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entry Nov 8 2018, 07:45 PM
Mitsui está em negociações para comprar SuperVia

* por Forbes
com Reuters

O grupo japonês Mitsui está em negociações para comprar a concessionária de transporte ferroviário do Rio de Janeiro SuperVia após o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) bloquear outras ofertas pela companhia, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Uma delas disse que uma proposta vinculante liderada pela Starboard Restructuring Partners foi rejeitada nesta semana pelo banco, já que não previa a transferência ao comprador das dívidas contraídas pela SuperVia com o BNDES.

Agora a Mitsui, que já é acionista da Odebrecht Mobilidade, uma holding que controla a SuperVia, sediada no Rio de Janeiro, com uma participação de 40%, está em negociações para assumir o controle da concessionária e de suas dívidas com o banco de desenvolvimento.

As negociações para vender a concessionária de transporte ferroviário estão sendo lideradas por credores brasileiros da Odebrecht, à medida que o grupo, assolado pelos efeitos do escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato, enfrenta pressão para vender ativos e reduzir dívidas.

Uma outra proposta pelo fundo de investimento dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Development foi rejeitada.
Odebrecht, Mitsui e Starboard não quiseram comentar imediatamente o assunto.

O jornal “O Globo” publicou, em reportagem mais cedo nesta semana, que a Mitsui estava sendo considerada como candidata mais provável a adquirir a SuperVia.

entry Nov 7 2018, 07:21 PM
JPMorgan apoia fintech que quer revolucionar mercado trilionário

* por Viren Vaghela | Bloomberg

(Bloomberg) -- Um dos maiores bancos do mundo quer aumentar os lucros excluindo os corretores que atuam como intermediários no maior mercado de derivativos.

O JPMorgan Chase adicionou a startup Wematch Interest Rates a seu programa interno de tecnologia financeira, que ajuda novas empresas a criar produtos destinados ao setor bancário. O JPMorgan, que tem sede em Nova York, e outros negociantes poderão futuramente usar a plataforma da Wematch para negociar transações em mercados de taxas de juros.

"É animador ver um pequeno grupo de especialistas do mercado tendo a chance de criar um produto capaz de gerar um impacto significativo nos resultados finais dos grandes bancos", disse Pasquale Cataldi, chefe de serviços de execução de renda fixa do JPMorgan, em comunicado.

Ao adicionar a Wematch, o JPMorgan se torna o mais recente banco a tentar usar automação para obter vantagem no trading.

O serviço da Wematch se baseia em um modelo de assinatura, e essa tecnologia já foi adotada por negociantes de outros segmentos de mercado, como derivativos de ações e financiamento de títulos.

A tecnologia pode revolucionar os negócios de firmas como BGC Partners e TP ICAP, que têm papel importante na intermediação de transações cambiais, de renda fixa e de derivativos, ao mesmo tempo cobrando tarifas por seus esforços.

A Wematch Interest Rates é uma unidade da London Wematch.live Group. O mercado no qual a empresa tenta entrar é enorme: o valor de mercado dos derivativos de taxa de juros de balcão (OTC) foi de US$ 7,6 trilhões no segundo semestre de 2017, segundo os últimos dados do Banco de Compensações Internacionais.

Redução de custos
"Estamos desenvolvendo novos mecanismos de correspondência e negociação com as equipes de produtos do JPMorgan", disse Mikhael Farouz, especialista de mercado para taxas de juros e câmbio da Wematch.live, no comunicado. "Esta tecnologia será adaptada para a negociação de instrumentos de taxa de juros, melhorando a eficiência do mercado e reduzindo os custos de execução para todos os negociantes."

O programa de tecnologia financeira do JPMorgan também investe em determinados momentos nas jovens empresas apoiadas pelo banco.

entry Nov 6 2018, 07:46 PM
Carrefour Brasil compra 100% da plataforma E-mídia

* por Forbes
com Reuters

O Carrefour Brasil anunciou hoje (6) a aquisição de 100% da plataforma de conteúdo digital E-Mídia, que controla os sites Cyber Cook, Vila Mulher e Mais Equilíbrio, por valor não revelado.

Em comunicado, a empresa diz que a transação prevê ainda a contratação de Alexandre Canatella, presidente-executivo da E-Mídia, para comandar o negócio com o apoio de diversas áreas do Carrefour Brasil.

A aquisição faz parte dos esforços do grupo para promover a transformação digital da operação de varejo alimentar no Brasil.

Os três sites da E-Mídia atraem cerca de 4 milhões de visitantes por mês. “Essa aquisição amplia a relevância e a integração da nossa oferta online e física, sobretudo para venda de alimentos”, disse o presidente do Carrefour Brasil, Noël Prioux, em nota à imprensa.

entry Nov 5 2018, 08:12 PM
Ministros da zona do euro pressionam Itália a mudar proposta orçamentária, diz fonte da UE

* por Francesco Guarascio | Reuters
reportagem adicional Daphne Psaledakis

BRUXELAS (Reuters) - Os ministros de finanças da zona do euro pressionaram a Itália a mudar seu Orçamento de 2019 antes do prazo definido para a semana que vem, confirmando que Roma está isolada no bloco em sua disputa sobre regras fiscais.

Enquanto alguns ministros evocaram os riscos para o euro de uma disputa orçamentária, o ministro de Finanças da Itália, Giovanni Tria, disse que estava trabalhando em mudanças no Orçamento, disse uma fonte italiana, enfatizando que Roma não estava considerando alterar metas de despesas.

Os ministros discutiram o Orçamento italiano durante seu encontro mensal, depois que a Comissão Europeia rejeitou o texto no dia 23 de outubro, dizendo que representava uma violação sem precedentes das regras da UE.
A proposta orçamentária desrespeita as normas da UE porque prevê um aumento de 0,8 por cento no déficit estrutural da Itália no próximo ano, em vez da redução exigida de 0,6 por cento na relação com o Produto Interno Bruto (PIB).

"O que está em risco agora é a nossa moeda comum", disse o ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, a repórteres quando entrava na reunião, acrescentando que ele compartilhava a visão da comissão de que a proposta de Orçamento da Itália não cumpre as regras da UE.

Durante uma reunião a portas fechadas, outros ministros compartilharam sua visão e pressionaram a Itália a mudar seu Orçamento, disse uma fonte da UE.

A Itália tem até o dia 13 de novembro para apresentar a Bruxelas uma versão revisada de sua proposta orçamentária de 2019, mas a coalizão de governo afastou repetidas vezes qualquer possibilidade de mudanças no Orçamento, dizendo que era preciso aumentar o endividamento para impulsionar o crescimento.

A Comissão deve emitir sua opinião sobre todas as propostas orçamentárias da zona do euro, incluindo uma versão revisada da proposta da Itália, no dia 21 de novembro. Se Roma não emendar seu Orçamento para cumprir as regras da UE, a Comissão deve iniciar um procedimento disciplinar que poderia levar a uma multa equivalente a 0,2 por cento do PIB da Itália.

entry Nov 4 2018, 08:04 PM
Empresas dos EUA sentem impactos de alta de tarifas para comércio com a China

* por Dow Jones Newswires | Nova York

Empresas norte-americanas dizem estar compensando os efeitos da escalada de tarifas comerciais para a China com aumento de preços ou mudanças em suas cadeias de fornecimento, mas elas alertam investidores que o cenário pode piorar no ano que vem.

Tarifas diminuíram o transporte de madeira e grãos, elevaram o custo de itens que vão de cabides para roupas a materiais pesados, além de terem comprimido margens para fabricantes de chips e ferramentas, entre outros impactos. Esses efeitos foram descritos em números e comentários de 75% das companhias da S&P 500 que divulgaram resultados ao mercado.

"O efeito negativo está espalhado", diz Binky Chadha, estrategista-chefe de ações Estados Unidos e Global do Deutsche Bank. Ainda assim, ele acrescenta, o impacto até o momento é modesto.

As preocupações com tarifas ocorrem em meio a sinais de desaceleração no crescimento dos lucros e vendas. Ganhos estão moderados e a performance é desigual. Analistas e economistas alertam para crescimento dos lucros ainda mais lento no próximo ano.

Em média, o lucro por ação das companhias do S&P 500 no terceiro trimestre está no caminho para crescer 27,1% na comparação com o mesmo período de 2017, marcando o terceiro trimestre seguido de ganhos acima de 25%, conforme dados da empresa de informações financeiras Refinitiv. Analistas acreditam que ao menos um terço desse ganho trimestral vem do corte de impostos, efeito que não deve se repetir no ano que vem.

As receitas das empresas do S&P 500 devem crescer 8%, ainda acima do normal para os últimos anos, mas mais lento que o ritmo dos últimos três trimestres.

Olhando para frente, analistas e economistas destacam que o crescimento da economia global desacelerou, particularmente na Europa e na China. "Provavelmente, parte disso é devido à imposição de tarifas e à guerra comercial", diz Chadha. "Mas parte disso já ocorreria de toda forma", acrescenta.

Companhias estão lidando com tarifas comerciais impostas à China, assim como com a imposição sobre as importações de aço, alumínio, madeira e outros.

Executivos e analistas mencionaram as tarifas e termos como "comércio chinês" ou "guerra comercial" cerca de 600 vezes em teleconferências de resultados de cerca de 130 das empresas do S&P 500, conforme levantamento do The Wall Street Journal por meio de transcrições retiradas do Factiva. Os termos foram usados ao menos seis vezes por ao menos um quarto das empresas.

Se as tarifas saltarem para 25% sobre as cerca de US$ 200 milhões de importações chinesas que hoje enfrentam tarifa de 10%, conforme ameaça o governo do presidente Donald Trump, isso poderia reduzir o crescimento das empresas do S&P 500 em 2 a 3 pontos porcentuais.

Algumas companhias já afirmam que as tarifas têm gerado redução na demanda por produtos enviados para a China a partir dos Estados Unidos. De acordo com a empresa de madeira, Weyerhaeuser Co, as exportações para a China caíram com a tarifa de 5% imposta em setembro, apesar da sólida atividade de construção no país.

A gigante do transporte férreo Union Pacific Corp. disse que o aumento sazonal no transporte de grãos não se materializou, em parte pelas tarifas chinesas.

A Caterpillar Inc. Afirmou que as vendas sofreram, e que suas operações de manufaturados em ambos os países reduziram a necessidade de exportação. Ainda assim, custos estão no piso da projeção feita pela companhia de cerca de US$ 100 milhões a R$ 200 milhões. No segundo semestre deste ano.

A fornecedora de uniformes Cintas Corp. Afirmou que está pagando mais por cabides de roupas por causa das tarifas, enquanto outros impactos têm sido limitados. "É algo que está começando a se proliferar", disse o diretor Financeiro J. Michael Hansen a investidores em setembro.

A Micron Tecnologia, empresa que vende espaço de armazenamento e memória de computador, afirmou que as tarifas podem reduzir sua margem bruta no primeiro trimestre. A mitigação dos danos deve levar tempo, disse o diretor Financeiro David Zinsner a investidores. "Vai levar um ou dois trimestres para que consigamos ver algum benefício", concluiu.

A Stanley Black & Decker Inc. disse que os preços de commodities e o Câmbio estreitaram margens operacionais. Dois terços das importações trazidas da China pela fabricante de ferramentas estão sujeitas a tarifas.

Algumas empresas afirmam que aumentar preços, como muitas companhias fizeram, leva tempo e nem sempre é possível.

A BorgWarner Inc., que vende componentes para fabricantes de carros e caminhões, disse esperar um custo de US$ 20 milhões com as tarifas e a inflação este ano. A empresa diz ter absorvido a totalidade dos custos até o momento. "Não repassados nada", afirmou o presidente Frédéric Lissalde. "Essas discussões levam tempo e estão acontecendo", concluiu.

entry Nov 3 2018, 09:21 PM
Vendas do iPhone na Índia devem cair pela 1ª vez em quatro anos, diz consultoria

* por Nivedita Bhattercharjee | Reuters

BANGALORE (Reuters) - As vendas do iPhone da Apple na Índia devem cair em cerca de 25 por cento no quarto trimestre, o que as colocaria a caminho da primeira retração anual no país em quatro anos, disse a consultoria Counterpoint neste sábado.

A luta da Apple, com sede em Cupertino, na Califórnia, para ganhar força no mercado indiano, de 1,3 bilhão de pessoas, entrou em foco nesta semana após a companhia apontar um conjunto de previsões de vendas decepcionantes em alguns grandes mercados emergentes.

O CEO da Apple, Tim Cook, disse após a publicação dos resultados do terceiro trimestre que as vendas estão estáveis na Índia no quarto trimestre, que inclui uma temporada festiva de um mês que culmina na festa religiosa de Diwali, vista como um período de alta para as vendas de eletrônicos.

O diretor de pesquisas da Counterpoint, com sede em Hong Kong, Neil Shah, disse neste sábado que suas checagens apontam para números no trimestre entre 700 mil e 800 mil unidades, contra cerca de um milhão no ano anterior.

No ano inteiro de 2018, a Apple deve vender cerca de 2 milhões de telefones na Índia, uma queda de cerca de um milhão ante o ano anterior, disse ele, conforme os indianos são impactados pelos altos preços dos aparelhos, impulsionados por tarifas comerciais e uma desvalorização da moeda local, a rúpia.

"As vendas caminham para uma queda pela primeira vez em quatro anos", disse Shah. "Se você olhar o terceiro trimestre, eram quase 900 mil (aparelhos vendidos) no ano passado e neste (ano) são quase 450 mil", apontou.
"Os iPhones ficaram caros e seus recursos e especificações não são tão atraentes. A base de instalação do Android cresceu muito; a nova base de clientes (para a Apple) não está chegando".

Cook disse na quinta-feira que os problemas da empresa na Índia são "choques de curto prazo em meio a uma jornada muito longa". A maioria dos analistas diz que o prestígio da marca da Apple deve permitir que ela recupere o terreno perdido à medida que o poder de compra dos indianos continuar crescendo.

Shah afirmou que, embora metade dos iPhones vendidos neste ano sejam modelos antigos, preços de venda maiores significam que a receita indiana da Apple ainda deve ficar estável ou levemente maior do que no ano passado.

entry Nov 2 2018, 08:55 PM
Impostômetro chegará à marca de R$ 2 trilhões no dia 6

* por Fausto Macedo | UOL Online | São Paulo

O Impostômetro vai bater a incrível marca de R$ 2 trilhões já na próxima terça-feira (6), às 9h45. A informação foi divulgada pela Associação Comercial de São Paulo. Em meio à crise que mantém mais de 12 milhões de desempregados, a estimativa para arrecadação total em 2018 é de R$ 2,388 trilhões. Em 2017 foram R$ 2,172 trilhões.

"A arrecadação está subindo, porém fecharemos o ano com déficit de mais de R$ 100 bilhões. Por isso a equipe econômica do próximo governo precisa focar no controle das contas públicas, manter o teto dos gastos e estimular a privatização de empresas estatais, diminuindo o tamanho do Estado", recomenda Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações.

A cada dia, milhões de pessoas passam pela Rua Boa Vista, no centro velho de São Paulo. De frente para o Pátio do Colégio, todos podem contemplar um painel de 1,85 m de altura por 4,3 m de largura com um cronômetro que não para um só instante - é o Impostômetro, que registra a velocidade da arrecadação de tributos em todo o País.

O Impostômetro foi instalado há 13 anos. Ele informa, em tempo real, os valores que vão para os cofres públicos.

O painel foi instalado pela Associação Comercial em 20 de abril de 2005 para chamar a atenção da população para os valores que todos recolhem, em impostos, taxas, contribuições e multas.

A data não foi escolhida por acaso. Era véspera de feriado de Tiradentes. Na inauguração do painel, o ator Paulo Goulart, falecido em 2014, subiu ao palco e representou Tiradentes inconformado com a carga tributária do "Quinto dos Infernos" - o quinto (20%) que os brasileiros pagavam em tributos para Portugal pela exploração das riquezas naturais do Brasil colonial.

Essa foi a forma que a Associação Comercial de São Paulo encontrou para "alertar e conscientizar a população para o fato de que ela arca com tudo isso e, em contrapartida, não vê o dinheiro bem aplicado em saúde, segurança, educação". A entidade destaca que o Brasil "tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo e não dá o retorno à sociedade".

entry Nov 1 2018, 08:20 PM
Bruxelas desmente acordo sobre serviços financeiros após Brexit

* por AFP

Londres, 1 Nov 2018 (AFP) - O chefe dos negociadores da União União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, desmentiu nesta quinta-feira que Reino Unido e Bruxelas tenham chegado a um acordo sobre os serviços financeiros, como havia informado o jornal britânico The Times.

"Artigos na imprensa enganosos sobre o Brexit e os serviços financeiros", escreveu Barnier em um tuíte.

"Um lembrete: a UE pode acordar e retirar alguns serviços financeiros de forma autônoma. Como já acontece com outros países terceiros, a UE está disposta a manter um diálogo regulamentar com o Reino Unido com absoluto respeito da autonomia de ambas as partes", garantiu o negociador europeu.

Barnier desmente, assim, a informação do jornal britânico de que "os negociadores britânicos e europeus concluíram um acordo de princípio sobre todos os aspectos de uma futura associação nos serviços e intercâmbio de dados".

"A UE garantirá às empresas britânicas o acesso aos mercados europeus enquanto a regulamentação financeira permanecer alinhada com a da Europa", completou o jornal a respeito do acordo, citando fontes do governo britânico.

Contactadas pela AFP, fontes do Ministério britânico para o Brexit indicaram apenas que "nada é definitivo até que se alcance um acordo sobre tudo" relacionado à saída da UE.

Desde o início das negociações sobre o Brexit, em junho de 2017, os serviços financeiros ocupam parte importante das discussões.

Londres deseja um acordo que permita às empresas britânicas seguir operando na Europa, em particular para proteger a praça financeira da City.

entry Oct 31 2018, 08:44 PM
Apenas 1 em cada 4 bitcoins mudaram de mãos em seis meses

* por Olga Kharif | Bloomberg

(Bloomberg) -- A volatilidade pode até ter voltado aos mercados financeiros globais, mas apenas um em cada quatro bitcoins não minerados foram transferidos entre os endereços digitais anônimos que os guardam nos últimos seis meses.

Trata-se de uma grande mudança em relação ao fim de 2017, quando cerca de metade de todos esses bitcoins estavam ativos, segundo dados compilados para a Bloomberg News pela firma de pesquisa Coin Metrics. O bitcoin não atingia níveis tão baixos de atividade desde 2015, antes do enorme afluxo de investidores que migraram para a criptomoeda durante a alta recorde do preço, no fim do ano passado, segundo a Coin Metrics.

"É um indicativo de que ainda temos uma recessão no bitcoin", disse Nic Carter, cofundador da Coin Metrics, que tem sede em Cambridge, Massachusetts, em entrevista por telefone.

Cerca de 50 por cento dos bitcoins -- sem incluir moedas produzidas recentemente -- foram movimentados nos últimos 12 meses, contra cerca de 60 por cento no fim de 2017, segundo a Coin Metrics. Existem cerca de 17 milhões de bitcoins. Devido às regras que regem o processo de mineração, em que novas moedas são entregues para a realização das transações, serão emitidos apenas mais 4 milhões.

A redução da atividade é ainda mais surpreendente considerando que tantos novos investidores, especialmente especuladores, subiram a bordo no fim do ano passado, quando o preço do bitcoin atingiu um recorde de quase US$ 20.000. Muitos desses investidores compraram na esperança de conseguir lucros rápidos e acabaram presos às moedas quando os preços despencaram. Supõe-se que se o preço do bitcoin subir novamente, muitas dessas moedas serão vendidas. Mas esta suposição pode ser incorreta.

Dados históricos mostram que uma grande quantidade de bitcoins nunca é negociada. Até 40 por cento dos bitcoins estão perdidos ou são mantidos no que é conhecido como armazenamento frio, estima a Coin Metrics. Outros 25 por cento a 35 por cento são semilíquidos, portanto só são negociados em sequências de alta, quando detentores de longo prazo vendem participações para obter ganhos. E durante as quedas nos preços, apenas cerca de 30 por cento dos bitcoins ficam disponíveis, informou a Coin Metrics.

"Acho que isso nos ajuda a avaliar a 'verdadeira liquidez' no sentido da carteira de pedidos idealizada e global", disse Carter. "De certo modo, acho que isso permite calibrar aproximadamente o efeito de futuras entradas."

Mesmo com a queda de quase 80 por cento no volume diário de negociação em relação ao pico de janeiro, cerca de US$ 4 bilhões em bitcoins mudam de mãos todos os dias, segundo o CoinMarketCap.com."

Isso não quer dizer que exista um problema de liquidez", disse Gil Luria, diretor de capital institucional da DA Davidson & Co., por e-mail. "Esse volume diário de quatro bilhões indica que quase qualquer investidor do bitcoin pode liquidar toda a sua posição em um dia de negociação."

entry Oct 30 2018, 09:16 PM
Índia usa fogos de artifício ecológicos para combater poluição

* por Anindya Upadhyay | Bloomberg
com a colaboração de Iain Marlow.

(Bloomberg) -- A poluição atmosférica está tão elevada na Índia que o governo está desenvolvendo fogos de artifício menos poluentes.

Os cientistas do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da Índia (CSIR, na sigla em inglês), ligado ao governo, criaram protótipos pirotécnicos que emitem cerca de 30 por cento menos material particulado, disse o ministro do Meio Ambiente da Índia, Harsh Vardhan, em comunicado, na segunda-feira, em Nova Déli. Os custos estimados para os consumidores, quando o produto for comercializado, seriam até 30 por cento menores do que os das versões atuais.

"Estamos nos dedicando agressivamente a isso com as fabricantes", disse Vardhan no comunicado.

Mas os fogos de artifício ecologicamente corretos não ficarão prontos a tempo para o Diwali, o festival das luzes hindu, de caráter anual, que será realizado na semana que vem. Durante a celebração, são disparados milhões de fogos de artifício, o que piora a densa camada de poluição invernal que envolve Nova Déli e inúmeras cidades nas poeirentas e densamente povoadas planícies do norte da Índia.

O país da Ásia Meridional respira o ar mais tóxico do mundo provocado por uma combinação de queima de restolho nas fazendas, fogos de artifício e condições climáticas. Mas a mais alta corte do país se recusou a proibir a venda de artigos pirotécnicos em todo o país, embora tenha aplicado algumas restrições à compra e ao uso desses materiais no início do mês.

A decisão reverte a proibição geral do ano passado à venda de fogos de artifício na capital, Nova Déli, e em cidades próximas, que os ativistas esperavam que fossem estendidas a todo o país.

Alguns dos protótipos de fogos de artifício eliminam nitrato de potássio e enxofre, o que reduz as emissões de dióxido de enxofre e de óxido de nitrogênio, segundo comunicado do instituto de pesquisa.

Algumas regiões de Nova Déli registraram níveis "perigosos" das tóxicas partículas PM 2.5 no ar na segunda-feira, medições que chegaram a 785 microgramas por metro cúbico em alguns lugares, segundo o índice de qualidade do ar da Embaixada dos EUA. A Índia abrigava 14 das 30 cidades mais poluídas do mundo tendo como base a medição de PM 2.5, segundo rankings da OMS de 2016.

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