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entry Nov 30 2019, 09:12 PM
Em crise, indústria automotiva alemã anuncia 50 mil demissões em 2019

* por Joe Miller & Peter Campbell | Frankfurt e Londres | Financial Times

A Daimler anunciou que cortará mais de 10 mil postos de trabalho nos próximos dois anos. A controladora da Mercedes-Benz ampliou uma série de cortes devastadores de pessoal por empresas de todo o setor automobilístico da Alemanha.

O custo de investir em veículos elétricos e a pressão causada pela queda de vendas e de lucros estão estimulando uma reforma severa de todo o setor, com 50 mil perdas de empregos anunciadas até agora neste ano.

As companhias alemãs foram as mais atingidas, com a fabricante de autopeças Continental anunciando em setembro que havia 20 mil empregos em risco em suas unidades, e a Audi anunciando 10 mil cortes nesta semana.

Na Daimler, Wilfried Porth, conselheiro que responde pelos recursos humanos, anunciou que os cortes de empregos ficariam na “casa baixa dos cinco dígitos”, mas se recusou a revelar uma estimativa precisa.

“A indústria automobilística está passando pela maior transformação de sua história”, a companhia declarou.

A Daimler já havia anunciado a demissão de um décimo de seus executivos, como parte de seu esforço para economizar € 1,4 bilhão em custos de pessoal, mas agora demitirá também “milhares” de empregados adicionais da área administrativa, o que elevará o total internacional de demissões pela empresa a mais de 10 mil.

Com a desaceleração sofrida pelo setor automobilístico, que é a parte dominante da economia alemã, Berlim anunciou nesta sexta-feira (29) uma nova estratégia industrial que inclui medidas de proteção contra tomadas de controle de tecnologias cruciais por companhias estrangeiras.

A decisão foi criticada pela VDA, a organização setorial da indústria automobilística alemã, que advertiu que isso “restringiria a atividade industrial”.

A VDA havia advertido anteriormente que 70 mil empregos estariam em risco no país nos próximos anos, um período em que as empresas estarão lidando com as consequências de seu abandono gradual da produção de carros com motores de combustão interna.

A PSA, da França, e a Fiat Chrysler vão se fundir para ajudar a ampliar seu investimento em veículos elétricos, enquanto a Volkswagen e a Ford combinaram alguns de seus recursos de desenvolvimento.

A Daimler disse em novembro que apresentaria lucros significativamente baixos pelos próximos dois anos, mencionando a dupla ameaça da saída britânica da União Europeia e das tarifas, bem como a luta por produzir quantidade suficiente de carros acionados por baterias para cumprir as metas de emissão de poluentes que entrarão em vigor em breve na União Europeia.

Se a Daimler não conseguir atingir uma média de emissões de cerca de 100 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado, em 2021, pode encarar multas de mais de €1 bilhão impostas por Bruxelas.

Trabalhadores de linha de montagem não foram incluídos nos mais recentes cortes. A Daimler havia chegado anteriormente a um acordo com os representantes dos trabalhadores, que negociam em nome do pessoal operacional da companhia na Alemanha, para garantir os operários contra demissão compulsória até o final de 2029.

Só na marca Mercedes, o custo de pessoal chega a € 13 bilhões anuais.

O presidente-executivo Ola Kalenius expressou frustração com a “inércia” dos custos de pessoal, mencionando a dificuldade de lidar com as severas leis trabalhistas. “É [a área de gastos] que requer mais trabalho, especialmente na Alemanha”, disse.

A Daimler anunciou que reduziria seu quadro de pessoal “de maneira socialmente responsável” e usaria “o atrito natural para eliminar os postos de trabalho que não estiverem ocupados”.

A montadora de automóveis, que tem 140 mil empregados diretos na Alemanha, acrescentou que pacotes de incentivo a desligamentos voluntários também seriam oferecidos a trabalhadores perto da idade de aposentadoria.

A companhia anunciou que buscaria promover novos cortes de custos ao oferecer à sua força de trabalho atual a opção de reduzir a jornada semanal de trabalho.

“Qualquer redução de capacidade não deve ser carregada nas costas dos trabalhadores”, advertiu Michael Brecht, presidente do conselho de trabalhadores da Daimler.

O conselho acrescentou que “o foco da redução nos custos de pessoal deve estar na melhora de processos e fluxos de trabalho”.

entry Nov 29 2019, 09:24 PM
Carros híbridos japoneses driblam crise em mercado chinês

* por Ying Tian | Pequim | Bloomberg News

(Bloomberg) -- A desaceleração das vendas de veículos na China, a primeira de uma geração, afeta montadoras globais que apostaram no maior mercado automotivo do mundo. Mas um país passa pela crise incólume: o Japão.

Montadoras icônicas como Toyota e Honda aceleram as vendas em um mercado que tem registrado queda no número de emplacamentos todos os meses desde junho de 2018. As empresas japonesas conseguem o feito com alvo no ponto forte de um mercado desaquecido: a demanda por carros híbridos, que são movidos a gasolina e também elétricos. As montadoras japonesas são líderes na tecnologia, que atrai consumidores chineses que desejam atender o chamado do governo para veículos de nova energia, mas ainda não estão prontos para comprar automóveis totalmente elétricos.

"O híbrido que eu dirijo agora é tão confiável quanto o que eu usei antes, mas mais econômico", disse Charles Wang, que comprou um híbrido Toyota Camry em 2019, substituindo o Honda Accord a gasolina que tinha há seis anos. "Nunca me arrependi de preferir carros japoneses."

A Toyota, que fabrica o modelo híbrido pioneiro Prius, e as concorrentes Honda e Nissan foram as primeiras a adotar a tecnologia que combina motor de combustão interna com motor elétrico. Isso permitiu que mantivessem as vendas em alta, mesmo quando a demanda por carros a gasolina diminui e veículos totalmente elétricos ainda precisam deslanchar.

Marcas japonesas aumentaram as vendas em 4,3% nos primeiros 10 meses do ano, superando rivais dos EUA, Europa, Coreia do Sul e da própria China, segundo a Associação de Carros de Passageiros da China. O Japão agora pode ultrapassar a Alemanha como a maior potência estrangeira automotiva na China, embora a Alemanha esteja se beneficiando da demanda resiliente por seus modelos premium.

entry Nov 28 2019, 09:47 PM
Europa adota orçamento recorde para novos programas espaciais

* por AFP

Sevilha, Espanha, 28 Nov 2019 (AFP) - A Agência Espacial Europeia (ESA) adotou nesta quinta-feira um orçamento recorde para financiar seus futuros programas, uma aposta com a qual busca continuar sendo um ator relevante no espaço, diante do fortalecimento dos Estados Unidos e da China.

"É um passo de gigante para a Europa", disse à AFP Jean-Yves Le Gall, o presidente da agência espacial francesa CNES.

Os 22 países membros da ESA, reunidos na cidade espanhola de Sevilha, aprovaram um orçamento de 14,4 bilhões de euros para financiar os novos programas, anunciou seu diretor-geral, Ian Wörner.

"Estou feliz, é mais do que havíamos pedido" aos Estados-membros, ou seja 14,3 bilhões de euros, declarou Wörner em coletiva de imprensa.

"Batemos todos os recordes em termos de compromissos financeiros", afirmou Le Gall.

O novo orçamento financiará os novos programas espaciais europeus por uma duração de entre três e cinco anos, e representa uma quantia sem precedentes desde a fundação da Agência, em 1975. A este montante se acrescenta o orçamento aportado pela Comissão Europeia, 16 bilhões de euros em sete anos.

"É um testemunho evidente da nossa ambição comum para com a Europa", comentou a ministra francesa de Pesquisa, Frédérique Vidal, copresidente da reunião ministerial realizada em Sevilha.

A Alemanha é o maior contribuinte, com 3,3 bilhões de euros, na frente da França (2,7 bilhões).

O novo orçamento se inscreve em um contexto internacional marcado pelo fortalecimento dos Estados Unidos e da China, que estão investindo maciçamente na exploração espacial, e inclusive de países emergentes como Índia.

O orçamento americano é mais de cinco vezes superior ao da ESA.

A ESA prevê um fortalecimento das ciências do universo, da exploração (com missões para Marte e para a Lua) e uma melhor observação da Terra, graças ao programa de vigilância da mudança climática, Copernicus, para o qual a agência proverá seis novos satélites.

"A Europa manterá sua liderança mundial neste âmbito" de vigilância, afirmou a ESA.

entry Nov 27 2019, 09:41 PM
Europa enfrenta novos desafios no espaço

* por AFP

Paris, 27 Nov 2019 (AFP) - Ministros europeus se encontraram nesta quarta-feira (27) na Espanha com o objetivo de defender sua posição no setor espacial contra os desafios representados por Estados Unidos e China, e cada vez mais por empresas como a SpaceX, de Elon Musk.

Os ministros dos 22 Estados-membros da Agência Espacial Europeia (ESA) se reuniram em Sevilha para discutir um pedido de 14,3 bilhões de euros em financiamento, cerca de quatro bilhões de euros a mais que o orçamento de três anos anterior.

A União Europeia já concordou em fornecer 16 bilhões de euros e agora a questão crucial é como gastar esse dinheiro.

"Há o desejo de fazer mais, de ter um programa científico mais ambicioso e de desenvolver nossa infraestrutura para atender a nossas ambições", disse à AFP o porta-voz da ESA, Philippe Willekens, na semana passada.

Em um ambiente que muda rapidamente, "a Europa precisa estar atenta para permanecer líder nos setores em que ela já é e para continuar a conquistar novos mercados", acrescentou Willekens.

Nos últimos anos, a Europa se estabeleceu como um importante agente espacial, com o seu pesado lançador de foguetes Ariane 6 e o sistema operacional de GPS Galileo.

Mas essa posição agora está "ameaçada", diz o 'think-tank' Institut Montaigne em Paris, à medida que a concorrência global aumenta, liderada pelos Estados Unidos e pela China, que investiram enormes quantias de dinheiro nessa indústria, tanto civil como militar.

"A Europa não tem as vantagens estruturais dos americanos e chineses porque não possui um único objetivo compartilhado", disse Isabelle Sourbes-Verger, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS).

"A Europa tem o mesmo problema que sempre teve - o que justifica gastar mais no espaço?"

A Europa precisa responder essas questões em um momento em que novos agentes, como SpaceX e vários outros, em sua maioria americanos, começaram a surgir, sacudindo a indústria.

Nessa evolução do "novo espaço", Musk, por exemplo, desenvolveu lançadores reutilizáveis para satélites muito menores e mais poderosos, muitos projetados para o "mundo conectado" de carros sem motorista e inúmeros outros aspectos da vida cotidiana na Terra.

Alguns especialistas temem que a Europa simplesmente não seja competitiva o suficiente para entrar nesses novos mercados.

O Ariane 6 é um motivo particular de preocupação. Autoridades de auditoria do Estado francês afirmaram recentemente que seu modelo econômico "apresenta alguns riscos", devido à concorrência feroz da SpaceX.

O chefe da Arianespace, Stephane Israel, insiste que o Ariane 6 é "apenas o começo" e o programa de foguetes "abre um ciclo de inovações que precisam ser aceleradas".

Ao mesmo tempo, o Ariane 6, cujo primeiro lançamento está marcado para o próximo ano, não será competitivo a longo prazo, a menos que haja uma alta taxa de lançamentos, que dependerão de "numerosas ordens institucionais", disse.

Israel lembrou de recentes comentários de apoio do presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, de que a Europa deveria favorecer as opções de lançamento europeias.

Sourbes-Verger, do CNRS, alertou que "o espaço não é uma indústria comercial como qualquer outra - ganhar dinheiro com um lançador é ambicioso".

entry Nov 26 2019, 09:09 PM
Mitsubishi bate Shell e compra empresa de energia Eneco

* por Forbes
com Reuters

Um grupo liderado pela japonesa Mitsubishi vai adquirir a Eneco, em negócio que avaliou a empresa holandesa de energia em € 4,1 bilhões (US$ 4,52 bilhões), valor que supera as ofertas da Shell e da companhia de private equity KKR, informou a Eneco hoje (25).

A Eneco, empresa que pertence a 44 municípios holandeses e possui forte enfoque em energias renováveis, disse ter sido influenciada pelos planos da Mitsubishi de permitir que a companhia prossiga com sua estratégia e mantenha sua identidade corporativa.

O negócio, apoiado pelo conselho da Eneco e por um comitê que representa acionistas da empresa, ainda deve ser aprovado no início do ano que vem pelos investidores municipais da firma holandesa.

A Eneco afirmou que o grupo da Mitsubishi “fez a melhor oferta aos acionistas e demais proprietários de fatias da Eneco, incluindo funcionários”.

A vitória da Mitsubishi é um golpe à petroleira Shell, que deseja se tornar uma grande geradora de eletricidade até 2030. O diretor de Novas Energias da empresa, Maarten Wetselaar, disse após o anúncio que a Shell “continuará procurando por oportunidades na transição energética”.

O consórcio da Mitsubishi pretende investir € 1 bilhão nas operações da Eneco na Holanda, Alemanha e Bélgica nos próximos três anos, disse o diretor financeiro da empresa holandesa, Guido Dubbeld, em conferência com jornalistas.

Ele disse que o investimento ocorrerá “principalmente na Holanda, principalmente em (energia) eólica, um pouco menos em (energia) solar”.

O acordo dará à Mitsubishi 80% da Eneco, além de uma fatia de 20% à sua parceira Chubu.

entry Nov 25 2019, 09:17 PM
Grécia anuncia pagamento antecipado de empréstimos do FMI

* por Estadão | Atenas

O Ministério das Finanças da Grécia disse hoje que o país completou um pagamento antecipado de empréstimos do Fundo Monetário Internacional(FMI) no valor de 2,7 bilhões de euros.

A ação concluída nesta segunda-feira recebeu a aprovação exigida dos credores europeus e ajudará a Grécia a reduzir seus custos de serviço da dívida, em meio a taxas de mercado favoráveis.

entry Nov 24 2019, 09:18 PM
Bitcoin afunda para menor nível em 6 meses com anúncio de fiscalização na China

* por Tom Wilson | Reuters

LONDRES (Reuters) - O bitcoin despencou para o menor nível em seis meses nesta sexta-feira depois que o banco central da China lançou uma nova operação de fiscalização sobre operações com criptomoedas, alertando sobre riscos ligados a emissão ou negociação delas.

Às 11h44, o bitcoin, maior moeda digital do mundo, tinha queda de cerca de 9%, para 6.946 dólares, perto do menor nível desde maio.

O banco central da China em Xangai afirmou que vai combater crescentes casos de ilegalidades envolvendo moedas digitais. A autoridade monetária também alertou investidores a não confundirem criptomoedas com tecnologia blockchain.

O anúncio foi feito um dia depois que reguladores em Shenzhen lançaram uma campanha similar e acontece em um momento em que o banco central chinês se prepara para lançar sua própria moeda digital.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou no mês passado que a segunda maior economia do mundo deve acelerar o desenvolvimento da tecnologia blockchain.

O bitcoin, que costuma passar por fortes oscilações de preço, disparou mais de 40% nos dois dias após os comentários de Xi, com investidores apostando que o apoio de Pequim à tecnologia blockchain e os planos do governo chinês para criar uma moeda nacional digital iriam acelerar o ingresso das criptomoedas no mercado de massa.

Mas desde o final de outubro, o bitcoin acumula desvalorização de quase 30%.

Jamie Farquhar, gestor de portfólio na empresa britânica de criptomoedas NKB Group, afirmou que o comunicado do banco central chinês cristalizou a tese crescente de investidores de que o apoio da China à tecnologia blockchain provavelmente não vai incluir criptomoedas como o bitcoin.

“É a realização de que o otimismo sobre o anúncio de Xi sobre blockchain foi exagerado”, disse Farquhar.

entry Nov 23 2019, 09:40 PM
SoftBank, Gávea e Constellation aportam R$580 mi na Vtex

* por Tatiana Bautzer | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia brasileira de tecnologia para varejo Vtex recebeu investimento de 580 milhões de reais aportado por SoftBank, Gávea e Constellation Asset Management e usará os recursos para pesquisa e desenvolvimento e acelerar expansão global.

A empresa afirma ter clientes em 28 países, atendendo 2.500 marcas globais, e crescimento orgânico de 43% nos últimos cinco anos.

O fundo Riverwood Capital, que investiu na VTEX em 2014, continua sendo um acionista relevante, afirmou a companhia em comunicado à imprensa.

“A Vtex possui três atributos que, acreditamos, sustentarão o sucesso da empresa: uma forte cultura de equipe, um produto de primeira classe e empreendedores com mentalidade de rentabilidade”, disse Paulo Passoni, sócio gerente de investimentos do fundo da SoftBank na América Latina, no comunicado.

O acordo para o aporte ocorreu dias depois que o braço de serviços financeiros do grupo Lojas Americanas, Ame, fechou contrato com a Vtex para integração das plataformas de pagamentos.

Em junho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a criação de uma joint-venture da Vtex com a produtora de software corporativo Totvs.

entry Nov 22 2019, 10:20 PM
Índice europeu fecha sessão em alta com notícias comerciais, mas acumula queda na semana

* por Sruthi Shankar e Sagarika Jaisinghani | Reuters

(Reuters) - As ações europeias registraram seu melhor dia em três semanas nesta sexta-feira, após dados positivos das principais economias da zona do euro e na esteira ainda de uma retórica favorável sobre um acordo comercial EUA-China.

Essa combinação ajudou o mercado a encerrar uma semana fraca em tom benigno.

As mineradoras europeias --sensíveis a questões comerciais-- saltaram quase 2%, apagando quase todas as perdas do início desta semana. Todos, exceto um dos subsetores europeus, terminaram em alta.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo comercial com a China está "potencialmente muito próximo". Pequim havia dito anteriormente que queria elaborar um acordo inicial com Washington, após relatos de que uma trégua poderia ser adiada para 2020.

O índice pan-europeu STOXX 600 terminou a sessão em alta de 0,4%. Ainda assim, o índice caiu 0,5% na semana, interrompendo uma série de seis semanas de valorização, conforme recentes sinais mistos sobre o comércio afetando o sentimento.

Mais cedo na sessão, pesquisas mostraram crescimento na atividade empresarial na França este mês, enquanto as condições na Alemanha continuaram a se deteriorar em novembro, embora mais lentamente.

Os números de ambas as economias foram um alívio para investidores, mesmo quando outra pesquisa mostrou que o PMI europeu caiu em novembro, por pouco não registrando contração.

O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,46%, a 1.582 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 1,22%, a 7.326 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,20%, a 13.163 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,20%, a 5.893 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,09%, a 23.259 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,44%, a 9.254 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,15%, a 5.180 pontos.

entry Nov 21 2019, 09:25 PM
Carros elétricos são um desafio para supermercados e postos de gasolina

* por AFP

Los Angeles, 21 Nov 2019 (AFP) - A ascensão dos carros elétricos está se mostrando um desafio não apenas para as montadoras, mas também para os postos de gasolina, supermercados e shoppings obrigados a se adaptar à medida que cada vez mais veículos desse tipo entram em circulação, dizem os especialistas.

"Trabalho com o negócio de varejo de combustível há 20 anos, e há três anos não havia nenhum interesse em carregar veículos elétricos", disse John Eichberger, diretor executivo do Fuels Institute, um 'think tank' orientado para a pesquisa.

"Eles pensavam que isso era a maior ameaça ao seu modelo de negócios. Mas agora eles perceberam que são seus clientes", acrescentou Eichberger durante um painel de discussão esta semana no Los Angeles Auto Show.

Um grande problema para os postos de gasolina tradicionais é o mínimo de 20 a 30 minutos necessários para carregar um veículo elétrico, em oposição à média de três minutos e meio que os clientes normalmente gastam enchendo o tanque de seus carros com gasolina. Esse tempo inclui as compras que com frequência são feitas na loja de conveniência, observou Eichberger.

Ele disse que embora a maioria das pessoas hoje carregue seus veículos elétricos em casa ou no trabalho, os postos de gasolina tradicionais - cerca de 145.000 nos EUA - poderiam instalar carregadores elétricos rápidos para atender ao crescente número de proprietários de veículos elétricos.

"Junto com as ofertas de serviços de alimentação e o Wi-Fi gratuito, isso poderia dar a oportunidade de desenvolver um modelo de negócios em torno dessa base de clientes que pode ser adicionado ao modo de negócios existente", disse. "Estamos vendo muitos deles começarem a fazer isso e descobrir o que faz sentido para seus clientes".

O mesmo desafio aparece nos supermercados que estão oferecendo cada vez mais estações de carregamento.

"Os dados que vejo sugerem que, em 20 anos, mais de 30% dos veículos em circulação serão algum tipo de carro elétrico que requer alguma forma de carregamento", disse Ed Hudson, diretor sênior de pesquisa corporativa da Kroger, uma das maiores redes de supermercados dos EUA.

Mudança nos estacionamentos
"Isso vai mudar os estacionamentos", disse Hudson.

"Onde colocaremos todos esses carregadores de veículos elétricos? Quantas empresas diferentes tentam criar seu próprio sistema proprietário, como a Tesla? Isso vai tornar tudo muito complicado", acrescentou, apontando o alto custo da instalação de estações de carregamento em estacionamentos.

Um desafio, dizem os especialistas, é o fato de que a maioria das vendas de veículos elétricos nos Estados Unidos - o segundo maior mercado depois da China - está concentrada na costa oeste e na costa leste, onde as redes de supermercados estão em pequenos terrenos e onde os imóveis são muito caros.

O mesmo se aplica aos shopping centers, que muitas vezes precisam obedecer a regulamentos estritos.

"Existem inúmeras restrições nos contratos de aluguel que restringem nossa capacidade de trabalhar em determinados locais", disse Daniel Segal, vice-presidente de desenvolvimento de negócios do Simon Property Group, líder global na propriedade de shopping centers.

"Não somos limitados apenas pelo que fazemos com o carregamento de veículos elétricos", disse Segal. "Ainda temos essa coisa chamada compras e construção de lojas de varejo (...) pressionando ainda mais nossas próprias estruturas de estacionamento".

De acordo com o Edison Electric Institute, havia quase 1,2 milhão de veículos elétricos nas estradas dos EUA no final de março, e as vendas aumentaram 81% em 2018 em relação ao ano anterior.

Esse número de veículos elétricos nos EUA deve atingir 18,7 milhões em 2030.

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