ideais (de acordo a padrões internacionais do setor) e a conseqüência disso é uma sobrecarga em todos os segmentos logísticos, inclusive nos órgãos públicos relacionados ao comércio exterior.

O Brasil tem tudo para se consolidar como uma potência exportadora e ao mesmo tempo não tem nada do que necessita uma potência exportadora para se consolidar.

entry Jun 22 2006, 07:48 PM
Número de milionários chega a 109 mil

* por Cassiano Gobbet - BBC Brasil.com

Um estudo da Merrill Lynch publicado na terça-feira mostra que número de pessoas no Brasil com mais de US$1 milhão (R$ 2,12 milhões) chegou a 109 mil em 2005.
O número de milionários no Brasil em 2005 aumentou em 11,3%, comparado a 2004.

Segundo o 10º Relatório sobre a Riqueza Global, o número de investidores que têm mais de US$ 1 milhão passou de 98 mil para 109 mil no período.

O Brasil está entre os países onde o grupo de pessoas com mais de US$ 1 milhão além de suas residências mais cresceu.

Coréia do Sul (21,3%), Índia (19,3%) e Rússia (17,4%) foram os países que tiveram os maiores índices.

No mundo todo, a quantia de dinheiro em poder das pessoas dessa faixa atingiu os US$ 33,3 trilhões (R$ 70,7 trilhões de reais), num acréscimo de 8,5% em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos seguem como o país com a maior quantidade de milionários e também com o maior volume de dinheiro acumulado por essas pessoas.

Contudo, pela primeira vez os EUA não conseguiram superar o crescimento do ano anterior, crescendo 6,8% em comparação aos 9,9% de 2003.

O estudo também mostra que os patrimônios de ricos de continentes diferentes têm origens diversas.

Na Europa e na América Latina, o maior volume de recursos está alocado na propriedade de negócios ou no dinheiro vindo da venda de companhias, enquanto nos Estados Unidos, a maior parte do montante vem de renda.

entry Jun 21 2006, 06:44 PM
O FED e a taxa de juros

* por Equipe consultAR.biz
* índices retirados do site www.federalreserve.gov

A taxa de juros praticada pelo FED influencia de maneira significativa a economia mundial, e principalmente as economias emergentes com baixa taxa de poupança interna, como é o caso da economia brasileira. Um modelo de previsão da ação do FED permite antecipar mudanças na liquidez da economia norte-americana, bem como seu impacto sobre o mercado de ações, títulos do tesouro, na cotação do dólar em relação a outras moedas, e também o seu impacto em ativos correlacionados em outros países.

É possível avaliar, com razoável margem de segurança, qual será a decisão de política do FED, levando em consideração os indicadores econômicos que têm maior peso nas decisões do comitê de política monetária. A observação e acompanhamento analítico destes indicadores permitem prever, com segurança, a possibilidade do FED alterar a taxa de desconto e a taxa dos Fed Funds.

Além dos fatores acima, que influenciam decisivamente a ação do FED, nota-se também que, em caso de graves crises financeiras – como a crise asiática de 1997, a moratória russa e a quebra do LTCM em 1998, o bug do milênio de 1999 – o comitê de política monetária provê liquidez suficiente para enfrentar a crise, corrigindo o eventual excesso posteriormente.

O FED vive um dilema: a economia está desacelerando, porém a inflação continua acima da “zona de conforto”. O crescimento do 2º trimestre, hoje, é calculado na casa dos 2,5% anuais. Este valor é menos da metade do trimestre anterior.

O desaquecimeto do mercado imobiliário está diminuindo o consumo das famílias, agora mais acentuadamente, como mostram os últimos indicadores.

As vendas do comércio varejista praticamente não cresceram, a confiança do consumidor está mais fraca e a venda de automóveis está caindo.

Mas a alteração de maior importância está sendo verificada na diminuição da intenção dos consumidores em tomar crédito. Depois de atingir o “pico” de endividamento de 22 salários, em outubro de 2003, a propensão ao endividamento começou a cair, sem que houvesse qualquer restrição quantitativa de crédito, ou alteração nos níveis de alavancagem dos bancos.

O consumidor norte-americano parece que está diminuindo sua propensão a consumir, o que pode ser o início de um processo de ajuste estrutural, em direção a um desequilíbrio em conta corrente menor do que o atual.

A desaceleração parece estar chegando ao mercado de trabalho, embora ainda em baixa intensidade. O número de pedidos de seguro-desemprego está com tendência de alta, e o valor total da folha de pagamento está crescendo menos.

Outros indicadores, entretanto, mostram uma economia ainda forte, mas sabe-se que, quando o impacto do aperto monetário já promovido for integralmente absorvido, acabará sendo desacelerada. A produção industrial, que estava com tendência de queda na margem, recuperou o vigor em março e abril, e o nível de encomendas industriais continua estabilizado na casa dos 7% de crescimento anual.

De forma geral a economia está enfraquecendo, e o FED enfrenta o dilema: se a economia caminha para um patamar de crescimento menor, até onde deveria elevar sua taxa? Não seria melhor parar agora e esperar a desaceleração que, na verdade, já está ocorrendo?

Talvez a resposta tenha que levar em consideração o fato do FED estar com um presidente novo, e que Bernanke precisa mostrar suas credenciais contra a inflação e reforçar sua mensagem a favor do inflation targeting. Um discurso e uma prática mais duras, podem ajudar o FED a recuperar-se da acusação de ser um “criador de bolhas especulativas”, lançada por muitos economistas, numa crítica explícita à gestão Greenspan.

Alguns respeitados analistas inferem que, de fato, outros motivos, além dos técnicos, podem estar agindo na determinação da taxa de juros. A economia dos EUA já está desacelerando e o efeito do aperto monetário, realizado até agora, ainda não atingiu a economia em sua totalidade, por ser defasado em mais de 6 meses. O FED, então, deveria esperar alguns meses, para decidir se algum aumento adicional nos juros será necessário.

A política monetária já pode ser considerada como dura, já que a taxa de juros real, paga pelo FED, está próxima do aperto monetário máximo verificado em outras ocasiões, que acabaram por desacelerar a economia de forma suficiente para manter a inflação sob controle. O juro real aproxima-se de 3%, se considerarmos o núcleo da taxa de inflação ao consumidor.

Embora a taxa de juros real seja alta, se considerarmos o núcleo da inflação, ela é uma taxa baixa, se considerarmos a inflação cheia. É um argumento curioso, pois embute o raciocínio de que o FED pode controlar as causas do aumento do petróleo, ou mesmo o crescimento chinês. Pergunta-se: o que o FED tem a ver com isso? Deve combater sim, o aumento de custos e o repasse ao longo da cadeia produtiva, mas isso deve ser feito através do núcleo da inflação, e não do índice cheio, contaminado pelo preço do petróleo.

O dilema do FED é que se exagerar, sua credibilidade também ficará comprometida, não por ser leniente com a inflação, mas sim, por causar danos além do necessário. E a cobrança pelo erro vai ser dura.

Em resumo, se o novo presidente pensar estrategicamente, deveria esperar alguns meses, mantendo os juros no patamar atual, já bastante alto, até que a economia capte todo o custo do aperto monetário já imposto pelo FED.

entry Jun 21 2006, 06:43 PM
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