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entry Ontem, 09:06 PM
Com IPO de unidade de caminhões, Volks tenta encolher estrutura

* por Christoph Rauwald | Bloomberg

(Bloomberg) -- O plano da Volkswagen de abrir o capital de sua divisão de caminhões no fim deste mês vai testar a capacidade da montadora de conseguir um feito antes impensável para a gigante alemã: encolher.

Durante décadas, a maior montadora do mundo só soube expandir as operações - com os esportivos de luxo Bentley, bicicletas de corrida Ducati e caminhões pesados Scania, ao mesmo tempo em aumentava sua rede de fábricas para mais de 100 unidades e força de trabalho acima de 640 mil.

Mesmo diante do escândalo do diesel em 2015, a Volks não reduziu seu portfólio, elevando os investimentos em carros elétricos e até mesmo criando uma nova divisão para serviços de mobilidade.

Agora, com o acelerado ritmo de mudança do setor automobilístico, a Volkswagen tenta reduzir seu império.

Se o IPO de uma participação minoritária na Traton - fabricante de caminhões e ônibus com três marcas de veículos e avaliada em 16,5 bilhões de euros (US$ 18,5 bilhões) - correr bem, o presidente da Volkswagen, Herbert Diess, teria mais voz para equilibrar os conflitantes interesses dos acionistas da Volks, como o da família dona da Porsche e Piech, Baixa Saxônia e poderosos sindicatos trabalhistas.

"O preço do IPO da Traton sugere um valuation saudável, que destaca a desconexão significativa da soma das partes da Volks", disse em nota Tom Narayan, analista da RBC Capital Markets. A preocupação em relação à capacidade da empresa de focar na produção de veículos elétricos está "injustamente" pesando sobre o preço das ações, disse o analista.

Por enquanto, Diess busca parcerias tecnológicas mais significativas e possíveis vendas de ativos como a fabricante de transmissores Renk e a MAN Energy Solutions, que desenvolve motores. Um IPO bem-sucedido da Traton, agendado para 28 de junho, poderia até mesmo levar a concorrente Daimler a seguir o exemplo com seu próprio negócio de caminhões.

A Volkswagen vai oferecer 50 milhões de ações da Traton por 27 euros a 33 euros cada, além de um possível lote extra de 7,5 milhões de ações. No topo da faixa de preço, a oferta levantaria até 1,9 bilhão de euros.

A Traton quer atrair investidores combinando a melhor tecnologia e fortes margens da unidade Scania, com a perspectiva de uma virada dos resultados da MAN e o potencial de crescimento em mercados-chave, segundo apresentações da empresa e pesquisas de bancos que assessoram a Volks vistos pela Bloomberg.

entry Jun 16 2019, 09:14 PM
Sistema de criptomoedas do Facebook recebe investimento grandes empresas, diz jornal

* por Sabahatjahan Contractor | Reuters

(Reuters) - O Facebook obteve apoio de mais de uma dezena de empresas, incluindo Visa, Mastercard, PayPal e Uber para criar uma criptomoeda, divulgou o Wall Street Journal na quinta-feira.

Cada empresa vai investir cerca de 10 milhões de dólares em um consórcio que irá controlar a criptomoeda, disse o WSJ, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

O dinheiro vai financiar a criação da moeda, que será indexada a um grupo de dividas emitidas por governos, segundo a reportagem.

Facebook, Mastercard, Paypal, Visa e Uber não responderam imediatamente solicitações para comentar o assunto.

entry Jun 15 2019, 08:43 PM
FMI propõe melhoras em plano da UE para desenvolver mercado de capitais

* por Marc Jones | Reuters

LONDRES (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu que a União Europeia melhore a transparência, a supervisão regulatória e as regras de insolvência em suas propostas para criar um sistema de mercado de capitais mais robusto.

Os esforços da UE para criar uma União de Mercado de Capitais (UMC) têm tido pouco avanço até agora, mas os planos são vistos como altamente benéficos, por encorajar empresas a arrecadarem mais recursos por meio de ações e títulos em vez de depender demais de empréstimos.

Lançada originalmente em 2015, a proposta é tida como central para o atual mandato da Comissão Europeia, que está perto do fim. Mas mesmo após uma reformulação em 2017 e a adoção de 11 novas leis na UE, a maioria das companhias na Europa ainda busca dinheiro por meio dos bancos.

Isso contrasta com os EUA, onde as companhias costumam recorrer aos mercados financeiros, que têm uma maior capacidade de pulverizar o risco de modo mais equilibrado na economia.

O FMI deve publicar uma análise nas próximas semanas sobre os potenciais benefícios de uma UMC, em que deve fazer recomendações sobre como melhorar a proposta, de acordo com Poul Thomsen, diretor do departamento sobre Europa do fundo.

Falando na London School of Economics na véspera, ele disse que as sugestões são focadas em três áreas – transparência, consistência regulatória e parâmetros de insolvência.

Sobre transparência, o FMI recomendará a criação de relatórios eletrônicos centralizados, padronizados e obrigatórios para todos os emissores, em vez de somente para grandes emissores, como prevê atualmente o plano da UE.

Ele acrescentou que isso seria “um grande passo adicional” e “uma ferramenta relativamente poderosa daqui para frente”, uma vez que as finanças baseadas no mercado revolvem em torno de informações publicamente disponíveis.

Ao frisar as diferenças entre a Europa e os EUA, ele disse que as participações em empresas correspondem a apenas 68% do Produto Interno Bruto (PIB) na Europa, comparadas a uma taxa próxima a 170% nos EUA. A dívida do setor privado na zona do euro chega a 85% do PIB, comparados a mais de 100% nos EUA.

De outro lado, estão os sistemas bancários. Os ativos totais do setor bancário correspondem a 300% do PIB dos 19 países da zona do euro, enquanto que nos EUA a taxa é de apenas 85%.

Thomsen reconheceu que tentar alinhas as práticas para insolvência seria provavelmente a parte mais difícil a ser resolvida pela UMC, pois tais regras estão profundamente calcadas em tradições legais dos países.

entry Jun 14 2019, 09:09 PM
Preços futuros do bitcoin saltam com investidores buscando mais segurança

* por Tom Wilson | Reuters

LONDRES (Reuters) - Quando o bitcoin nasceu, era um símbolo da contracultura, uma moeda rebelde, quase anônima e sem regulamentação. Uma década depois, há sinais crescentes de que está entrando no sistema que seus criadores procuraram subverter.

À medida que a criptomoeda se valorizou, investidores maiores, de corretoras a fundos de hedge, recorreram cada vez mais a bolsas reguladas em centros financeiros tradicionais. Eles estão comprando futuros de bitcoin para ter exposição ao ativo, evitando hackers e golpes que assolam a indústria.

O mercado de criptomoedas, associado por muitos à dark web e à lavagem de dinheiro, está começando a ser considerado pelo mundo financeiro como no mesmo nível dos derivativos, instrumentos de hedge e regras de conformidade.

Os investidores aplicaram níveis recordes em futuros de bitcoin em bolsas reguladas nos Estados Unidos e no Reino Unido no mês passado, famintos por um pedaço do ativo, mas buscando o tipo de proteção que satisfará seus executivos de compliance.

Entre março e maio, o bitcoin mais do que dobrou de preço, uma subida cheia de oscilações de dois dígitos, que foi impulsionada por pequenos investidores de varejo.

Nesse período, a CME disse que os volumes diários médios de contratos futuros subiram mais de sete vezes para um recorde de 508 milhões de dólares em maio. O número de contratos em aberto também bateu recorde.

A CME disse que a valorização do bitcoin e o subsequente aumento na volatilidade atraíram novos investidores que buscavam se proteger contra os riscos.

Em um sinal do crescente mercado do bitcoin, a dona da Bolsa de Nova York, a Intercontinental Exchange(ICE), planeja oferecer futuros de bitcoin nos próximos meses por meio de uma nova plataforma de negociação de criptografia, a Bakkt.

Os futuros - contratos financeiros que fixam um ativo em uma data e preço definidos - são vistos como componentes-chave de qualquer mercado maduro, pois aumentam a liquidez do mercado e permitem que os investidores apostem na direção dos preços.

A consequência da demanda crescente é o surgimento de um mercado global duplo de futuros de bitcoins - em bolsas mais reguladas, como a CME e as bolsas “offshore”, menos reguladas e que dominam a maior parte dos bilhões de dólares desse mercado.

As bolsas mais reguladas geralmente estão sujeitas a verificações rigorosas de governança, tecnologia e habilitação do cliente. Elas exigem um alto grau de transparência.

Plataformas offshore, em contraste, são tipicamente registradas em jurisdições com regras menos onerosas. Elas tendem a aceitar negócios de investidores que podem se registrar com poucas exigências de identidade ou da origem de seus fundos.

Investidores maiores, submetidos a regras rígidas de conformidade, estão indo para plataformas reguladas em centros financeiros como a CME, segundo profissionias do setor. Operadores com mais tolerância a risco usam as bolsas offshore.

As bolsas offshore oferecem futuros de bitcoin desde o início de 2011. Uma das maiores, a BitMex, registrada no país africano Seychelles, disse que agora eles respondem por mais de 65% do comércio global de derivativos de criptomoedas. O volume negociado foi de 4,3 bilhões de dólares em maio, disse.

O presidente-executivo da BitMEX, Arthur Hayes, disse que investidores maiores estão buscando bolsas como a CME.

“É o produto perfeito (para investidores maiores) - é baseado em dólar americano, eles nunca precisam tocar em bitcoins reais, são liquidados financeiramente”, disse ele.

entry Jun 13 2019, 09:04 PM
VW e Ford se aproximam de acordo em veículos autônomos

* por Forbes
com Reuters

Volkswagen e Ford estão próximas de acertar uma parceria para o desenvolvimento de veículos que não precisam de motorista, afirmou hoje (13) o presidente-executivo do grupo alemão.

A Volkswagen e a segunda maior montadora dos Estados Unidos assinaram um acordo em março para desenvolver uma picape e têm negociado ampliar a aliança para incluir veículos autônomos e serviços de mobilidade.

As discussões estão “indo bem e estão quase completas”, disse o presidente-executivo da Volkswagen, Herbert Diess, a cerca de 500 gestores da companhia que estão reunidos na sede do grupo alemão, em Wolfsburg.

A Ford afirmou que as negociações continuam e que vai divulgar detalhes quando eles forem definidos. “As discussões têm sido produtivas em uma série de áreas”, disse uma porta-voz da Ford em comunicado.

Mais cedo nesta semana, a Volkswagen anunciou fim de parceria com a companhia de software para direção autônoma Aurora. A dissolução da aliança ocorreu depois que a Aurora afirmou que vai criar plataformas para veículos comerciais autônomos com a Fiat Chrysler.

Enquanto isso, a subsidiária da Ford Argo AI está criando um “motorista” autônomo que poderá competir com a tecnologia da Aurora.

entry Jun 12 2019, 09:39 PM
Mercado Livre supera Twitter em valor de mercado

* por Aluisio Alves | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de comércio eletrônico e serviços financeiros Mercado Livre superou o Twitter em valor de mercado, colocando pela primeira vez a América Latina no ranking das 30 maiores companhias de tecnologia do mundo em valor bursátil, segundo um levantamento divulgado nesta semana.

O dado faz parte da última edição do relatório setorial Mary Meeker Internet Trends 2019. Dentre as 30 primeiras empresas do ranking, 18 têm sede nos Estados Unidos e sete são chinesas. Japão, Canadá, Austrália e Suécia têm uma representante cada.

Microsoft liderou o ranking, com avaliação de 1 trilhão de dólares, seguida por Amazon (888 bilhões de dólares, Apple (875 bilhões) e Alphabet, dona do Google, com 741 bilhões).

De acordo com o relatório, o valor do Mercado Livre atingiu 30 bilhões de dólares na semana passada, enquanto o Twitter era de 29 bilhões de dólares.

Pelos dados da Reuters, considerando o valor de fechamento das ações nesta quarta-feira, o Twitter vale 28,6 bilhões de dólares, abaixo dos 30,25 bilhões de dólares da avaliação do Mercado Livre, cujo valor subiu 113% neste ano. O Twitter teve alta de 30,4% neste ano.

Segundo o estudo, em nível mundial o comércio eletrônico continua a ganhar fatia versus o varejo físico, mas as taxas de crescimento estão desacelerando, o que tem levado empresas do setor a buscar melhorias de produtos e "novos tipos de uso e monetização" de serviços em mercados tradicionalmente carentes.

Criado em 1999 na Argentina, o Mercado Livre tem mais de 270 milhões de usuários e 12 milhões de vendedores em 18 países da América Latina. O grupo tem apostado no seu braço de serviços financeiros, Mercado pago, como líder da expansão do negócio em seu principal mercado, o Brasil, a partir de 2019.

Segundo o vice-presidente de operações, Stelleo Tolda, a companhia tem o desafio de melhorar a experiência de compra online e "garantir que a América Latina se aproxime do patamar alcançado por mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde o comércio online representa 12% e a China, onde já chega a 20% de todo o varejo".

Segundo o estudo, a penetração da internet na América Latina é de 62%, enquanto na América do Norte é de 89%.

entry Jun 11 2019, 08:40 PM
Emergentes torcem por corte de juro com medo de guerra comercial

* por Netty Idayu Ismail, Robert Brand e Karl Lester M. Yap | Bloomberg
com a colaboração de Ben Bartenstein, Tomoko Yamazaki e Philip Sanders

(Bloomberg) -- Duas forças opostas estão em jogo nos mercados emergentes. A primeira é a euforia em relação à desvalorização do dólar diante do aumento das apostas sobre um corte dos juros nos Estados Unidos em breve. E a segunda é o temor da guerra comercial travada pelo presidente Donald Trump.

O México conseguiu evitar novas tarifas, mas a campanha de Washington para virar acordos comerciais de cabeça para baixo em todo o mundo ainda causa estragos nas economias globais. No entanto, o impacto dos imprevisíveis tuítes de Trump provavelmente será menos prejudicial para os ativos emergentes se a queda do dólar na semana passada, a mais forte em relação a uma cesta de moedas desde fevereiro de 2018, provar ser uma tendência.

"Em linhas gerais, continuamos sendo construtivos em relação à dívida de mercados emergentes", disse Paul Greer, gestor de recursos da londrina Fidelity International, cujo fundo de dívida de mercados emergentes teve desempenho superior a 97% de seus concorrentes este ano, depois de reduzir a exposição ao risco no primeiro trimestre. "Agora, vemos algumas oportunidades ressurgindo depois de três a quatro meses difíceis para as moedas emergentes."

Títulos de dívida atrelados a moedas locais de países em desenvolvimento registraram o oitavo dia de valorização na sexta-feira, o maior período de ganhos desde janeiro de 2018.

entry Jun 10 2019, 09:21 PM
United Technologies e Raytheon anunciam fusão

* Forbes
com Reuters

A United Technologies concordou ontem (9) em combinar seus negócios aeroespaciais com a empreiteira Raytheon e criar uma nova empresa no valor de cerca de US$ 121 bilhões, no que seria a maior fusão do setor.

O acordo reformularia o cenário competitivo ao formar um conglomerado que abrange a aviação comercial e equipamentos de defesa. A United Technologies fornece eletrônicos, comunicações e outros equipamentos, principalmente aos fabricantes de aviões comerciais, enquanto a Raytheon fornece aeronaves militares e equipamentos de mísseis, principalmente ao governo dos Estados Unidos.

Embora a United Technologies e a Raytheon tenham alguns clientes em comum, sua sobreposição de negócios é limitada, um argumento que as empresas planejam fazer quando os reguladores antitruste dos EUA começarem a analisar a fusão.

No entanto, as duas principais fabricantes de aviões comerciais, Boeing e Airbus, assim como o Pentágono, são conhecidos por usar seu significativo poder de compra para buscar concessões de seus fornecedores e podem não receber bem uma redução potencial na competição entre eles.

Sob o acordo anunciado no domingo, os acionistas da Raytheon receberão 2,3348 ações da empresa combinada para cada ação da Raytheon. A fusão deve resultar em mais de US$ 1 bilhão em sinergias de custos até o final do quarto ano, disseram as empresas.

Os acionistas da United Technologies terão cerca de 57% do negócio combinado, chamado Raytheon Technologies Corporation, que será liderado por Greg Hayes, presidente-executivo da United. Os acionistas da Raytheon serão os proprietários da participação remanescente, e o presidente-executivo da Raytheon, Tom Kennedy, será nomeado presidente executivo do conselho da empresa combinada. As empresas negociaram os termos ao longo de vários meses, segundo a fonte, que pediu anonimato discutindo as deliberações confidenciais.

O acordo deve ser fechado no primeiro semestre de 2020.

A empresa recém-criada deverá retornar entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões aos acionistas nos primeiros três anos após a conclusão do negócio, disseram as empresas. A nova empresa também assumirá cerca de US$ 26 bilhões em dívida líquida, acrescentaram.

entry Jun 9 2019, 09:03 PM
BCE está aberto a cortar juros se crescimento enfraquecer, dizem fontes

* por Francesco Canepa e Balazs Koranyi | Reuters

FUKUOKA, Japão (Reuters) - Formuladores de política do Banco Central Europeu (BCE) estão abertos a cortar juros novamente se o crescimento econômico desacelerar no resto do ano e se um euro forte prejudicar o bloco, que já sofre com o impacto de uma guerra comercial global, disseram duas fontes.

O BCE disse na quinta-feira que suas taxas de juros permanecerão "em seus níveis atuais" até meados de 2020, mas o presidente da instituição Mario Dragui acrescentou que foi iniciada uma discussão sobre um possível corte ou sobre novas compras de títulos para estimular a inflação.

A mensagem aparentemente mista falhou em convencer alguns investidores, que a viram como um compromisso muito tênue com mais estímulos. Isso levou o euro a subir para uma máxima de dois meses e meio de 1,1347 por dólar norte-americano.

Mas duas fontes familiares com as discussões do BCE sobre política monetária afirmaram que um corte de juros está de fato nos planos caso a economia do bloco ameace estagnar novamente, após uma expansão de 0,4% no primeiro trimestre do ano.

"Se a inflação e o crescimento caírem, então um corte nos juros estará garantido", disse uma das fontes, que pediu anonimato porque as deliberações do BCE são confidenciais.

Um porta-voz do BCE recusou-se a comentar.

A taxa do BCE para depósitos já está 40 pontos base abaixo de zero, e os governos mais bem avaliados do bloco, como o da Alemanha, podem tomar empréstimos a taxas negativas por até uma década.

Nesse contexto, conter uma valorização do euro, mas do que reduzir custos de empréstimo já bastante baixos, seria a principal razão para um corte adicional na taxa de depósitos, disse uma das fontes.

"Eu vou te dar cinco motivos para um corte de juros", disse a fonte, antes de repetir cinco vezes: "a taxa de câmbio".

O BCE não mira formalmente uma taxa de câmbio específica, mas Draghi destacou a apreciação do euro em uma coletiva de imprensa na quinta-feira. Ele também já destacou em outras ocasiões que a moeda é um determinante crucial das condições financeiras.

A fonte disse que um euro a cerca de 1,15 por dólar ainda seria tolerável para alguns, mas 1,20 seria um nível crítico que mereceria ser acompanhado.

A moeda europeia valorizou-se em 2% contra o dólar em apenas uma semana após o banco central norte-americano, Federal Reserve, ter sinalizado que pretende cortar suas taxas de juros se necessário.

Isso foi visto por alguns analistas como um sinal de que o banco-central dos EUA estaria cedendo à pressão do governo norte-americano para manter o dólar fraco, fortalecendo o governo em suas negociações comerciais.

Os argumentos por mais flexibilização monetária (quantitative easing - QE) por parte do BCE, no entanto, eram menos claros para alguns formuladores de política, disseram as fontes.

Uma das fontes disse mais flexibilização monetária poderia ajudar a acalmar os mercados de ações se estes fossem assombrados por uma escalada na guerra comercial, embora exista um risco de o BCE ser visto como muito voltado à proteção dos interesses dos investidores em ações.

A outra fonte disse que o principal benefício do QE foi reduzir a diferença entre os custos de empréstimos de curto e longo prazo, o que já teria acontecido, tornando o acesso ao financiamento mais fácil para empresas e famílias.

entry Jun 8 2019, 09:04 PM
G20 analisa riscos de guerra comercial e busca política fiscal comum

* por Agustín de Gracia | EFE

Fukuoka (Japão), 8 jun (EFE).- Representantes dos países integrantes do G20 começaram a analisar neste sábado no Japão os riscos das atuais tensões comerciais e a buscar políticas fiscais globais diante das profundas transformações dos modelos de negócio.

A reunião de dois dias de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais acontece em Fukuoka, sob um forte esquema de segurança, raro para esta tranquila cidade situada em frente ao estreito que separa os litorais do Japão e da Coreia do Sul.

A sessão deste sábado, que se estendeu por três horas e meia, foi parte dos contatos prévios à cúpula de 28 e 29 de junho em Osaka, da qual participarão, entre outros, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo da China, Xi Jinping, assim como 20 governantes de outras nações.

Em uma sala de um luxuoso hotel de Fukuoka e em debates que acontecem a portas fechadas, os representantes do G20 se reúnem tendo como cenário de fundo as tensões comerciais entre os EUA e a China, embora não sejam esperados grandes avanços nesse sentido.

Pelo menos assim se expressou o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em declarações aos jornalistas às margens da reunião, ao confirmar que sua agenda inclui uma reunião com o presidente do Banco Popular da China, Yi Gang.

"Não será uma reunião para negociar", esclareceu Mnuchin, que insistiu que serão os contatos que Trump e Xi terão em Osaka os que servirão para avançar rumo ao final da guerra comercial na qual estão mergulhadas as duas economias mais poderosas do mundo desde o ano passado.

Por enquanto, a reunião de Fukuoka se desenvolve com uma crise nascente que foi solucionada: a que os Estados Unidos estavam prestes a iniciar com seu vizinho do sul diante das ameaças da Casa Branca de aplicar uma tarifa de 5% sobre todas as importações procedentes do México.

Horas antes que começasse a reunião em Fukuoka, o México e os Estados Unidos anunciaram em Washington ter chegado a um acordo migratório para resolver a crise, o que foi recebido com entusiasmo em Fukuoka pelo próprio Mnuchin.

"Não podíamos estar mais satisfeitos com o acordo que alcançamos", declarou o secretário do Tesouro dos EUA.

"É muito, muito significativo, e apreciamos muitos os compromissos que o México adotou para nos ajudar nestes temas de migração tão importantes", acrescentou.

Não houve reação em Fukuoka da parte do México, que está representado pelo subsecretário de Fazenda, Arturo Herrera, e pelo diretor de Assuntos Internacionais do Banco do México, Gerardo Zúñiga.

Isso se explica pelo fato de que o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, decidiu reduzir sua presença no fórum do G20 e se ausentará da Cúpula de Osaka, por não estar satisfeito com seus esforços contra as desigualdades globais.

"Não vou à reunião dos 20, ao G20, mas vou lhes mandar uma carta sobre os problemas da desigualdade no mundo", disse López Obrador na terça-feira passada.

Das reuniões participam representantes dos países do G20 e outras nações vinculadas a estas iniciativas, como a Espanha, que está representada pela sua ministra da Economia, Nadia Calviño.

De acordo com as minutas que foram divulgadas na imprensa, a reunião será encerrada com uma declaração na qual destacarão os riscos decorrentes das tensões comerciais crescentes, que estão corroendo anos de luta contra o protecionismo.

Também são esperados novos compromissos para fazer frente às mudanças radicais nas novas economias, que cada vez cruzam mais fronteiras, com profundos desafios quanto a políticas tributárias que antes levavam em conta a residência física das empresas.

Esses esforços levam em conta modelos de negócios digitais como Google e Facebook, por uma parte, mas também a tendência de muitas companhias a transferir suas sedes a outras nações que oferecem maiores vantagens fiscais.

"As mudanças nas políticas fiscais estão vinculadas com as mudanças nos modelos de negócio (...). Não há nem um só país que não se tenha visto afetado", reconheceu em um seminário prévio a ministra de Finanças da Indonésia, Sri Mulyani Indrawati.

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