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Entradas em October 2018

entry Ontem, 09:18 PM
EUA fará negociações comerciais com União Europeia, Japão e Reino Unido

* por AFP

Autoridades americanas anunciaram nesta terça-feira (16) negociações para acordos comerciais em separado com Reino Unido, União Europeia e Japão, numa tentativa do governo de Donald Trump de remodelar o comércio global.

O representante comercial americano (USTR), Robert Lighthizer, disse que o governo anunciou ao Congresso sua intenção de negociar os três acordos separados.

"Estamos comprometidos a concluir essas negociações com resultados oportunos e verdadeiros para os trabalhadores, fazendeiros, produtores e negócios americanos", afirmou Ligthizer.

A iniciativa vem na esteira da renegociação do Nafta (Acordo de Livre-Comércio da América do Norte), com Canadá e México, e sua tentativa de corrigir o que Trump chama de desequilíbrio da balança comercial do seu país.

Nas notificações ao Congresso sobre Japão e UE, Ligthizer citou "desequilíbrios comerciais crônicos" e afirmou que exportadores americanos há muito são "desafiados" pelas barreiras alfandegárias e não alfandegárias no Japão e na Europa.

A meta, disse, é ter uma relação comercial "mais justa e balanceada" com esses parceiros.

Lighthizer disse que os EUA vão buscar um acordo comercial com o Reino Unido assim que o país deixar a UE, em 2019.

A carta ao Congresso disse que Washington vai tentar alcançar um "comércio livre, justo e recíproco" com o Reino Unido.

JOGO DURO
Trump tem adotado um jogo duro com os parceiros comerciais dos americanos, usando tarifas e ameaças em uma tentativa de impulsionar as exportações americanas e solucionar o antigo déficit da balança comercial, apesar de diversos alertas de políticos dos EUA e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em maio, ele pediu para o Departamento de Comércio investigar a possibilidade de impor tarifas de 25% sobre carros e autopeças importados, uma perspectiva que deixou a indústria alarmada e teve grandes repercussões para Japão e Europa.

"Precisamos trabalhar juntos para tirar as escalas e resolver as disputas comerciais atuais", afirmou Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI em uma reunião do Fundo e do Banco Mundial em Bali na semana passada.

Trump aplicou ou ameaçou criar tarifas sobre produtos de diversos países, especialmente a China, mas também aliados tradicionais, como a UE.

Mais tarifas e suas contra medidas "poderiam levar a mais aperto às condições financeiras, com implicações negativas para a economia global e a estabilidade financeira", alertou o Fundo.

As novas negociações, se forem bem sucedidas, podem equilibrar a balançar comercial com a Europa e o Japão,, mas não altera a difícil situação com a China - responsável por mais de metade do déficit americano.

entry Oct 15 2018, 09:06 PM
UE diz que trabalha com EUA e Japão para atualizar o livro de regras da OMC

* por Niviane Magalhães | Estadão Online

A comissária de comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, disse nesta segunda-feira que o bloco está trabalhando com os EUA e o Japão para cooperar e atualizar o livro de regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo ela, um exemplo que necessita de mudanças são os desafios colocados pela economia estatal da China, o que leva a subsídios industriais maciços e transferência forçada de tecnologia. "Aqui precisamos de novas regras. Os EUA e a UE concordam com a definição dos problemas aqui, mas nem sempre nas soluções", disse Malmström, acrescentando que a UE está preparada para negociar e encontrar soluções.

"Encontramos um plano para defender a OMC. A UE tem muita experiência, através dos seus 28 membros estados, em encontrar compromissos e soluções. Precisamos modernizar e salvar a OMC de três maneiras", afirmou a comissária.

De acordo com ela, primeiro é necessário salvar o mecanismo de solução de controvérsias. "Ele nos serviu bem e tem servido bem aos EUA". Em segundo lugar, "devemos melhorar o trabalho do dia-a-dia da organização, torná-la mais transparente, mais eficiente", disse. E em terceiro lugar, Malmström apontou ser necessários atualizar o livro de regras para enfrentar os desafios do século.

"Escrevemos as regras para a OMC há mais de 20 anos. Funcionou, funcionou bem, mas é claro que eles precisam ser modernizadas, pois é assim que vamos garantir o futuro da OMC, e os benefícios do comércio para outra geração".

entry Oct 14 2018, 09:39 PM
Tarifas sobre importações chinesas prejudicam empresas que produzem nos EUA

* por Dow Jones Newswires | Nova York

O governo Trump diz que as tarifas sobre as importações chinesas vão trazer a produção de volta para as fábricas dos Estados Unidos, mas algumas empresas de pequeno e médio porte que voltaram a produzir em território norte-americano dizem que as tarifas estão prejudicando, e não ajudando, seus negócios.

A Kent International, uma empresa de bicicletas, abriu uma fábrica em Manning, na Carolina do Sul, em 2014, para começar a montar algumas das bicicletas que vende para a Walmart e outros varejistas. Atualmente, emprega cerca de 167 pessoas. A Kent planejava expandir a instalação no próximo ano importando tubos de aço cortados na China para pintura e soldagem. A empresa planejava contratar mais 30 a 40 trabalhadores para a fábrica, que monta cerca de 300.000 das cerca de 3 milhões de bicicletas vendidas anualmente pela empresa em todo o mundo.

"Quando começamos a ficar sabendo das tarifas e estávamos confiantes de que os tubos de corte estariam sujeitos às tarifas, paramos", disse Arnold Kamler, proprietário majoritário da empresa e seu executivo-chefe há mais de 30 anos. Em vez disso, ele está viajando para a Tailândia, Vietnã, Camboja, Filipinas e Taiwan para encontrar novos fornecedores de produtos atingidos por tarifas impostas à China. "Não estamos trazendo empregos para a América com isso", disse Kamler. "Estamos trazendo empregos para diferentes países do Sudeste Asiático."

A administração Trump diz que as tarifas são projetadas para combater o que vê como práticas comerciais injustas que dão às empresas chinesas vantagem sobre suas contrapartes nos EUA. Alguns fabricantes norte-americanos estão relatando aumento na receita, à medida que as tarifas forçam os clientes a repensar as cadeias de suprimento.

Na Allied Technologies International, fabricante de peças em Tualatin, Oregon, com 57 funcionários, os pedidos aumentaram 30% em relação ao ano passado. "Há um choque de preços por causa das tarifas e, mais importante, há um risco na cadeia de suprimentos", disse o CEO da Allied, Thomas Biju Isaac.

As mais recentes tarifas, uma taxa de 10% sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, incluindo bicicletas e partes de bicicletas, entraram em vigor em setembro e devem subir para 25% no fim do ano. Ao todo, os EUA cobraram tarifas de US$ 250 bilhões em importações chinesas, de aço e alumínio a móveis de bambu e malas. A China respondeu com tarifas sobre US$ 110 bilhões em exportações dos EUA.

Empresas que trouxeram fábricas de volta para os EUA dizem que as tarifas estão aumentando seus custos e tornando-as menos competitivas. "É difícil fabricar coisas aqui", disse Manville Smith, vice-presidente da JL Audio. "Seria bom se nosso governo nos ajudasse, não nos prejudicasse."

Smith e outros fabricantes menores disseram que estão em desvantagem sob as atuais regras tarifárias. Os produtos acabados fabricados na China que usam os mesmos componentes muitas vezes podem entrar nos EUA vindos da China sem pagar essas taxas. Assim, um alto-falante chinês evita as tarifas, mas um montado na fábrica da JL Audio na Flórida enfrentará um imposto de 25% sobre peças-chave no ano que vem. Um alto-falante europeu também evitaria as tarifas, mesmo se usasse componentes chineses.

Os bens intermediários, ou peças e matérias-primas usadas para fazer um produto acabado, representam cerca de metade dos US$ 250 bilhões em importações chinesas sujeitas a tarifas, de acordo com o Instituto Peterson de Economia Internacional.

Produtos acabados da China podem perder sua vantagem sobre os produtos fabricados nos Estados Unidos com componentes chineses se a Casa Branca seguir com sua ameaça de colocar mais US$ 267 bilhões em tarifas sobre importações chinesas, uma medida que até agora evitou limitar o impacto sobre os consumidores norte-americanos.

O escritório do Representante Comercial dos EUA se recusou a comentar o assunto.

Empresas atingidas pelas tarifas não estão simplesmente aumentando os preços para compensar os custos adicionais. Alguns proprietários de empresas dizem que estão adiando os planos para expandir sua presença nos EUA, analisando desistir de algumas linhas de produtos ou a transferência da produção para o exterior.

"No geral, a produção no curto prazo nos EUA está pior por causa das tarifas", disse Harry Moser, fundador da Reshoring Initiative, uma organização sem fins lucrativos que ajuda os fabricantes a tomar decisões sobre a realocação da produção. O presidente Trump "está 100% certo em trabalhar para reduzir o déficit comercial e trazer empregos industriais para os EUA", disse Moser, mas "achamos que ele não escolheu a ferramenta ideal para alcançar esse objetivo".

Empresas que buscam evitar o custo adicional das tarifas são más notícias para fabricantes de peças dos EUA, como a Mitchell Metal Products, sediada em Merrill, Wisconsin. No ano passado, Mitchell ganhou o primeiro National Reshoring Award, concedido pela Reshoring Initiative e pela Precision Metalforming Association. A empresa, que existe há 64 anos, venceu licitações para fabricar peças usadas em camas, móveis e equipamentos para gramados e jardins, mostrando que está dentro do limite de 20% do custo total de compras feitas de fornecedores estrangeiros. Mas a matemática jogou contra a empresa, que tem pouco mais de 80 funcionários, depois que os preços domésticos do aço subiram 40% ou mais em resposta às tarifas sobre metais importados no início deste ano.

"Desde o início das tarifas, nós não ganhamos um único prêmio de realocação", disse o presidente e co-proprietário da companhia, Timothy Zimmerman, que teme que os negócios reconquistados possam ser perdidos. "Eu não durmo bem à noite."

entry Oct 13 2018, 09:24 PM
FMI adverte sobre fim da oportunidade de manter crescimento global

* por AFP | Nusa Dua

O FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu neste sábado (13) que a "janela de oportunidades" para manter o crescimento global está acabando devido a disputas comerciais e à crise nos países emergentes, e estimulou que não piorem as coisas com desvalorizações artificiais.

Os membros do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), a instância do Fundo Monetário Internacional, publicaram as suas recomendações em um comunicado de encerramento da reunião anual do FMI e do Banco Mundial em Bali, ao término de uma semana de queda dos mercados financeiros.

"Com uma janela de oportunidades que se fecha, vamos promover urgentemente as políticas e reformas" necessárias para o crescimento e a prevenção de riscos, indicaram.

O crescimento mundial "deveria ser estável em curto prazo e moderado a partir de então. No entanto, a recuperação é cada vez mais desigual e alguns riscos já identificados foram parcialmente confirmados", assinala o texto.

'Riscos crescentes'
Esta semana o FMI reduziu a sua previsão de crescimento do PIB mundial a 3,7% para 2018 e 2019 (-0,2 pontos), ao mesmo nível que em 2017.

"Existem riscos crescentes para a economia em um contexto de altas tensões comerciais, preocupações geopolíticas, com condições financeiras mais difíceis e que afetam muitos mercados e países emergentes", destaca o organismo, que agrupa 189 países.

O secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, indicou esta semana que comunicou as suas preocupações ao dirigente do Banco Central chinês sobre a debilidade do iuane.

"Nosso objetivo com a China é muito claro: trata-se de ter uma relação comercial mais equilibrada", assegurou.

Ao contrário, o secretário se absteve de detalhar se acusaria a China de manipular a sua moeda em um relatório bianual da administração americana que será publicado na semana que vem.

"Se conseguirmos" essa relação mais equilibrada, continuou Mnuchin, "isso será muito positivo para as empresas e os trabalhadores americanos, para os europeus, para o Japão e para todos os nossos aliados, e será positivo para a China."

Mnuchin afirmou que o objetivo de Washington é ter uma "relação recíproca, justa e livre" com o governo de Pequim.

Não às desvalorizações
Em seu comunicado, o FMI parece se dirigir às duas maiores economias mundiais em plena guerra sobre o comércio.

"Iremos nos abster de fazer desvalorizações competitivas e não usaremos as taxas de câmbio com fins competitivos", indica o texto.

O FMI apoia igualmente que haja negociações para restabelecer a confiança no comércio mundial e "melhorar a Organização Mundial do Comércio" (OMC).

"Os conflitos comerciais seriam negativos para todas as economias, não somente para Estados Unidos e China, mas para as economias de todo o mundo e da Ásia", indicou o dirigente do Banco Central japonês, Haruhiko Kuroda.

Esta semana, a volatilidade dos mercados mundiais se agravou devido a múltiplas preocupações econômicas, muitas delas nesta reunião do FMI, como as incertezas sobre economias emergentes, um menor ritmo de crescimento da China e a disputa entre Roma e a União Europeia por conta do orçamento da Itália.

entry Oct 12 2018, 07:15 PM
Plano de parlamentar da UE para controlar marketplaces é ameaça para Amazon

* por Foo Yun Chee | reuters

BRUXELAS (Reuters) - A Amazon pode enfrentar uma ameaça que não apenas o escrutínio antitruste da União Europeia depois que um importante parlamentar do bloco anunciou propostas destinadas a reduzir o uso de dados de comerciantes em marketplaces online para impulsionar as vendas de produtos de marca própria.

Buscando garantir condições de igualdade entre os gigantes da tecnologia, como o Google, Amazon e Apple e as empresas tradicionais, a Comissão Europeia delineou em abril projetos de regras para evitar práticas comerciais injustas.

A proposta visa especificamente lojas de aplicativos, mecanismos de pesquisa, sites de comércio eletrônico e sites de reservas de hotéis.

Os membros do Parlamento Europeu, cuja aprovação é necessária para garantir que a proposta se torne legislação e sob pressão para ser vista como favorável ao consumidor antes das eleições de maio, surgiram desde então com cerca de 680 emendas para fortalecer o projeto.

A principal delas é a proposta feita na semana passada do parlamentar dinamarquês de centro-esquerda Christel Schaldemose, o principal negociador do parlamento, que tem como objetivo um caso que sua compatriota, a comissária europeia de concorrência, Margrethe Vestager, está investigando.

Schaldemose propôs a criação das chamados 'Chinese walls' entre subsidiárias, segundo um esboço visto pela Reuters. Ela pretende que sua comissão vote sobre as emendas em 6 de dezembro.

Vestager disse no mês passado que estava coletando informações sobre se a Amazon usa os dados dos comerciantes de uma maneira que prejudica a concorrência. Seu poder reside em sua capacidade de impor multas, enquanto a proposta de Schaldemose, se aceita, seria mais abrangente, uma vez que se aplicaria a todas as empresas, independentemente de seu poder de mercado.

Em sua emenda, Schaldemose referiu-se a investigações de reguladores antitruste na UE e em outras partes sobre o duplo papel dos serviços de intermediação online como um marketplace e um rival na mesma plataforma.

"Para garantir justiça, o fornecedor do serviço de intermediação online não deve ser autorizado a divulgar os dados gerados pelas transações de um usuário empresarial a terceiros para fins comerciais, inclusive dentro de sua própria estrutura corporativa, sem o consentimento do usuário empresarial", diz o esboço.

Os legisladores também querem que as regras abranjam serviços de assistência por voz ou ajudantes virtuais, como o Alexa, da Amazon, o Siri, da Apple, e o Assistente do Google, por causa de sua crescente popularidade.

Após a votação da comissão, Schaldemose buscaria aprovação na assembleia uma semana depois. Os legisladores da UE precisariam, então, discutir uma posição comum com a Comissão e os países da UE antes que as propostas se tornassem lei.

entry Oct 11 2018, 09:22 PM
Governo canadense está pessimista sobre fim rápido para tarifas dos EUA sobre metais

* por David Ljunggren | Reuters

OTTAWA (Reuters) - O Canadá não tem muita esperança de que Washington vá retirar rapidamente tarifas de importação de aço e alumínio e está resistindo à pressão dos Estados Unidos para concordar com cotas, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto.

O governo do presidente Donald Trump impôs as tarifas contra Canadá e México em junho, citando razões de segurança nacional. Embora ambos os países tenham concordado em reformar o tratado do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) na semana passada, as sobretaxas seguem em vigor.

O governo canadense, agindo sob uma promessa feita em março, anunciou nesta quinta-feira que vai impor cotas e tarifas sobre importações de sete tipos de aço de muitos países para reduzir o risco de sofrer um aumento de importações.

O Canadá vai impor tarifa de 25 por cento a partir de 25 de outubro "nos casos em que os níveis de importações de parceiros comerciais excedam volumes históricos", disse o governo.

O governo do premiê canadense Justin Trudeau está pessimista sobre as chances das tarifas dos EUA serem removidas em breve, afirmaram as fontes. Em março, os EUA assinaram um acordo com países que incluíram Coreia do Sul e Brasil para isenção das tarifas sob condição de reduzirem as exportações em 30 por cento em relação à média dos últimos três anos.

Durante as negociações para o novo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês), autoridades norte-americanas afirmaram ao Canadá que queriam um arranjo semelhante para aço e alumínio, disse uma fonte, sem dar detalhes.

O Canadá rejeitou a exigência e deixou claro que qualquer limite sobre vendas de metais deveria ser mais alto que as exportações atuais para dar espaço para crescimento dos embarques.

Duas outras fontes com conhecimento direto das discussões sobre as cotas de metais entre Washington e Ottawa afirmaram que o limite de exportações que os EUA querem sobre alumínio fará o investimento na indústria despencar.

"Era tão inaceitável que as negociações acabaram antes mesmo de começarem", disse uma das fontes. A segunda fonte afirmou que "a posição do governo é de discutir o assunto na justiça do que aceitar uma cota dura".

O gabinete de Relações Exteriores do Canadá, encarregado pelas relações com os EUA, não respondeu a pedido de comentário.

entry Oct 10 2018, 08:46 PM
Irlanda do Norte ameaça negociações sobre o Brexit

* por AFP

Bruxelas, 10 Out 2018 (AFP) - A divergência entre a Grã Bretanha e a União Europeia sobre a Irlanda do Norte ameaça as complexas negociações sobre o Brexit.

Dentro de uma semana os chefes de Estado da União Europeia devem se reunir em Bruxelas para a "hora da verdade" sobre o Brexit, e até o momento não há nenhum acordo entre Londres e a UE sobre a forma de controlar as fronteiras do bloco europeu os bens que transitam na província britânica da Irlanda do Norte.

"Nunca trabalhamos com a hipótese da falta de um acordo, mas temos que nos preparar" para isso, advertiu o negociador comunitário, Michel Barnier, a empresários do bloco reunidos no Parlamento Europeu em Bruxelas.

"Em 29 de março de 2019, isto é, em seis meses, a Grã Bretanha sairá da União Europeia, do mercado único e da união aduaneira. Avançamos bem para uma saída ordenada, mas vários temas espinhosos estão pendentes, em particular sobre como evitar a criação de uma fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte", explicou.

O divórcio imporá controles administrativos entre Grã Bretanha e Irlanda do Norte, já que o que virá da Grã Bretanha para a Irlanda do Norte chegará também ao mercado único europeu pela Irlanda, afirmou nesta quarta a empresários.

"Tanto a UE como a Grã-Bretanha excluem uma fronteira física na ilha da Irlanda, por isso o que acontecer na Irlanda do Norte também vai acontecer no mercado único europeu", disse Barnier.

"Haverá procedimentos administrativos que não existem atualmente para os bens provenientes do resto da Grã-Bretanha que entram na Irlanda do Norte", explicou a representantes de empresas da UE em Bruxelas.

O negociador europeu apontou que as medidas seriam temporárias, enquanto um novo acordo comercial é negociado com Londres, e seria reduzidas ao mínimo se o Reino Unido aceitar um acordo de união aduaneira sob as regras comunitárias.

"Estamos abertos a ter uma união aduaneira com a Grã-Bretanha, o que eliminaria uma grande parte dos controles de fronteira", acrescentou.

Mas, à espera de um acordo final, as empresas britânicas que enviarem mercadorias para a Irlanda do Norte deverão preencher "declarações aduaneiras" com antecedência.

"O único controle sistemático visível entre Irlanda do Norte e o resto da Grã-Bretanha seria a leitura do código de barras dos contêineres, o que se faria nos navios ou portos de trânsito, como é feito atualmente entre a Espanha (continental) e Ilhas Canárias", indicou.

Os controles de bens industriais produzidos na Irlanda do Norte destinados à exportação para a União Europeia poderiam ser realizados "por reguladores" nas fábricas, em vez de nas fronteiras.

Quanto aos controles sanitários e fitossanitários, "a Irlanda deve permanecer uma zona epidemiológica única. Já são realizados controles nos portos, mas com o Brexit haverá uma mudança de escala e atingirá 100% dos animais e não os 10% de ontem", declarou.

Theresa May participará na próxima semana de uma cúpula da UE, considerada pelo presidente do Conselho Europeu Donald Tusk como o "momento da verdade" para as negociações sobre uma saída ordenada do clube europeu.

May está sob pressão para chegar a um acordo antes de 29 de março, mas o Partido Unionista Democrático (DUP) da Irlanda do Norte, que tem 10 deputados na Câmara dos Comuns, ameaçou nesta quarta-feira com não votar o orçamento este mês se o governo ceder muito nas negociações.

A aprovação do orçamento na Câmara dos Comuns é tradicionalmente um teste de confiança no governo. Sem sua aprovação, o governo poderia cair.

entry Oct 9 2018, 09:43 PM
Norte-americana Trimble compra paranaense Veltec

* por Forbes
com Reuters

A companhia norte-americana de tecnologia Trimble anunciou hoje (8) a compra do grupo paranaense de telemetria Veltec, ampliando atuação no país.

O valor do negócio não foi revelado. A Veltec, fundada há cerca de uma década, se define como principal fornecedor brasileiro de “tecnologias embarcadas para telemetria e monitoramento de frota com foco na prevenção de acidentes e redução dos custos operacionais da frota”.

A Veltec tem cerca de 900 clientes no país, incluindo grupos como Ambev, JBS, Gerdau, Raízen e Bunge.

entry Oct 8 2018, 08:53 PM
Chinesa Tencent compra participação no Nubank, diz fonte

* por Carolina Mandl | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa chinesa de internet Tencent fechou acordo para comprar uma fatia minoritária na empresa de tecnologia financeira e emissora de cartões Nubank, disse uma fonte próxima ao assunto, sem especificar o valor.

O movimento marca a estreia da Tencent no Brasil e é o mais recente investimento da maior empresa de mídia social e jogos da China. A Tencent é acionista majoritário do banco online WeBank e da seguradora ZhongAn Online.

Na semana passada, a Tencent e o grupo de private equity KKR disseram que estavam comprando uma participação minoritária no braço de tecnologia financeira do PLDT, das Filipinas.

Desde 2013, o Nubank emitiu 5 milhões de cartões de crédito e tem uma base de 2,5 milhões de clientes em contas de pagamento digital - que permitem aos usuários fazer transferências, pagar contas e ganhar juros sobre depósitos.

O investimento da Tencent no Nubank foi publicado mais cedo pelo site The Information, que também disse que a empresa chinesa pagou 200 milhões de dólares por uma fatia de 5 por cento no negócio.

entry Oct 7 2018, 07:30 PM
Premiê da Escócia diz que seu partido apoia novo referendo sobre Brexit

* por Associated Press | Londres

O primeiro-ministro da Escócia, Nicola Sturgeon, disse neste domingo que seu partido nacionalista irá apoiar um novo referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia se o Parlamento receber uma votação sobre o assunto.

Sturgeon disse que o Partido Nacional Escocês "não impedirá um segundo referendo".

Sturgeon disse à BBC que os legisladores do partido em Londres "sem dúvida votariam também a favor".

O Reino Unido como um todo votou em 2016 para deixar a UE, mas os eleitores escoceses apoiaram a permanência no bloco.

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