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entry Jan 29 2019, 08:27 PM
FedEx ajuda varejistas a superarem Amazon em tempo de entrega

* por Thomas Black | Bloomberg

(Bloomberg) -- A FedEx, que quer olhar além da Amazon em busca de crescimento no comércio eletrônico, está lançando uma nova opção de entrega noturna para as empresas de varejo que desejam enviar encomendas de forma rápida e direta aos clientes on-line.

O programa oferecerá aos vendedores a opção de entregar itens no dia seguinte quando comprados pela internet até meia-noite, disse Brie Carere, diretora de marketing da FedEx. Menos de 1,3 por cento da receita total da empresa de correio vem da Amazon, disse -- uma fatia que nunca havia sido divulgada. A empresa não acredita que a parcela aumentará porque vê perspectivas melhores ajudando os clientes a competir com a gigante do varejo eletrônico.

"Não dependemos da Amazon para crescer", disse Carere. "Estamos muito otimistas e muito, muito confiantes no crescimento do mercado fora da Amazon." A executiva observou que o FedEx prevê US$ 550 bilhões em vendas potenciais nos mercados globais que está mirando.

As empresas de entregas de pacotes enfrentam uma ameaça crescente da Amazon -- que é também uma de suas maiores clientes -- porque a gigante on-line começou a expandir sua própria capacidade de entrega alugando aeronaves e contratando prestadores de serviços independentes para estabelecer uma rede de entregas por terra. As receitas on-line representam atualmente cerca de 15 por cento do varejo dos EUA e estão crescendo a um ritmo três vezes maior que o do comércio físico tradicional.

Concorrência com a Amazon
A FedEx vê potencial de lucro na pressão competitiva que as lojas on-line enfrentam para acompanhar o esforço da Amazon de reduzir os prazos de entrega das compras. Cerca de metade das compras feitas pela internet ocorrem depois das 16 horas, disse Carere. O novo serviço de horário estendido da FedEx procura ajudar empresas de varejo como AutoZone e Best Buy a atender essas demandas.

Segundo o programa, os motoristas da FedEx Express pegarão os pacotes até 2 horas da manhã nas lojas de varejo e os levarão aos centros de triagem. As entregas poderão acontecer já no dia seguinte no mercado local e em até dois dias no caso de outros destinos nos EUA.

A FedEx começou a testar a ideia em Los Angeles e Dallas no fim de 2017 e desde então lançou-a em 100 mercados. O serviço não exigiu investimentos adicionais, nem a criação de novas rotas, disse Carere.

"Vimos realmente uma mudança no mercado, na qual as empresas de varejo reconheceram que a distribuição física é uma vantagem competitiva e permite realmente levar produtos mais rapidamente ao mercado", disse. "As mercadorias vão do ponto de processamento até a entrega, tudo dentro de um ciclo de 24 horas. É um tempo muito, muito competitivo."

A FedEx projeta que o mercado americano saltará de 44 milhões de pacotes por dia em 2017 para 100 milhões em 2025 e que cerca de um quarto serão entregas locais. Até o momento, as empresas de varejo do programa ofereceram entregas noturnas sem exigir assinatura nem cobrar taxa de adesão anual, disse Carere.

entry Jan 28 2019, 08:49 PM
Caterpillar e Nvidia soam alarme sobre demanda da economia da China

* por Sweta Singh | Reuters

BANGALORE/NOVA YORK (Reuters) - Alertas da Caterpillar e da Nvidia emitidos nesta segunda-feira sobre enfraquecimento da demanda da China sinalizaram preocupações aos investidores de companhias norte-americanas que dependem da segunda maior economia do mundo.

As ações da Caterpillar Inc e da Nvidia tinham baixa de 10 e 15 por cento, respectivamente, depois que as duas companhias aderiram a um crescente número de empresas que estão emitindo alertas sobre os efeitos da desaceleração da economia do país mais populoso do mundo.

A Apple , uma série de fabricantes de chips e a FedEx já manifestaram temores sobre uma desaceleração global, particularmente no setor de tecnologia que depende fortemente da China.

"As previsões negativas de Caterpillar e Nvidia realmente apontam para essas áreas de preocupação com comércio, atividade econômica global e potencial impacto da valorização do dólar", disse Eric Wiegand, gestor sênior de portfólio no U.S. Bank Wealth Management.

A economia na China esfriou no quarto trimestre, sob pressão de queda na demanda doméstica e tarifas comerciais dos Estados Unidos, fatores que ajudaram a levar o crescimento do país ao menor ritmo em quase três décadas.

A região da Ásia-Pacífico foi a única onde aa Caterpillar atua a registrar queda de receita, mas o resultado final da companhia, que incluiu outros fatores, ficou 40 por cento abaixo das expectativas de lucro por ação no quarto trimestre.

Já a Nvidia reduziu a estimativa de receita do último trimestre em meio bilhão de dólares, para 2,2 bilhões de dólares.

"Em uma série de áreas, de equipamento pesado a semicondutores, os negócios na China estão desacelerando", disse Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel. "A dúvida é que papel tem a controvérsia em torno das tarifas comerciais na desaceleração. Não é possível responder isso ainda. Não há maneira de prever isso."

Novas notícias negativas podem se seguir ainda nesta segunda-feira, quando a fabricante de eletrodomésticos Whirlpool . A Boeing deve divulgar seu balanço na quarta-feira, junto com uma série de grandes empresas de tecnologia.

"A China é um problema para as companhias que fazem negócios lá uma vez que a economia deles está desacelerando", disse Paul Nolte, gestor de portfólio da Kingsview Asset Management.

"De mandeira geral, estamos tentando nos liberar em grande parte de exposição à China."

entry Jan 27 2019, 08:19 PM
Baúna da Petrobras recebe ofertas de PetroRio e Karoon: Reuters

* por Chiara Vasarri | Bloomberg

(Bloomberg) -- A PetroRio e a Karoon Energy, da Austrália, estão entre as candidatas a um campo de Baúna da Petrobras, localizado em águas rasas da Bacia de Santos, diz a Reuters, citando duas fontes não identificadas.

Fontes não divulgaram valor potencial: Reuters

PetroRio já havia feito uma oferta de cerca de US$ 500 milhões para a Bauna em 2016, que acabou não sendo bem sucedida; a Karoon também já tentou comprar o ativo, em processo anulado após uma liminar judicial, diz a Reuters.

A Karoon e a Petrobras não comentaram; PetroRio não respondeu a um pedido de comentário, segundo a Reuters

entry Jan 26 2019, 08:14 PM
Reino Unido: Protestos lembram riscos do Brexit para a paz na Irlanda do Norte


* por Associated Press | Londres

Centenas de pessoas se reuniram perto da fronteira com a Irlanda para destacar os riscos que o Brexit representa para a paz na Irlanda do Norte.

Os manifestantes se reuniram perto de Newry, na Irlanda do Norte, neste sábado, para rejeitar a possibilidade de uma fronteira "dura" com controles de identificação e controles alfandegários entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda após o Brexit.

Alguns criaram um posto de fronteira falso onde os atores vestidos de soldados e funcionários da alfândega mostravam como essa fronteira protegida poderia se parecer.

Há uma preocupação em ambos os lados de que uma fronteira vigiada poderia colocar em risco uma coexistência duramente conquistada desde que um acordo de 1998 terminou com décadas de confrontos.

Os governos britânico e irlandês não pretendem instalar um controle mais rígido na fronteira, mas a União Europeia disse que isso é inevitável se o Reino Unido deixar a UE sem um acordo.

entry Jan 25 2019, 08:15 PM
FMI destaca que inflação na Argentina está em queda desde outubro

* por EFE

Washington, 25 jan (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou nesta sexta-feira que "a inflação e as expectativas de inflação estão em tendência descendente desde outubro" na Argentina, o que caso se prolongue permitiria uma "redução gradual" da taxa de juros e uma recuperação econômica na segunda metade do ano.

"Isto permitiria uma redução gradual da taxa de juros que, combinada com um aumento do salário real e das exportações, geraria uma recuperação da atividade econômica a partir do segundo trimestre de 2019", disse Alejandro Werner, diretor do FMI para a América Latina ao apresentar a atualização das perspectivas para a região.

A Argentina registrou em 2018 uma inflação de 47,6% ao ano, o número mais alto desde 1991, impulsionada pela forte desvalorização que o país viveu no ano passado, e espera-se que se reduza a 28,7% no final de 2019. As estimativas do FMI apontam que a Argentina fechou 2018 com uma contração de 2,8% e a expectativa é de que em 2019 seja de 1,7%, para voltar ao crescimento positivo de 2,7% em 2020.

Embora Werner tenha elogiado o plano de estabilização adotado pelo governo argentino liderado pelo presidente Mauricio Macri no marco do programa de resgate da instituição financeira, ele advertiu que "as eleições gerais que acontecerão em 2019 poderiam reduzir o apetite de reforma".

O plano de assistência financeira do FMI, estipulado no ano passado, totaliza US$ 56,3 bilhões por um prazo de 36 meses.

entry Jan 24 2019, 07:29 PM
Ford diz que Brexit sem acordo custará à empresa US$800 mi este ano

* por Kate Holton e Paul Sandle | Reuters

LONDRES (Reuters) - A Ford enfrenta uma conta de 800 milhões de dólares se a Inglaterra deixar a União Europeia sem um acordo, afirmou a rede de televisão Sky News citando cálculos da montadora de veículos norte-americana.

A conta inclui tarifas da Organização Mundial de Comércio (OMC) e impacto da desvalorização da libra.

Montadoras de veículos e outras indústrias, incluindo a Airbus, alertaram que um Brexit sem acordo poderá criar, além de tarifas mais altas, interrupção de correntes de fornecedores e desemprego.

A Inglaterra vai deixar a UE em 64 dias e a premiê britânica, Theresa May, não conseguiu apoio para sua proposta de acordo e companhias estão cada vez mais preocupadas sobre uma saída desorganizada do país do bloco.

A Ford tem duas fábricas de motores na Inglaterra, seu terceiro maior mercado, e o país recebe um a cada três carros produzidos pela fábrica da companhia em Colônia, na Alemanha.

entry Jan 23 2019, 07:42 PM
Amazon amplia operação própria e bate de frente com gigantes do varejo no País

* por Dayanne Sousa | Estado de São Paulo

Fraldas, ferramentas, produtos de limpeza, de beleza e aparelhos para a casa se espalham pelos 40 mil m² do primeiro centro de distribuição da Amazon no Brasil. O espaço, equivalente a seis campos de futebol, é o símbolo de um aguardado movimento da gigante global de e-commerce no País. Passados mais de seis anos de sua chegada ao Brasil, a Amazon finalmente começa nesta terça, 22, a trabalhar com estoque próprio de 120 mil produtos e a vender diretamente ao consumidor final.

Desde 2017, a gigante americana só vendia esses itens por market place, ou seja, de forma terceirizada, mas a única operação própria era de livros. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o presidente da varejista no País, Alex Szapiro, diz que o centro de distribuição próprio é uma "evolução" da operação brasileira da companhia.

A notícia sobre o movimento da Amazon rumo a uma operação própria afetou os papéis das principais varejistas online do País. As ações da B2W (dona de Submarino e Americanas.com) tiveram queda de 3,26%, para R$ 44,40, enquanto Magazine Luiza recuaram 4,13%, para R$ 167. "Uma plataforma como essa é uma concorrência direta. É um alerta, acende uma luz vermelha", diz Louise Barsi, analista da Elite Corretora.

O BTG Pactual, em relatório, relativizou a questão: "Apesar do sucesso da Amazon em mercados como Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos e da forte posição da empresa na Índia e no Japão, esperamos que no Brasil a companhia continue enfrentando competição por parte de empresas bem estabelecidas." Segundo Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Fecomércio-SP, o movimento da Amazon aproxima a operação brasileira do padrão internacional em quantidade de itens ofertados e prazos de entrega. Para ele, é uma evolução "ainda tímida, mas consciente".

A Amazon não revela valores investidos no centro de distribuição de Cajamar, região metropolitana de São Paulo. O espaço alugado pertence à operadora de galpões Prologis. O processo de empacotamento é majoritariamente manual, com auxílio de máquinas. Segundo a Amazon, há etapas do processo que são mais eficazes quando feitas por seres humanos.

Apesar de, por enquanto, não trabalhar com alimentos, a Amazon vai entrar em produtos vendidos em supermercados, como itens de limpeza. Essa estratégia é adotada também pelo Magazine Luiza desde 2017. Segundo especialistas, esses produtos garantem fidelidade e alta frequência de compra. Nos EUA, o avanço da Amazon nessa área motivou a aquisição dos supermercados Whole Foods.

Por aqui, a Amazon mantém sigilo dos planos. "Mais que concorrer com A ou B, queremos ter certeza que, desde a hora em que o cliente acorda até a hora em que ele vai dormir, tenhamos disponíveis os produtos do seu consumo", diz Szapiro.

Frete. A proposta da Amazon é oferecer frete grátis para compras acima de R$ 149, no caso de entregas padrão, de até uma semana. Para capitais do Sul e do Sudeste, existe a entrega rápida em até um dia, que é cobrada. Simulação feita pela reportagem para a capital paulista mostrou uma taxa de R$ 10,90.

O centro de distribuição da Amazon vai atender apenas os produtos da empresa. Por enquanto, a gigante não vai prestar serviços de armazenamento e entrega a seus vendedores de market place, o chamado Fulfillment by Amazon. Segundo Guasti, esse seria um passo natural para a empresa no Brasil. Questionado, Szapiro não quis comentar o assunto.

entry Jan 22 2019, 08:35 PM
Alemanha quase alcança Coreia do Sul em ranking de inovação

* por Michelle Jamrisko, Lee Miller e Wei Lu | Bloomberg

(Bloomberg) -- A Coreia do Sul conservou sua coroa global no Bloomberg Innovation Index 2019, embora as melhorias feitas pela Alemanha em pesquisa e educação tenham levado a maior economia da Europa a quase empatar no ranking anual.

Os EUA subiram para o oitavo lugar, um ano depois de falhas na educação terem tirado o país do top 10 pela primeira vez.

O ranking anual Bloomberg Innovation Index, em seu sétimo ano, analisa dezenas de critérios usando sete indicadores, como investimentos em pesquisa e desenvolvimento, capacidade de fabricação e concentração de empresas de capital fechado com tecnologia de ponta.

O ranking chega enquanto as elites globais se reúnem no Fórum Econômico Mundial, que ocorre nesta semana em Davos, na Suíça, onde discutirão o futuro da globalização, o papel do Estado e como a inovação impulsiona os países.

No índice da Bloomberg, a Alemanha quase empatou com a seis vezes campeã Coreia do Sul em força do valor agregado da manufatura e intensidade de pesquisa, principalmente devido a gigantes industriais como Volkswagen, Robert Bosch e Daimler. Embora a Coreia do Sul tenha ampliado sua série de vitórias, sua vantagem se reduziu em parte por causa de pontuações mais baixas na atividade de patentes.

Suécia e China
A Suécia, que ficou em segundo em 2018, caiu para o sétimo lugar. A atividade de patentes impulsionou as pontuações da China e de Israel, que foi um grande vencedor, pulando cinco posições e chegando ao quinto lugar do ranking geral. O país do Oriente Médio superou Cingapura, Suécia e Japão no processo.

O poder de permanência da Coreia do Sul na 1ª posição deve receber um impulso de novos investimentos em tecnologias estratégicas e um programa de regulamentação que encoraje startups, de acordo com Khoon Goh, chefe de pesquisa do Australia & New Zealand Banking Group em Cingapura. Ele considera que o desafio, no entanto, é levar a inovação além dos "grandes chaebols altamente concentrados", os conglomerados familiares.

"A inovação está se tornando cada vez mais importante para impulsionar o desempenho econômico, particularmente nas economias asiáticas de renda mais alta, onde não há mais um dividendo demográfico e a fabricação de maior valor agregado está sendo transferida para países de menor custo na região", disse Goh.

Ascensão vacilante
A ascensão da Alemanha no ranking da Bloomberg também parece vacilante, já que o maior exportador da Europa enfrenta a escassez de trabalhadores qualificados e mudanças nas políticas de imigração, segundo Juergen Michels, economista-chefe do Bayerische Landesbank. O país deve aprimorar sua estratégia em setores de alta tecnologia, inclusive em indústrias como diesel, comunicações digitais e inteligência artificial, acrescentou ele.

O Reino Unido caiu uma posição e ficou em 18º lugar, perdendo para a China pela primeira vez. A pontuação da China reflete uma dicotomia na segunda maior economia do mundo: ficou em segundo lugar na atividade de patentes com a força de pesquisa e desenvolvimento da Huawei Technologies e da BOE Technology Group, mas ainda continua atrás da maioria dos expoentes inovadores na produtividade geral.

O processo de classificação de 2019 começou com mais de 200 economias. Cada uma foi pontuada em uma escala de 0 a 100 com base em sete categorias igualmente ponderadas. Os países que não informaram dados sobre pelo menos seis categorias foram eliminados, o que reduziu a lista total para 95. A Bloomberg publica as 60 economias mais bem pontuadas.

entry Jan 21 2019, 07:40 PM
Vendas consolidadas do Carrefour Brasil no 4º tri somam R$15,8 bi

* por Aluísio Alves | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo varejista Carrefour Brasil informou nesta segunda-feira que suas vendas consolidadas no quarto trimestre somaram 15,8 bilhões de reais.

Segundo a companhia, o desempenho correspondeu a um crescimento de 10,2 por cento, primeira expansão de dois dígitos desde o último trimestre de 2016.

Já as vendas brutas consolidadas do grupo, incluindo gasolina, atingiram 56,3 bilhões de reais, um avanço de 7,6 por cento sobre o ano anterior.

Pelo critério de mesmas lojas, as vendas de outubro a dezembro do grupo cresceram 5,8 por cento (incluindo gasolina), maior nível desde o primeiro trimestre de 2017.

entry Jan 20 2019, 08:20 PM
Com estímulos à vista, China deve ter crescimento mais fraco em 28 anos

* por Kevin Yao | Reuters

PEQUIM (Reuters) - A China deve anunciar na segunda-feira que seu crescimento econômico em 2018 foi o mais fraco em 28 anos, em meio à menor demanda doméstica e às tarifas norte-americanas, aumentando a pressão para que Pequim implemente mais medidas de apoio a fim de evitar uma desaceleração mais acentuada.

Sinais crescentes de fraqueza na China --que gerou quase um terço do crescimento global na última década-- alimentam preocupações sobre os riscos para a economia mundial e pesam sobre os lucros de empresas que vão desde a Apple a grandes montadoras.

Parlamentares chineses prometeram mais apoio neste ano à economia para reduzir o risco de perdas maciças de empregos, mas descartaram uma "inundação" de estímulos como a que Pequim desencadeou no passado, que estimulou rapidamente as taxas de crescimento e, consequentemente, uma montanha de dívidas.

Analistas consultados pela Reuters esperam um crescimento da segunda maior economia do mundo de 6,4 por cento no trimestre de outubro a dezembro em relação a igual período do ano anterior, desacelerando em relação aos 6,5 por cento observados no trimestre imediatamente anterior e o menor desde o começo de 2009, durante a crise financeira global.

Isso pode puxar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 para 6,6 por cento, o menor desde 1990 e abaixo dos 6,8 por cento revisados de 2017.

Com medidas de estímulo que devem levar algum tempo para entrarem em cena, a maioria dos analistas acredita que as condições na China devem piorar antes de melhorar, além de observar uma nova desaceleração para 6,3 por cento neste ano. Alguns analistas acreditam que os níveis reais de crescimento já são muito mais fracos do que sugerem os dados oficiais.

Mesmo que a China e os Estados Unidos concordem com um acordo comercial nas negociações atuais, o que é uma tarefa difícil, analistas afirmam que não seria suficiente para a pulverizada economia chinesa, a menos que Pequim consiga estimular os investimentos e a demanda dos consumidores.

Chen Xingdong, economista-chefe do BNP Paribas na China, disse que os investidores não devem esperar que a última rodada de estímulo produza resultados semelhantes aos da crise global de 2008 e 2009, quando o enorme pacote de gastos de Pequim impulsionou rapidamente o crescimento.

"O que a China pode realmente fazer neste ano é evitar a deflação, impedir uma recessão e um duro pouso na economia", disse Chen.

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