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entry Ontem, 09:25 PM
Alemanha prepara plano de estímulo contra possível recessão

* por Birgit Jennen | Bloomberg
com a colaboração de Carolynn Look e Jana Randow

(Bloomberg) -- O governo alemão se prepara para reforçar a maior economia da Europa, ao programar medidas de estímulo fiscal que poderiam ser ativadas em caso de uma recessão profunda, segundo duas pessoas com conhecimento direto do assunto.

O programa teria com objetivo reforçar a economia doméstica e os gastos do consumidor de modo a evitar o desemprego em larga escala, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as discussões são privadas. Semelhante aos bônus criados na crise de 2009 para estimular os alemães a comprar carros novos, o governo está estudando incentivos para melhorar a eficiência de energia das residências, promover contratações de trabalho de curto prazo e aumentar a renda através do bem-estar social, disseram as pessoas.

Títulos da dívida da Alemanha caem nesta segunda-feira, com correlata alta das taxas. Euro chegou a subir 0,2%, para US$ 1,1114 na máxima, antes de desacelerar movimento.

Os sinais estão aumentando de que rígida aderência da Alemanha à sua política de orçamento equilibrado está diminuindo. No domingo, o ministro das Finanças, Olaf Scholz, sugeriu que o governo poderia ter gastos extras de 50 bilhões de euros (US$ 55 bilhões) em caso de crise econômica. Na semana passada, a chanceler Angela Merkel disse que a economia está "caminhando para uma fase difícil" e que seu governo reagirá "dependendo da situação".

O Banco Central da Alemanha alertou na segunda-feira que a economia pode estar prestes a entrar em recessão, aumentando a pressão sobre os políticos para elevar o apoio.

Com a maior economia da Europa desacelerando e a coalizão de Merkel se tornando cada vez mais impopular, a pressão aumentou no âmbito doméstico e no exterior para que alemães abram os cofres. Manter uma política de orçamento equilibrado por quase uma década permitiu que a Alemanha reduzisse a dívida pública de 83% para 60% do PIB na última década.

"Considerando que a fraqueza industrial persiste por um ano e meio, é notável como o debate se desevolveu tão lentamente até agora", disse Greg Fuzesi, economista do JPMorgan Chase, em uma nota. "Isso se deve em parte ao fato de que o desejo de cortar a dívida do governo é profundamente defendido por todos os principais partidos e porque a desaceleração econômica tem sido 'estranha' até o momento, com repercussões no mercado de trabalho apenas começando a surgir agora e em escala modesta."

Os obstáculos para um programa de estímulo continuam altos. O governo exige que a Câmara declare uma crise para que ele possa emitir dívida além das diretrizes normais autorizadas durante uma recessão. Sem um sentimento de mal-estar generalizado, a aprovação poderia ser difícil de justificar, e a Alemanha ainda está prevendo oficialmente uma recuperação econômica antes do final do ano.

O que o economista da Bloomberg diz
"Até o final do ano estimamos que a economia alemã esteja cerca de 1% menor do que poderia ter sido se a desaceleração tivesse sido evitada. Isso pode demandar gastos entre 30 bilhões e 110 bilhões de euros para reverter esses danos"--Jamie Rush

Mesmo com a contração do PIB da Alemanha no segundo trimestre, as autoridades da administração Merkel estão preocupadas com o fato de que uma farra de gastos incentivaria importações e poupança, em vez de estimular a produção industrial e proteger os empregos, disseram as pessoas.

A utilização da capacidade industrial teria que diminuir significativamente para que o estímulo fiscal tivesse um impacto relevante, disseram as pessoas. Atualmente, gastos no montante de 1% do PIB impulsionariam o crescimento em menos de 0,5 ponto percentual, o que elas consideram insuficiente.

entry Aug 18 2019, 09:36 PM
PagSeguro chega a disparar quase 15% e renova recorde intradia após resultado

* por Paula Arend Laier | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - As ações da PagSeguro disparavam mais de 10% na tarde desta sexta-feira, após reportar lucro líquido de 322,8 milhões de reais no segundo trimestre, alta de 41,8% ante mesmo período de 2018, com impulso da forte expansão de receitas.

Às 15:19, os papéis tinham alta de 12,2%, a 52,21 dólares, em Nova York, tendo se valorizado 14,85% na máxima da sessão, alcançado 53,43 dólares, recorde intradia desde a estreia em janeiro de 2018, após ter IPO precificado a 21,50 dólares por ação.

No setor de meios de pagamentos, as ações da StoneCo subiam 5,2%, a 32,10 dólares, também em Nova York, enquanto a Cielo subia 0,3%, a 7,42 reais, na bolsa paulista.

Para analistas do Morgan Stanley, foi outro trimestre forte para a PagSeguro com mais pontos positivos do que negativos, com crescimento da receita ainda resiliente, ressaltando vantagens competitivas.

“Nós continuamos ‘overweight’ em PagSeguro e mantemos o papel como um dos nossos nomes preferidos na América”, afirmou a equipe do Morgan Stanley, que tem preço-alvo de 54 dólares para a ação.

Analistas do UBS avaliam que o forte ‘momentum’ continuará com o PagBank, enquanto veem a companhia bem posicionada para capturar tarifas relacionadas a serviços bancários, com uma base de clientes grande e crescente que é mal atendida pelos bancos.

O UBS tem recomendação de ‘compra’ para os papéis, com preço-alvo de 58,54 dólares.

Após os balanços das principais empresas de meios de pagamentos do país, analistas do Itaú BBA calcularam que a PagSeguro ganhou 1,9 ponto percentual em participação de mercado no segundo trimestre ano a ano e 0,4 ponto na base trimestral, a 7%.

Tal desempenho ajudou a reduzir a distância ainda significativa das gigantes do setor - Cielo ficou com participação de 43% (-1,8 ponto ano a ano e +0,7 ponto no trimestre); e Rede, do Itaú Unibanco, ficou com 29,9% (-1,1 ponto na base anual e -0,9 ponto no trimestre).

Entre as demais, GetNet, do Santander Brasil passou a 12,3% (-1,1 ponto na base anual e - 0,7 ponto no trimestre); e Stone obteve 7,8% (+2,2 pontos ano a ano e +0,6 ponto no trimestre).

entry Aug 17 2019, 08:36 PM
Argentina formaliza congelamento dos preços de combustíveis por 90 dias

* por EFE

Buenos Aires, 16 ago (EFE).- O Governo da Argentina formalizou nesta sexta-feira a decisão de congelar por 90 dias o preço dos combustíveis, uma das medidas adotadas para atenuar os efeitos da crise financeira agravada nesta semana.

Em um decreto publicado no Boletim Oficial, o Executivo de Mauricio Macri definiu que as entregas de petróleo efetuadas no mercado local durante os próximos 90 dias deverão ser faturadas e pagas ao preço acertado entre as empresas produtoras e de refinamento no último dia 9.

A legislação, que leva as assinaturas de Macri e dos integrantes do Gabinete nacional, especifica que deve ser aplicada uma taxa de câmbio de referência de US$ 45,19 e um preço de referência do Brent de US$ 59 por barril.

Trata-se da taxa de câmbio oficial que regia no último dia 9, prévio à forte alta vivida pelo dólar no mercado cambial argentino após a derrota sofrida pelo oficialismo nas primárias do último domingo. A moeda americana fechou nesta quinta-feira cotada a 59 pesos.

O decreto relativo aos combustíveis especifica que as empresas produtoras de hidrocarbonetos deverão cobrir o total da demanda de petróleo que lhes for requerido pelas empresas refinadoras locais, fornecendo de maneira habitual e contínua a todas as refinarias situadas no país para responder às necessidades internas.

Nesta sexta-feira, o Executivo também publicou no Boletim Oficial o decreto que estabelece a eliminação do imposto ao valor agregado (IVA) até o fim do ano em uma série de produtos da cesta básica, uma medida anunciada nesta quinta-feira por Macri.

Os produtos desonerados são óleo de girassol, arroz, açúcar, conservas de frutas, hortaliças e legumes, farinha de milho e de trigo, ovos, leite, pão, massas secas, erva-mate, chá e iogurte, produtos sobre os quais até agora pesava um IVA de 21%.

A Administração Federal de Receita Pública (AFIP) da Argentina publicou nesta sexta no Boletim Oficial três resoluções pelas quais de maneira temporária será rebaixada a previsão tributária sobre a receita dos assalariados e aposentados e sobre as pequenas e médias empresas. Além disso, foram ampliados os planos de facilidades de pagamento de dívidas com o Fisco.

A AFIP disse em comunicado que começará a aplicar o alívio tributário sobre os salários e as aposentadorias de forma imediata, embora antes do final do ano fiscal, em março de 2020, a medida necessitará de aprovação do Parlamento. O Fisco destacou que a modificação beneficiará a 1,9 milhão de trabalhadores ativos e a 400 mil aposentados.

entry Aug 16 2019, 09:55 PM
China contará com reformas para reduzir taxa de juros real, diz gabinete

* por Kevin Yao | Reuters

PEQUIM (Reuters) - A China contará com medidas de reforma baseadas no mercado para ajudar a reduzir a taxa de juros real para as empresas, apresentando alguns planos para ajudar bancos a melhorarem o preço do empréstimo, afirmou o gabinete segundo a televisão estatal nesta sexta-feira.

A China vai reformar e melhorar o regime da taxa referencial de empréstimo (LPR) para ajudar os bancos a precificar seus empréstimos, adicionando prazos de cinco anos ou mais ao prazo atual de um ano, informou o gabinete.

Essa medida permitirá que os bancos determinem os juros sobre os empréstimos com base nas taxas das operações de mercado aberto do banco central, disse o Conselho de Estado depois de uma reunião.

O centro nacional de financiamento interbancário irá calcular e publicar uma taxa de referência para os bancos, disse o gabinete.

As reformas ajudarão a "reduzir significativamente as taxas de juros reais e resolver dificuldades em custos de financiamentos", acrescentou.

Isso vai garantir que os custos médios de financiamento para as pequenas empresas caiam 1 ponto percentual neste ano, acrescentou.

O banco central prometeu unificar gradualmente duas "faixas" de taxa de juros - suas taxa baseada no mercado desenvolvida nos últimos anos e sua taxa de empréstimo e depósito bancários de referência.

Em julho, o presidente do banco central chinês, Yi Gang, disse que a China vai manter sua taxa básica de juros por um período relativamente longo, mas a eliminaria gradualmente na busca por unificar a taxa básica de empréstimo referencial e as taxas baseadas no mercado.

entry Aug 15 2019, 09:13 PM
Canadá é nova vítima da crise climática na agricultura

* por Ashley Robinson | Bloomberg

(Bloomberg) -- Uma nova prova do impacto da crise climática sobre o mundo agrícola pode ser encontrada no Canadá, onde em questão de semanas as condições do clima mudaram de forma brusca: de chuvas implacáveis para uma seca que afeta os cultivos das principais áreas de milho e soja do país.

No sul de Ontário, houve apenas alguns chuviscos desde o início de julho. É especialmente difícil para as lavouras porque o dilúvio anterior atrasou a época de plantio. Assim, o milho e a soja estão atrasados em seus estágios normais de desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis às condições secas.

"Você observa o estresse das lavouras muito rapidamente quando não há umidade vinda do céu", disse Markus Haerle, presidente da Grain Farmers of Ontario, em entrevista por telefone de sua fazenda nos arredores de St. Isidore.

As condições climáticas caóticas surpreenderam agricultores em todo o mundo, diante de eventos como calor recorde, maiores chuvas torrenciais em décadas e seca, às vezes todos na mesma plantação em questão de meses.

Mesmo com os avanços na tecnologia de sementes que podem ajudar a recuperar a produtividade, a mudança climática coloca em risco a oferta mundial de alimentos. Com o clima mais extremo, a produção estável de alimentos está cada vez mais em perigo, ameaçando primeiro as populações mais pobres, afirmou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas esta semana.

Em Ontário, as lavouras estão atrasadas entre duas e quatro semanas em relação ao estágio normal de desenvolvimento para esta época do ano. O milho enfrenta alto teor de umidade, o que pode afetar a qualidade da cultura. A soja tem menos vagens do que o habitual.

"Teremos uma colheita tardia, não há dúvida sobre isso", disse Aaron Breimer, gerente-geral da divisão Veritas da Deveron, uma empresa de dados agrícolas.

A perspectiva de uma colheita tardia pode deixar as lavouras vulneráveis à geada precoce, o que pode danificar as plantas e reduzir a produtividade. Drew Lerner, presidente da World Weather, espera que o início do clima mais frio na região seja "razoavelmente próximo do normal, ou talvez um pouco mais cedo".

Ainda assim, há tempo para os campos se recuperarem da seca. Um pouco de calor ao longo de agosto e boas chuvas são necessários para que as lavouras de milho e soja obtenham boa produtividade, disse Breimer de Deveron.

Mas o agricultor Haerle disse que precisará de uma produtividade excepcional em sua safra de soja para atingir o ponto de equilíbrio este ano, já que a guerra comercial EUA-China reduz os preços globais. Para o milho, se o teor de umidade permanecer alto, ele será forçado a vendê-lo como grão para ração de gado, obtendo preços mais baixos devido à qualidade inferior.

"Não podemos mais arcar com preços baixos porque já temos um impacto significativo da guerra comercial dos EUA", disse.

entry Aug 14 2019, 09:56 PM
China e Alemanha alimentam medo de recessão global e pressionam mercados

* por Financial Times | Nova York
com agência Reuter

O medo de uma desaceleração na economia mundial foi intensificado pelos números decepcionantes da China e da Alemanha, que derrubaram o rendimento dos títulos a novos recordes de baixa e pesaram sobre os inquietos mercados mundiais de ações.

Expondo a preocupação cada vez mais forte dos mercados, o rendimento dos títulos de 10 anos dos tesouros dos Estados Unidos e Reino Unido caiu abaixo do rendimento de títulos de vencimento mais curto pela primeira vez desde a crise financeira —uma inversão de seu posicionamento normal que usualmente prenuncia recessões econômicas.

"Creio que a economia dos Estados Unidos tenha força suficiente para evitar [uma recessão]. Mas a probabilidade claramente cresceu e é mais alta do que me pareceria confortável, para ser franca", disse Janet Yellen, ex-chairperson do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, à rede de notícias Fox Business.

Enfatizando a "fuga para a segurança" que vem tomando os mercados recentemente, o título de 30 anos do Tesouro americano registrou 12 pontos básicos de queda de rendimento, para 2,04%, na quarta-feira (14), sua menor marca histórica, e o mercado de ações americano mostrava queda de 2,4% na metade do dia em Nova York.

O índice FTSE All World, que acompanha a saúde dos mercados mundiais de ações, caiu em 1,6% na quarta-feira, e o universo dos títulos que estão pagando rendimento negativo cresceu para mais de US$ 15 trilhões (R$ 60 trilhões), com os investidores se preparando para novas medidas de relaxamento monetário por parte dos bancos centrais.

Os medos dos investidores foram agravados por um conjunto de números fracos sobre a economia chinesa e pela notícia de que a economia alemã encolheu no segundo trimestre. Peter Altmaier, ministro da Economia alemão, disse que o país tinha a capacidade de evitar uma recessão, mas descreveu os números como "um sinal de alerta e um chamado à ação".

Embora o governo Trump tenha postergado a adoção de novas tarifas sobre bens de consumo que deveriam entrar em vigor no mês que vem, os investidores continuam preocupados por a escalada da guerra comercial estar custando cada vez mais caro à economia mundial.

"É um jogo perigoso", disse Dan Ivascyn, vice-presidente de investimento da Pimco, uma grande administradora de investimentos em títulos. "Acreditamos que algum dano econômico esteja sendo causado a cada dia que essa incerteza persiste".

A "inversão da curva de rendimento" registrada nos Estados Unidos —quando os rendimentos dos títulos de longo prazo são inferiores aos dos títulos de curto prazo - foi especialmente preocupante para os investidores, dada a importância da maior economia mundial.

Uma parte diferente da curva do Tesouro, que compara os rendimentos dos títulos de três meses aos dos títulos de 10 anos, já tinha se invertido, mas a mudança na nova área é a mais recente indicação da crescente incerteza sobre o mercado de títulos de renda fixa.

Tipicamente, os títulos de dívida de prazo mais longo são negociados com rendimento mais alto, para remunerar os investidores pelo risco de deter dívidas por prazo mais longo, durante o qual é mais difícil prever as condições econômicas. Quando a curva de rendimento vira, isso em geral é visto como um forte sinal de que os investidores estão antecipando uma desaceleração econômica.

"Isso foi um sinal de alerta sobre uma desaceleração mundial", disse Andrea Iannelli, diretor de investimento da Fidelity International. "Muitas más notícias já estão incorporadas aos preços, mas por enquanto o ímpeto continua extremamente forte".

"A recente escalada nas tensões entre Estados Unidos e China reforça nossa posição de que o comércio e as fricções geopolíticas se tornaram propulsores cruciais da economia e dos mercados mundiais", afirmou a BlackRock, maior administradora mundial de ativos, alguns dias atrás.

Mike Riddell, administrador de fundos na Allianz Global Investors, acautelou que a curva de rendimentos do Reino Unido era um indicador de recessões menos confiável que a americana. "A curva do Reino Unido passou quase metade dos anos 1990 invertida e as coisas correram bem", ele disse.

Mesmo assim, "não há questão de que uma curva que está se atenuando ou invertendo aumenta a probabilidade de recessão".

Índices europeus caem com temores de recessão
As ações europeias caíram para o nível mais baixo em seis meses nesta quarta-feira. O motivo são os dados fracos de Alemanha e China, que apontam para uma recessão iminente.

A diminuição das exportações levou a economia da Alemanha a contrair no segundo trimestre, enquanto o crescimento da produção industrial chinesa foi o mais baixo em 17 anos em julho, ressaltando o impacto da guerra comercial entre Estados Unidos e China sobre o crescimento global.

O rendimento dos Treasuries de dois anos subiu acima do rendimento das notas de 10 anos pela primeira vez desde 2007, uma métrica reconhecida como um sinal clássico de recessão, o que fez os custos de empréstimos do governo na Alemanha caírem para mínimas recordes.

Em Londres, o índice Financial Times recuou 1,42%, a 7.147 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 2,19%, a 11.492 pontos.

Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 2,08%, a 5.251 pontos.

Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,53%, a 20.020 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,98%, a 8.522 pontos.

Em Lisboa o índice PSI20 desvalorizou-se 1,55%, a4.750 pontos.

entry Aug 13 2019, 09:08 PM
CBS e Viacom anunciam fusão para criar gigante global do entretenimento

* por AFP

Nova York, 13 Ago 2019 (AFP) - Os grupos norte-americanos Viacom e CBS anunciaram nesta terça-feira (13) sua fusão, que cria uma gigante global de filmes e televisão com receita de US$ 28 bilhões, segundo um comunicado conjunto.

A fusão, que será feita por troca de ações, dá vida ao ViacomCBS, um grupo que "ocupa posições de liderança nos Estados Unidos, na Europa, na América Latina e na Ásia", disse o comunicado.

A nova empresa se torna o maior grupo de televisão nos Estados Unidos e também incluirá os estúdios cinematográficos Paramount e a editora Simon & Schuster. A fusão também reúne várias franquias de sucesso, como as sagas Star Trek e Missão Impossível.

O grupo também administrará serviços importantes no Reino Unido, na Argentina e na Austrália, além de canais a cabo em mais de 180 países.

A ViacomCBS terá faturamento de US$ 28 bilhões e valor de mercado de aproximadamente US$ 30 bilhões.

O novo grupo será liderado por Bob Bakish, atual CEO da Viacom. Segundo ele, a combinação dos ativos e competências da CBS e da Viacom nos permite criar "uma das poucas empresas com conteúdo e escopo amplo e variado o suficiente para moldar o futuro do nosso setor".

Esta operação reconstitui uma entidade que existia até 2006, antes de a National Amusements, sociedade que controlava os dois grupos, decidir separá-los.

A filha do fundador da National Amusements, que se tornou o magnata do grupo de mídia Summer Redstone, Shari Redstone, será presidente da nova diretoria.

A fusão deve ser concluída antes do final do ano, se for obtida permissão das autoridades competentes. Sob seus termos, os atuais acionistas da CBS terão 61% da nova entidade e os acionistas da Viacom, 39%.

Novo modelo de negócios
O anúncio foi feito em um momento em que o cenário audiovisual nos Estados Unidos está se transformando radicalmente, já que atores "tradicionais" (televisão, estúdios, operadoras de TV a cabo) enfrentam a ascensão de gigantes da internet como Netflix, Amazon Prime Video ou Apple TV.

Diante do novo modelo de negócios, sem publicidade, mas por meio de assinaturas, e de suas inovações tecnológicas, vários grupos já sentiram a necessidade de fortalecer sua oferta para manter sua estatura na disputa implacável do entretenimento americano.

Por exemplo, a Disney comprou a maior parte da 21 Century Fox por 71 bilhões e planeja lançar sua própria plataforma Disney+ em novembro.

A gigante das telecomunicações AT&T confiscou a Time Warner (HBO, CNN, TBS e Warner Bros), enquanto a Comcast fez o mesmo com a NBCUniversal.

Separadas, a CBS e a Viacom podiam lutar para ganhar mais peso. Mas para justificar a fusão, as empresas destacam especialmente que, se forem combinadas, terão uma capacidade financeira ainda maior para investir em novos conteúdos e novas tecnologias.

Além de seus catálogos, de mais de 140.000 transmissões de televisão e 3.600 filmes, eles gastaram US$ 13 bilhões em novos conteúdos nos últimos 12 meses.

No entanto, essa fusão não ocorrerá sem problemas, pois os dois grupos já fizeram várias tentativas de abordagem sem sucesso. O ex-diretor da CBS, Leslie Moonves, há muito se opunha à fusão, desejada por Shari Redstone, e a batalha chegou a ser levada à Justiça.

No entanto, Moonves foi expulso do conselho em setembro passado sob acusações de abuso sexual.

entry Aug 12 2019, 09:33 PM
Saudi Aramco está pronta para IPO, diz executivo

* Saeed Azhar, Rania El Gamal e Hadeel Al Sayegh | Reuters

DUBAI (Reuters) - A petroleira Saudi Aramco está pronta para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas o momento da operação será decidido somente por seu único acionista, o governo saudita, disse nesta segunda-feira um executivo da companhia.

"Nós vamos anunciar (o IPO) dependendo da percepção deles (governo) sobre qual seria a melhor condição de mercado", disse o vice-presidente sênior de finanças, estratégia e desenvolvimento da Aramco, Khalid al-Dabbagh, durante teleconferência de resultados.

Representantes do governo saudita têm afirmado que o governo planeja listar a Aramco entre 2020 e 2021, em um negócio visto como peça central dos planos do reino para transformar sua economia, atraindo investimento estrangeiro e diversificando para além do petróleo.

entry Aug 12 2019, 09:33 PM
Saudi Aramco está pronta para IPO, diz executivo

* Saeed Azhar, Rania El Gamal e Hadeel Al Sayegh | Reuters

DUBAI (Reuters) - A petroleira Saudi Aramco está pronta para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas o momento da operação será decidido somente por seu único acionista, o governo saudita, disse nesta segunda-feira um executivo da companhia.

"Nós vamos anunciar (o IPO) dependendo da percepção deles (governo) sobre qual seria a melhor condição de mercado", disse o vice-presidente sênior de finanças, estratégia e desenvolvimento da Aramco, Khalid al-Dabbagh, durante teleconferência de resultados.

Representantes do governo saudita têm afirmado que o governo planeja listar a Aramco entre 2020 e 2021, em um negócio visto como peça central dos planos do reino para transformar sua economia, atraindo investimento estrangeiro e diversificando para além do petróleo.

entry Aug 11 2019, 07:55 PM
Escalada da guerra comercial e brexit elevam temores de recessão mundial

* por Marina Dias | FolhaOnline | Washington

A guerra comercial travada entre Estados Unidos e China alcançou patamar perigoso nos últimos dias e passou a representar um risco de recessão para a economia mundial no próximo ano.

Na avaliação de especialistas, a escalada das tensões entre os dois países —somada à instabilidade política em regiões como Europa, Oriente Médio e Brasil— afeta a confiança na economia e provoca um ciclo nocivo ao crescimento da produção e do comércio.

“Há chance real de mergulhar a economia global em uma recessão. Acho que observaremos isso no primeiro semestre de 2020”, afirma à Folha Robert Salomon, professor da New York University Stern School of Business.

“Consumidores e investidores sentem que não haverá fim dessa guerra no curto prazo, e isso afeta sua confiança na economia. Quanto menos confiam, menos gastam, menos investem, menos contratam e, consequentemente, menos crescem, começando até a diminuir de tamanho.”

Na semana retrasada, o presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou de forma súbita a trégua comercial com o governo Xi Jinping, estabelecida desde o fim de junho.

Via rede social, como é de costume, o americano anunciou que vai taxar em 10% mais US$ 300 bilhões (R$ 1,1 trilhão) em importações anuais dos chineses a partir de setembro.

A nova rodada de tarifas será somada aos 25% já cobrados de outros US$ 250 bilhões (R$ 960 bilhões) em compras e deve ter impacto maior na inflação, pois a medida atingiria bens de consumo.

Em resposta, a China desvalorizou sua moeda, derrubando os mercados financeiros.

A avaliação dos analistas é que esse movimento ocorre em cima de uma desaceleração que já dura mais de um ano e que a queda dos índices pelo mundo reflete a consciência sobre a recessão.

EUA e China —as duas maiores economias globais— não têm procurado alternativas para seus mercados e, com a batalha das tarifas em curso ascendente, tornam mais custoso aos consumidores comprarem seus produtos.

Vencedor do Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman tem feito projeções igualmente pessimistas sobre as consequências da guerra comercial para o resto do globo.

Em artigo publicado pelo jornal The New York Times no início de agosto, o economista afirma que a escalada comercial não tem dado o resultado esperado por Trump.

Para ele, o presidente americano deve empurrar as tarifas contra a China até o limite e pode até expandir a batalha para outros países, como o Vietnã. “As implicações para a economia americana e para as outras economias do mundo estão começando a ficar bastante assustadoras.”

A dúvida sobre a duração da disputa comercial ganha novas cores quando acrescentados os efeitos de uma saída britânica sem acordo da União Europeia e o crescimento de movimentos populistas e nacionalistas pelo mundo.

“O brexit é a primeira coisa que pode contribuir para a recessão, além da guerra comercial EUA-China.

Outras seriam as tensões geopolíticas, e não quero só dizer desses movimentos populistas na Europa ou no Brasil, mas também tensões no Oriente Médio, que envolvem EUA, Reino Unido e Irã”, explica Salomon. Quem observa o mercado americano de perto não acredita em um acordo próximo entre americanos e chineses.

Ao mesmo tempo que Trump e China não baixam as armas, o Reino Unido também escala sua retórica. O recém-empossado primeiro-ministro Boris Johnson promete tirar o país do bloco europeu até 31 de outubro “sem ‘se’ ou ‘porém’”, em mais um ingrediente que assusta os investidores.

Os temores aumentam à medida que os números da economia britânica também diminuem e podem estar levando o Reino Unido à primeira recessão em uma década.

Na sexta (9), o Instituto de Estatísticas Nacionais mostrou que o PIB do país caiu 0,2% no primeiro trimestre, encolhimento inédito em seis anos.

Mais pragmáticos do que os brasileiros, os donos do dinheiro nos EUA não costumam dar muito peso ao componente político quando fazem suas apostas, mas é consenso entre os investidores que há paralisação e insegurança econômica com o roteiro desenhado pela guerra comercial e o brexit.

O Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), por sua vez, havia cortado os juros pela primeira vez em mais de uma década na véspera do anúncio de Trump das novas tarifas sobre os bens da China.

Enquanto há disputa tarifária entre as duas potências, o Brasil tem se beneficiado na venda de produtos agrícolas.

No entanto, empresários e investidores afirmam que o risco de crise mundial tem preocupado, já que esse cenário é passageiro —assim que EUA e China baterem o martelo sobre o acordo, o Brasil deixa de ser vantajoso.

O professor da New York University, por sua vez, evita fazer prognósticos sobre o impacto de uma possível recessão em países como o Brasil.

Mas não deixa de alertar para a consequência óbvia no mundo econômico: “Tradicionalmente, países em desenvolvimento sofrem mais com recessão do que os desenvolvidos”.

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