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entry Jul 24 2006, 09:21 PM
Brasil e Argentina querem comércio bilateral em moedas locais

* fonte Reuters

Argentina e Brasil querem criar um mecanismo que permita transações comerciais bilaterais em moedas locais, o que reduziria a pressão sobre as taxas de câmbio, disse nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ele se reuniu em Buenos Aires com a ministra argentina da Economia, Felisa Miceli, e na saída disse que esse mecanismo seria o primeiro passo para a futura criação de uma moeda única.

"Definimos uma série de iniciativas comuns, entre elas a possibilidade de armar um mecanismo para que as transações comerciais se realizem em moedas locais, o que seria um preâmbulo para a moeda única", disse Mantega.

Para isso, porém, seria necessária uma maior convergência das políticas fiscal, monetária e cambial, segundo Mantega, e precisaria ser criado um banco de compensação que faça a liquidação das transações bilaterais.

"Combinamos de dar certa prioridade a esse tema. Isso limitaria as transações em dólares e reduziria a pressão sobre a taxa de câmbio", disse o ministro.

O peso argentino está estável há meses, por causa da decisão do Banco Central local de comprar dólares no mercado para frear a tendência de alta da moeda.

No Brasil, por outro lado, o real está se revalorizando há meses, sem que o governo impeça.

Na primeira ou segunda semana de agosto, funcionários de ambos os países começarão a debater as diferentes propostas para o novo sistema. O Brasil e a Argentina participam do Mercosul, junto com Uruguai, Paraguai e Venezuela.

Ao longo da última década, o bloco - que na época não contava com a Venezuela - começou a realizar um trabalho de convergência macro-econômica que depois fracassou devido às crises da Argentina e do Uruguai.

A Argentina acumulou nos cinco primeiros meses deste ano um déficit comercial de US$ 1,5 bilhão com o Brasil. Foram US$ 2,85 bilhões exportados da Argentina para o Brasil, e US$ 4,35 bilhões no sentido contrário.

entry Jul 23 2006, 08:27 PM
Crescimento de países pobres esconde desigualdades, diz ONU

* por UolOnline

GENEBRA, 20 jul (AFP) - O crescimento dos Países menos avançados (PMA), que está em seu nível mais elevado dos últimos 20 anos, deve-se antes de mais nada ao aumento dos preços das matérias-primas e está longe de beneficiar todos esses Estados, segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas para o comércio e o desenvolvimento (Cnuced) publicado nesta semana.

Em 2004, último ano das estatísticas utilizadas pela Cnuced no estudo, os 50 PMA registraram um crescimento econômico de 5,9%, e multiplicaram por cinco suas exportações na comparação com 2003, chegando a US$ 57 bilhões.

No entanto, somente quatro países exportadores de petróleo (Angola, Guiné Equatorial, Sudão e Iêmen) responderam por mais da metade da alta das exportações.

Com a Mauritânia e o Chade, dois outros países produtores de petróleo, estes quatro Estados absorveram por outro lado 70% do investimento estrangeiro nos países menos avançados, que atingiu quantia recorde de US$ 10,7 bilhões em 2004.

Estes capitais estrangeiros foram amplamente absorvidos pelo setor de extração de minérios ou petróleo, que não costuma ser gerador de um "ciclo virtuoso" de criação de emprego e de atividade econômica, lamenta a Cnuced.

Resultado: a pobreza persiste nos PMA em razão da fragilidade da produtividade do trabalho e do subemprego em geral.

Em 2000-2003, era preciso empregar cinco trabalhadores da PMA para garantir a produtividade de um trabalhador de um outro país em desenvolvimento e 94 para chegar a um de país desenvolvido.

"É preciso traduzir este crescimento em empregos e redução da pobreza", disse Supachai Panitchpakdi, o chefe da Cnuced, ao apresentar o relatório.

Somente uma generalização do crescimento permitirá a longo prazo reduzir "a multidão de emigrantes desesperados nas fronteiras da Europa ocidental e da América do Norte", segundo o relatório.

A Cnuced destaca que para desenvolver as capacidades produtivas, será preciso superar três grandes obstáculos: melhorar as infra-estruturas de transporte, de telecomunicação e de energia, reforçar as médias empresas e setor bancário e melhorar a estrutura das exportações.

O organismo da ONU revela que a duplicação da ajuda pública ao desenvolvimento (APD) destinada aos países menos avançados entre 1999 e 2004 foi aplicada essencialmente no alívio da dívida e no aumento da ajuda de emergência, além de setores sociais como saúde e educação.

Este crescimento ocorreu em detrimento do reforço das infra-estruturas e dos setores produtivos (-24% em 2002-2004).

"A distribuição da ajuda deve ser reequilibrada", segundo a Cnuced.

entry Jul 22 2006, 11:10 PM
Sadia anula proposta por Perdigão e ações caem

* por Juliana Siqueira

SÃO PAULO (Reuters) - A Sadia informou nesta sexta-feira que, "tendo em vista as reiteradas recusas manifestadas por acionistas integrantes do grupo de controle da Perdigão ", decidiu anular definitivamente a oferta de compra da rival.

As ações das duas empresas, que subiram pela manhã, operavam em queda após a notícia.

A Sadia lançou no domingo proposta de compra da Perdigão, oferecendo R$ 27,88 por ação. A oferta foi rejeitada pelos principais acionistas da concorrente e na noite de quinta-feira a líder no mercado de carnes no Brasil elevou a proposta para 29 reais por ação, oferta que foi novamente rejeitada.

Às 15h22 as ações da Perdigão despencavam 10,6%, para R$ 25,5, e as da Sadia perdiam 1,15%. Na máxima do dia os papéis da Perdigão chegaram a atingir R$ 29,55.

entry Jul 21 2006, 10:42 PM
Bovespa fecha em baixa e quase zera ganho da semana

* por Reuters

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa nesta sexta-feira, acompanhando o movimento das bolsas norte-americanas. Em Wall Street, o mercado foi abatido pelo alerta de lucro da Dell. No acumulado da semana, a bolsa paulista subiu 0,46%.

O principal indicador da Bovespa encerrou em baixa de 0,94%, a 35.510 pontos. O volume financeiro foi baixo, de R$ 1,48 bilhão, enquanto a média diária do ano é de R$ 2,46 bilhões.

O fluxo externo para a bolsa continua apontando saída. Em julho, até o dia 18 o déficit é de R$ 736,83 milhões. O mercado aguarda os dados do dia 19, quando a bolsa disparou quase 5%, para ver como os comentários do chairman do Federal Reserve, feitos na quarta-feira, influenciaram os investidores estrangeiros.

A maior queda do dia foi Perdigão, que recuou 5,43%, para R$ 27, depois que a Sadia anulou a proposta pela rival. Na máxima do dia, o papel chegou a subir 3,5% e superou os R$ 29 da oferta melhorada da Sadia.

Entre as maiores altas ficaram os papéis da Net, que subiram 0,87%. A maior operadora de TV a cabo do País fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 21,8 milhões, 5,9% acima dos R$ 20,5 milhões do mesmo período de 2005, primeiro ano em que fechou no azul.

A base de assinantes de TV por assinatura cresceu 14%, encerrando o segundo trimestre com 1,662 milhão de assinaturas. O número de assinantes de banda larga cresceu para 532,2 mil, ante 253,2 mil no mesmo período do ano passado, um aumento de 110%.

"Consideramos que o resultado foi bastante positivo. Apesar do lucro líquido ter ficado em linha com as expectativas do mercado, o crescimento de sua base de TV por assinatura e, principalmente, de banda larga, veio acima do esperado", avaliou o analista Guilherme Merins, da corretora Ativa.

O índice Dow Jones caiu 0,55% e o Nasdaq perdeu 0,93%.

entry Jul 20 2006, 08:02 PM
Novo dono da Varig suspende todos os vôos e fica apenas com a ponte aérea Rio-SP

A VarigLog, nova dona da Varig, decidiu hoje suspender todos os vôos nacionais e internacionais com exceção da ponte aérea Rio-São Paulo. A medida foi a primeira tomada após a venda da companhia aérea em leilão nesta quinta-feira no Rio de Janeiro.

Segundo a empresa, os passageiros que têm vôos nacionais e internacionais cancelados deverão ser acomodados em outras empresas, de acordo com os procedimentos do plano de contingência da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em vigor desde 21 de junho.

A empresa informa que as regras do plano de contigência permanecem as mesmas e não foram modificados após o leilão. A Anac ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Sob nova gestão, a Varig decidiu inclusive aumentar, a partir desta sexta, seus vôos na rota Rio-São Paulo, uma das mais rentáveis do país. O número de vôos diários da ponte aérea aumenta de dez para 36.

"Com isso, a Varig poderá rapidamente retomar seu crescimento e aumentar sua rentabilidade", diz a empresa, em comunicado divulgado agora à noite.

Segundo a Varig, a partir do dia 28, as demais rotas serão retomadas gradativamente. A empresa não detalhou o plano de retomar os destinos suspensos.

Leilão

Sozinha no leilão, a VarigLog comprou a Varig por US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 52,3 milhões. A empresa se comprometeu em absorver apenas 1.680 dos atuais 10.000 funcionários da empresa aérea.

A VarigLog vai ficar com a marca Varig e Rio Sul, além das rotas domésticas e internacionais. A Varig antiga fica com um avião, a linha São Paulo-Porto Seguro e com as operações da Nordeste.


Além do valor do leilão, a VarigLog terá que fazer um aporte de US$ 75 milhões na companhia aérea em 48 horas após a homologação da venda, garantir um fluxo de caixa da "velha Varig", pagar pelo uso do Centro de Treinamento de Tripulantes, entre outras coisas. A VarigLog anunciou ainda que fará investimentos na nova empresa que somam US$ 485 milhões.

O risco de sucessão de dívidas foi o principal fator a inibir a participação de outras empresas nos leilões da Varig. O novo dono deverá garantir um fluxo de caixa anual de R$ 19,6 milhões para a "velha Varig". O dinheiro será usado para pagar os credores nos próximos 20 anos.

A "nova Varig" vai receber investimentos de US$ 150 milhões em até 30 dias, a partir do leilão. A companhia terá inicialmente 1.500 funcionários. Após o leilão, a Varig deve demitir 8.000 pessoas. Apesar das demissões, os credores avaliaram em assembléia que a proposta era melhor que a falência.

O novo dono da Varig deverá assumir R$ 245 milhões em bilhetes emitidos e o passivo (milhas acumuladas) de R$ 70 milhões do Smiles. A VarigLog se comprometeu a emitir debêntures (títulos de dívida) de R$ 100 milhões, que podem ser convertidas em 10% de participação na nova empresa para funcionários e credores com garantias, como o Aerus, fundo de pensão dos empregados da empresa.

entry Jul 19 2006, 10:05 PM
Juros reais continuam muito altos, criticam economistas

* por Agência Brasil

Mesmo tendo a menor taxa básica de juros dos últimos dez anos, o brasileiro ainda vive com um juro real muito alto, na opinião de economistas do mercado financeiro. O juro real está em pouco mais de 10%, quando a média mundial é de 6% ou 7%, segundo Rubens Lopes da Silva, presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

A taxa real é o juro menos a inflação. Ou seja, ela mede quanto se paga de juros descontada a inflação. Nesta quinta-feira, o Banco Central definiu em 14,75% ao ano, a taxa básica do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Com a inflação do ano estimada em 4,5% pelo Banco Central, o juro real atualmente seria de 10,25%.

"O ideal seria acompanhar os mercados internacionais, com taxa real de 6% ou 7%", comenta o presidente da Anefac. A economista do banco ABN Amro Real, Tatiana Pinheiro, lembra que já houve momentos em que o juro real foi menor. Segundo ela, no início de 2004, a taxa real chegou a atingir 8,9%. "O resultado foi que em setembro daquele ano, o Copom teve que interromper a trajetória de redução, diante da ameaça de inflação", recorda. "Ainda temos uma taxa real elevada, não está entre as máximas, mas ainda é muito elevada", diz ela.

Como a economia brasileira vive um período de inflação sob controle, com o mês de junho registrando até uma deflação de 0,21%, a taxa real não consegue acompanhar a redução da Selic. Embora concordem que o ideal é uma taxa real abaixo dos 10%, os analistas de mercado acham prudente não promover uma redução brusca da Selic.

entry Jul 18 2006, 08:36 PM
Justiça anula votos da GE; Varig será leiloada na quinta-feira

* por Invertia

A Justiça do Rio declarou nulos os votos contrários de cerca de 20 empresas de leasing ligadas à multinacional norte-americana General Eletric na assembléia de credores da Varig e convocou o novo leilão da companhia aérea para esta quinta-feira.

As companhias votaram contra o novo plano de recuperação da Varig que foi adaptado à proposta de compra feita pela Varig Log no evento realizado na segunda-feira na sede da empresa, no aeroporto Santos Dumont, centro do Rio.

"Quando as empresas do grupo GE votaram, já haviam cedido seus créditos, portanto não eram mais credoras da Varig", declarou o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, em nota divulgada pela assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

O pedido de impugnação dos votos da GE foi feito pela Varig e pelos sindicatos nacional dos aeronautas, o dos aeroviários de Guarulhos, o de Porto Alegre e o de Pernambuco, além da Varig Log.

Segundo a nota da Justiça, as entidades alegaram fortes indícios de prática de irregularidade por parte da GE que participou da assembléia apesar de ter vendido seus créditos - e tranferido o direito de voto - ao fundo de investimentos JP Morgan. A GE, no entanto, nega ter participado do leilão.

O promotor do Ministério Público Estadual (MPE) envolvido no caso, Gustavo Lunz, disse que vai apurar a informação. O juiz Ayoub, no entanto, se isentou de uma posição sobre o caso. "A nós não cabe a priori dizer se há ou não a fraude ou se houve algum ilícito praticado", afirmou.

Os credores que votaram, porém, podem recorrer da decisão nas próximas horas, disse Ayoub. Segundo ele, mesmo com a realização do leilão, há margem judicial para que o arremate seja contestado. O novo leilão da Varig foi marcado para as 10h desta quinta-feira.

Nesta quarta, outros investidores interessados em arrematar a companhia devem realizar um depósito de US$ 24 milhões para garantir a participação no leilão. A quantia é referente aos US$ 20 milhões já disponibilizados pela Varig Log à empresa, acrescido de 20% de multa. Desse montante R$ 14 milhões já foram injetados na aérea desde o dia 26 de junho.

O dinheiro é usado para manter as operações da companhia, quitando antecipadamente despesas com a Infraero e a BR Distribuidora. O valor foi usado também para pagar parte dos salários atrasados de funcionários e dívidas com empresas concorrentes geradas pelo transporte de passageiros de vôos cancelados.

O primeiro leilão da Varig foi realizado no dia 8 de junho e cancelado no dia 23 do mesmo mês por falta de fundos do arrematante, o consórcio NV Participações, liderado pela entidade Trabalhadores do Grupo Varig (TGV).

entry Jul 17 2006, 10:51 PM
G8 critica testes da Coréia do Norte e aprova plano da Rússia

* por Louis Charbonneau

SÃO PETERSBURGO (Reuters) - O Grupo dos Oito (G8) nações mais industrializadas condenou o teste com mísseis realizado recentemente pela Coréia do Norte e deu apoio a um plano da Rússia para criar centros de fabricação de combustível atômico a fim de dissuadir países do mundo todo a desenvolverem essa tecnologia.

As palavras mais duras do "Comunicado sobre a Não-Proliferação", divulgado pelos países do grupo (EUA, Grã-Bretanha, Rússia, Japão, Itália, Alemanha, França e Canadá), foram reservadas à Coréia do Norte.

"Condenamos o lançamento dos mísseis balísticos ocorrido no dia 5 de julho e manifestamos nossa preocupação porque esse lançamento ameaça a paz, a estabilidade e a segurança da região e do resto do mundo", afirmou o G8 no comunicado, divulgado na cúpula de São Petersburgo, na Rússia.

"O lançamento desses mísseis aprofunda nossa preocupação com os programas de armas nucleares (da Coréia do Norte)."

O grupo também recebeu com satisfação a resolução aprovada no fim de semana pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que impõe sanções sobre o setor bélico norte-coreano.

Com palavras de certa forma mais amenas, o G8 também manifestou "séria preocupação" sobre o Irã, que rechaçou os apelos de potências ocidentais para interromper seu programa de enriquecimento de urânio.

O urânio enriquecido pode ser usado em usinas atômicas ou para a fabricação de armas nucleares.

O governo iraniano afirma que seu programa visa exclusivamente à produção de energia. Mas os EUA e seus aliados acusam o país islâmico de tentar desenvolver armas atômicas.

O G8 endossou uma decisão tomada na semana passada por seis potências mundiais -- Grã-Bretanha, China, Alemanha, França, Rússia e EUA -- para relatar novamente o caso do Irã ao Conselho de Segurança.

Centros de Material Nuclear

O grupo afirmou concordar que todos os países têm o direito de desenvolver um programa nuclear pacífico, mas disse que nenhum país deveria adotar programas de enriquecimento de material nuclear e de reprocessamento de combustíveis atômicos.

O G8 deu forte apoio ao plano de Moscou de criar centros de combustíveis nucleares na Rússia, sob a supervisão da ONU, a fim de que países como o Irã tenham acesso garantido a esse material, sem a necessidade de manter programas de enriquecimento de substâncias atômicas.

A entidade também concordou com a proposta norte-americana de criar um banco internacional de combustíveis nucleares, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Essa declaração complementa, de forma bastante positiva, o acordo sobre devolver a questão iraniana ao Conselho de Segurança", afirmou Mark Fitzpatrick, ex-integrante do Departamento de Estado dos EUA e atual membro do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com base em Londres.

"A ênfase nos serviços para o combustível (nuclear) é um caminho natural para a Rússia aumentar sua contribuição para as metas de não-proliferação".

O comunicado do G8 repetiu uma demanda feita em cúpulas anteriores para que os países carentes de programas de enriquecimento de material nuclear não ingressem no clube limitado de países que os possuem.

Diplomatas disseram que o assunto não deve ser incluído no comunicado da reunião do G8 de 2007.

"O Canadá, em particular, não gosta disso e deseja que a matéria seja excluída no próximo ano", afirmou um diplomata do G8. Esse diplomata acrescentou que o Canadá, maior fornecedor de urânio bruto do mundo, pretende começar a enriquecer o material em um futuro próximo.

O G8 aprovou tacitamente o acordo firmado pelos EUA e a Índia no setor nuclear, acordo esse que ainda tem de ser sancionado pelo Congresso norte-americano.

"Estamos ansiosos para reforçar nossa parceria com a Índia, dado os comprometimentos feitos pela Índia", disse o G8, acrescentando que uma futura cooperação com o país no setor nuclear será possível se os indianos adotarem medidas para evitar a proliferação.

Segundo Fitzpatrick, não era isso que os EUA queriam. "Mas a sinalização sobre a cooperação nuclear foi satisfatória".

O acordo dará à Índia, uma potência nuclear, acesso à tecnologia atômica civil dos norte-americanos.

entry Jul 16 2006, 10:27 PM
Sadia faz oferta para comprar a concorrente Perdigão

* por FolhaOnline

A indústria de alimentos Sadia decidiu comprar o controle da concorrente Perdigão. O negócio pode chegar a R$ 3,7 bilhões e deve criar uma das maiores empresas do setor alimentício do país.

Trata-se da maior fusão no setor corporativo brasileiro desde que a então Brahma comprou a concorrente Antarctica para criar a AmBev, em julho de 1999.

O negócio depende de aprovação dos acionistas da Perdigão e deve ser submetido aos órgãos nacionais de defesa da concorrência.

A Sadia confirmou neste domingo uma oferta pública voluntária para compra das ações da concorrente. Segundo a Sadia, o "objetivo é criar uma parceria histórica entre as duas tradicionais companhias brasileiras, para competir em igualdade de condições com concorrentes internacionais em setor considerado estratégico para o país".

"Com a concretização da operação, Sadia e Perdigão reunirão forças para enfrentar a possível desnacionalização de um setor no qual o Brasil possui importantes vantagens competitivas", informou a empresa.

A Sadia deverá oferecer R$ 27,88 por cada ação da Perdigão. Entretanto, a oferta, que vai até 24 de outubro deste ano, só será válida caso a Sadia consiga adquirir, no mínimo, 50% mais uma ação da Perdigão.

Após a oferta pública, a Sadia pretende submeter à avaliação dos acionistas das duas companhias uma proposta de reestruturação societária, que prevê a incorporação da totalidade das ações da Perdigão.

Com a união das duas empresas, as receitas líquidas deverão ser superiores a R$ 12 bilhões, dos quais 50% provenientes de exportações. A nova corporação, segundo a Sadia, reunirá cerca de 81 mil empregados, além de 16 mil produtores rurais integrados, ocupará um posto entre as maiores exportadoras mundiais de proteína animal e será a quarta maior exportadora brasileira.

"Esta união também vai assegurar capacidade de crescimento acelerado com solidez financeira, possibilitando, assim, maior geração de emprego e de riqueza para o país."

entry Jul 15 2006, 09:55 PM
Alta do petróleo faz Bovespa fechar em baixa

* por Reuters

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou praticamente estável nesta sexta-feira, com o ganho das ações da Petrobras contrabalançando a reação negativa do mercado mundial ao aumento do preço do petróleo. O Ibovespa recuou 0,01%, para 35.349 pontos. O volume financeiro foi baixo e ficou em R$ 1,595 bilhão.

Petrobras subiu 1,47%, influenciada pelo preço do petróleo, por expectativas de reajuste do preço da gasolina e pela proximidade do exercício de opções, que ocorre na segunda-feira.

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