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entry Sep 27 2006, 09:51 PM
Operações internacionais da Portugal Telecom ficam em risco

* por UOLOnline

Lisboa, 27 Set (Lusa) - A Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom coloca em risco os projetos da PT para os negócios internacionais, especialmente na África, mas não anula as "fortes ambições" do grupo de que, este ano, metade do resultado operacional bruto provenha destas operações.

Desde que a Sonaecom lançou a OPA sobre a Portugal Telecom (PT), em 6 de fevereiro, a estratégia de crescimento internacional da operadora de telecomunicações tem sido um dos principais argumentos nas críticas de Paulo e Belmiro de Azevedo.

A Sonaecom tem sido incisiva no que diz respeito à Vivo, joint-venture entre a PT e a espanhola Telefónica, que, apesar de ser líder no setor em que opera, tem perdido parcelas de mercado, mês após mês.

Segundo a empresa de Paulo Azevedo, a geração de caixa da PT em Portugal tem sido consumida na internacionalização (e em particular no Brasil), sem que isso tenha trazido "vantagens competitivas", uma vez que se trata, na maioria, de participações que não garantem à empresa portuguesa o domínio acionista.

A gestão da PT, por sua vez, defende as participações internacionais e tem afirmado, repetidas vezes, "a importância estratégica" destas operações, especialmente no que diz respeito ao Brasil, África e, em menores proporções, Ásia.

A PT garante que África e Brasil são os mercados internacionais onde tem maior potencial de crescimento e recorda que muitas das posições detidas em mercados africanos decorrem da atribuição de licenças pelos Estados (que freqüentemente são acionistas de referência).

Se Sonaecom admite o interesse em "procurar novas aquisições em África" no mercado móvel, já o Brasil não é visto somente como estratégico, mas também como um dos ativos a alienar, caso a OPA avance.

Mas se Paulo Azevedo já deixou bem claro a sua falta de interesse em permanecer na Vivo, Henrique Granadeiro também já disse com todas as letras que a presença na operadora móvel é estratégica, inquestionável, e não está à venda, nem mesmo à Telefónica.

No entanto, fica adiada a intenção de encontrar um parceiro estratégico para o mercado africano, que permita à PT crescer naquele mercado e eventualmente dispersar na bolsa de Johanesburgo o capital de uma empresa que agregasse todas as participações acionistas detidas pela PT naquele continente.

Participações internacionais

No total, são 24 participações internacionais, agrupadas na PT Investimentos Internacionais, que abrangem os mercados brasileiro, africano (Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Quênia e Marrocos, também em parceria com a Telefónica, cada uma com 32,18% do capital da Médi Télecom), asiático (China, região administrativa especial de Macau e Timor- Leste) e europeu (através da húngara HDH).

A PT tem ainda um acordo de controle de gestão com a Mascom Wireless, do Botswana, cuja participação acionista de 50,01% foi vendida em 2004, e ganhou o concurso (em parceria com a angolana Unitel, de que tem 25%) para a compra de 34%do capital social da Mobile Telecommunications (MTC), na Namíbia.

São poucas as empresas em que a operadora portuguesa tem posição de controle (como a são-tomense CST, com 51%, e a TV Cabo Macau, com 80%).

Segundo os dados divulgados pela PT, as operações internacionais representam quase um terço das receitas totais do grupo e cerca de 70% do total de clientes (somando aproximadamente 32 milhões).

entry Sep 26 2006, 10:04 PM
Relatório mostra que Chile é o mais competitivo da AL

* por Agência EFE

O Chile se consolida como o país mais competitivo da América Latina, região onde se destacam melhoras do México e do Peru, além de quedas da Venezuela e da Argentina, segundo o último relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM).

Nesta pesquisa sobre o Índice de Competitividade Global (ICG) para 2006-2007, o Chile ocupa a 27ª posição mundial, acima de economias mais desenvolvidas, como Espanha (28ª) e Itália (42ª).

O primeiro lugar ficou para a Suíça, e os Estados Unidos, que no ano passado lideravam a lista, caíram para a sexta posição.

O Brasil ficou em 66º lugar no ranking de competitividade 2006-2007, após ter caído da 57ª posição.

Atualmente, o Chile tem "instituições sólidas, com um nível de transparência e abertura maior do que a média da UE", e "presença em mercados eficientes e relativamente livres de distorções", disse Augusto López Claros, economista-chefe do FEM.

O economista destaca o importante papel do Estado chileno ao criar um "regime regulador confiável e estável" e um sistema de gestão macroeconômica "extremamente competente", que foi "crucial" na redução da pobreza e na sustentabilidade do crescimento.

Os responsáveis do fórum também reconhecem os esforços do governo para reduzir a dívida publica, assim como os investimentos em infra-estrutura, educação e saúde.

O relatório também destaca a melhora do México, que subiu uma posição no ranking e agora ocupa o 58º lugar, assim como a evolução positiva de outras economias, como as da Costa Rica (53ª), Peru (74ª) e Guatemala (75ª).

O documento destaca as contradições no México, país que mantém as "mesmas fragilidades institucionais" que predominam na América Latina, mas que, no entanto, obtém pontuação alta em saúde pública e educação, em eficiência do mercado de bens, em investimentos estrangeiros e em transferência de tecnologia.

O relatório atribui esta última pontuação aos estreitos laços entre o mercado mexicano e o americano no contexto do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

Segundo o FEM, a falta de instituições sólidas e confiáveis continua sendo um obstáculo significativo em muitos países latino-americanos, especialmente Bolívia (97º), Equador (90º), Guiana (111º), Honduras (93º), Nicarágua (95º) e Paraguai (106º), que tiveram as piores avaliações em matéria de abertura e transparência das instituições.

Estes países "sofrem com direitos de propriedade mal definidos, influências indevidas, operações governamentais ineficientes, assim como um ambiente empresarial instável", afirma o relatório.

"O favoritismo na tomada de decisões do governo, um Poder Judiciário que não é suficientemente independente e altas despesas de segurança associados aos altos níveis de criminalidade e corrupção impedem a comunidade empresarial de competir de forma eficiente", acrescenta.

Como em ocasiões anteriores, o relatório destaca a queda da Venezuela (88ª), que perdeu quatro posições apesar do superávit orçamentário obtido com os altos preços do petróleo.

O relatório constata que o maior obstáculo para a Venezuela é "a qualidade insuficiente das instituições, especialmente no combate à corrupção, aos abusos de poder na tomada de decisões e em reduzir a intervenção do governo".

Apesar dos supostos êxitos da revolução iniciada pelo governo de Hugo Chávez, a Venezuela tem taxas de escolarização "medíocres ou ruins", e uma taxa de mortalidade infantil de 16 em cada 1000 crianças nascidas vivas, igual à da Albânia.

Outro grande retrocesso foi registrado na Argentina, que caiu do 54º lugar para o 69º. O resultado ruim teria sido causado por uma "certa deterioração em diferentes indicadores", além do alto nível da dívida publica e da ineficácia do mercado.

O relatório relembra também a "profunda preocupação" existente na comunidade empresarial argentina com os "direitos de propriedade, a independência do Poder Judiciário, o exagero no uso de recursos públicos e a falta de equilíbrio nas relações do governo com o setor privado".

"Não existe nenhuma razão intrínseca que impeça que a Argentina continue crescendo a uma taxa anual de 6% a 8% no futuro próximo, desde que haja esforços para estabelecer um sólido marco político", disse López Claros.

entry Sep 25 2006, 11:30 PM
Bancos reduzem juros, mas cheque especial continua alto

* por UOLOnline

As taxas de juros cobradas pelos bancos recuaram em agosto, informou nesta segunda-feira o Banco Central (BC).

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos concedidos com recursos livres (para aplicação em qualquer item desejado pelo consumidor) caiu 0,4 ponto percentual e ficou em 41,8% ao ano em agosto.

O cheque especial continua como o crédito mais caro do mercado para as pessoas físicas. A taxa média dos bancos ficou em 143,6% em agosto, um leve recuo ante 144,1% em julho.

O spread bancário —a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos tomadores de empréstimo— permaneceu em 27,5%.

Para as empresas, o juro médio no mês passado foi de 27,9%, pouco abaixo dos 28,3% em julho.

A taxa de juro média nas operações de desconto de promissórias subiu para 49,3% em agosto, ante 47,8% em julho. Em contrapartida, nos financiamentos para aquisições de bens das empresas, o juro cedeu de 26% para 25,5% no mês passado.

No caso das pessoas físicas, a taxa em agosto ficou em 53,9%, também abaixo do patamar visto em julho, de 54,3%.

Para a aquisição de veículos, o juro no mês passado foi de 32,9%, pouco acima dos 32,6% em julho.

Crédito aumenta
O total de empréstimos em agosto cresceu para um volume correspondente a 32,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em agosto de 2005, esse percentual era de 29,8% do PIB, de acordo com o BC.

Conforme o levantamento do Departamento Econômico do BC, o total de empréstimos concedidos atingiu R$ 674,281 bilhões no mês passado, um aumento de 0,8% no mês.

As operações com recursos livres, que representam 68,1% do total, alcançaram 459,5 bilhões de reais em agosto, um avanço de 1,1% no mês.

A taxa de inadimplência, que considera os atrasos de mais de 90 dias, atingiu 5% em agosto, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação à julho. No segmento das empresas, essa taxa subiu para 2,5%. No caso das pessoas físicas, a inadimplência ficou em 7,6%

(Com informações da Reuters)

entry Sep 24 2006, 09:49 PM
Conselho da Inco recomenda aceitação de oferta da Vale

* por UOLOnline

24 de setembro (Reuters) - O conselho de administração da mineradora canadense Inco anunciou neste domingo que recomenda aos acionistas da empresa a oferta de compra da empresa pela brasileira Companhia Vale do Rio Doce, abrindo caminho para a formação de uma gigante mundial da mineração.

Segundo comunicado divulgado pela Inco à imprensa, a mineradora canadense de níquel apóia a oferta de compra feita pela Vale no valor de 86 dólares canadenses em dinheiro por ação.

"Estamos satisfeitos de que a oferta da Vale de 86 dólares canadenses por ação representa um valor atraente para nossos acionistas", disse o chairman e presidente-executivo da Inco, Scott Hand.

"A Vale é a terceira companhia que fez uma oferta pela Inco e essas empresas anunciaram um total de seis propostas desde o início de maio. Acreditamos que este processo gerou um resultado muito positivo para os acionistas da Inco e nós recomendamos a aceitação da oferta da Vale", acrescentou o executivo.

A decisão do conselho da Inco representa uma mudança de posição da direção da companhia, que no final de agosto tinha rejeitado a oferta da Vale e recomendado a seus acionistas a aceitação de proposta de aquisição amigável feita pela norte-americana Phelps Dodge, que em setembro abandonou a disputa. A posição de rejeição vinha se mantendo, apesar da manifestação de apoio dos acionistas à oferta da Vale.

"Temos grande respeito pela qualidade da equipe de administração deles (Vale) e pelo o que eles conseguiram realizar como companhia", disse Hand no comunicado.

A aceitação da proposta por parte do conselho da Inco acontece alguns dias antes da expiração da oferta da Vale, marcada para 28 de setembro.

Representantes da Vale, maior companhia de minério de ferro do mundo, não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto.

Na época do anúncio da oferta da mineradora brasileira, 11 de agosto, a Vale informou que a transação levaria a empresa ao segundo lugar na indústria mundial de mineração em termos de valor de mercado, superando Anglo American e Rio Tinto e ficando atrás apenas da BHP Billiton. Atualmente a Vale está na quinta posição do ranking mundial.

entry Sep 23 2006, 03:56 PM
OIC enfrenta desafio de fortalecer pequenos cafeicultores

* por Judith Mora

Londres, (EFE).- O Conselho da Organização Internacional do Café (OIC) começou sua reunião anual hoje em Londres com o desafio de negociar um novo tratado que satisfaça às reivindicações dos pequenos produtores de café, responsáveis por 70% da produção mundial.

Depois que o Conselho definiu as bases do conteúdo do novo acordo - provável substituto do atual, que expira em 2007 - na última sessão ordinária, em maio, os 74 países-membros apresentaram agora suas propostas.

"Agora entraremos totalmente no debate das propostas", disse à Efe o diretor-executivo da OIC, o colombiano Néstor Osorio.

Por enquanto, já há um consenso de que o acordo não será totalmente modificado, como os Estados Unidos pretendiam a princípio, mas "alguns pontos serão emendados", no que é possível para o que se acredita como "um grupo negociador", acrescentou.

Um dos principais pontos de discussão, proposto por vários países e pela ONG Oxfam, é que o futuro acordo do café - que rege a OIC em sua missão de velar pelos interesses do setor - represente melhor os pequenos produtores.

Entre os países que fizeram propostas, os EUA, reincorporados à OIC no ano passado após deixarem-na em 1993, mostram-se partidários de fortalecer os pequenos cafeicultores, o que marcará uma tendência no debate.

Em sua proposta, os EUA reconhecem que a organização deve promover os interesses específicos dos pequenos produtores de café, facilitar "o acesso deles à informação" e ajudá-los "em sua gestão financeira", para o que propõe a criação de um Fórum Consultivo de Financiamento do Setor Cafeeiro, formado por membros da indústria, ONGs e entidades financeiras.

Além disso, os EUA admitem que a chamada Junta Consultiva do Setor Privado (JCSP) deve ser ampliada para ser mais representativa, inclusive dando mais voz às ONGs, uma idéia que a Oxfam considera "muito interessante", disse à Efe Seth Petchers, coordenador do programa de café.

A Oxfam, com apoio de 13 organizações de pequenos produtores, principalmente latino-americanos, fez uma proposta extra-oficial na qual defende que esses cafeicultores tenham representação específica na junta do setor privado, e que lhes seja oferecida assessoria sobre o mercado e acesso a financiamento.

A ONG é partidária também da criação de um Conselho Consultivo sobre Sustentabilidade, constituído por organizações de produtores, ONGs e especialistas, que analisem medidas que garantam a evolução do setor em relação ao meio ambiente e assegurem a subsistência de todos os integrantes da cadeia.

Além dos EUA, Honduras e Camarões também abordam a questão dos pequenos produtores e da sustentabilidade diretamente em suas propostas.

Em contrapartida, a União Européia (UE), seguindo a posição que deixou entrever na reunião de maio, considera que os dois temas são bem cobertos pelo acordo atual, de 2001, e, por isso, o novo tratado não deveria incluir medidas específicas para proteger os pequenos cafeicultores, os mais afetados pela volatilidade do mercado.

entry Sep 22 2006, 10:54 PM
'Impostômetro' chega ao R$ 600 bilhões mais cedo

* por Investnews

O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) - painel eletrônico que mostra a arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais em tempo real - vai informar na segunda-feira, próximo das 21h20, que os brasileiros pagaram R$ 600 bilhões em impostos desde 1º de janeiro de 2006.

Em 2005 esse valor foi alcançado somente no dia 28 de outubro, portanto 32 dias mais tarde.

A arrecadação prevista para este ano deve superar a marca de R$ 800 bilhões, ultrapassando os R$ 731,8 bilhões de 2005.

Somente no mês de agosto deste ano a Receita Federal informou o recorde de R$ 30,611 bilhões arrecadados. A Receita Previdenciária atingiu R$ 10,897 bilhões.

O impostômetro está instalado no prédio da ACSP, na rua Boa Vista, número 51, no centro da capital paulista, e também pode ser visualizado na internet.

entry Sep 21 2006, 08:19 PM
Anac decide distribuir rotas da Varig em Congonhas

* por Invertia

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu nesta quinta-feira redistribuir 28 slots (espaços de pouso e decolagem) da Varig às companhias aéreas concorrentes no aeroporto de Congonhas.

A agência espera publicar até o início da semana que vem o edital de licitação dos vôos a serem distribuídos até o dia 16 de outubro, data em que o nome das empresas interessadas serão divulgados. No total, serão licitados 56 vôos domésticos, mas inicialmente serão apenas 28, por causa das obras no aeroporto.

A agência também não concedeu autorização de funcionamento jurídico para a Varig Log, segundo informações da rádio CBN. De acordo com a Anac, a aérea ainda não apresentou todos os documentos requeridos.

Desde que as operações da Varig foram vendidas para a Varig Log, em 20 de julho, a aérea não retomou a maior parte dos seus vôos. A empresa entregou um plano básico de linhas à Justiça do Rio, na qual corre o processo de recuperação da empresa, e à Anac. Segundo o plano, as rotas seriam retomadas em três etapas.

A Anac entendeu, contudo, que deve redistribuir às concorrentes as linhas que não serão usadas na primeira etapa, pois, caso contrário, estaria permitindo que ocorresse uma "reserva de mercado".

entry Sep 20 2006, 10:54 PM
EUA mantêm juros em 5,25%; decisão beneficia países como o Brasil

* por UOLOnline

Pelo segundo mês seguido, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) deixou inalterada a taxa de juro do país em 5,25% ao ano. A decisão, anunciada na tarde desta quarta-feira, já era aguardada pela maioria dos agentes financeiros, e beneficia países emergentes como o Brasil.

Quando a taxa de juros americana sobe, os investidores estrangeiros se sentem atraídos e levam seu dinheiro para lá. Se a taxa cai ou fica na mesma, os investimentos tendem a se dirigir aos países em desenvolvimento, que pagam uma remuneração melhor pelo dinheiro aplicado.

Em agosto, o banco central norte-americano interrompeu um ciclo de 17 aumentos consecutivos na taxa de juros, o mais longo na história do Fed, determinando que o juro primário se mantivesse em 5,25% ao ano.

Em agosto, o Fed havia demonstrado preocupação com a inflação no país, o que poderia levar a a um aumento nos juros. Mas a manutenção do percentual agora em setembro pode ter sido influenciada pelos resultados recentes.

Segundo dados divulgados nessa terça-feira, o PPI (índice de preços ao produtor, na sigla em inglês) teve queda de 0,4% em seu núcleo (que exclui preços de alimentos e energia) em agosto, com alta de apenas 0,1% no índice geral.

Ao final da sessão, o Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc) indicou em seu comunicado que continua vigilante diante dos riscos de pressões inflacionárias, e que aplicará os ajustes que achar necessários para controlar os aumentos de preços sem asfixiar o crescimento econômico.

O documento repete que a decisão sobre qualquer aperto adicional na política monetária depende da análise de novos dados sobre a atividade econômica.

Dessa forma, o Fed mantém em aberto os próximos passos da política de juros americana.

No entanto, o comunicado distribuído pelo Fomc traz dois pontos que alimentam a interpretação de que o juro básico pode se manter estável por mais tempo. A nota reitera que a "moderação no crescimento econômico parece continuar", em parte por causa do esfriamento do mercado imobiliário.

Além disso, reafirma que as pressões inflacionárias devem diminuir com o tempo -refletindo o "menor ímpeto dos preços de energia" . Esse é o novo fator mencionado pelo Fed, ao lado de outros já citados na reunião de agosto (expectativas de inflação contidas e efeitos acumulados da alta de juros sobre a demanda agregada).

Assim, o Fed desenha um cenário de atividade econômica menos aquecida e de menor pressão inflacionária, agora beneficiada pelo recente recuo dos preços do petróleo.

No mais, o comunicado ficou bem parecido com o da reunião de 8 de agosto. Novamente, o Fomc afirmou que "a extensão e o timing de qualquer aperto adicional (na política monetária) que possa ser necessário para combater os riscos "remanescentes de inflação vai depender da "evolução do panorama tanto da inflação quanto do crescimento econômico", conforme chegam novos dados de atividade.

Novamente, a decisão sobre os juros não foi unânime. Assim como na reunião de agosto, o diretor Jeffrey Lacker, presidente do Fed de Richmond, votou por elevar o juro em 0,25 ponto, mas os demais nove membros -inclusive o presidente do Fed, Ben Bernanke- optaram pela manutenção.

(Com informações de EFE, Reuters e Valor Online)

entry Sep 19 2006, 09:31 PM
Dólar encerra em alta após golpe na Tailândia

* por Reuters

Tensões geopolíticas abateram o mercado um dia antes da reunião do Federal Reserve e fizeram o dólar encerrar em alta de 0,79% nesta terça-feira, a R$ 2,164.

A sessão começou com o dólar perto da estabilidade, enquanto investidores optavam por uma posição de cautela à espera da decisão do Fed, embora a expectativa seja de manutenção do juro nos Estados Unidos, diante dos últimos dados de inflação.

Mas as notícias sobre o golpe de estado na Tailândia depois que as Forças Armadas tomaram a sede do governo em Bangcoc abateram os mercados, fazendo prevalecer a alta do dólar.

"Teve o efeito da questão da Tailândia, isso ajudou a dar uma puxada no dólar porque mexeu com as bolsas lá fora de uma maneira geral", afirmou João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer.

Nesta tarde, as bolsas norte-americanas operavam em baixa e a Bolsa de Valores de São Paulo caía quase 2%. A moeda tailandesa registrou a maior queda diária em três anos, provocando o declínio de outras divisas asiáticas.

O estrategista de câmbio do IDEAGlobal em Londres, Divyang Shah, destacou que os fatos na Tailândia podem motivar um movimento de aversão a risco dos investidores estrangeiros.

"Com o fim do mês e do trimestre no horizonte, e com muitos fundos sem um bom trimestre, os riscos são ainda mais agudos", disse.

Ainda no cenário internacional, os mercados aguardam na quarta-feira a decisão do BC norte-americano sobre o juro do país. Os dados que mostraram inflação no atacado dos EUA comportada em agosto e declínio nas construções de moradias reforçaram a visão de que o juro não deve sofrer ajuste.

"Os números foram bons para nós (emergentes)", resumiu Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.

Internamente, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista e aceitou cinco propostas, com corte a R$ 2,157.

Os investidores também ficaram atentos ao vencimento de US$ 1,287 bilhão em swap cambial reverso nesta quarta-feira. A taxa média do dólar (Ptax) desta sessão serve de base para o resgate dos contratos.

O índice Dow Jones caiu 0,12%, para 11.540 pontos, e o Standard & Poor's 500 registrou perda de 0,22%, a 1.318 pontos. O Nasdaq cedeu 0,60%, para 2.222 pontos.

entry Sep 18 2006, 10:35 PM
O reformador Koizumi a economia japonesa em pleno crescimento

* por Roland de Courson

TÓQUIO, 18 set (AFP) - O primeiro-ministro liberal japonês, Junichiro Koizumi, campeão das "reformas estruturais", deixa uma segunda economia mundial bem melhor que a de que havia herdado em 2001, mesmo que seu sucessor, Shinzo Abe, tenha também de lidar com finanças públicas em péssimo estado.

Com 64 anos, Koizumi se despede do poder depois de o Japão ter derrotado a deflação, apresentar sua taxa de desemprego mais baixa em sete anos e estar prestes a registrar sua maior fase de expansão econômica desde 1945.

Muitos economistas pensam que estes renascimento do Japão é principalmente o resultado da enorme expansão chinesa e dos esforços de reestruturação das empresas japonesas, e não dão muito crédito às reformas promovidas pelo governo.

"Koizumi não fez muita coisa. As reformas no Japão foram obra das empresas e dos patrões", afirma o economista Eisuke Sakakibara, ex-vice-ministro das Finanças.

Além disso, muitas "reformas Koizumi" (novas regras de governança de empresa, aumento do fluxo de dinheiro no setor bancário) foram, na verdade, lançadas por seu predecessor Ryutaro Hashimoto (1997-1998).

No entanto, Koizumi, às vezes comparado a Margaret Thatcher, conta com uma incontestável popularidade junto aos patrões, seduzidos por seu discurso liberal, relativamente novo no Japão, e sua luta contra a pesada burocracia japonesa.

Um combate simbolizado em 2005 pela privatização dos Correios. Após eleições antecipadas e uma dura batalha contra os caciques de seu partido e o poderoso lobby dos carteiros, Koizumi acabou conseguindo impor sua reforma.

As grandes empresas japonesas também podem agradecer a Koizumi por ter ajudado significativamente em suas exportações com diversas intervenções no mercado de câmbios para manter o iene baixo.

Isso sem provocar qualquer fúria protecionista de Washington devido ao apoio manifestado por Tóquio à guerra no Iraque e à política externa americana.

Sob a batuta de Koizumi, uma austeridade relativa e cortes amplos nas obras públicas abaixaram o déficit orçamentário japonês a 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005, contra 8,2% três anos antes.

Porém, como ele não foi capaz de aumentar as receitas do Estado reformando o generoso sistema fiscal japonês e aumentando a TVA (atualmente apenas de 5%), ele deixa para seu sucessor uma dívida pública gigantesca, equivalente a mais de 170% do PIB.

"Nossos déficits continuam enormes, e não aumentamos nenhum imposto. Não realizamos nenhum corte draconiano nos gastos. A reforma do setor público ainda tem de ser feita", critica Sakakakibara, que duvida do empenho de Shinzo Abe neste sentido.

"O problema é de saber se o contexto atual é favorável" às reformas fiscais consideradas necessárias, afirma James Barber, analista da Barclays, destacando que a política de Koizumi "é acusada de ter criado desigualdades econômicas e sociais".

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