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entry Oct 30 2006, 11:23 PM
Operadora de duty free planeja IPO de unidade sul-americana

* por Reuters

A operadora suíça de duty free Dufry planeja fazer uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações da sua unidade sul-americana, na tentativa de impulsionar o crescimento, informou o grupo nesta segunda-feira.

O grupo recusou-se a dar detalhes sobre a IPO da unidade, que foi adquirida mais cedo este ano, mas analistas do banco Vontobel estimam que a medida pode render à empresa pelo menos US$ 100 milhões, aumentando a flexibilidade da empresa e ajudando a reduzir sua dívida.

O negócio na América do Sul inclui operações no Brasil e na Bolívia, assim como lojas em navios de cruzeiros nas Américas.

As ações serão negociadas nas bolsas de Luxemburgo e do Brasil, e a Dufry manteria participação de controle na divisão, informou o grupo. As ações da empresa já subiram cerca de 20% este ano.

A Dufry afirmou que fará uma reunião extraordinária em 23 de novembro para discutir maneiras de elevar a liquidez do grupo, atualmente em cerca de 30%.

Na América do Sul, a empresa possui 51 lojas. No Brasil, há lojas em aeroportos de Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Minas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

entry Oct 29 2006, 09:46 PM
Petrobras e outras 7 empresas assinam novos contratos na Bolívia

* por EFE

La Paz, 29 out (EFE).- A Petrobras e outras sete petrolíferas transnacionais assinaram hoje novos contratos para operações de exploração e prospecção na Bolívia, logo após o término do prazo estipulado pela nacionalização ditada pelo Governo socialista de Evo Morales.

As oito companhias se somaram à franco-belga TotalFinaElf e à americana Vintage, que firmaram novos convênios na sexta-feira passada.

Os acordos foram assinados pelo titular da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Juan Carlos Ortiz, em um ato que conta com a participação do presidente Morales.

Em seu discurso, o governante prometeu respeito e segurança jurídica à extensão das multinacionais.

"Vai ser respeitado o que sempre pediram, a segurança jurídica", e "jamais vamos violar estes contratos transparentes", disse Morales em discurso pronunciado ao término de um ato no qual a Petrobras e outras sete petrolíferas assinaram hoje seus contratos de operação.

A cerimônia foi iniciada poucos minutos após a meia-noite, quando terminou o prazo do Governo boliviano para que as companhias se coloquem de acordo com as novas regras, fixadas na nacionalização de hidrocarbonetos ditada em maio.

No auditório principal do Palácio de Comunicações da sede do Governo boliviano estavam presentes representantes da Petrobras, que confirmou um novo acordo com o país andino.

Morales sustentou que o Brasil é "o líder da região" e que, além disso, "estes acordos permitem o fortalecimento das relações" e da integração entre ambos os povos.

A Petrobras assinou um contrato para suas duas filiais dedicadas à exploração de hidrocarbonetos na Bolívia.

Também participaram do ato os executivos da Repsol YPF, além do secretário de Estado de Assuntos Exteriores da Espanha, Bernardino León, que viajou à Bolívia para a rodada final de negociações.

Morales afirmou que a Espanha "é um parceiro estratégico" para a Bolívia e que o Governo de José Luis Rodríguez Zapatero "é uma garantia e uma esperança para que a Europa possa abrir as portas" ao país andino.

Também assinaram novos contratos as argentinas Matpetrol e Pluspetrol; a British Gas; a Repsol e sua filial Andina, e a Empresa Petrolífera Chaco, pertencente ao grupo British Petroleum.

Ao contrário do aconteceu com as multinacionais TotalFinaElf e Vintage, desta vez não foram revelados os detalhes dos contratos, e o presidente da YPFB, Juan Carlos Ortiz, disse apenas que as porcentagens de participação no valor da exploração para o Estado são diferentes para cada uma das empresas.

Fontes das multinacionais disseram que os compromissos fecharam o ciclo de negociação pela prospecção e exploração petrolífera, ficando pendente a concretização da participação majoritária do Estado em três empresas mistas e duas privadas, que foi outra das medidas decretadas por Morales em maio.

entry Oct 28 2006, 09:44 PM
AIG e donos da Gol compram empresa por 1 bilhão de reais

* por Por Tiago Lethbridge (27/10/06)

O fundo de private equity americano AIG vai fechar nas próximas horas a compra da empresa petroquímica Providência, sediada em Curitiba. Segundo EXAME apurou, o valor da transação será de cerca de 1 bilhão de reais, numa das maiores aquisições de fundos de investimento dos últimos tempos no país. A AIG Private Equity se associou à família Constantino, dona da companhia aérea Gol, para financiar a operação. A Providência, que fatura cerca de 500 milhões de reais por ano, é líder da fabricação de materiais para a confecção de itens como fraldas e panos de limpeza. A empresa tem hoje controle familiar, e seus resultados teriam chamado a atenção dos investidores. No ano passado, o lucro foi de 103 milhões de reais.

O relacionamento entre a AIG e a família Constantino começou em 2003, quando o fundo americano investiu 26 milhões de dólares na Gol, então uma empresa de capital fechado. Com a emissão de ações, o fundo levantou 260 milhões de dólares ao vender sua participação na companhia. Desde então, as ações da empresa tiveram forte valorização, o que colocou os acionistas na lista dos homens mais ricos do país – e fez com que iniciassem a busca por alternativas de investimento. De acordo com executivos do setor, a idéia dos compradores é abrir o capital da Providência já em 2007 e pulverizar seu controle acionário. Procurados, tanto a AIG quanto a família Constantino não quiseram comentar a negociação.

entry Oct 27 2006, 11:05 PM
Exportações do setor calçadista caem 7%, diz associação

* por Investnews com Agência Brasil

O setor calçadista brasileiro registrou queda de 7% nas vendas ao exterior no acumulado do ano até setembro. Nos nove primeiros meses de 2006, as exportações somaram 135,2 milhões de pares. No mesmo período de 2005, o volume foi de 145,6 milhões.

No ano passado, as vendas chegaram a 190 milhões de pares.O faturamento também caiu em relação ao ano passado. As divisas obtidas até setembro de 2006 foram de US$ 1,414 bilhão, enquanto que, no mesmo período de 2005, o saldo foi de US$ 1,435 bilhão.

Segundo Heitor Klein, um dos diretores da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a queda nas vendas ao mercado internacoional é fruto da desvalorização do dólar, que tornou o calçado brasileiro mais caro.

"Os calçadistas tiveram que reajustar o preço do produto e esse aumento não foi aceito no mercado". Os principais importadores de calçados do Brasil nestes nove meses foram os Estados Unidos (50,7 milhões de pares), Reino Unido (8,6 milhões) e a Argentina, que fechou com 10,6 milhões, mas pagando um preço menor do que os ingleses.

Considerando apenas o mês de setembro, o faturamento também caiu quando comparado ao mesmo mês do ano anterior: US$ 141,7 milhões, volume 2% inferior a 2005. O preço médio do mês foi de US$10, 34, o que representa queda de 12% sobre o mesmo valor no ano passado, de US$ 11,80.

Segundo Klein, o bom nível das encomendas para o fim de ano deverá diminuir os impactos gerados pela queda de produção ao longo do ano nos pólos calçadistas do País. "Mas o período é sazonal", lembra. O setor continua apostando nas vendas para exterior, já que em 2006 não houve aumento de demanda no mercado interno, onde a média de consumo anual é de 2,8 pares per capta. Por ano, o setor calçadista fabrica 725 milhões de pares.

Por causa da estagnação interna do setor e da queda nas exportações, as empresas estão buscando alternativas. A principal delas é um maior investimento na qualidade dos produtos e nas áreas de design e inovação. A Abicalçados representa 7,5 mil grandes empresas do setor coureiro-calçadista de vários estrados do país, sendo 2 mil estabelecidas no Rio Grande do Sul - o que corresponde a um universo de 300 mil trabalhadores.

entry Oct 26 2006, 11:00 PM
Petrobras construirá navio gigante para transportar álcool

* por JB Online

A Petrobras pretende construir um navio com capacidade de 80 mil a 100 mil metros cúbicos para embarcar álcool para o mercado asiático a partir de 2012, afirmou Sillas Oliva Filho, gerente de comércio de álcool e oxigenados da estatal.

A embarcação seria bem maior que as normalmente usadas para transporte de álcool, com capacidade para 15 mil a 20 mil metros cúbicos.

A Petrobras tem planos para exportar 3,5 bilhões de litros de álcool em 2015, quando o combustível renovável deve estar sendo adotado por mais países.

A companhia está empenhada há anos em desenvolver o mercado japonês para o etanol brasileiro, mas a iniciativa ainda não rendeu frutos comerciais.

Oliva Filho ressaltou que o mercado a ser atendido pelo navio não seria apenas o Japão, mas vários países da região.

O navio seria construído no Brasil, disse ele, após participar de um seminário sobre álcool em São Paulo, na noite de terça-feira.

O Brasil é o maior exportador mundial de álcool, com embarques de aproximadamente 3 bilhões de litros este ano.

Oliva Filho afirmou ainda que o alcoolduto que a Petrobras pretende instalar, ligando Goiás ao Estado de São Paulo, deve começar a ser construído no primeiro semestre de 2007. As obras levarão dois anos e meio para serem concluídas.

entry Oct 25 2006, 10:05 PM
Lucro da Natura cresce 32% no 3º trimestre

* por Reuters

A empresa de cosméticos e higiene pessoal Natura informou nesta quarta-feira que seu lucro líquido no terceiro trimestre foi de R$ 133,1 milhões, aumento de quase 32% frente ao mesmo período do ano passado.

O Ebtida (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) subiu 26% na mesma base de comparação, para R$ 183,3 milhões. A margem Ebtida passou de 25,5% no terceiro trimeste de 2005 para 26,3%.

O total de consultoras alcançou 596,9 mil ao final do terceiro trimestre, com crescimento de 17,1% em relação ao ano anterior, segundo os dados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A receita bruta avançou quase 22% no mesmo período, para R$ 985,4 milhões.

A empresa informou ainda ter elevado seu market share no mercado-alvo em 2 pontos percentuais no primeiro semestre deste ano frente ao do ano passado, para 22,8%.

No México, Venezuela e França, onde as operações estão em fase de consolidação, os canais de venda somaram 4,2 mil ao final do último trimestre.

"No México, tendo em vista a boa aceitação da marca, anteciparemos a abertura de novos setores geográficos para o início de 2007. Na Venezuela, a operação encontra-se em fase pré-operacional", acrescentou a empresa.

A Natura estima investimento total de R$ 35 milhões neste ano para o processo de internacionalização.

No início do mês, a empresa disse que espera realizar no ano que vem os primeiros testes para investir na categoria de alimentos não-perecíveis.

Na bolsa paulista, as ações da Natura perderam 2,75% nesta sessão, cotadas a R$ 29, enquanto o referencial Ibovespa teve alta discreta de 0,16%. O balanço trimestral foi distribuído após o fechamento do pregão.

entry Oct 24 2006, 09:52 PM
Mercado reage positivamente a acordo entre Vale e Inco

* por Reuters

O mercado financeiro reagiu positivamente na terça-feira ao anúncio da compra da mineradora canadense Inco pela Companhia Vale do Rio Doce, embora a agência de classificação de risco Standard & Poor's tenha reduzido o rating da brasileira.

Apesar de a notícia da aquisição ser esperada por investidores, as ações da Vale foram destaque tanto na Bolsa de Valores de São Paulo quanto na Bolsa de Valores de Nova York.

Na Bovespa, as preferenciais ganharam 3,35%, para R$ 45,99, enquanto as ordinárias saltaram 4,64%, para R$ 54,40. Foi a maior alta do Ibovespa, que avançou apenas 0,69% no fim da sessão.

Em Nova York, os ADRs da mineradora subiram 4,49%, para US$ 25,37, também a maior valorização do índice de principais ADRs brasileiros, que teve valorização de 0,64%.

"As ações da Vale já tinham incorporado o preço alto que foi pago, até de uma forma exagerada. Então, acho que a conclusão dessa operação, e dentro dos moldes do que foi programada, faz com que a ação a partir de agora só venha colher frutos dessa aquisição, frutos positivos", comentou a analista do setor na corretora Ágora Senior, Cristiane Viana.

A Vale informou pela manhã que adquiriu o controle da Inco por cerca de US$ 13,2 bilhões e se tornou a segunda maior mineradora diversificada do mundo.

A empresa obteve até agora 75,6% do capital da Inco, ou 174,6 milhões de ações ordinárias, e vai pagar 86 dólares canadenses em dinheiro por ação, mas o valor total do negócio deve ficar acima dos US$ 17 bilhões, quando a empresa conseguir comprar 100% das ações da companhia canadense, como pretende.

A analista da Ágora descarta problemas na compra das ações remanescentes e acredita que o fato de a Inco ser uma das líderes no segmento de níquel reduz o risco da Vale de entrar na operação.

O mercado minimizou a notícia de que a S&P reduziu a nota da Vale, de "BBB+" para "BBB", após o anúncio do acordo.

Segundo o analista da S&P, Reginaldo Takara, a medida "reflete o aumento significativo da alavancagem financeira da Vale para financiar a oferta, que será paga totalmente em dinheiro".

Os ratings da S&P continuam em observação com implicações negativas, onde foram colocados em 11 de agosto, motivados pela falta de definição do plano do empréstimo-ponte, que será utilizado para financiar a compra.

A concorrente Fitch, por sua vez, manteve o rating da Vale em moeda estrangeira em "BBB-", embora tenha reduzido a nota em moeda local para "BBB-". Ambas as notas estão com perspectiva estável e permanecem dentro do patamar de grau de investimento.

"A geração de caixa dela e a situação que o minério de ferro está hoje vivendo vão permitir que a empresa reduza gradualmente seu nível de endividamento", estimou Cristiane Viana, da Ágora.

entry Oct 23 2006, 10:23 PM
Exportações de produtos eletrônicos brasileiros caem

* por EFE

A indústria brasileira de eletrônicos e linha branca registrou uma queda de suas exportações, enquanto as importações aumentaram, informou hoje a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos.

Entre janeiro e agosto, as exportações dos produtos chegaram a US$ 417,9 milhões, uma queda em relação aos US$ 421,53 milhões obtidos no mesmo período de 2005. As importações subiram a US$ 393,68 milhões, o que se refletiu em um superávit comercial menor.

Apesar de o saldo ainda ser positivo, de US$ 24,21 milhões, contrasta em muito com o superávit de US$ 156,63 milhões registrado entre janeiro e agosto de 2005.

"As exportações não decolaram como previsto devido à insegurança jurídica no comércio dentro do Mercosul, especialmente com a Argentina", afirmou o presidente da associação, Paulo Saab.

Também não foram cumpridas as previsões de acesso preferencial a novos mercados, como México, União Européia e Estados Unidos.

Para Saab, o governo brasileiro não conseguiu articular "uma ação efetiva de política comercial" que garantisse condições de acesso preferencial a esses mercados.

A maior queda das exportações do setor foi em produtos portáteis, como secadores de cabelos, torradeiras, cafeteiras e espremedores de frutas.

As exportações de linha branca aumentaram 0,41%, graças aos novos modelos de geladeiras, às secadoras de roupa e aos aparelhos de ar-condicionado.

As exportações de televisores, principal produto no segmento de imagem, caíram 3,57%, devido à forte apreciação do real frente ao dólar e às barreiras alfandegárias na Argentina.

Os empresários advertem que o atual saldo comercial positivo pode ser revertido "em um prazo mais curto do que se imagina, devido à política monetária ortodoxa e ao real muito valorizado", além das dificuldades de acesso aos mercados.

Em contrapartida, as importações de linha branca aumentaram 16,86%, a US$ 50,97 milhões nos primeiros oito meses do ano; as de portáteis, 86,6%, a US$ 65,8 milhões, e as de imagem e som subiram 33,68%, para US$ 276,87 milhões, entre janeiro e agosto.

entry Oct 22 2006, 09:45 PM
Inflação é coisa do passado, diz Nobel

* por Marcelo Billi Folha de S.Paulo

O ganhador do Prêmio Nobel de Economia deste ano, Edmund Phelps, 73, afirma que o programa Bolsa Família, do governo brasileiro, "parece correto". Para ele, "é impossível superestimar a importância da educação". O economista, professor da Universidade Columbia, viveu no Brasil durante pouco mais de um trimestre, em 1993, quando esteve na Fundação Getulio Vargas.

Conhece São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, mas não arrisca fazer avaliação sobre a economia brasileira. Diz Phelps que sua rotina não mudou muito desde que soube ter ganhado o prêmio de US$ 1,37 milhão e que está apenas um pouco mais ocupado "concedendo entrevistas".

Ele defende o sistema de metas de inflação, apesar de dizer que, em momentos de tensão muito grande, é razoável que o Banco Central abandone a meta temporariamente em prol de objetivos mais importantes. Inflações crônicas, que assombraram grande número de países até pelo menos a década de 1980, são um problema do passado. "As pessoas entendem que não há nada que nós podemos fazer com inflação que não possamos fazer sem inflação." Leia a seguir os principais trechos de entrevista concedida por Phelps, por telefone.

FOLHA - Como se sente um ganhador do Nobel?
EDMUND PHELPS - Eu não posso falar em geral, mas apenas de mim mesmo. Foi um grande alívio. Eu não tenho mais que pensar nisso. A vida não mudou muito. Eu estou muito ocupado dando entrevistas, continuo dando aula e tenho que planejar os próximos meses. Eu estou extremamente ocupado, só isso. Bom, eu estou sempre ocupado, mas agora eu estou muito ocupado.

FOLHA - O sr. ganhou o prêmio por trabalho que acabou sendo uma das bases da maneira como os bancos centrais de todo mundo entendem e combatem a inflação. Episódios de inflação crônica praticamente desapareceram depois dos anos 1990. Nós podemos considerar esses episódios problemas do passado?
PHELPS - Eu acho que sim, a inflação não é mais aceitável. O público não fica feliz quando os governos causam inflação. Quando a inflação sobe devido a forças de mercado, as pessoas esperam que o governo lide com a situação e combata a inflação, eliminando-a.

FOLHA - Mudou a percepção das pessoas?
PHELPS - As pessoas entendem que não há nada que nós podemos fazer com inflação que não possamos fazer sem inflação. Ela não é um instrumento útil para nada. Claro que, às vezes, é conveniente aceitar uma pequena aceleração da inflação. Desde que fique claro ser uma coisa temporária. Mas inflação crônica não é mais aceitável.

FOLHA - No Brasil, como em vários outros países emergentes, temos um sistema de metas de inflação. O sr. o considera um bom regime?
PHELPS - Eu não sei como é o regime de metas de inflação no Brasil. Minha visão é que, em tempos normais, quando nada particularmente novo tenha ocorrido e quando o nível de incerteza é normal, é perfeitamente razoável para o Banco Central seguir alguma regra de política monetária e é perfeitamente razoável que essa regra inclua uma meta de inflação, como 2%, no caso dos EUA. Mas, em períodos anormais, quando novos tipos de choque tenham ocorrido na economia e quando há grande incerteza a respeito de quais serão as conseqüências do choque, talvez o melhor seja jogar fora a regra e abandonar a meta temporariamente. Isso não significa que o BC deva encorajar a inflação durante o período, mas só que ele deve ter objetivos mais importantes naquele momento.

FOLHA - Existe uma meta muito baixa, que acabe sendo contraprodutiva, ou, quanto menor a inflação, melhor?
PHELPS - Nós não sabemos que taxa de inflação é uma taxa muito baixa. Há algumas vantagens em ter uma taxa de inflação na vizinhança de 1%, 2% ou 3% por ano. Certamente nós não queremos chegar a menos de 1% por ano. Pelo menos eu não recomendaria conduzir uma experiência para ver o que ocorre.

FOLHA - O sr. é a favor de subsídios públicos para complementar a renda de trabalhadores com salários muito baixos. No Brasil, temos um programa que dá subsídios às famílias pobres para que mantenham seus filhos na escola.
PHELPS - É um subsídio para incentivar as crianças a ficarem na escola? Parece-me correto. Eu concordo que educação é muito importante para o desenvolvimento econômico. É impossível superestimar a importância da educação. Você não pode introduzir novas tecnologias em uma economia, novos produtos, novos meios de produzir, a menos que você tenha indivíduos que tenham educação abrangente que os capacite a lidar com a inovação. Talvez, eu estou apenas fazendo uma conjectura, a falta de uma base educacional seja parte da razão pela qual o desenvolvimento econômico no Brasil não tenha ocorrido tão rápido como o esperado há 20 anos.

FOLHA - Em um dos seus artigos, o sr. argumenta que não existe prova de que redução de impostos sobre a folha de pagamento ajude a aumentar o emprego, uma idéia quase consensual no Brasil...
PHELPS - O que eu disse é que no início haveria um incentivo para as pessoas entrarem no mercado de trabalho e permanecer nele. Mas, em reposta ao aumento do salário maior, as pessoas iriam economizar mais e acumular mais riqueza. Depois, a queda nos impostos não pareceria tão boa, em relação à riqueza acumulada, quanto parecera no período em que os impostos foram cortados. Quando você olha para a Europa e vê aquelas altas taxas, você fica tentado a dizer que o problema da Europa é esse. Mas a Europa teve três décadas para se ajustar a essas taxas. Não se pode argumentar que o emprego na Europa vai mal por causa dos impostos. Você pode dizer que todos os benefícios criados pelo Estado de bem-estar formam uma criação artificial de riqueza social, que torna a vida mais confortável, mas que também tem efeitos prejudiciais ao emprego.

FOLHA - No mesmo artigo, o sr. faz críticas aos economistas que considera neoliberais...
PHELPS - Não sou a favor de um governo zero, sou a favor de subsídios para salários baixos e a favor de regulação rigorosa dos mercados. Creio que há enormes e importantes papéis que o governo tem que cumprir. Sou simplesmente a favor do capitalismo. Contra o corporativismo europeu e contra o socialismo da Europa do Leste.

entry Oct 21 2006, 11:06 PM
Impostos: você sabe o peso que eles têm no seu bolso?

* por InfoMoney

SÃO PAULO - Os impostos estão presentes no dia-a-dia dos brasileiros. A cada produto consumido, serviço adquirido ou real gasto, a carga tributária está sempre lá. No Brasil, ela é tão alta que chega a significar 38,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País - soma de todas as riquezas nacionais.

Você já parou para pensar no efeito que os impostos têm no seu bolso? Para ajudá-lo, abaixo detalhamos quanto o brasileiro perde com os tributos que têm que pagar. Confira!

Desconto em salário
Além de estarem presentes em todos os produtos que consumimos, eles também abocanham grande parte de nossos rendimentos. Isso porque, de acordo com um levantamento divulgado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) uma pessoa que recebe R$ 5 mil por mês, por exemplo, paga 18,86% do seu salário em impostos.

Com isso, ela acaba recebendo apenas R$ 4.057, uma vez que R$ 635 equivalem ao desconto do imposto de renda e outros R$ 308 vão para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

De acordo com outro estudo do IBPT, em 2006 o brasileiro terá que trabalhar 145 dias (4 meses e 25 dias) somente para pagar impostos, o que comprometerá 39,72% de sua renda anual.

Consumo
Além dos impostos descontados em seu salário, ao comprar um produto, o brasileiro ainda paga pela tributação embutida na mercadoria. Veja quanto de imposto você paga desde que acorda até o caminho à universidade.

Para dormir em uma cama de madeira o consumidor paga 30,57% de imposto mais 37,52% no cobertor. Logo no café da manhã, um achocolatado tem 37,84% e um café 36,52% de impostos embutidos. Antes de sair de casa, hora do banho!

Nesta etapa do dia, as pessoas chegam a pagar 53,35% do preço de um xampu e 36,33% no de uma toalha somente em imposto. Já na hora de se trocar, estes valores são de 37,37% e de 57,84% para sapatos e roupas, respectivamente.

No caminho
Se até mesmo nos produtos de alimentação se paga impostos, nos meios de transporte não seria diferente. Nos ônibus, a tributação equivale a 22,98% do preço, ante 44,40% nas motos, 43,53% nos automóveis (57,03% na gasolina) e 34,50% nas bicicletas.

No ambiente escolar, somente em mensalidades, 37,6% do valor gasto é destinado ao pagamento dos impostos, enquanto, nos livros, esta quantia é de 13,18% e nos computadores, de 38%. Percebeu agora o efeito no seu bolso?

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