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entry Ontem, 09:49 PM
Japanificação da Europa já chegou e escapar não é fácil, diz ING

* por Catherine Bosley | Bloomberg

(Bloomberg) -- O crescimento anêmico e inflação da zona do euro sinalizam que a região provavelmente já enfrenta a chamada japanificação e escapar desse processo pode ser difícil se o histórico da nação asiática servir de guia, segundo o banco ING.

A situação da Europa sempre foi motivo de comparações com o Japão nos anos 90. Em um relatório divulgado na segunda-feira, o ING lista semelhanças, como o aumento da dívida pública, acúmulo de empréstimos bancários de risco, uma população que envelhece e enormes estímulos de política monetária.

Embora a resposta política do Japão à crise tenha sido lenta, o país também foi vítima de períodos desfavoráveis, de acordo com o ING. Várias oportunidades de recuperação foram perdidas devido à crise financeira asiática de 1997-98 e ao estouro da bolha da Internet, que foi seguido pela crise financeira global.

Esse também pode ser o destino da zona do euro, que no ano passado parecia estar prestes a suspender as medidas de estímulo, mas que agora volta a ser empurrada para outra direção. Com o impacto das tensões do comércio global sobre o confiança e expectativas de inflação perto de um recorde de baixa, o Banco Central Europeu enfrenta o dilema de cortar os juros ou reiniciar a flexibilização quantitativa.

"Sem uma recuperação forte, é difícil escapar do baixo crescimento, baixa inflação e, posteriormente, de um ambiente de juros baixos", disseram Carsten Brzeski e Inga Fechner, economistas do ING. "Uma retomada econômica pode acabar rapidamente, e a política monetária pode não ter munição suficiente na manga, com as taxas de juros se mantendo abaixo de zero nos próximos anos."

Os paralelos significam que a Europa poderia ter um banco central com o balanço inflado nos próximos anos, além da necessidade de um grande pacote fiscal. Há também a perspectiva de os governos precisarem aumentar as idades de aposentadoria para impedir que a força de trabalho encolha.

"Para a zona do euro, a lição mais importante provavelmente não é tanto a causa da japanificação, mas as tentativas desesperadas de sair dela", disse o ING. "Não haverá muito espaço para aumentos dos juros nos próximos anos."

entry Jun 23 2019, 08:23 PM
Carrefour vende controle de suas atividades na China para Suning.com

* por Dow Jones Newswires | Nova York

O Carrefour Group anunciou neste domingo a assinatura de um acordo para vender uma participação acionária de 80% no Carrefour China ao grupo chinês Suning.com por 620 milhões de euros. A transação, que será paga em dinheiro, avalia o Carrefour China em um valor de empresa de 1,4 bilhão de euros. O Carrefour manterá uma participação de 20% no negócio e dois dos sete assentos no Conselho de Supervisão da empresa.

O fechamento da transação está sujeito à aprovação pelas autoridades de concorrência chinesas e está previsto para o fim de 2019.

O Carrefour China opera uma rede de 210 hipermercados e 24 lojas de conveniência. Em 2018, obteve vendas líquidas de 3,6 bilhões de euros e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 66 milhões de euros.

O Suning.com é uma das principais redes varejistas da China, com cerca de 8,9 mil lojas, localizadas em mais de 700 cidades, e administra a terceira maior plataforma de comércio eletrônico do país.

entry Jun 22 2019, 08:27 PM
França cria força-tarefa de criptomoedas após anúncio de moeda do Facebook

* por Inti Landauro | Reuters

PARIS (Reuters) - A França está criando uma força-tarefa do G7 para estudar como bancos centrais vão garantir que criptomoedas como a libra, do Facebook, serão regidas por leis que vão desde a lavagem de dinheiro até regras de proteção ao consumidor, disse o presidente do Banco Central da França nesta sexta-feira.

François Villeroy de Galhau disse que a força-tarefa terá comando de Benoit Coeure, do conselho do Banco Central Europeu.

A França, que detém a presidência rotativa do G7, disse que não se opõe ao fato de o Facebook criar um instrumento para transações financeiras. Mas se opõe veementemente a que o instrumento se torne uma moeda soberana.

“Queremos combinar estar abertos à inovação com firmeza na regulamentação. Isso é do interesse de todos”, disse Villeroy a autoridades do setor financeiro.

O conceito de criptomoeda “estável” ainda precisa ser definido, disse Villeroy. Em particular, contra o que tais instrumentos sejam estáveis e como suas taxas de câmbio precisam ser determinadas.

Villeroy também pediu uma rede de autoridades nacionais contra o a lavagem de dinheiro, coordenada pela Autoridade Bancária Europeia, para levar a cabo medidas de emergência e até mesmo substituir as autoridades nacionais, em vez de criar uma agência europeia especializada.

Vários funcionários do BCE, incluindo Coeure, argumentaram a favor da criação de uma agência desse tipo nos últimos meses.

entry Jun 21 2019, 08:12 PM
Reino Unido seria atingido por tarifas em Brexit sem acordo, diz BC inglês

* por Victor Rezende | Estado de São Paulo

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, afirmou nesta sexta-feira que o Reino Unido seria atingido automaticamente por tarifas aplicadas pela União Europeia em um cenário de saída britânica do bloco (Brexit) sem um acordo firmado entre as duas partes. "Brexit sem acordo significa Brexit sem acordo", afirmou o dirigente um dia após a decisão de política monetária do BoE, que manteve o juro básico inalterado em 0,75% ao ano.

Em entrevista à rede de TV britânica BBC, Carney disse que um divórcio sem um pacto entre os dois lados implicaria em uma "mudança substancial na relação comercial com a UE". Os comentários do presidente do banco central inglês vêm na esteira de apontamentos feitos pelo conservador Boris Johnson de que o Reino Unido poderia manter seus acordos comerciais no caso de um Brexit "duro" enquanto outro pacto com o bloco fosse negociado. Johnson lidera a corrida ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.

De acordo com Carney, os britânicos seriam atingidos automaticamente por tarifas, tendo em vista que a UE teria de aplicar as mesmas regras que impõe a outros países ao Reino Unido e, se isso não ocorresse, a Organização Mundial do Comércio (OMC) poderia ser acionada. O presidente do BoE disse, ainda, que cerca de 150 mil empresas ainda não têm a documentação necessária para continuar exportando para a UE no caso de um Brexit sem acordo.

entry Jun 20 2019, 08:04 PM
Banco da Inglaterra zera previsão de crescimento no 2º trimestre devido a riscos

20/06/2019 12h18

* por Andy Bruce e William Schomberg | Reuters

LONDRES (Reuters) - O Banco da Inglaterra (BoE) reduziu para zero a previsão de crescimento da economia do Reino Unido no segundo trimestre de 2019 e enfatizou os riscos das tensões no comércio global e o temor crescente de uma saída britânica da União Europeia sem acordo.

Autoridades do BoE votaram de foram unânime pela manutenção da taxa de juros em 0,75%, como esperado, e se ativeram à mensagem de que os juros terão que aumentar de maneira limitada e gradual –supondo que o país conseguirá evitar um Brexit sem acordo prejudicial.

Mas o BoE observou nesta quinta-feira uma perspectiva global declinante que já levou o Banco Central Europeu, o BC norte-americano e o Banco do Japão a sinalizarem nesta semana que mais estímulos podem estar a caminho.

A economia britânica ruma para a estagnação no segundo trimestre, disse o BoE, em vez de um crescimento de 0,2% em relação ao trimestre anterior. Foi o que o banco previu no mês passado, citando o aumento repentino dos estoques de muitas empresas no início deste ano em antecipação ao prazo original de março do Brexit.

"Globalmente, as tensões comerciais se intensificaram. No cenário doméstico, a sensação da probabilidade de um Brexit sem acordo aumentou", disse o BoE em seu comunicado de diretrizes.

entry Jun 19 2019, 09:00 PM
Renováveis vão responder por 50% da eletricidade global até 2050

* por Millicent Dent e Christopher Martin | Bloomberg

(Bloomberg) -- A energia renovável vai responder por quase metade da eletricidade mundial até 2050 com a contínua redução dos custos de fontes eólicas, solar e de armazenamento de energia por bateria.

A grande mudança prevista para as próximas três décadas será acompanhada por um aumento de 62% da demanda por eletricidade e investimentos de US$ 13,3 trilhões em novos projetos, segundo relatório divulgado na terça-feira pela BloombergNEF.

A redução do uso de combustível fóssil traz grandes implicações para os mercados de energia e para a batalha contra a mudança climática. A fontes eólica, solar e de baterias são as ferramentas para que o setor de energia cumpra a meta de cortes de emissões estabelecida no Acordo de Paris, pelo menos até 2030, segundo a BNEF. Mas, depois disso, os países precisarão de outras tecnologias para fazer reduções mais profundas a um custo razoável, disse Matthias Kimmel, analista que coordenou o relatório.

"Para que as emissões cheguem onde queremos, precisamos de algo mais", disse Kimmel em entrevista.

Até 2050, a energia solar e eólica deve responder por quase 50% da eletricidade mundial, sendo que os recursos hídricos, nucleares e outros de energia renovável representarão outros 21%, de acordo com a BNEF. O carvão será o grande perdedor: a estimativa é que a participação do combustível na geração global de energia caia dos atuais 37% para 12% em 2050, disse a BNEF.

Outras fontes renováveis podem incluir sistemas geotérmicos, células de combustível e dispositivos que extraem energia das ondas e marés do oceano. Mas não está claro qual delas, ou se alguma, poderia ser implementada em larga escala a custos mais baixos. Outras tecnologias de baixa emissão poderiam ser desenvolvidas até 2030.

A BNEF acredita que muitos países podem reduzir as emissões do setor de energia até 2030, de acordo com as metas estabelecidas em Paris, para limitar o aumento das temperaturas mundiais a 2 graus Celsius. E isso seria possível sem subsídios adicionais.

Desde 2010, o custo da energia eólica caiu 49%, enquanto no segmento de energia solar a queda chegou a 85%, segundo a BNEF. Com isso, essas fontes se tornaram mais baratas do que novas usinas de carvão ou gás em dois terços do mundo. Os custos de armazenamento por bateria, por sua vez, caíram 85% desde 2010.

Europa lidera

A Europa lidera a transição para as energias renováveis, que devem fornecer 92% da eletricidade da região até 2050.

Na China e Índia, que continuam incorporando usinas de carvão às suas redes, as fontes solar e eólica responderão por quase dois terços da energia.

Nos EUA, a energia de fontes renováveis deve responder por apenas 43% do total até 2050, segundo a BNEF.

entry Jun 18 2019, 10:02 PM
Déficit comercial do Japão fica em 967,1 bi de ienes em maio

* por Agencia Estado
com informações da Dow Jones Newswires


O déficit comercial do Japão foi de 967,1 bilhões de ienes em maio, inferior à previsão de 1,0789 trilhão de ienes dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Os dados oficiais da balança comercial do país, divulgados nesta quarta-feira (hora local), mostram recuo de 7,8 nas exportações em maio, na comparação anual, ante expectativa de queda de 7,7% dos analistas. As importações, por sua vez, tiveram queda anual de 1,5%.

As exportações japonesas para a China tiveram recuo de 9,7% na comparação anual. Já as realizadas para os Estados Unidos cresceram 3,3%. Para a Europa, houve recuo de 7,1% nas vendas do Japão.

entry Jun 17 2019, 09:06 PM
Com IPO de unidade de caminhões, Volks tenta encolher estrutura

* por Christoph Rauwald | Bloomberg

(Bloomberg) -- O plano da Volkswagen de abrir o capital de sua divisão de caminhões no fim deste mês vai testar a capacidade da montadora de conseguir um feito antes impensável para a gigante alemã: encolher.

Durante décadas, a maior montadora do mundo só soube expandir as operações - com os esportivos de luxo Bentley, bicicletas de corrida Ducati e caminhões pesados Scania, ao mesmo tempo em aumentava sua rede de fábricas para mais de 100 unidades e força de trabalho acima de 640 mil.

Mesmo diante do escândalo do diesel em 2015, a Volks não reduziu seu portfólio, elevando os investimentos em carros elétricos e até mesmo criando uma nova divisão para serviços de mobilidade.

Agora, com o acelerado ritmo de mudança do setor automobilístico, a Volkswagen tenta reduzir seu império.

Se o IPO de uma participação minoritária na Traton - fabricante de caminhões e ônibus com três marcas de veículos e avaliada em 16,5 bilhões de euros (US$ 18,5 bilhões) - correr bem, o presidente da Volkswagen, Herbert Diess, teria mais voz para equilibrar os conflitantes interesses dos acionistas da Volks, como o da família dona da Porsche e Piech, Baixa Saxônia e poderosos sindicatos trabalhistas.

"O preço do IPO da Traton sugere um valuation saudável, que destaca a desconexão significativa da soma das partes da Volks", disse em nota Tom Narayan, analista da RBC Capital Markets. A preocupação em relação à capacidade da empresa de focar na produção de veículos elétricos está "injustamente" pesando sobre o preço das ações, disse o analista.

Por enquanto, Diess busca parcerias tecnológicas mais significativas e possíveis vendas de ativos como a fabricante de transmissores Renk e a MAN Energy Solutions, que desenvolve motores. Um IPO bem-sucedido da Traton, agendado para 28 de junho, poderia até mesmo levar a concorrente Daimler a seguir o exemplo com seu próprio negócio de caminhões.

A Volkswagen vai oferecer 50 milhões de ações da Traton por 27 euros a 33 euros cada, além de um possível lote extra de 7,5 milhões de ações. No topo da faixa de preço, a oferta levantaria até 1,9 bilhão de euros.

A Traton quer atrair investidores combinando a melhor tecnologia e fortes margens da unidade Scania, com a perspectiva de uma virada dos resultados da MAN e o potencial de crescimento em mercados-chave, segundo apresentações da empresa e pesquisas de bancos que assessoram a Volks vistos pela Bloomberg.

entry Jun 16 2019, 09:14 PM
Sistema de criptomoedas do Facebook recebe investimento grandes empresas, diz jornal

* por Sabahatjahan Contractor | Reuters

(Reuters) - O Facebook obteve apoio de mais de uma dezena de empresas, incluindo Visa, Mastercard, PayPal e Uber para criar uma criptomoeda, divulgou o Wall Street Journal na quinta-feira.

Cada empresa vai investir cerca de 10 milhões de dólares em um consórcio que irá controlar a criptomoeda, disse o WSJ, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

O dinheiro vai financiar a criação da moeda, que será indexada a um grupo de dividas emitidas por governos, segundo a reportagem.

Facebook, Mastercard, Paypal, Visa e Uber não responderam imediatamente solicitações para comentar o assunto.

entry Jun 15 2019, 08:43 PM
FMI propõe melhoras em plano da UE para desenvolver mercado de capitais

* por Marc Jones | Reuters

LONDRES (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu que a União Europeia melhore a transparência, a supervisão regulatória e as regras de insolvência em suas propostas para criar um sistema de mercado de capitais mais robusto.

Os esforços da UE para criar uma União de Mercado de Capitais (UMC) têm tido pouco avanço até agora, mas os planos são vistos como altamente benéficos, por encorajar empresas a arrecadarem mais recursos por meio de ações e títulos em vez de depender demais de empréstimos.

Lançada originalmente em 2015, a proposta é tida como central para o atual mandato da Comissão Europeia, que está perto do fim. Mas mesmo após uma reformulação em 2017 e a adoção de 11 novas leis na UE, a maioria das companhias na Europa ainda busca dinheiro por meio dos bancos.

Isso contrasta com os EUA, onde as companhias costumam recorrer aos mercados financeiros, que têm uma maior capacidade de pulverizar o risco de modo mais equilibrado na economia.

O FMI deve publicar uma análise nas próximas semanas sobre os potenciais benefícios de uma UMC, em que deve fazer recomendações sobre como melhorar a proposta, de acordo com Poul Thomsen, diretor do departamento sobre Europa do fundo.

Falando na London School of Economics na véspera, ele disse que as sugestões são focadas em três áreas – transparência, consistência regulatória e parâmetros de insolvência.

Sobre transparência, o FMI recomendará a criação de relatórios eletrônicos centralizados, padronizados e obrigatórios para todos os emissores, em vez de somente para grandes emissores, como prevê atualmente o plano da UE.

Ele acrescentou que isso seria “um grande passo adicional” e “uma ferramenta relativamente poderosa daqui para frente”, uma vez que as finanças baseadas no mercado revolvem em torno de informações publicamente disponíveis.

Ao frisar as diferenças entre a Europa e os EUA, ele disse que as participações em empresas correspondem a apenas 68% do Produto Interno Bruto (PIB) na Europa, comparadas a uma taxa próxima a 170% nos EUA. A dívida do setor privado na zona do euro chega a 85% do PIB, comparados a mais de 100% nos EUA.

De outro lado, estão os sistemas bancários. Os ativos totais do setor bancário correspondem a 300% do PIB dos 19 países da zona do euro, enquanto que nos EUA a taxa é de apenas 85%.

Thomsen reconheceu que tentar alinhas as práticas para insolvência seria provavelmente a parte mais difícil a ser resolvida pela UMC, pois tais regras estão profundamente calcadas em tradições legais dos países.

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