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entry Hoje, 09:16 PM
Banco da Holanda teme que inação política agrave crise climática

* por EFE

Madri, 14 dez (EFE).- O diretor executivo de supervisão do Banco da Holanda, Frank Elderson, teme que a inação política possa contribuir para que os efeitos da mudança climática sejam mais graves e exijam decisões mais drásticas no futuro.

Em entrevista à Agência Efe, Elderson disse acreditar que a transição para uma economia sustentável também requer a definição de padrões para que não seja incluído como investimento verde o que na realidade não é.

"Nosso medo, como um banco central, é que os políticos vão adiar suas decisões por muito tempo e agir muito tarde e, em seguida, as medidas terão de ser mais radicais e seus efeitos negativos serão piores", analisou.

Elderson argumentou que são necessárias políticas globais por parte dos governos e tratados internacionais e, neste contexto, os supervisores e os bancos centrais têm um mandato "muito claro" para agir porque a crise climática gera riscos financeiros.

Segundo ele, os bancos devem reduzir os riscos climáticos na mesma medida em que atuam para prevenir os outros riscos aos quais estão expostos, visto que a ação dos supervisores nesta tarefa é fundamental para o setor financeiro, porque os permite antecipar novos cenários de risco e abrir janelas de oportunidade.

O dirigente informou que o Acordo de Paris deve agora ser transferido para a legislação europeia e, em seguida, "haverá muitos fatos". A partir daí, os bancos e setores como os de seguros e fundos de investimento "têm de estar cientes de que haverá uma data limite (para a implementação de medidas legais) e que isso afetará os seus investimentos".

Para Elderson, também é necessário olhar para o outro lado da moeda, que são as oportunidades, porque as instituições financeiras terão a solução para muitos dos novos problemas dos investidores, o que se traduzirá em casos positivos de negócios.

O salto de uma economia "marrom" para uma economia verde não vai ocorrer abruptamente, pois "ninguém luta" para deixar de financiar a primeira, mas "quanto mais cedo houver clareza, mais cedo e mais gradualmente a economia pode entrar neste período de transição", argumentou.

De acordo com Elderson, é crucial sensibilizar os supervisores e os bancos centrais para o fato de que o caminho para a nova economia para combater a crise climática passa por considerar novos riscos e novas oportunidades, não só a curto prazo, mas também a longo prazo.

Elderson disse considerar urgente a conclusão da taxonomia (a definição de quais investimentos são verdes e quais não são) na qual a Comissão Europeia está trabalhando, e algumas "regras claras" para evitar um dos principais riscos desta transição para uma economia verde, chamada de "lavagem verde".

entry Ontem, 08:50 PM
Eleição britânica avança o brexit e anuncia fim de uma era de comércio global

* por Peter S. Goodman | The New York Times | Londres

Durante mais de sete décadas, as potências globais operaram sobre a suposição de que uma maior integração econômica significa progresso histórico. Mas essa era acabou, como os eleitores britânicos deixaram claro.

A maioria decisiva garantida pelo primeiro-ministro Boris Johnson e seu Partido Conservador praticamente garante que o país prosseguirá com a saída da União Europeia.

Outra fase complexa do emaranhado processo de divórcio está à frente —as negociações sobre os termos do futuro relacionamento econômico do Reino Unido com o continente. De uma forma ou de outra, "terminar o brexit", o mantra que Johnson prometeu e agora pode entregar, marca uma mudança profunda no sistema de comércio mundial.

Após a Segunda Guerra Mundial, os Aliados vitoriosos forjaram uma ordem internacional baseada no entendimento de que, quando os países trocam mercadorias, eles se tornam menos inclinados a negociar salvas de artilharia.

A saída do Reino Unido da Europa é a manifestação mais clara de que esse princípio não tem mais influência decisiva. No entanto, está longe de ser o único sinal de que o sistema comercial mundial está evoluindo para uma situação em que os interesses nacionais têm primazia sobre as preocupações coletivas.

Os Estados Unidos e a China estão travados em uma guerra comercial que aumenta as preocupações sobre uma desaceleração econômica global.

As tensões pareceram diminuir na quinta-feira (12), quando os Estados Unidos teriam estabelecido os contornos de um acordo que poderia reduzir significativamente as tarifas sobre US$ 360 bilhões em produtos chineses, em troca da promessa da China de comprar produtos de agricultores americanos. Esperava-se que o acordo interrompesse as tarifas americanas programadas para atingir outros US$ 160 bilhões em importações chinesas neste fim de semana.

Mesmo que tal acordo se concretize, porém, os EUA e a China entraram em um estado tão animoso que provavelmente continuarão buscando alternativas à troca de bens e investimentos. As empresas que fabricam produtos na China sofrerão pressão para explorar outros países, causando perturbações na cadeia de suprimentos global.

O árbitro tradicional de disputas comerciais internacionais, a Organização Mundial do Comércio (OMC), está se aproximando da irrelevância à medida que os países ignoram seus canais para impor tarifas.

"A sensação de que as políticas se movem na direção de mais liberalização e mais integração foi substituída pelo reconhecimento de que as políticas podem ir tanto para trás quanto para a frente", disse Brad Setser, membro sênior do Conselho de Relações Exteriores de Nova York.

O desgaste dos acordos comerciais internacionais foi motivado pela intensificação da raiva do público em muitos países pela crescente desigualdade econômica e a percepção de que o comércio tem sido muito benéfico para a classe executiva, deixando as pessoas comuns para trás.

No Reino Unido, as comunidades de baixa renda usaram o referendo de junho de 2016, que desencadeou o brexit, como um voto de protesto contra os banqueiros de Londres, que haviam engendrado uma crise financeira catastrófica e depois forçaram as pessoas comuns a absorver os custos com uma dura austeridade fiscal.

Nos EUA, a base política do presidente Donald Trump aderiu à sua guerra comercial, inclinada a vê-la como um corretivo necessário para a destruição da economia industrial pelas fábricas chinesas.

Da Itália à França e à Alemanha, movimentos populares furiosos se fixaram no comércio como uma ameaça aos meios de subsistência dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que adotavam respostas nacionalistas e nativistas que prometem conter a globalização.

"A era dos mercados livres e do liberalismo está terminando", disse Meredith Crowley, especialista em comércio internacional na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. "As pessoas estão insatisfeitas com a complexidade das políticas e com esse sentimento de que os que detêm as alavancas da política estão de alguma forma fora de seu alcance."

Os economistas veem perigos nesta era que se desdobra, como empecilhos ao comércio, à medida que os governos defendem as indústrias nacionais às custas da concorrência. Eles apontam para a história de presságios —especialmente a Grande Depressão, que foi aprofundada por uma onda de protecionismo comercial retaliatório iniciada pelos EUA com a Lei Tarifária Smoot-Hawley de 1930.

A lei aumentou drasticamente as tarifas de uma vasta gama de produtos agrícolas e industriais, levando os parceiros comerciais dos EUA a responder na mesma moeda. À medida que o comércio mundial se desintegrou, a fúria nacionalista se espalhou, culminando nas brutalidades da Segunda Guerra Mundial.

As eleições britânicas e a fragmentação do bloco comercial europeu representam o surto mais importante de nacionalismo econômico em gerações.

"Desde Smoot-Hawley, não acho que tenhamos visto algo tão dramático quanto isto", disse Swati Dhingra, economista da London School of Economics.

Enquanto a ruptura na Europa se desenrola, as duas maiores economias do mundo —Estados Unidos e China— permanecem enredadas em conflito.

O governo Trump começou a impor tarifas em resposta ao que retrata como um esforço chinês de décadas para destruir os empregos americanos subsidiando as principais indústrias. Mas entre a linha dura a guerra comercial é cada vez mais um meio de armar o enorme mercado americano —ameaçando o acesso da China aos consumidores americanos— para conter uma suposta ameaça estratégica e de segurança.

Os líderes chineses passaram a interpretar as hostilidades comerciais como parte de uma campanha de bullying dos EUA, projetada para suprimir suas aspirações nacionais e negar ao país seu devido lugar como superpotência.

Os sentimentos nacionalistas e as preocupações de segurança combinadas com a política comercial não contribuem para um clima propício a um acordo significativo que possa acabar de maneira abrangente com as hostilidades comerciais.

"No mínimo, as posições estão endurecendo", disse Crowley.

Em outra frente, Trump ameaçou impor tarifas sobre automóveis importados, passo que seria especialmente perturbador na Alemanha, a maior economia da Europa. A Alemanha vende muito mais bens para os EUA do que importa, provocando a ira do presidente americano.

Trump ameaçou abertamente citar uma ameaça à segurança nacional como justificativa para impor tarifas sobre automóveis. Os especialistas em comércio ridicularizaram essa abordagem como uma afronta às normas do sistema de comércio internacional.

No mês passado, Trump permitiu que um prazo definido por ele vencesse sem aplicar as tarifas sobre automóveis. Mas ele deixou uma grande indústria internacional se perguntando o que acontecerá a seguir.

O órgão de apelação da OMC, que julga disputas, tornou-se inoperante pelo bloqueio de novos juízes pelo governo Trump. O painel precisa de pelo menos três juízes para dar os veredictos, mas hoje tem apenas um.

Uma variável importante ficou mais clara: os congressistas democratas e o governo Trump elogiaram nesta semana um acordo que autoriza a renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que permitiu a livre troca de mercadorias no valor de US$ 1,2 trilhão por ano entre EUA, Canadá e México.

Mas os resultados das eleições no Reino Unido aumentam a probabilidade de que o comércio em uma grande faixa do mundo provavelmente seja impedido.

O Reino Unido envia quase a metade de suas exportações para a União Europeia, um fluxo de mercadorias potencialmente ameaçado pelo brexit. Sua saída do mercado único europeu —que permite que o comércio ocorra sem obstáculos da Grécia para a Irlanda, como se o território fosse um vasto país— corre o risco de minar o apelo do Reino Unido como sede de empresas multinacionais.

Desde que o Reino Unido chocou o mundo com seu voto para abandonar a UE, suas instituições políticas se entrelaçaram tentando decidir o que fazer com seu nebuloso mandato para sair. As empresas adiaram contratações e investimentos, aguardando esclarecimentos sobre os futuros termos de negociação.

A incerteza já cobrou custos significativos, e muito além da Europa, de acordo com um novo artigo de Tarek Hassan, economista na Universidade de Boston, e três especialistas em contabilidade europeus, Stephan Hollander, Laurence van Lent e Ahmed Tahoun.

Todos os anos desde o referendo, uma empresa média na Irlanda —que negocia muito com o Reino Unido— vê seu crescimento em investimentos ser reduzido em 15%, e a contratação é 4,2% menor do que seria por causa da incerteza, concluiu o jornal. Mesmo no outro lado do Atlântico, a empresa americana média viu o crescimento do investimento reduzido em 0,5% ao ano e as contratações desacelerarem 1,7%.

"Já existe uma queda significativa no emprego como resultado dos riscos do brexit", disse Hassan.

Embora a eleição de quinta-feira tenha dado clareza ao brexit, permanecem variáveis substanciais. Supondo que o plano de Johnson para o brexit agora navegue pelo Parlamento, o Reino Unido deverá negociar termos comerciais com a Europa antes do término de um período de transição até o fim do próximo ano —uma tarefa monumental.

Johnson descartou prorrogar esse prazo, renovando a perspectiva de que o Reino Unido pudesse novamente flertar com a saída do bloco europeu sem um acordo. Essa ameaça poderia forçar as empresas a estocar novamente mercadorias e implementar planos de contingência complexos.

Alguns analistas sugeriram que a eleição aumentava a possibilidade de Johnson buscar uma forma mais branda de brexit que mantivesse o Reino Unido mais próximo do mercado europeu. Sua maioria é tão confortável que ele não precisa se preocupar em alienar a linha dura do partido que favorece uma separação total da Europa.

Mas alguma alteração está claramente à frente. Se a incerteza do brexit foi prejudicial, o que a substitui é a quase certeza de um crescimento econômico mais fraco e de padrões de vida reduzidos. O mandato político do Reino Unido para "retomar o controle" encerra custos.

"Isso terá implicações enormes", disse Hassan.

entry Dec 12 2019, 09:31 PM
Os novos ganhadores e perdedores do Nafta na América do Norte

* por Erik Wasson, Joshua Wingrove e Eric Martin | Bloomberg
com a colaboração de Shawn Donnan, Jenny Leonard, Joe Deaux, Josh Eidelson, Ari Natter e Michael Hirtzer

(Bloomberg) -- Empresas, trabalhadores e congressistas de três países passaram o último ano no limbo, aguardando os retoques finais do acordo de livre comércio EUA-México-Canadá. Agora, todos têm uma noção melhor de quem ganhou e de quem perdeu.

O acordo aguarda votação na semana que vem na Câmara dos Deputados dos EUA, onde os democratas fizeram com sucesso revisões de última hora para garantir a aprovação. O Senado dos EUA planeja votar o projeto em 2020, enquanto as legislaturas no México e no Canadá também terão que ratificar o acordo atualizado.

Embora o chamado acordo "USMCA" marque uma vitória política para o presidente Donald Trump enquanto busca a reeleição, o benefício geral para o PIB dos EUA é pequeno: um aumento de 0,35% no sexto ano do acordo, segundo estimativas oficiais do governo norte-americano. No entanto, como todos os acordos comerciais, o pacto cria ganhadores e perdedores na comunidade empresarial. Líderes políticos dos países, indústrias siderúrgicas e consumidores on-line são beneficiados, enquanto empresas farmacêuticas dos EUA, empresas mexicanas e produtores de leite canadenses ficam em segundo plano.

Os vencedores: Trump, Trudeau, consumidores on-line

Exportações agrícolas dos EUA: Laticínios e aves dos EUA conseguem novo acesso ao mercado do Canadá e há alguns ganhos para trigo e bebidas alcoólicas. O impulso é pequeno, mas agricultores esperam que o progresso de um acordo comercial sinalize o fim da guerra comercial com a China.

Empresas de Internet: O USMCA possui uma nova seção de comércio digital que ajudará empresas de Internet com uso intensivo de dados a evitar requisitos onerosos de armazenamento e tributação de dados. O setor reprimiu uma tentativa de última hora de remover proteções contra processos para empresas como a Alphabet, dona do Google, Facebook e Twitter para o conteúdo postado pelos usuários.

Consumidores on-line e Amazon.com: O acordo aumentará os limites do Canadá e do México acima dos quais os consumidores pagam impostos em uma remessa para outros países. Isso significa, por exemplo, que os canadenses agora poderão comprar mais on-line e sem impostos.

Empresas dos EUA: Grupos empresariais, como a Associação Nacional de Fabricantes e o Instituto Americano do Petróleo, pressionaram muito para que todas as partes participassem, porque queriam eliminar a possibilidade, ainda que remota, de que Trump acabasse com o livre comércio na América do Norte. O aumento da confiança dos empresários pode significar que o benefício econômico da aprovação do acordo supera as expectativas.

Presidente dos EUA, Donald Trump: Menos de uma hora antes de os democratas da Câmara dizerem que pretendiam votar o acordo comercial de Trump, haviam apresentado artigos de impeachment contra ele. A finalização deste acordo dá a Trump uma vitória política muito necessária, enquanto luta contra o impeachment e concorre à reeleição em 2020.

Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau: O país teve alguns problemas, incluindo a manutenção dos chamados painéis de disputa do capítulo 19 contidos no antigo Nafta, que os negociadores americanos queriam eliminar, mas admitiram manter. Uma das grandes concessões do Canadá concordava em aumentar a proteção de patentes para medicamentos biológicos, mas isso foi removido da versão final. Isso significa que o Canadá alcançou uma de suas principais metas e não precisará seguir uma de suas principais concessões.

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador: Embora o setor privado do México esteja preocupado com parte do acordo - incluindo o processo para queixas trabalhistas -, o presidente mexicano emergiu como vencedor. A finalização do acordo significa que López Obrador conseguiu manter o livre comércio com os EUA, o maior parceiro comercial do país. Não fazer isso e ver Trump sair do Nafta poderia ter sido catastrófico para a estagnada economia mexicana.

Os perdedores: farmacêuticas, empresas mexicanas, fazendeiros canadenses

Fabricantes de medicamentos: Grandes associações da indústria farmacêutica, como PhRMA e BIO, são contra o acordo, e a Câmara dos EUA disse que está "decepcionada" com as disposições sobre medicamentos. O USMCA, como originalmente negociado por Trump, estabeleceria 10 anos de proteção de dados para medicamentos biológicos. É um prazo mais baixo do que os 12 anos nos EUA, mas exigiria que o Canadá e o México oferecessem mais proteção, provavelmente aumentando os preços dos medicamentos. Essa disposição foi removida no último minuto por insistência dos democratas que trabalham para reduzir os preços dos medicamentos nos EUA.

Empresas transfronteiriças: O novo acordo elimina principalmente o capítulo 11 dos painéis de solução de controvérsias, que costumavam ser uma via para as empresas processarem governos por decisões políticas. O novo acordo dará aos governos mais margem de manobra para fazer mudanças, mesmo que isso signifique puxar o tapete de um negócio.

Empresas mexicanas: O setor privado não gostou de o México ter feito muitas concessões na negociação final e recebido pouco em troca, além da manutenção do livre comércio. Gustavo de Hoyos, diretor da câmara de comércio Coparmex, disse que o conselho das empresas mexicanas não foi suficientemente seguido. A principal preocupação é que novas disposições trabalhistas possam deixar as fábricas mexicanas vulneráveis a processos frívolos.

Produtores de leite canadenses: Uma das grandes barganhas do Canadá foi negociar uma fatia do seu mercado de laticínios protegido, o que é um problema em todas as negociações comerciais do país. O governo anunciou uma compensação de 1,35 bilhão de dólares canadenses (US$ 1,3 bilhão) aos produtores de leite por dois outros acordos comerciais e prometeu apoio semelhante assim que o USMCA entrar em vigor.

Pecuaristas dos EUA: O grupo de criadores de gado R-CALF USA criticou o acordo, dizendo que o fracasso em restaurar a rotulagem do país de origem para a carne bovina permite que os produtos importados continuem em concorrência desleal com pecuaristas dos EUA.

Indústrias canadenses e americanas de alumínio: Associações dos dois países expressaram decepção - a Associação de Alumínio do Canadá disse que deixar regras como fundição fora do acordo tornaria o México "mais ou menos o quintal norte-americano da China para descartar os produtos de seu excesso de capacidade". A Associação Mexicana de Alumínio respondeu que o país não importa alumínio bruto da China e não precisará importar enquanto a região continuar sendo uma opção competitiva de mercado.

Grupos ambientalistas: O Sierra Club e o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais se manifestaram contra o acordo. Os ambientalistas queriam disposições sobre mudanças climáticas no USMCA, algo que os democratas concluíram que não aconteceria sob comando de Trump.

entry Dec 11 2019, 08:47 PM
WEG dobra fatia em mercado de transformadores da América do Norte desde 2017

* por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A WEG, que fabrica desde motores elétricos até tintas industriais, definiu os Estados Unidos como região chave para a expansão de seu negócio de transformadores e já duplicou a presença com esses equipamentos na América do Norte nos últimos dois anos, disse à Reuters um diretor da companhia.

A empresa tem atuado no mercado norte-americano por meio de quatro fábricas, duas delas em Washington, no Estado de Missouri, e duas no México, que produzem atualmente mais de 2 mil transformadores por ano para venda na região, incluindo também o Canadá.

"A partir de 2017 o negócio realmente deslanchou. De 2017 para cá, duplicamos nossa presença em transformadores na América do Norte, fornecendo principalmente para o mercado de energias renováveis. Hoje posso te assegurar que nos EUA a WEG, em transformadores, é líder de mercado em renováveis", afirmou o diretor superintendente da WEG T&D, Carlos Diether Prinz.

O executivo atribuiu o avanço à decisão da empresa em 2017 de comprar as fábricas em Washington, que permitiram a ela ter acesso a clientes no setor elétrico local, além do enquadramento em programa de incentivos do governo dos EUA a energias renováveis.

O portfólio de produtos da companhia para o mercado norte-americano envolve transformadores elevadores para aerogeradores e inversores solares, além de transformadores de potência nas classes de tensão de 138 a 500 kilovolts, com potências até 300 MVA.

"Isto vem mudando o panorama de participação WEG no mercado de energias renováveis, atingindo não somente o mercado de geração e distribuição de energia, como também a transmissão... esse mercado vem crescendo quase de forma exponencial, a cada momento a gente se surpreende positivamente com a demanda", acrescentou Prinz.

A estratégia da WEG se baseia na competitividade das unidades no México, onde a mão de obra é mais barata, e na localização das fábricas nos EUA, perto dos clientes, o que também reduz despesas.

"Para um determinado tamanho de transformadores, o custo de logística é importante, ao mesmo tempo que, nos de maior porte, é o custo de mão de obra. Como os competidores são na sua grande maioria empresas norte-americanas, temos vantagem competitiva por termos fábrica no México", explicou.

A localização das unidades também permitiu que a empresa com sede em Santa Catarina passasse sem impactos pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, que levou à imposição de tarifas nos EUA sobre diversos produtos importados dos chineses, afetando alguns concorrentes.

O diretor da WEG afirmou ainda que a empresa tem focado o mercado de renováveis como alvo de sua expansão na América do Norte, em movimento que segundo ele foi recompensado e poderá ser ampliado.

"Toda estratégia de expansão na América do Norte foi em cima do tema 'renováveis', mesmo em momento, em 2017, em que as notícias sobre os EUA falavam sobre combustíveis fósseis. Essa visão tem feito a diferença para nós."

Além das fábricas de transformadores nos EUA e México, a WEG possui unidades de produção desses equipamentos em Gravataí, Blumenau, Itajaí e Recife, além da Colômbia. O diretor não quis abrir números sobre as operações.

A receita líquida da WEG com equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) em mercados externos avançou 20% no terceiro trimestre sobre um ano antes, enquanto recuou 22% no mercado doméstico, segundo apresentação da empresa.

A América do Norte respondeu por 46,7% da receita líquida da WEG no terceiro trimestre, enquanto América do Sul e Central foram responsáveis por 12,1% e Europa 23,2%.

entry Dec 10 2019, 09:39 PM
Locaweb prepara IPO, usará recursos para aquisições estratégicas

* por Forbes
com Reuters

A empresa brasileira de hospedagem de sites e computação em nuvem Locaweb pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e pretende usar os recursos da operação em parte para aquisições estratégicas.

Segundo a minuta do prospecto preliminar divulgada nesta terça-feira pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação incluirá ofertas primária –papéis novos, cujos recursos irão para o caixa da empresa — e secundária –títulos detidos por sócios.

Itaú BBA, Goldman Sachs, Morgan Stanley e XP Investimentos são os coordenadores do negócio.

A tranche secundária da oferta tem como vendedores o fundo de investimentos Silver Lake e os investidores pessoa física Andrea Gora Cohen, Claudio Gora e Gilberto Mautner.

A Locaweb afirma na minuta do prospecto ter 350,5 mil clientes ativos, com maior concentração em empresas de pequeno e médio portes.

Nos primeiros nove meses deste ano, a companhia teve receita líquida de R$ 280,5 milhões, um aumento de 21% ante mesma etapa de 2018. Já o Ebitda e o lucro líquido tiveram evolução de 50% e de 101%, respectivamente, para R$ 77,3 milhões e R$ 11,1 milhões.

entry Dec 9 2019, 08:36 PM
Sonho de britânicos que defendem permanência na UE desmorona

* por Alex Morales | Bloomberg

(Bloomberg) -- Nos últimos três anos e meio, ativistas preocupados com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia têm lutado para impedir o Brexit. Mas, com Boris Johnson a caminho de conquistar a maioria nas eleições de quinta-feira, essa é uma batalha que estão prestes a perder.

"Este é o fim do 'Remain'", disse Anand Menon, em referência à palavra "permanecer" em inglês. Ele é diretor para o Reino Unido do programa Changing Europe, no King's College, em Londres. "Mesmo que os Conservadores tenham a maioria de um, o Brexit acontecerá."

Desde o resultado apertado do referendo realizado em 2016 (52% a 48%) que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia, o assunto do Brexit domina a política britânica e divide a sociedade. Mesmo aqueles que se dedicaram em tempo integral aos esforços para reverter o resultado estão deprimidos e irritados porque o lado da permanência na UE não conseguiu avançar.

Os Liberais Democratas, o único partido dominante comprometido em anular o Brexit, foram incapazes de galvanizar a metade dos eleitores do Reino Unido que queriam permanecer na UE. A principal organização que fez campanha para outro referendo implodiu, enquanto o líder trabalhista da oposição, Jeremy Corbyn, errou ao se comprometer apenas em permanecer "neutro" no segundo plebiscito que deseja realizar.

Sair unidos
Em contraste, Johnson - que liderou a campanha do Brexit antes de se tornar primeiro-ministro - afastou a ameaça dos radicais do grupo de Nigel Farage, que poderiam dividir o voto dos que apoiam o Brexit. Johnson agora ganha apoio dos eleitores que defendem o Brexit nos redutos eleitorais do Partido Trabalhista. Pesquisas mostram que o líder conservador deve conquistar a maioria em 12 de dezembro, o que lhe permitirá aprovar o Brexit pelo parlamento, moldando o futuro político do Reino Unido por décadas.

Se essas previsões forem corretas, não será apenas porque um grande número de eleitores apoiou o Brexit ou, fartos de três anos de turbulência, foram receptivos à promessa de Johnson de concluir o processo. O sucesso de Johnson em completar o Brexit se deve tanto à desorganização de seus oponentes quanto à sua própria estratégia.

Hoje, mais eleitores dizem que querem permanecer na UE do que sair. Mas os que apoiam a "permanência" não conseguiram chegar a um plano unificado - simplesmente cancelar o Brexit ou fazer um novo referendo. O lado da permanência falhou em forjar uma aliança interpartidária funcional.

entry Dec 8 2019, 08:28 PM
Eleições no Reino Unido: país vai às urnas pela 4ª vez em 4 anos para tentar acabar com impasse do Brexit

* por BBC News

No próximo dia 12 de dezembro, cerca de 46 milhões de eleitores vão às urnas no Reino Unido.

As eleições-gerais que vão escolher o novo Parlamento Britânico e, por consequência, o primeiro-ministro que governará o país acontecem supostamente a cada cinco anos. Mas esta será a terceira desde 2015.

E se contarmos com o referendo de 2016, que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, esta é a quarta vez em quatro anos que os britânicos vão às urnas.

A antecipação do pleito, que deveria ocorrer apenas em 2022, é justamente mais uma tentativa de acabar com o impasse que se arrasta há meses sobre o Brexit, como é chamado o processo de saída do Reino Unido do bloco.

Não é à toa que esse é o principal tema que vem mobilizando os britânicos e os debates entre os candidatos.

Por que haverá uma eleição agora?
Quase três anos e meio depois que a população britânica decidiu pelo Brexit, no referendo de 2016, a saída da União Europeia ainda não aconteceu.

A partida do bloco foi agendada originalmente para 29 de março de 2019 e, na sequência, adiada para 31 de outubro de 2019. Agora está prevista para 31 de janeiro de 2020, a menos que seja fechado um acordo de saída antes.

Os políticos estão divididos: alguns querem que o Reino Unido saia o mais rápido possível, outros preferem que seja convocado um novo referendo e há ainda quem defenda o cancelamento completo do Brexit.

O atual primeiro-ministro, Boris Johnson, não conta com o apoio de deputados suficientes para aprovar facilmente novas leis ? ele sofreu consecutivas derrotas legislativas em seus planos para tirar o Reino Unido da UE mesmo que sem um acordo prévio com os europeus. Agora, Johnson espera que uma eleição antecipada aumente o número de parlamentares conservadores, facilitando colocar em prática seus planos para o Brexit, embora não haja nenhuma garantia de que isso vá acontecer.

A próxima eleição geral estava prevista para 2022, mas o Parlamento concordou em realizar uma eleição antecipada.

O Brexit é a principal pauta?
Muitas promessas foram feitas pelos partidos políticos nesta campanha eleitoral.

As propostas dos candidatos para as mais diversas áreas ? como economia, defesa e policiamento ? são apresentadas antes do pleito em manifestos eleitorais formulados pelos partidos.

As questões que mais preocupam os eleitores do Reino Unido mudaram muito desde as últimas eleições, conforme mostram as pesquisas de opinião.

O sistema público de saúde (NHS, na sigla em inglês) e a imigração eram as questões mais importantes para o eleitorado em 2015.

A União Europeia despertava muito menos interesse.

Agora, no entanto, o Brexit é, de longe, a principal preocupação do eleitorado. E talvez seja, portanto, uma das questões mais debatidas entre os candidatos.

Os líderes dos dois principais partidos, Boris Johnson (Conservador) e Jeremy Corbyn (Trabalhista), batem de frente sobre o tema. Enquanto os conservadores se comprometem a "fazer o Brexit" e deixar a União Europeia até 31 de janeiro, os trabalhistas prometem "resolver a questão do Brexit" em seis meses, renegociando o acordo de Johnson com a União Europeia e colocando o mesmo para votação popular.

O NHS é outra pauta polêmica desta campanha eleitoral. Ambas as partes concordam que o serviço público de saúde precisa de mais dinheiro, mas divergem sobre como seria feito o aporte de recursos. Os trabalhistas acusam os conservadores de querer colocar o NHS "à venda" por meio de um acordo comercial pós-Brexit com os EUA. Os conservadores classificam, por sua vez, as acusações como "absurdas".

Como funciona a eleição geral?
Nas eleições gerais, os eleitores do Reino Unido são convidados a escolher um membro do parlamento (MP, na sigla em inglês) para representar seu distrito eleitoral ? são 650 no total, com cerca de 80 mil eleitores em cada.

Qualquer pessoa com 18 anos ou mais pode votar, desde que esteja registrada e seja um cidadão britânico ou cidadão qualificado da Commonwealth (a Comunidade Britânica, que reúne antigas colônias, inclusive a Austrália) ou da República da Irlanda.

A votação acontece nas assembleias locais, instaladas em lugares como igrejas e salas de aula. Na hora de votar, os eleitores colocam uma cruz na cédula de votação ao lado do nome do candidato escolhido e inserem em uma urna.

No total, 650 parlamentares são eleitos para a Câmara dos Comuns, uma das duas Casas do Parlamento britânico.

A Câmara dos Lordes é a segunda Casa do Parlamento. Mas seus membros não são eleitos pelo povo ? são nomeados pela rainha, mediante recomendação do primeiro-ministro.

Como são escolhidos os vencedores?
O candidato com mais votos em cada distrito eleitoral é eleito para a Câmara dos Comuns.

Para vencer, eles precisam simplesmente obter mais votos do que os adversários.

A maioria dos deputados pertence a um partido político, mas alguns são independentes.

Em geral, qualquer partido com mais da metade das cadeiras (326) na Câmara dos Comuns forma o governo.

O sistema de votação do Reino Unido funciona de modo que os partidos podem assumir o poder com bem menos de 50% dos votos nacionais.

Se nenhum partido tiver maioria, o partido com maior número de deputados pode formar uma coalizão com um ou mais partidos para ganhar o controle.

Como é eleito o primeiro-ministro?
Nas eleições gerais, o primeiro-ministro não é eleito diretamente pelo povo.

Ele é escolhido pelos parlamentares do partido vencedor e nomeado pela rainha, que tem o dever de seguir a sugestão deles. Em geral, acaba sendo o líder do partido vitorioso.

Quando saem os resultados?
No dia da eleição geral, a votação acontece entre 7h e 22h. Os resultados são divulgados durante a noite e no dia seguinte.

Quando o resultado geral é anunciado, o líder do partido vencedor vai até o Palácio de Buckingham para pedir permissão à rainha para formar um novo governo.

Uma vez que obtém a "autorização" dela, o que na verdade é uma mera formalidade, ele retorna à residência oficial do primeiro-ministro, no número 10 da Downing Street.

E costuma fazer um discurso do lado de fora da residência sobre os planos de seu partido para os próximos anos.

O que aconteceu na última eleição em 2017?
Desde 1922, apenas os partidos Conservador e Trabalhista conseguiram chegar ao poder.

Eles foram novamente os dois partidos mais votados na eleição de 2017, mas nenhum deles tinha parlamentares suficientes para formar um governo majoritário. Os conservadores foram os mais votados e formaram uma parceria com o Partido Unionista Democrático (DUP, na sigla em inglês).

Desde a eleição, os conservadores e trabalhistas perderam parlamentares, enquanto os liberais-democratas registraram adesões.

entry Dec 7 2019, 09:14 PM
Carros da Tesla fabricados na China terão subsídios de veículos elétricos

* por Yilei Sun e Brenda Goh | Reuters

PEQUIM (Reuters) - A Tesla disse nesta sexta-feira que seus carros Model 3 fabricados na China receberão subsídios estatais, medida que ajudará a fabricante norte-americana de veículos elétricos a entrar no maior mercado automotivo do mundo.

O Ministério da Indústria da China havia dito anteriormente que os carros Model 3 da Tesla, sendo construídos em sua fábrica de 2 bilhões de dólares em Xangai, estavam na lista recomendada para subsídios para novos veículos elétricos (NEVs), que incluem híbridos plug-in, veículos elétricos com baterias e carros alimentados por células a combustível de hidrogênio.

A Tesla disse que os subsídios foram garantidos.

Duas variantes do Tesla Model 3 estão na lista do generoso programa de subsídios, de acordo com o site do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.

A fabricante de veículos elétricos da Califórnia pretende fabricar mais de mil carros por semana até o final de 2019 em sua fábrica em Xangai e entregar os veículos fabricados na China antes do ano novo chinês em 25 de janeiro.

Não ficou imediatamente claro o valor do subsídio que os veículos receberão. O preço inicial do Model 3 feito na China é de 355.800 iuanes (50.550 de dólares), segundo o site da Tesla.

A China espera que as vendas de NEVs, que representam cerca de 4,6% do mercado geral em 2018, possam atingir um quarto das vendas de carros em 2025.

entry Dec 6 2019, 09:41 PM
Contratações disparam nos EUA, mas Fed deve seguir na espera

* por Alister Bull | Bloomberg
com a colaboração de Steve Matthews e Matthew Boesler

(Bloomberg) -- Os dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos em novembro provocaram um salto dos rendimentos dos Treasuries, mas não eliminaram as apostas de que o Federal Reserve vai manter os taxas de juros inalteradas pelo menos até o primeiro trimestre de 2020. E isso faz sentido.

Embora o forte ritmo de contratações em novembro tenha surpreendido, com a geração de 266 mil empregos, a inflação permanece baixa e o presidente do Fed, Jerome Powell, descartou o aumento dos juros, a menos que a alta dos preços se acelere de forma sustentada.

"Precisaríamos ver uma aceleração realmente significativa da inflação persistente antes de considerarmos o aumento das taxas" para abordar questões inflacionárias, disse Powell a repórteres em 30 de outubro. A declaração seguiu o terceiro corte consecutivo dos juros e sinalizou claramente que a política monetária estava em modo de espera, a menos que houvesse uma grande mudança de cenário.

Os investidores compartilham essa visão. Os contratos futuros de juros sinalizam probabilidade quase zero de um aumento na reunião do Fed de 10 e 11 de dezembro, com a manutenção da política monetária até junho, embora as chances de outro corte estivessem acima de 50% em setembro. A pesquisa da Bloomberg com economistas, conduzida entre 2 e 4 de dezembro, sinalizou manutenção até 2021.

Os preços medidos pelo índice de inflação usado como referência pelo Fed, que exclui alimentos e energia, aumentaram 1,6% nos 12 meses até outubro e ficaram abaixo da meta de 2% do Fed na maioria dos últimos sete anos.

Dito isso, há sinais no relatório do mercado de trabalho de que a mão de obra escassa está alimentando a alta dos salários, embora essa pressão ainda não tenha provocado a aceleração da inflação.

"Isso, com certeza, apoia a pausa do Fed. O mercado está dizendo que a pausa do Fed se justifica", disse Subadra Rajappa, diretora de estratégia de juros dos EUA do Société Générale, em entrevista à Bloomberg Television.

entry Dec 5 2019, 09:15 PM
Neoenergia fecha financiamento de R$ 1,2 bi para 15 parques eólicos no NE

* por Joana Cunha | Madri

A espanhola de energia Iberdrola anunciou nesta quinta-feira (5), na Cop-25, em Madri, um financiamento de cerca de R$ 1,2 bilhão com o BEI (Banco Europeu de Investimento) para a construção de 15 parques eólicos de sua controlada brasileira Neoenergia no Nordeste nos próximos cinco anos.

As instalações, localizadas na Paraíba, na Bahia e no Piauí, já começaram a ser construídas ou estão em fase de licença. O financiamento de R$ 1,2 bilhão faz parte de um investimento total de R$ 4,7 bilhões.

O plano de investimento da empresa no país entre 2019 e 2023 abrange R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, sendo 60% em distribuição de energia, 20% em transmissão e 20% em eólicas.

Segundo Emma Navarro, responsável por projetos climáticos no BEI, o financiamento de investimentos ligados às mudanças do clima são uma aposta da instituição e 65% de sua atividade na região da América Latina se destina ao assunto.

Outro financiamento com o BEI, também anunciado nesta quinta pela Iberdrola, vai destinar mais 440 milhões de euros a redes de distribuição da companhia na Espanha.

Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, disse também nesta quinta que se encontrou com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na esteira da Cop-25, para apresentar a ele os planos da empresa no país.

"Falamos dos planos de investimento até 2020 e quais são as coisas que eles podem fazer para nos ajudar a agilizar ainda mais o processo de construção e permissão. Foi construtivo", disse.

Segundo Galán, Salles se mostrou disposto a ajudar na aceleração dos investimentos porque o país está aumentando a demanda em níveis muito elevados, mais de 3%, e precisa de mais energia renovável.

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