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entry Sep 18 2018, 08:44 PM
Nestlé, Unilever e Coca-Cola disputam indiana Horlicks, dizem fontes

* por Martinne Geller e Pamela Barbaglia e Ben Hirschler | Reuters | Londres

Nestlé, Unilever e Coca-Cola estão entre os interessados na empresa indiana de nutrição Horlicks, da GlaxoSmithKline, operação que deve superar US$ 4 bilhões, disseram quatro fontes a par do assunto à Reuters.

Os lances iniciais estavam previstos para a véspera. As três gigantes são vistas como favoritas para um negócio que oferece presença significativa num mercado emergente em rápida expansão.

Embora a desvalorização cambial e impostos sobre bens e serviços estejam pressionando o consumo na Índia, a enorme população e o aumento da riqueza são atraentes para empresas que tentam compensar o fraco crescimento nos mercados maduros.

Não ficou claro quais outras empresas estavam interessadas, embora a Reckitt Benckiser, empresa ansiosa para construir sua operação de saúde ao consumidor, não tenha feito uma oferta, disseram duas fontes.

GSK, Nestlé, Reckitt e Unilever se recusaram a comentar. Representantes da Coca-Cola não estavam imediatamente disponíveis para se manifestar.

A Horlicks é uma bebida à base de malte que remonta a 1873, quando dois britânicos fundaram uma empresa em Chicago para fabricá-la. Foi levada para a Índia por soldados que lutaram com o exército britânico na Primeira Guerra Mundial.

Vendida como bebida no Reino Unido, a Horlicks se tornou uma marca muito maior na Índia. Mas a GSK começou uma revisão desse negócio e de alguns produtos menores, depois de comprar a Novartis, por US$ 13 bilhões, em março.

A presidente-executiva da GSK, Emma Walmsley, que assumiu o cargo no ano passado, quer melhorar o foco do que é uma das empresas farmacêuticas mais diversificadas do mundo.

O principal ativo do bloco é a fatia de 72,5% da GSK na subsidiária indiana GlaxoSmithKline Consumer Healthcare, famosa pela Horlicks, e que também fabrica produtos como o Boost, bebida à base de malte com sabor de chocolate.

Uma fonte disse que a Nestlé está particularmente bem preparada para comprar o negócio, já que a maior empresa de alimentos embalados do mundo já é dona da bebida rival Milo, e tem grande presença na Índia, um bom presságio para sinergias.

A Nestlé disse à GSK sobre seu interesse por Horlicks em várias ocasiões ao longo dos anos, disseram fontes a par do assunto à Reuters no início deste ano.

Para a Coca-Cola, a compra do negócio de Horlicks marcaria outra aquisição multibilionária, após um acordo para comprar a Costa Coffee por US$ 5,1 bilhões no mês passado.

A GSK está sendo assessorada por Morgan Stanley e Greenhill. A empresa vendeu um negócio menor da Horlicks no Reino Unido para a Aimia Foods no início do ano por um valor não revelado.

entry Sep 17 2018, 09:08 PM
Trump impõe tarifas sobre US$200 bi em produtos chineses e ameaça taxar outros US$267 bi

* por David Lawder | Reuters | Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (17) que vai impor tarifas de 10% sobre cerca de US$ 200 bilhões em produtos chineses, mas deixou de lado relógios inteligentes da Apple e do Fitbit Inc e outros produtos de consumo, como capacetes de bicicleta e cadeirinhas infantis para automóveis.

Em um comunicado anunciando a nova rodada de tarifas, Trump alertou que se a China tomar medidas retaliatórias contra fazendeiros ou indústrias dos EUA, "nós vamos buscar imediatamente a fase 3, que são tarifas sobre aproximadamente US$ 267 bilhões em importações adicionais".

O recolhimento das tarifas sobre a aguardada lista vai começar no dia 24 de setembro, mas a alíquota vai subir para 25% no fim de 2018, permitindo às companhias dos EUA algum tempo para ajustar suas cadeias de fornecimento em outros países, disse uma autoridade do governo.

entry Sep 16 2018, 09:53 PM
BMG compra 65% da empresa Pago Cartões e entra no mercado de adquirência

* por Márcio Rodrigues, Aline Bronzati e Dayanne Sousa | UOLOnline | São Paulo

O banco BMG firmou acordo para comprar 65% da empresa Pago Cartões, que passa a se chamar Granito, e se torna mais um a entrar no mercado de adquirência. A instituição, em comunicado divulgado neste sábado, não informou o valor desembolsado pela aquisição mas disse que a compra da subadquirente Pago Cartões permitirá que o banco, por meio de uma atuação própria, atenda ao mercado de micros e pequenos varejistas, disponibilizando soluções customizadas aos clientes.

Segundo o BMG, a operação de compra e venda se encontra sob a aprovação do Banco Central. No comunicado, o BMG informou que a Pago Cartões foi fundada em 2015 e desenvolve produtos flexíveis e adaptados às demandas de cada setor. Atualmente, a empresa trabalha com mais de 20 bandeiras, possui mais de 20 parceiros, escritórios comerciais próprios, além de movimentar cerca de R$ 1 bilhão por ano em sua maquininha.

"O banco vinha estudando a melhor forma de entrar nesse mercado. A Pago, que agora passa a se chamar Granito, tem o know how em tecnologia. Essa expertise será aliada à força e singularidade da nossa rede de distribuição", destacou, em nota, o diretor financeiro do BMG, Flavio Guimarães Neto. Atualmente, a instituição financeira conta com, aproximadamente, 3 mil correspondentes bancários e cerca de 400 lojas help! em todo o País.

O CEO da Granito, Rodrigo Luiz Teixeira, fala em expandir o leque de produtos. "A Granito será mais que um meio de pagamento, expandindo o leque de soluções customizadas com serviços e gerando melhores resultados aos nossos clientes. Continuaremos trabalhando com tecnologia própria, diferentemente do que o mercado pratica hoje, e agregaremos a solidez e credibilidade do BMG", disse, em nota.

O BMG afirmou ser o sexto maior banco emissor de cartões no Brasil e, com a Granito, "a expectativa é ampliar essa participação". Além disso, a instituição aprimora o atendimento aos clientes e, ainda, trabalhará com o chamado "varejo de meios de pagamento", disponibilizando a máquina de cartões para compra ou troca nas lojas help! e demais correspondentes.

Recentemente, o Broadcast publicou matéria mostrando que a ofensiva de grandes bancos e o ingresso de novos players no mercado de adquirência têm impulsionado o segmento e aquecido a concorrência, mas também têm gerado escassez do seu principal motor: as maquininhas. O boom na demanda exigiu reforço na produção e ainda assim alguns empreendedores tiveram de esperar pelo seu terminal (POS, na sigla em inglês). Com mais de quatro milhões de maquininhas, segundo o Banco Central, o Brasil chama a atenção de mais fabricantes, principalmente as chinesas, que enxergam em quem já está aqui uma vitrine para potenciais negócios fora de seus mercados de origem.

E o mercado realmente continua atraindo novos players. No começo deste mês, a rede de atacarejo do Grupo Pão de Açúcar (GPA), o Assaí, anunciou a entrada no mercado de maquininhas de cartão. A companhia vai vender os equipamentos (POS, na sigla em inglês) a pequenos empreendedores, competindo diretamente num mercado que vem crescendo desde as primeiras apostas, capitaneadas pela PagSeguro, do Uol.

Batizada de "Maquininha Passaí", a novidade começa nas lojas da rede em São Paulo e deve ser levada a todos os 130 pontos de venda até meados de novembro. O modelo de negócios do Assaí no setor será parecido com o de outros competidores que já miram os micro e pequenos empreendedores. A maquininha será vendida, diferente do modelo tradicional do setor de adquirência, que cobra aluguel do terminal.

Além da PagSeguro, foram nesta direção a Cielo por meio da aquisição da irmã Stelo, Itaú Unibanco com a família Credicard/Pop e ainda o gaúcho Banrisul.

entry Sep 15 2018, 09:02 PM
Trump deve anunciar tarifas sobre US$ 200 bi em importação chinesa, dizem fontes

* por Dow Jones Newswires | Nova York

O presidente norte-americano Donald Trump planeja anunciar novas tarifas sobre cerca de US$ 200 bilhões em importações chinesas, de acordo com fontes familiares ao assunto. Ao mesmo tempo, o governo se prepara para uma reunião de alta cúpula com autoridades chinesas para tentar diminuir as tensões comerciais.

O porcentual de tarifa vai provavelmente ficar em cerca de 10%, segundo as fontes, patamar inferior aos 25% anunciados quando o governo norte-americanos falou pela primeira vez que considerava a imposição de tarifas.

A redução no porcentual tem o objetivo de diminuir o impacto para o consumidor norte-americano no período de compras que antecede as festividades de final de ano. Há também a intenção de minimizar o impacto nas eleições parlamentares, num momento em que o partido Republicano tenta retomar o controle do Congresso. Trump deve manter a opção de elevar as tarifas como uma forma de pressionar Pequim.

Autoridades do governo agendaram encontros em Washington entre a equipe dos Estados Unidos liderada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e uma delegação comandada pelo vice-primeiro-ministro chinês, Liu He. O encontro foi marcado para os dias 27 e 28 de setembro em meio a esforços para contornar as tenções.

Os chineses tem esperado que qualquer decisão final sobre a nova rodada de tarifas seja adiada até a próxima conversa. Não ficou claro se a visita de Liu será mantida após a divulgação da imposição de tarifas.

As fontes afirmam ainda que os detalhes sobre as tarifas ainda vão ser acertados ao longo do final de semana e que alguns elementos podem mudar. Segundo as fontes, um anúncio formal pode ser feito na segunda-feira ou na terça-feira.

A Casa Branca não quis comentar detalhes, mas a porta-voz Lindsay Walters fez referência a uma declaração dada por ela mesma na sexta-feira: "O presidente já deixou claro que sua administração vai continuar a tomar ação contra as práticas injustas de comércio da China. Encorajamos a China a endereçar as preocupações levantadas pelos Estados Unidos".

entry Sep 14 2018, 09:04 PM
Reino Unido publica documentos sobre preparativos para Brexit


* por Alex Morales | Bloomberg
com a colaboração de Kitty Donaldson.

(Bloomberg) -- O Reino Unido detalhará seus planos para padrões de veículos, taxas de roaming para celulares e normas ambientais para depois do Brexit em uma série de documentos nesta quinta-feira que esboçarão os preparativos do país para sair da União Europeia sem um acordo.

A primeira-ministra Theresa May está pisando na corda bamba no começo da etapa final de negociação pelo Brexit. Ela quer demonstrar ao seu país e aos seus colegas da UE que o Reino Unido está preparado caso as negociações fracassem, mas ela também deve enfatizar que "nenhum acordo" não é uma opção desejável.

"Chegar a um acordo com a União Europeia ainda é de longe o resultado mais provável, e eu vou continuar defendendo" nossas propostas, disse o secretário do Brexit, Dominic Raab, em comunicado. "Estas notificações técnicas fazem parte da nossa abordagem sensata e pragmática de preparação para todos os resultados."

Os detratores pró-Brexit no Partido Conservador de May se opõem ao seu chamado "plano Chequers" para o Brexit e estariam prontos para aceitar uma saída da UE sem acordo. Na segunda-feira, Jacob Rees-Mogg, que dirige o European Research Group, formado por 60 conservadores pró-Brexit, e o ex-secretário das Relações Exteriores Boris Johnson, que pediu demissão do Gabinete por causa do plano Chequers, defenderam um Brexit sem acordo, que segundo eles enriqueceria o Reino Unido.

'Pato moribundo'
"Chequers é um pato moribundo em uma tempestade, se não um pato morto", disse Rees-Mogg na quarta-feira em entrevista ao Channel 4 News. "Até onde se sabe, ele não conta com qualquer apoio fora do Gabinete."

May deve fazer com que seu acordo final - incluindo uma solução para manter uma fronteira sem fricções com a Irlanda - seja aprovado pelo Parlamento, onde ela depende do apoio do Partido Unionista Democrático, da Irlanda do Norte. Isso significa que qualquer objeção dentro de seu próprio partido ameaça arruinar seus planos.

As notificações técnicas serão publicadas pela "tarde", após uma reunião de três horas do Gabinete de manhã para revisar os preparativos do governo caso não haja um acordo, afirmou o Departamento para a Saída da União Europeia em comunicado.

Raab disse que 28 documentos serão publicados, depois dos 25 publicados no mês passado. O departamento do Brexit disse que alguns dos assuntos discutidos serão a manutenção dos padrões ambientais, planos para padrões de veículos e taxas de roaming para celulares. Grupos de lobby empresarial foram convidados a lê-los em uma sala de leitura das 13h às 15h, e indicam que esperam ter documentos sobre assuntos como a aviação, o espaço, a mudança climática e fundos estruturais. Questões controversas como a energia e os serviços foram deixadas para uma terceira série de documentos que será publicada neste mês.

O Reino Unido e a UE devem planejar a realização de uma cúpula especial para assinar o acordo pelo Brexit em novembro, após um encontro informal de líderes em Salzburgo, Áustria, na próxima quarta-feira, e uma cúpula de funcionários que começa em 18 de outubro.

entry Sep 13 2018, 08:23 PM
Crise de países emergentes é restrita enquanto China se mantiver forte

* por AFP

Paris, 13 Set 2018 (AFP) - Da Argentina à Turquia e, mais recentemente, o Brasil, as turbulências financeiras afetam sucessivamente os países emergentes, embora sem se estender à economia global, pelo menos até que a China comece a demonstrar sinais de fraqueza.

A crise dos emergentes até agora era atribuída a um cenário clássico: o aumento dos juros americanos, que complica os países endividados em dólares e provoca a queda de liquidez dos países em risco em relação à maior economia do mundo.

Desta vez, um novo elemento poderá agravar ainda mais a situação: "as incertezas vinculadas ao presidente americano", Donald Trump, reconheceu Járôme Marcilly, economista-chefe da seguradora de créditos Coface, entrevistado pelo canal francês BFM Business.

Trump, que com um tuíte raivoso fez a lira turca sofrer uma desvalorização de mais de 20% em 10 de agosto, poderá colocar mais lenha na fogueira caso imponha tarifas suplementares sobre as importações chinesas, além dos 50 bilhões de dólares de produtos já taxados.

O governo Trump ameaça impor tarifas alfandegárias punitivas que somam 200 bilhões de dólares sobre importações chinesas adicionais.

Lagarde: risco de 'choque'
Para a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em uma entrevista publicada na quarta-feira pelo Financial Times, "a incerteza e a falta de confiança produzidas pelas ameaças sobre o comércio, mesmo antes de se concretizarem", representam uma séria ameaça para os mercados emergentes.

Um novo aumento das tarifas aduaneiras dos EUA teria "um impacto quantificável no crescimento da China", com consequências para os outros países asiáticos, o que "acrescentaria um 'choque' a uma situação em que não há contágio, e sim vulnerabilidades fragmentadas".

Julien-Pierre Nouen, diretor de estudos econômicos em Lazard Frères Gestion, também teme as consequências de uma desaceleração da economia chinesa.

"Embora na primeira parte do ano tenha havido dados de crescimento muito bem orientadas para a China, nos últimos meses observamos uma desaceleração, de forma mais notável e particular sobre o investimento em infraestruturas", comentou.

Até o momento, "a Ásia se mantém muito bem", assegurou, sendo a Indonésia até agora o único país asiático que sofreu nos últimos meses pressões sobre sua divisa, assim como Argentina, Turquia, África do Sul e Brasil.

"Se tivéssemos uma desaceleração mais significativa do crescimento da China, isso seria muito mais complicado para o mercado asiático e, portanto, para a área emergente em todo o seu conjunto", advertiu Nouen, lembrando que Pequim "sempre foi capaz" de relançar sua atividade econômica até agora.

Casos separados
A confiança nas autoridades chinesas talvez explique o motivo pelo qual muitos economistas ainda não enxergam uma crise dos emergentes se propagando no mundo todo, derrubando a economia global 10 anos após a quebra do Lehman Brothers.

"Não prevemos uma grande crise nos mercados emergentes", disse à AFP Joydeep Mukherji, analista da agência de classificação de risco S&P Global.

"Haverá, certamente, problemas em países que têm um importante déficit em conta corrente, o que significa que estão pedindo empréstimos ao exterior, mas nem todos os mercados emergentes são vulneráveis", acrescentou.

"Sim, é certo que há riscos e uma vigilância que se reforça", explicou à AFP um especialista nos mercados emergentes que pediu anonimato.

"Entretanto, não vemos um risco emergente no sentido de que haja uma onda de países que entrem em crise, como é o caso de Argentina e Turquia", assegurou.

Em um esforço por acalmar os mercados, o Banco Central da Turquia elevou nesta quinta-feira sua taxa de juros para 24%, provocando imediatamente uma revalorização da lira.

entry Sep 12 2018, 08:41 PM
G20 debate na Argentina sobre desafios do sistema multilateral de comércio

* por EFE

Buenos Aires, 12 set (EFE).- Funcionários técnicos dos países do G20, assim como de Estados convidados e membros de organizações internacionais, discutem entre esta quarta-feira e amanhã na Argentina os desafios do sistema multilateral de comércio, uma reunião que precede o encontro que acontecerá na próxima sexta-feira entre os ministros do setor.

A segunda reunião do grupo de trabalho de Comércio e Investimentos do G20 - a primeira aconteceu em maio em Buenos Aires - será em Mar del Plata e tem como fim principal debater a construção de um sistema internacional de comércio "mais justo e inclusivo", informou a organização.

Durante duas sessões, técnicos dos governos dos países que integram o grupo - os 19 Estados mais desenvolvidos e em desenvolvimento e a União Europeia (UE) -, e de nações convidadas, assim como representantes de organizações internacionais, abordarão assuntos como as cadeias globais de valor agroalimentar e a nova revolução industrial.

Também estão previstas discussões sobre a incorporação de pequenos e médios produtores às cadeias globais de valor agroalimentar.

A reunião tem como objetivo alinhar políticas para um futuro alimentício "sustentável", uma das prioridades definidas pela Argentina para o G20, e facilitar a participação de novos produtores no sistema internacional a fim de melhorar suas condições de desenvolvimento econômico e favorecer a produção de mais e melhores alimentos.

A chamada "nova revolução industrial" também estará sobre a mesa, principalmente pelos efeitos que esta pode ter sobre o emprego.

Esta reunião será uma prévia do encontro ministerial de Comércio e Investimentos, que acontecerá na mesma cidade na próxima sexta-feira.

Os membros do G20 - grupo que nasceu em 1999 - representam três quartos do comércio global, a metade dos fluxos de investimento externo direto e a metade dos fluxos para o exterior.

entry Sep 11 2018, 08:28 PM
Tradings enfrentam risco milionário na batalha do frete

* por Tatiana Freitas | Bloomberg

(Bloomberg) -- Tradings de soja e de milho estão enfrentando dificuldades para operar em meio às incertezas nas regras de frete, que podem trazer perdas adicionais com indenizações num cenário de custos já elevados.

O governo brasileiro elevou os preços de frete rodoviário com a criação de uma tabela de preços mínimos há cerca de três meses, mas algumas empresas não estão cumprindo os valores estabelecidos em algumas rotas, disse Andre Nassar, presidente da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) está contestando a tabela no Supremo Tribunal Federal.

No sábado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu início à fiscalização do cumprimento do piso mínimo para os fretes. Segundo a agência, 101 veículos foram fiscalizados e 31 empresas foram flagradas pagando valores menores do que o mínimo do estabelecido pelo governo.

Se a regra que estabeleceu preço mínimo para os fretes permanecer inalterada, as tradings podem enfrentar ações movidas pelos caminhoneiros, que podem apelar à Justiça para reaver valores que possam ter sido perdidos. O passivo potencial é estimado em R$ 870 milhões, segundo Nassar. Trata-se da diferença entre entre os valores da tabela e os efetivamente praticados nas exportações de soja e de milho de setembro a dezembro deste ano, estimadas em 29 milhões de toneladas. Considerando as exportações realizadas desde a implementação da tabela, esse passivo pode ser ainda maior.

"Como a lei que implementa os preços mínimos de frete é inconstitucional e a regulamentação é ilegal, isso dá conforto para o embarcador operar a preços de mercado", disse Nassar, acrescentando que as empresas têm argumentos para se defender.

Em 5 de setembro, o governo elevou os preços de frete rodoviário pela segunda vez, agora em 5% em média, numa decisão que "aumenta as incertezas para os exportadores", disse Nassar. Segundo ele, nenhum associado da Abiove está comprando soja antecipadamente porque não sabe quais serão os preços de frete no próximo ano.

A Abiove representa tradings e processadoras de soja no País, incluindo ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus e Cofco.

A Dreyfus afirmou, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, que está revendo os impactos da nova tabela de fretes para a empresa e como a companhia irá responder após a publicação de novos valores na quarta-feira passada. Cargill, ADM e Cofco não quiseram comentar o assunto. A Bunge não respondeu a um pedido de comentário até a publicação desta reportagem.

entry Sep 10 2018, 09:04 PM
Diretor do Bird diz ter 2 'nãos' à necessidade de política industrial no Brasil

* por Francisco Carlos de Assis | Estadão | São Paulo

O diretor do Banco Mundial (Bird), Martin Raiser, disse nesta segunda-feira, 10, que tem dois "nãos" e um "talvez" para a pergunta sobre se o Brasil precisa de uma nova política industrial. O primeiro "não", de acordo com Raiser, é porque há dúvidas se pauta da política industrial é a raiz do baixo crescimento de produtividade.

"Se a gente faz um benchmarking, a primeira coisa que a gente vai ver é que a taxa de investimento e baixa. Então você não precisa de uma pauta de política industrial porque se não investe não vai crescer nunca", disse o diretor do Bird durante o seminário "Retomada da Indústria - Uma Estratégia de Longo Prazo", promovido pela Associação Brasileira de Infraestrutura e das Indústrias de Base (Abdib), em São Paulo.

O primeiro "não", de acordo com o economista, é também porque a taxa de poupança no Brasil nunca chegou à proporção de 30% do PIB como ocorre nos países asiáticos. Para ele, mesmo que o setor público ajude, a taxa de poupança não será elevada à proporção de 30% do PIB. Soma-se aí, de acordo com o executivo, o baixo posicionamento do Brasil nos rankings de países no quesito infraestrutura.

"No item ambiente de negócios do Banco Mundial o Brasil está colocado na 125ª posição, atrás de Rússia e Índia. Estes dois países estavam perto do Brasil, mas nos últimos dez anos eles fizeram reformas microeconômicas importantes. O Brasil não fez e está ainda nesta posição", disse, acrescentando que na área da calibragem tributária o Brasil aparece na 183ª posição, um dos piores do mundo, e é uma das economias mais fechadas do mundo.

O segundo "não", de acordo com Raiser, é porque o Brasil já tentou várias políticas de incentivo à indústria que não tiveram muito efeito. "Alguns programas como o cartão BNDES, por exemplo, tiveram efeito, mas a maioria dos programas não teve efeitos positivos", criticou.

O "talvez", de acordo com o economista é porque o Bird ser contra políticas industriais não faz sentido. "As evidências são de que todos os países que tiveram sucesso de produtividade sustentável na área econômica tiveram algum tipo de política industrial", disse. Mas, de acordo com ele, para que uma política industrial dê certo é preciso análises profundas das falhas de mercado que essa política se propõe a atacar.

entry Sep 9 2018, 08:40 PM
Califórnia lidera luta contra a mudança climática nos EUA de Trump

* por Marc Arcas | EFE

São Francisco, 9 set (EFE).- Apesar da luta contra a mudança climática ter deixado de ser prioritária para o Governo dos Estados Unidos desde a chegada de Donald Trump à Presidência, o estado da Califórnia surgiu como uma referência mundial com compromissos tão ambiciosos como usar 100% de energia limpa em sua rede elétrica em 2045.

Este acordo, aprovado recentemente pelas duas câmaras legislativas, está à espera da assinatura do governador, Jerry Brown, que na próxima semana será um dos anfitriões da Cúpula Mundial de Ação Climática, que será realizada em São Francisco, por isso que especula-se que o anúncio sobre o tema nos próximos dias.

"Quando o governador assinar a lei, a Califórnia se transformará na maior economia do mundo com a meta de gerar toda sua eletricidade de forma limpa", explicou à Agência Efe o senador e impulsor da medida Kevin de León. "De fato, acredito que alcançaremos este objetivo inclusive antes, em 2035", acrescentou.

O estado mais populoso dos EUA foi um dos que mais notou durante os últimos anos os efeitos da mudança no clima: a Califórnia sofreu a pior seca em mais de mil anos (2012-2016), seguida por devastadores episódios de fortes chuvas (2017), que multiplicaram os deslizamentos de terras e criaram as condições para os gigantescos incêndios florestais deste ano.

O compromisso adquirido por este estado tem um grande simbolismo dado o contexto em nível nacional, onde a luta contra a mudança climática, da qual o ex-presidente Barack Obama (2009-2017) tinha feito um de seus pilares, foi praticamente abandonada pela atual Administração liderada por Trump.

O episódio mais famoso desta mudança de posicionamento foi a retirada dos EUA do Acordo de Paris, adotado por 195 países em 2015 e em virtude do qual Washington se comprometia a reduzir para 2025 as emissões de gases do efeito estufa entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005.

Além disso, a Casa Branca também anunciou medidas para eliminar o Plano de Energia Limpa contra as emissões, cortar políticas ambientais, expandir as zonas abertas a perfurações petrolíferas, reduzir os parques naturais e relaxar as restrições de emissões aos veículos.

Em meio a tudo isso, a Califórnia já obteve 29% de sua eletricidade no ano passado mediante fontes renováveis, o que significou praticamente triplicar o número de 2007, graças em grande medida à indústria que cada vez mais aposta com mais força pela energia solar, eólica e geotérmica.

"Era necessária uma lei para mostrar compromisso e motivar ainda mais investimentos no setor privado", apontou De León, que explicou que uma vez superada a data limite de 2045, a lei contempla medidas punitivas para aqueles produtores que não tenham passado completamente à energia limpa.

A lei, que recebe o nome de SB 100, prevê avançar passo a passo em relação com a meta final, com um objetivo de 50% de energias limpas para 2016; 60% para 2013; e finalmente 100% para 2045.

Esses 100%, por sua vez, devem incluir pelo menos 60% de energias renováveis - solar, eólica, geotérmica, e geração hidrelétrica de pequena escala -, e 40% restantes, que pode provir de fontes limpas, mas não estritamente renováveis, o que inclui nuclear, grandes hidrelétricas, e plantas de gás natural que capturem e armazenem o dióxido de carbono.

Longe do forte partidarismo com o qual as questões ambientais são frequentemente tratadas em Washington, na Califórnia inclusive o ex-governador republicano e ator de Hollywood Arnold Schwarzenegger apoiou a medida no Twitter. "Somos californianos. Não esperamos. Construímos a economia do futuro aqui", publicou.

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