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entry Feb 25 2007, 09:26 PM
VCP estuda parceria com finlandesa Ahlstrom para papéis especiais

* por Murillo Camarotto | Valor Online

SÃO PAULO - A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anunciou hoje a intenção de constituir uma joint-venture com a finlandesa Ahlstrom Corporation, líder global em papéis especiais. A parceria deverá envolver a planta da empresa brasileira no município de Jacareí (SP), onde será ampliado o segmento de papéis especiais, destinados a auto-adesivos e embalagens.

Caso a negociação seja mesmo efetivada, a VCP irá elevar sua linha de produtos e espera ganhar competitividade no mercado global. Já a Ahlstrom vislumbra a possibilidade de fortalecer suas operações fora da Europa, especialmente na América Latina.

Segundo nota da VCP, a atuação das empresas no mercado seguirá normal até a conclusão da parceria. A empresa brasileira informou ainda que a infra-estrutura para produção de papel da unidade de Jacareí constitui a plataforma ideal para papéis especiais, além de ser similar às plantas da Ahlstrom.

A unidade produz 105 mil toneladas anuais de papéis não-revestidos, com possibilidade de revestir até 80 mil toneladas por ano.

entry Feb 24 2007, 11:08 PM
Acordo entre as bolsas de Londres e de Tóquio

* por AFP

LONDRES, 23 Fev (AFP) - As bolsas de Tóquio e Londres anunciaram nesta sexta-feira um acordo de cooperação técnica e comercial para fomentar produtos financeiros comuns e intensificar sua presença internacional.

O acordo técnico e comercial tem como objetivo desenvolver produtos comuns e promover a dupla cotação das empresas em Londres e Tóquio. No entanto, não prevê o estabelecimento de vínculo de capitais, já que a privatização do operador público japonês só se produzirá em 2009.

"A Tokyo Stock Exchange é um mercado mundial imensamente importante e vemos nossa cooperação como uma estimulante oportunidade de ampliar a gama de serviços que propomos", comentou Christopher Gibson-Smith, presidente da London Stock Exchange (LSE).

"O entorno atual dos mercados financeiros demonstra a importância para nós de explorar a possibilidade de satisfazer" as necessidades dos operadores. "Nesse contexto, a Tokyo Stock Exchange (TSE) está muito satisfeita de seu contato com a London Stock Exchange, um dos mercados líderes do planeta", disse, por sua vez, Taizo Nishimuro, presidente da TSE.

A Bolsa de Tóquio, em busca de sócios para conservar seu posto de primeira praça financeira da Ásia diante da competição das bolsas chinesas, já havia anunciado, no fim de janeiro, uma colaboração com a bolsa de Nova York (Nyse), na qual se contempla uma aliança capitalista até o fim de 2009. Também está em negociações com a Chicago Mercantile Exchange.

"É verdade que os mercados de Hong Kong e de Cingapura começam a ser poderosos. Até agora, as três principais bolsas do mundo eram Nova York, Tóquio e Londres, mas está decaindo a influência de Tóquio", assegura Kazuhiro Takahashi, analista da Daiwa Securities SMBC.

A Bolsa de Londres rejeitou recentemente uma segunda oferta de aquisição (OPA) da bolsa eletrônica americana Nasdaq. Além disso, recusou, em dois anos, quatro proposta de aliança com a Deutsche Borse (Frankfurt), Euronext (bolsas de Paris, Amsterdã, Bruxelas e Lisboa), Macquarie Bank e a sociedade de corretagem ICAP.

Há três anos que a praça londrina atrai muitas introduções em bolsa por parte de sociedades estrangeiras, especialmente russas e chinesas, em detrimento de Wall Street.

entry Feb 23 2007, 08:45 PM
Gazprom pode ser parceira da Petrobras em projeto de GNL

* por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Após um ano de namoro, a Petrobras e a russa Gazprom, maior empresa do mercado mundial de gás, assinaram um memorando de entendimentos para avaliar projetos conjuntos na área de petróleo e gás, informou a estatal brasileira nesta sexta-feira.

O acordo é válido até 2008, mas a expectativa é que ainda este ano seja concretizada a parceria entre as duas companhias na área de Gás Natural Liquefeito (GNL), combustível que será importado pelo Brasil para compensar a suspensão de compra adicional de gás boliviano.

As empresas poderiam ainda trabalhar em outros projetos conjuntos, segundo nota enviada pela estatal brasileira, em áreas de armazenamento de gás natural e na otimização da operação de sistemas de transporte de gás natural.

No ano passado, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, havia antecipado à Reuters que a Gazprom poderia transferir tecnologia para a criação de estoques subterrâneos de gás, empreendimento inédito no país.

entry Feb 22 2007, 06:36 PM
Produção da Petrobras cai 2,5% em janeiro

* por FolhaOnline

A produção média de petróleo e gás da Petrobras no Brasil iniciou o ano em 1,785 milhão de barris por dia. Trata-se de um volume 2,5% inferior ao produzido em dezembro de 2006 (1,832 milhão de barris por dia).

De acordo com a Petrobras, a principal razão para o decréscimo na produção foi a parada programada da plataforma P-37 (campo de Marlim) em janeiro.

Já a produção média de gás natural em janeiro, excluindo o gás liqüefeito foi de 43 milhões de metros cúbicos por dia, o que é 1,0% abaixo do valor produzido em dezembro. Segundo a estatal, a queda se deve a "flutuações de demanda do mercado".

A produção média da Petrobras no Brasil encerrou 2006 em 1,777 milhão de barris por dia e o país não conseguiu atingir a auto-suficiência sustentável no ano passado.

entry Feb 21 2007, 08:52 PM
Bovespa bate recorde em pontos e dólar fecha na menor cotação em 9 meses

* por Reuters Nathália Ferreira
(Reportagem adicional de Juliana Siqueira)

SÃO PAULO, 21 de fevereiro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em nível recorde e o dólar cravou novo patamar mínimo em nove meses na retomada dos negócios após o feriado de Carnaval.

Nesta quarta-feira, o mercado brasileiro retomou os negócios às 13h e o pregão mais curto afetou o volume financeiro.

No câmbio, o volume ficou abaixo de US$ 2 bilhões, comparado a uma média diária de quase US$ 3 bilhões na semana passada. A liquidez menor ajudou a cotação a voltar ao menor nível desde maio do ano passado.

"Quando não tem movimento, qualquer operação acaba distorcendo (a cotação)", comentou Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação.

A Bovespa iniciou o pregão em baixa, depois de dados mostrarem inflação acima do esperado nos Estados Unidos em janeiro, reforçando a possibilidade de que o juro por lá não seja reduzido em breve.

Mas o setor de siderurgia e mineração ajudou a Bolsa paulista a entrar no campo positivio, com a valorização dos preços de metais no mercado internacional. As ações da Companhia Vale do Rio Doce subiram 2%.

O giro financeiro da Bolsa ficou em R$ 2,2 bilhão, ante média diária de cerca de R$ 3 bilhões no ano.

No fim da tarde, o Federal Reserve divulgou a ata de sua última reunião. O documento mostrou que membros do BC norte-americano acreditam que as perspectivas para o núcleo da inflação melhoraram, mas ainda não estavam certos sobre uma tendência firme de queda.


Veja como encerraram os principais mercados nesta quarta-feira:

Câmbio
O dólar terminou a R$ 2,078, com queda de 0,67%. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em US$ 1,94 bilhão.


Bolsa
A Bovespa encerrou em alta de 0,53%, a 46.090 pontos, o maior patamar de fechamento da história. O volume financeiro foi de R$ 2,2 bilhões.


ADRs brasileiros
Perto do fechamento, o índice de principais ADRs brasileiros subia 0,11%, aos 23.326 pontos.


Juros
A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) recuou na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 caiu a 12,05%, enquanto o DI janeiro de 2009 cedeu para 11,8%.


Global 40
O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, mostrava estabilidade, a 133,8% do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,88% ao ano.


Risco-país

No final da tarde, o risco Brasil recuava 2 pontos, para 179 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 167 pontos-básicos.


Treasuries de 10 anos
O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, recuava levemente e o rendimento subia a 4,69%, ante 4,68% no final da terça-feira.


entry Feb 20 2007, 10:41 PM
OMC e OIT dizem que não há provas de que abertura comercial crie empregos

* por EFE

Genebra, 19 fev (EFE) - As organizações mundiais do Comércio (OMC) e do Trabalho (OIT) reconheceram hoje não terem dados suficientes para afirmar de maneira cabal que a liberalização do comércio cria empregos, e defenderam a implementação de políticas nacionais eficazes para cumprir esse objetivo.

Os dois organismos com sede em Genebra divulgaram hoje um relatório conjunto no qual procuram aprofundar a complexa relação entre a liberalização do comércio e a geração de emprego.

"O sistema multilateral de comércio pode contribuir para o aumento do bem-estar mundial e promover melhores resultados no emprego, um desafio enfrentado por todos os países-membros" da OMC e da OIT, afirmam no relatório os chefes dos dois organismos, Pascal Lamy e Juan Somavía, respectivamente.

De acordo com o documento, embora "existam vários estudos empíricos, não é possível depreender uma mensagem clara deles".

Nas últimas duas décadas de intensificação do comércio mundial não houve uma grande melhoria ou deterioração do emprego. Assim, "a única conclusão justificada é que isto depende de fatores nacionais", acrescenta o estudo.

Alguns desses fatores seriam as políticas macroeconômicas e trabalhistas, os investimentos estrangeiros diretos (IED), as novas tecnologias, e o comportamento dos trabalhadores quando procuram emprego.

"A globalização pode ser positiva para a maioria dos trabalhadores dos países industrializados e em desenvolvimento, sempre que sejam aplicadas as políticas econômicas adequadas. No entanto, pode não incluir todos e não é possível ignorar suas repercussões de caráter distributivo", afirma o documento.

Segundo o trabalho, a alta da demanda por mão-de-obra qualificada é outro aspecto da globalização que tende a aumentar as diferenças salariais entre os trabalhadores.

"A teoria clássica estabelece que o comércio entre países industrializados e em desenvolvimento aumenta essas diferenças salariais no mundo industrializado", continua o relatório, apesar de os autores defenderem que o principal motivo dessas discrepâncias são as mudanças tecnológicas.

No que se refere à estabilidade do emprego, o estudo reconhece que estão muito difundidas as idéias de que o aumento da competitividade, a redução de obstáculos ao comércio e a maior integração entre os mercados causam o aumento da terceirização, um ambiente de trabalho "mais turbulento" e, com isso, mais desemprego.

No entanto, "os dados não comprovam esta tese", sendo apenas possível afirmar que "a turbulência não gera um mercado de trabalho mais instável, mas sim efeitos mais negativos no caso da perda de emprego".

As organizações reconhecem que "há razões para pensar que existe um conflito entre eficiência e proteção, que, no entanto, não seria muito grave caso fossem adotadas as políticas de proteção adequadas".

A liberalização comercial "pode ter efeitos tanto positivos como negativos" e, por enquanto, "os dados empíricos são muito limitados", segundo os analistas, que reconhecem a importância de a abertura dos mercados ser gradual e conter programas de ajuste concretos para potencializar os benefícios do processo.

"A necessidade de programas de ajuste é maior nos países em desenvolvimento do que nos industrializados, onde os mecanismos de proteção social, por exemplo sob a forma de agências de emprego, ajudam as pessoas atingidas pelo desemprego.

No entanto, os organismos internacionais reconhecem que, nos países em desenvolvimento, os sistemas de proteção social de ampla cobertura "podem não ser viáveis a curto prazo", e apostam em outros, de menor duração e dirigidos especificamente aos afetados pelas reformas comerciais liberalizantes.

entry Feb 19 2007, 10:30 PM
Duas maiores rádios por satélite dos EUA anunciam fusão

* por EFE

Washington, 19 fev (EFE).- A "Sirius Satellite Radio" e a "XM Satellite Radio", as duas principais rádios por satélite dos Estados Unidos, decidiram se unir, informaram hoje ambas as emissoras em um comunicado conjunto.

As duas companhias explicaram que Mel Karzamin, executivo-chefe da "Sirius", será o principal responsável pela companhia que nascerá da fusão.

Por sua vez, Gary Parsons, presidente da "XM Satellite Radio", permanecerá no posto, enquanto seu Hugh Panero, seu executivo-chefe, será um dos diretores encarregados do processo de fusão.

A companhia conjunta passará a ter um valor empresarial de US$ 13 bilhões, dos quais US$ 1,6 bilhão são de dívida líquida.

A aprovação definitiva da fusão dependerá das autoridades de concorrência e antimonopólio americanas.

O comunicado conjunto não especifica o nome da nova empresa e o conselho de administração da mesma passará a ter 12 membros, entre eles Parsons, Karmazin, quatro diretores independentes nomeados por cada companhia e um representante da General Motors e da Honda.

Ambas as empresas automobilísticas tem um acordo exclusivo com as duas emissoras de rádio.

Uma das estrelas da "XM Satellite Radio" é Oprah Winfrey, uma das principais personalidades da televisão americana.

Por sua vez, o locutor Howard Stern é a voz mais famosa da "Sirius".

"A companhia resultante se beneficiará de uma equipe altamente qualificada, com ampla experiência na indústria radiofônica", segundo a nota conjunta divulgada hoje.

entry Feb 18 2007, 10:55 PM
Ampliação do Canal do Panamá será submetida a estudo ambiental

* por EFE

Panamá, 16 fev (EFE).- A empresa panamenha URS Holdings Inc., subsidiária da americana URS Corporation, venceu a licitação para a preparação do estudo de impacto ambiental do projeto de ampliação do Canal do Panamá, informou hoje uma nota de imprensa da Autoridade do Canal do Panamá (ACP).

A empresa foi contratada por US$ 599.478. Ela disputou a licitação em consórcio com a Fundação da Universidade do Panamá, a Fundação da Universidade Autônoma de Chiriquí e a empresa de consultoria americana Entrix.

A proposta obteve a maior pontuação numa avaliação técnica e sua oferta econômica foi a melhor para a ACP, que administra o canal.

A ampliação, com a construção de um terceiro jogo de eclusas, custará US$ 5,25 bilhões. Calcula-se que até US$ 2,3 bilhões serão financiados pela iniciativa privada. O capital terá como garantia a receita gerada pela exploração do canal.

O resto dos recursos sairá da receitas próprias da ACP, que prevê nos próximos 20 anos duplicar o custo dos pedágios, com um aumento médio anual de 3,5%.

A licitação avaliou aspectos técnicos como metodologia, experiência da empresa e do pessoal técnico, controle de qualidade, formação de consórcios com instituições nacionais e referências.

A preparação do estudo deve levar nove meses.

entry Feb 17 2007, 11:00 PM
Brasil pagará US$ 100 mi a mais por gás boliviano

* por Jeferson Ribeiro Reuters


Brasil e Bolívia chegaram a um acordo para aumentar a receita boliviana com a exportação de gás natural. A partir do dia 15 de março, a Petrobras passará a pagar para a Bolívia não só pelo gás, mas também pelos subprodutos que vêm misturados ao insumo.

Hoje, o gás enviado pela Bolívia é rico também em GLP (mistura de metano e butano), etano e gasolina natural. Essas commodities têm valor alto no mercado internacional e, agora, serão pagas em separado pela cotação internacional. O acordo, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Evo Morales, atende aos interesses dos dois países e mantém as regras do atual contrato. Segundo o ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Carlos Villegas, a adição contratual pode render cerca de US$ 100 milhões ao ano para o País.

No início das negociações, os bolivianos exigiam um reajuste de US$ 4,20 para US$ 5 por milhão de BTU importado pelo Brasil. Porém, esse aumento era considerado pelos negociadores brasileiros pouco factível e sem base técnica e econômica. Contudo, a Bolívia queria de qualquer forma aumentar a receita com a exportação de gás.

Então os bolivianos propuseram o pagamento dos gases nobres que eram exportados junto com o gás natural. A Petrobras aceitou a proposta. Porém, a estatal não tem como utilizar os subprodutos ainda. Segundo o presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, os gases nobres só poderão ser usados se a empresa construir uma planta de separação desses insumos, o que ainda vai demandar pelo menos um ano e algum investimento.

No ano passado, a Bolívia recebeu aproximadamente US$ 1,2 bilhão pelo contrato do Gasbol (Gasoduto Brasil Bolívia). A estimativa é que com o aditivo contratual esse valor suba em torno de 3% ou 4%. Porém, a rentabilidade pode ser bem maior, porque o volume dos gases adicionais será medida diariamente. A quantidade desses subprodutos no gás natural depende do valor calorífico que o gás é enviado para o Brasil.

Segundo Gabrielli, o pagamento adicional pelos subprodutos não será repassado para as distribuidoras estaduais de gás, a Petrobras irá arcar com esse custo adicional. "Os contratos com as distribuidoras estão postos e, portanto, não há alteração", disse.

Cuiabá
Os bolivianos conseguiram também um reajuste de 252% sobre o preço do gás fornecido para a Termo Cuiabá. Hoje, a termelétrica paga apenas US$ 1,19 por milhão de BTU de gás natural importado da Bolívia. Como o preço era considerado completamente defasado por ambas as partes, foi acertado um reajuste para US$ 4,20 por milhão de BTU.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, esse aumento será repassado aos consumidores da térmica, porém o impacto será bastante inferior aos 252% pagos a mais para os bolivianos.

Nesse caso, Villegas estima que a Bolívia terá uma receita adicional de aproximadamente US$ 44 milhões por ano.

entry Feb 16 2007, 11:21 PM
China perde apelo, mas investidores seguem na Ásia

* por InvestNews

SÃO PAULO, 16 de fevereiro de 2007 - Os investidores saíram da China pela segunda semana consecutiva em fevereiro, mas seguem atuando fortemente na Ásia, agora mudando o foco para mercados menores e mais defensivos.

A constatação é da consultoria Emerging Portfolio Fund Research (EPFR), que acompanha 15 mil fundos internacionais com mais de US$ 7 trilhões de ativos. Na visão da empresa, os investidores reagem à preocupação externada pelo governo chinês com o excesso de valorização das ações no país.

Vale lembrar que média de alta das ações chinesas ficou em 130% no ano passado.Na semana encerrada dia 14 de fevereiro, os fundos de ativos da Ásia, com exceção do Japão, receberam 664 milhões em novos recursos, cerca de 94% do fluxo total destinado aos mercados emergentes no período.

De acordo com a EPFR, mais uma vez os emergentes perderam lugar para os fundos de ativos globais. Esses fundos, que investem pesadamente em países desenvolvidos e diluem seu risco em dezenas de mercados, captaram US$ 2,14 bilhões na semana passada. Essa também foi uma boa semana para os fundos de ativos da Europa, fundos regionais de imóveis e fundos de dívida de emergentes.

De acordo com a consultoria, o foco em fevereiro está sobre os pequenos emergentes. Entre eles, Malásia, Singapura e Taiwan, que juntos receberam cerca de US$ 321 milhões. Enquanto isso, os fundos dedicados à China perderam US$ 74,4 milhões.Os BRICs, que investem em Brasil, Rússia, Índia e China, receberam modestos US$ 29,7 bilhões na semana, um resultado bastante irrisório se comparado a igual período do ano passado, quando os fundos BRIC recebiam US$ 240 milhões semanais em média.

Bom desempenho para os fundos dedicados à América Latina, mesmo com as sinalizações cada vez mais claras de aversão ao mercado na Venezuela, Equador e em menor escala na Argentina. Os fundos de ativos da América Latina receberam US$ 201,3 milhões, melhor resultado semanal desde o início do ano.

Entre os desenvolvidos, os fundos de ativos da Europa registraram o melhor fluxo semanal desde outubro do ano passado, recebendo US$ 1 bilhão. Para a EPFR ,os investidores seguem apostando que a Zona do Euro seguirá superando expectativas e que a forte atividade de fusões e aquisições movimentará ainda mais o mercado.

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