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entry Ontem, 09:15 PM
Neoenergia fecha financiamento de R$ 1,2 bi para 15 parques eólicos no NE

* por Joana Cunha | Madri

A espanhola de energia Iberdrola anunciou nesta quinta-feira (5), na Cop-25, em Madri, um financiamento de cerca de R$ 1,2 bilhão com o BEI (Banco Europeu de Investimento) para a construção de 15 parques eólicos de sua controlada brasileira Neoenergia no Nordeste nos próximos cinco anos.

As instalações, localizadas na Paraíba, na Bahia e no Piauí, já começaram a ser construídas ou estão em fase de licença. O financiamento de R$ 1,2 bilhão faz parte de um investimento total de R$ 4,7 bilhões.

O plano de investimento da empresa no país entre 2019 e 2023 abrange R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, sendo 60% em distribuição de energia, 20% em transmissão e 20% em eólicas.

Segundo Emma Navarro, responsável por projetos climáticos no BEI, o financiamento de investimentos ligados às mudanças do clima são uma aposta da instituição e 65% de sua atividade na região da América Latina se destina ao assunto.

Outro financiamento com o BEI, também anunciado nesta quinta pela Iberdrola, vai destinar mais 440 milhões de euros a redes de distribuição da companhia na Espanha.

Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, disse também nesta quinta que se encontrou com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na esteira da Cop-25, para apresentar a ele os planos da empresa no país.

"Falamos dos planos de investimento até 2020 e quais são as coisas que eles podem fazer para nos ajudar a agilizar ainda mais o processo de construção e permissão. Foi construtivo", disse.

Segundo Galán, Salles se mostrou disposto a ajudar na aceleração dos investimentos porque o país está aumentando a demanda em níveis muito elevados, mais de 3%, e precisa de mais energia renovável.

entry Dec 4 2019, 09:34 PM
EUA pede suspensão de taxas digitais e apoia negociação na OCDE

* por AFP

Washington, 4 dez 2019 (AFP) - Os Estados Unidos pediram a países como a França nesta quarta-feira (4) que suspendam os impostos sobre gigantes da tecnologia e aguardem um acordo negociado internacionalmente.

Enquanto Washington pretende impor tarifas de até 100% aos produtos franceses no valor de 2,4 bilhões de dólares em retaliação à taxação digital por parte de paris, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que a chave para resolver o problema é dialogar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"Acreditamos que é muito importante que essas negociações levem a um acordo para impedir a proliferação de medidas unilaterais ... ameaçando o antigo consenso multilateral sobre tributação internacional", disse Mnuchin em carta ao secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría.

"Pedidos a todos os países que suspendam as iniciativas de impostos sobre serviços digitais para permitir que a OCDE chegue a um acordo multilateral com sucesso", disse Mnuchin em sua carta datada de terça-feira.

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, divulgou na segunda-feira um relatório em que descreveu como discriminatório e concebido para empresas de tecnologia dos Estados Unidos, a taxa imposta pela França sobre a receita recebida por empresas como Google, Apple, Facebook e Amazon.

Lighthizer disse que Washington procederá rapidamente à imposição de tarifas sobre produtos franceses, incluindo champanhe, cosméticos, iogurte e queijo Roquefort.

"A decisão envia um sinal claro de que os Estados Unidos tomarão medidas contra regimes fiscais digitais que discriminam ou, de alguma forma, impõem encargos indevidos às empresas norte-americanas", destacou Lighthizer.

A França tributou em 3% da renda as empresas de tecnologia em seu território, que correspondem principalmente a publicidade na web e outros serviços digitais.

Cedric O, secretário de Estado da França para a Economia Digital, disse à AFP em Washington na terça-feira que ainda há tempo para conjurar a ameaça das tarifas americanas.

"O primeiro e mais importante objetivo que temos é chegar a um acordo na OCDE", afirmou, insistindo que a atual disputa "não é o fim da história".

entry Dec 3 2019, 09:17 PM
BCE enfrenta críticas nos bastidores sobre juros negativos

* por Birgit Jennen, Viktoria Dendrinou e Patrick Donahue | Bloomberg
com a colaboração de John Hermse e Zoe Schneeweiss

(Bloomberg) -- Autoridades do Banco Central Europeu enfrentam crescente pressão contra a política de taxa de juros negativa em reuniões privadas com os ministros de Finanças da região, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Alguns ministros de Finanças da zona do euro, particularmente do norte da Europa, têm desafiado a política monetária "abaixo de zero" do BCE durante discussões confidenciais sobre a economia e reclamam de seu impacto sobre os sistemas de poupança e pensão, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. O BCE diz que as taxas negativas não seriam tão duradouras se os governos fizessem mais para estimular as economias.

As tensões a portas fechadas podem refletir divergências entre os bancos centrais, destacando os desafios enfrentados pela nova presidente do BCE, Christine Lagarde, enquanto ela navega por uma política já acuada por um legado polêmico. As preocupações dos ministros podem ser formalmente irrelevantes porque o BCE é independente para garantir liberdade de influência, mas a instituição ganha legitimidade por meio do consenso político - e suas ações afetam diretamente os eleitores.

Lagarde participará de uma reunião com ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas esta semana, embora a discussão se concentre na finalização de revisões polêmicas para apoiar a região, incluindo uma reforma do fundo de resgate e uma iniciativa para o seguro de depósito comum.

Instituições financeiras também começam a reclamar em voz alta. No mês passado, o presidente do Deutsche Bank, Karl von Rohr, descreveu os juros baixos como "o maior desafio que o setor financeiro europeu enfrenta".

entry Dec 2 2019, 09:04 PM
Inteligência artificial invade o mundo das finanças

* por AFP

Londres, 2 dez 2019 (AFP) - A inteligência artificial está entrando no mundo das finanças a toda velocidade, embora seus algoritmos, às vezes sem controle, possam causar instabilidade nos mercados.

Há dez anos que os algorítimos são usados nas chamadas transações de alta frequência na bolsa, com sistemas que automatizam certas operações, como "vender" se as ações chegam a certo nível, ou "comprar" se o banco central reduz suas taxas de juros.

Mas a inteligência artificial dá um passo a mais com seus sistemas de aprendizagem automático ('machine learning'), capazes de analisar milhões de dados para detectar tendências, correlações, previsões e que decidem sozinhos se compram ou vendem.

Segundo a consultora Greenwich, mais de 50% das empresas do mercado utilizarão sistemas de aprendizagem automático nos próximos dois anos.

Os fundos de investimento e os gestores de ativos os utilizam para diminuir o risco sobre o que comprar, quando fazer isso e para quais clientes.

Os bancos também utilizam a aprendizagem automática para detectar fraudes e ataques cibernéticos, fixar o preço de um produto ou analisar o perfil dos clientes atípicos na hora de conceder empréstimos.

Também é uma ferramenta para reduzir custos num contexto de taxas de juros negativas, que reduzem suas margens de negócio.

Os reguladores também usam inteligência artificial para detectar possíveis "eventos catastróficos nos mercados, como a onda de falências de 2008", diz a CFTC, a agência americana que regula os mercados de futuros e opções.

Por seu lado, o banco central do Reino Unido reconhece em um relatório que, embora o aprendizado automático não crie novos riscos, "pode amplificá-los".

Vasar Dhar, professor da Universidade Stern da NYU e gestor de um fundo especulativo, acredita que os sistemas automáticos são mais seguros do que os usados por seres humanos, mais expostos a pânico e efeitos de massa.

"Os humanos nem sempre tomam as melhores decisões ... A longo prazo, as máquinas se saem melhor", afirma.

Segundo o acadêmico, todos os sistemas de inteligência artificial são acompanhados por um ser humano para corrigir certos desvios e agir em caso de urgência.

"Quando todo mundo usa os mesmos algoritmos e adota as mesmas posições, o mercado pode ficar muito desequilibrado", admite Dhar.

A inteligência artificial também serve para evitar movimentos de pânico, ainda mais em um contexto de desinformação ('notícias falsas' ou 'fake news') que pode causar "movimentos de ações baseados em informações não confirmadas", diz Thierry Philipponnat, da associação Finance Watch.

Os profissionais de finanças ainda se lembram da quebra da bolsa de 2010 em Nova York, quando o índice Dow Jones perdeu mais de 9% em dez minutos.

Um evento que colocou em destaque as transações de alta frequência e os riscos de manipulação de mercado.

Em 2016, a libra perdeu 12% em dois minutos, causando enormes prejuízos para algumas empresas.

Mas um dos problemas do aprendizado automático é que os programas não conseguem explicar o "raciocínio" que os levou a tomar uma ou outra decisão.

Por isso o setor financeiro deseja que a inteligência artificial seja compreensível para clientes e órgãos reguladores e, ao mesmo tempo, os seres humanos permaneçam responsáveis.

Segundo Greenwich, como em outros setores da economia, "os empregos estão sendo suprimidos devido à automação, com profissionais veteranos em finanças atuando com papel reduzido ou substituídos" por máquinas.

entry Dec 1 2019, 10:58 PM
EUA consideram mudar regulação para restringir ainda mais fornecimento para Huawei, dizem fontes

* por Alexandra Alper e Karen Freifeld | Reuters

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos pode expandir seu poder para interromper mais envios de produtos com tecnologia dos EUA para a Huawei da China, em meio à frustração com o fato de que o fornecimento para a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo não foi interrompido, disseram duas fontes.

O Departamento de Comércio dos EUA, em maio, colocou a Huawei em uma lista de restrições comerciais, citando preocupações de segurança nacional. Colocar a Huawei na lista de entidades, como é conhecida, permitiu ao governo dos EUA restringir as vendas de produtos fabricados nos EUA à empresa e alguns itens feitos no exterior que contenham tecnologia dos EUA.

Mas, de acordo com as regulações atuais, as principais cadeias estrangeiras de fornecimento permanecem fora do alcance das autoridades dos EUA, levando a discussões entre agências dentro da administração do presidente Donald Trump sobre possíveis mudanças em regras que poderiam expandir a autoridade dos EUA para bloquear mais envios estrangeiros para a empresa, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A expansão das regras está sendo considerada, apesar de o governo Trump ter concordado na semana passada em conceder algumas exceções à proibição existente e continuar a buscar um acordo para diminuir as tensões da guerra comercial.

Se o Departamento de Comércio alterar as regras propostas, permitirá que as autoridades dos EUA regulem as vendas de itens não sensíveis, como chips de telefones, feitos no exterior com tecnologia, software ou componentes de origem norte-americana para a Huawei.

A Huawei e o departamento de Comércio não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Não está claro o quão perto o governo está de tomar uma decisão sobre as mudanças, nem se elas serão introduzidas gradualmente ou repentinamente. Também não ficou claro imediatamente como a decisão pode ocorrer, embora fontes tenham dito que as mudanças provavelmente afetariam apenas a Huawei.

entry Nov 30 2019, 09:12 PM
Em crise, indústria automotiva alemã anuncia 50 mil demissões em 2019

* por Joe Miller & Peter Campbell | Frankfurt e Londres | Financial Times

A Daimler anunciou que cortará mais de 10 mil postos de trabalho nos próximos dois anos. A controladora da Mercedes-Benz ampliou uma série de cortes devastadores de pessoal por empresas de todo o setor automobilístico da Alemanha.

O custo de investir em veículos elétricos e a pressão causada pela queda de vendas e de lucros estão estimulando uma reforma severa de todo o setor, com 50 mil perdas de empregos anunciadas até agora neste ano.

As companhias alemãs foram as mais atingidas, com a fabricante de autopeças Continental anunciando em setembro que havia 20 mil empregos em risco em suas unidades, e a Audi anunciando 10 mil cortes nesta semana.

Na Daimler, Wilfried Porth, conselheiro que responde pelos recursos humanos, anunciou que os cortes de empregos ficariam na “casa baixa dos cinco dígitos”, mas se recusou a revelar uma estimativa precisa.

“A indústria automobilística está passando pela maior transformação de sua história”, a companhia declarou.

A Daimler já havia anunciado a demissão de um décimo de seus executivos, como parte de seu esforço para economizar € 1,4 bilhão em custos de pessoal, mas agora demitirá também “milhares” de empregados adicionais da área administrativa, o que elevará o total internacional de demissões pela empresa a mais de 10 mil.

Com a desaceleração sofrida pelo setor automobilístico, que é a parte dominante da economia alemã, Berlim anunciou nesta sexta-feira (29) uma nova estratégia industrial que inclui medidas de proteção contra tomadas de controle de tecnologias cruciais por companhias estrangeiras.

A decisão foi criticada pela VDA, a organização setorial da indústria automobilística alemã, que advertiu que isso “restringiria a atividade industrial”.

A VDA havia advertido anteriormente que 70 mil empregos estariam em risco no país nos próximos anos, um período em que as empresas estarão lidando com as consequências de seu abandono gradual da produção de carros com motores de combustão interna.

A PSA, da França, e a Fiat Chrysler vão se fundir para ajudar a ampliar seu investimento em veículos elétricos, enquanto a Volkswagen e a Ford combinaram alguns de seus recursos de desenvolvimento.

A Daimler disse em novembro que apresentaria lucros significativamente baixos pelos próximos dois anos, mencionando a dupla ameaça da saída britânica da União Europeia e das tarifas, bem como a luta por produzir quantidade suficiente de carros acionados por baterias para cumprir as metas de emissão de poluentes que entrarão em vigor em breve na União Europeia.

Se a Daimler não conseguir atingir uma média de emissões de cerca de 100 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado, em 2021, pode encarar multas de mais de €1 bilhão impostas por Bruxelas.

Trabalhadores de linha de montagem não foram incluídos nos mais recentes cortes. A Daimler havia chegado anteriormente a um acordo com os representantes dos trabalhadores, que negociam em nome do pessoal operacional da companhia na Alemanha, para garantir os operários contra demissão compulsória até o final de 2029.

Só na marca Mercedes, o custo de pessoal chega a € 13 bilhões anuais.

O presidente-executivo Ola Kalenius expressou frustração com a “inércia” dos custos de pessoal, mencionando a dificuldade de lidar com as severas leis trabalhistas. “É [a área de gastos] que requer mais trabalho, especialmente na Alemanha”, disse.

A Daimler anunciou que reduziria seu quadro de pessoal “de maneira socialmente responsável” e usaria “o atrito natural para eliminar os postos de trabalho que não estiverem ocupados”.

A montadora de automóveis, que tem 140 mil empregados diretos na Alemanha, acrescentou que pacotes de incentivo a desligamentos voluntários também seriam oferecidos a trabalhadores perto da idade de aposentadoria.

A companhia anunciou que buscaria promover novos cortes de custos ao oferecer à sua força de trabalho atual a opção de reduzir a jornada semanal de trabalho.

“Qualquer redução de capacidade não deve ser carregada nas costas dos trabalhadores”, advertiu Michael Brecht, presidente do conselho de trabalhadores da Daimler.

O conselho acrescentou que “o foco da redução nos custos de pessoal deve estar na melhora de processos e fluxos de trabalho”.

entry Nov 29 2019, 09:24 PM
Carros híbridos japoneses driblam crise em mercado chinês

* por Ying Tian | Pequim | Bloomberg News

(Bloomberg) -- A desaceleração das vendas de veículos na China, a primeira de uma geração, afeta montadoras globais que apostaram no maior mercado automotivo do mundo. Mas um país passa pela crise incólume: o Japão.

Montadoras icônicas como Toyota e Honda aceleram as vendas em um mercado que tem registrado queda no número de emplacamentos todos os meses desde junho de 2018. As empresas japonesas conseguem o feito com alvo no ponto forte de um mercado desaquecido: a demanda por carros híbridos, que são movidos a gasolina e também elétricos. As montadoras japonesas são líderes na tecnologia, que atrai consumidores chineses que desejam atender o chamado do governo para veículos de nova energia, mas ainda não estão prontos para comprar automóveis totalmente elétricos.

"O híbrido que eu dirijo agora é tão confiável quanto o que eu usei antes, mas mais econômico", disse Charles Wang, que comprou um híbrido Toyota Camry em 2019, substituindo o Honda Accord a gasolina que tinha há seis anos. "Nunca me arrependi de preferir carros japoneses."

A Toyota, que fabrica o modelo híbrido pioneiro Prius, e as concorrentes Honda e Nissan foram as primeiras a adotar a tecnologia que combina motor de combustão interna com motor elétrico. Isso permitiu que mantivessem as vendas em alta, mesmo quando a demanda por carros a gasolina diminui e veículos totalmente elétricos ainda precisam deslanchar.

Marcas japonesas aumentaram as vendas em 4,3% nos primeiros 10 meses do ano, superando rivais dos EUA, Europa, Coreia do Sul e da própria China, segundo a Associação de Carros de Passageiros da China. O Japão agora pode ultrapassar a Alemanha como a maior potência estrangeira automotiva na China, embora a Alemanha esteja se beneficiando da demanda resiliente por seus modelos premium.

entry Nov 28 2019, 09:47 PM
Europa adota orçamento recorde para novos programas espaciais

* por AFP

Sevilha, Espanha, 28 Nov 2019 (AFP) - A Agência Espacial Europeia (ESA) adotou nesta quinta-feira um orçamento recorde para financiar seus futuros programas, uma aposta com a qual busca continuar sendo um ator relevante no espaço, diante do fortalecimento dos Estados Unidos e da China.

"É um passo de gigante para a Europa", disse à AFP Jean-Yves Le Gall, o presidente da agência espacial francesa CNES.

Os 22 países membros da ESA, reunidos na cidade espanhola de Sevilha, aprovaram um orçamento de 14,4 bilhões de euros para financiar os novos programas, anunciou seu diretor-geral, Ian Wörner.

"Estou feliz, é mais do que havíamos pedido" aos Estados-membros, ou seja 14,3 bilhões de euros, declarou Wörner em coletiva de imprensa.

"Batemos todos os recordes em termos de compromissos financeiros", afirmou Le Gall.

O novo orçamento financiará os novos programas espaciais europeus por uma duração de entre três e cinco anos, e representa uma quantia sem precedentes desde a fundação da Agência, em 1975. A este montante se acrescenta o orçamento aportado pela Comissão Europeia, 16 bilhões de euros em sete anos.

"É um testemunho evidente da nossa ambição comum para com a Europa", comentou a ministra francesa de Pesquisa, Frédérique Vidal, copresidente da reunião ministerial realizada em Sevilha.

A Alemanha é o maior contribuinte, com 3,3 bilhões de euros, na frente da França (2,7 bilhões).

O novo orçamento se inscreve em um contexto internacional marcado pelo fortalecimento dos Estados Unidos e da China, que estão investindo maciçamente na exploração espacial, e inclusive de países emergentes como Índia.

O orçamento americano é mais de cinco vezes superior ao da ESA.

A ESA prevê um fortalecimento das ciências do universo, da exploração (com missões para Marte e para a Lua) e uma melhor observação da Terra, graças ao programa de vigilância da mudança climática, Copernicus, para o qual a agência proverá seis novos satélites.

"A Europa manterá sua liderança mundial neste âmbito" de vigilância, afirmou a ESA.

entry Nov 27 2019, 09:41 PM
Europa enfrenta novos desafios no espaço

* por AFP

Paris, 27 Nov 2019 (AFP) - Ministros europeus se encontraram nesta quarta-feira (27) na Espanha com o objetivo de defender sua posição no setor espacial contra os desafios representados por Estados Unidos e China, e cada vez mais por empresas como a SpaceX, de Elon Musk.

Os ministros dos 22 Estados-membros da Agência Espacial Europeia (ESA) se reuniram em Sevilha para discutir um pedido de 14,3 bilhões de euros em financiamento, cerca de quatro bilhões de euros a mais que o orçamento de três anos anterior.

A União Europeia já concordou em fornecer 16 bilhões de euros e agora a questão crucial é como gastar esse dinheiro.

"Há o desejo de fazer mais, de ter um programa científico mais ambicioso e de desenvolver nossa infraestrutura para atender a nossas ambições", disse à AFP o porta-voz da ESA, Philippe Willekens, na semana passada.

Em um ambiente que muda rapidamente, "a Europa precisa estar atenta para permanecer líder nos setores em que ela já é e para continuar a conquistar novos mercados", acrescentou Willekens.

Nos últimos anos, a Europa se estabeleceu como um importante agente espacial, com o seu pesado lançador de foguetes Ariane 6 e o sistema operacional de GPS Galileo.

Mas essa posição agora está "ameaçada", diz o 'think-tank' Institut Montaigne em Paris, à medida que a concorrência global aumenta, liderada pelos Estados Unidos e pela China, que investiram enormes quantias de dinheiro nessa indústria, tanto civil como militar.

"A Europa não tem as vantagens estruturais dos americanos e chineses porque não possui um único objetivo compartilhado", disse Isabelle Sourbes-Verger, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS).

"A Europa tem o mesmo problema que sempre teve - o que justifica gastar mais no espaço?"

A Europa precisa responder essas questões em um momento em que novos agentes, como SpaceX e vários outros, em sua maioria americanos, começaram a surgir, sacudindo a indústria.

Nessa evolução do "novo espaço", Musk, por exemplo, desenvolveu lançadores reutilizáveis para satélites muito menores e mais poderosos, muitos projetados para o "mundo conectado" de carros sem motorista e inúmeros outros aspectos da vida cotidiana na Terra.

Alguns especialistas temem que a Europa simplesmente não seja competitiva o suficiente para entrar nesses novos mercados.

O Ariane 6 é um motivo particular de preocupação. Autoridades de auditoria do Estado francês afirmaram recentemente que seu modelo econômico "apresenta alguns riscos", devido à concorrência feroz da SpaceX.

O chefe da Arianespace, Stephane Israel, insiste que o Ariane 6 é "apenas o começo" e o programa de foguetes "abre um ciclo de inovações que precisam ser aceleradas".

Ao mesmo tempo, o Ariane 6, cujo primeiro lançamento está marcado para o próximo ano, não será competitivo a longo prazo, a menos que haja uma alta taxa de lançamentos, que dependerão de "numerosas ordens institucionais", disse.

Israel lembrou de recentes comentários de apoio do presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, de que a Europa deveria favorecer as opções de lançamento europeias.

Sourbes-Verger, do CNRS, alertou que "o espaço não é uma indústria comercial como qualquer outra - ganhar dinheiro com um lançador é ambicioso".

entry Nov 26 2019, 09:09 PM
Mitsubishi bate Shell e compra empresa de energia Eneco

* por Forbes
com Reuters

Um grupo liderado pela japonesa Mitsubishi vai adquirir a Eneco, em negócio que avaliou a empresa holandesa de energia em € 4,1 bilhões (US$ 4,52 bilhões), valor que supera as ofertas da Shell e da companhia de private equity KKR, informou a Eneco hoje (25).

A Eneco, empresa que pertence a 44 municípios holandeses e possui forte enfoque em energias renováveis, disse ter sido influenciada pelos planos da Mitsubishi de permitir que a companhia prossiga com sua estratégia e mantenha sua identidade corporativa.

O negócio, apoiado pelo conselho da Eneco e por um comitê que representa acionistas da empresa, ainda deve ser aprovado no início do ano que vem pelos investidores municipais da firma holandesa.

A Eneco afirmou que o grupo da Mitsubishi “fez a melhor oferta aos acionistas e demais proprietários de fatias da Eneco, incluindo funcionários”.

A vitória da Mitsubishi é um golpe à petroleira Shell, que deseja se tornar uma grande geradora de eletricidade até 2030. O diretor de Novas Energias da empresa, Maarten Wetselaar, disse após o anúncio que a Shell “continuará procurando por oportunidades na transição energética”.

O consórcio da Mitsubishi pretende investir € 1 bilhão nas operações da Eneco na Holanda, Alemanha e Bélgica nos próximos três anos, disse o diretor financeiro da empresa holandesa, Guido Dubbeld, em conferência com jornalistas.

Ele disse que o investimento ocorrerá “principalmente na Holanda, principalmente em (energia) eólica, um pouco menos em (energia) solar”.

O acordo dará à Mitsubishi 80% da Eneco, além de uma fatia de 20% à sua parceira Chubu.

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