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entry Ontem, 08:46 PM
FMI alerta sobre riscos crescentes para economia global

* por Reuters

Uma das autoridades do FMI (Fundo Monetário Internacional) alertou nesta terça-feira (11) que os riscos para a economia global estão aumentando e que os governos e bancos centrais podem não estar bem equipados o suficiente para lidar com essa situação.

O Fundo vem pedindo para que os governos se preparem durante os dois últimos anos de tranquilidade da economia global, disse o vice-diretor-gerente do FMI, David Lipton.

"Mas, como muitos de vocês, vejo os riscos crescendo e temo que o trabalho sobre prevenção de crises esteja incompleto", disse ele em uma conferência organizada pela Bloomberg.

Ele também alertou que as tensões podem deixar os políticos sob pressão e em águas desconhecidas.

"Os bancos centrais provavelmente vão acabar explorando medidas cada vez mais não convencionais. Mas com sua eficácia incerta, devemos nos preocupar com a potência da política monetária."

Muitos governos também não terão muito espaço para manobra por já terem acumulado dívidas elevadas.

"Não devemos esperar que os governos acabem com o amplo espaço para responder a uma desaceleração que tiveram há 10 anos", disse Lipton. O estímulo também pode ser difícil de vender politicamente, considerando o ônus financeiro que ele cria, disse.

O maior risco imediato, porém, é a atual guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Se todas as tarifas ameaçadas forem colocadas em prática, até 0,75% do PIB global será perdido até 2020, estimou o FMI.

"Isso seria uma lesão a si mesmo. Por isso, é vital que essa trégua (recentemente anunciada entre Washington e Pequim) leve a um acordo duradouro que evite a intensificação ou a disseminação das tensões".

Se isso não acontecer e um impasse se instalar, pode haver uma "fragmentação" prejudicial para a economia global que provocará uma recessão, disse ele.

entry Dec 10 2018, 08:18 PM
Fusões e aquisições crescem 26% e movimentam R$ 121,4 bi até setembro, diz Anbima

* por Cynthia Decloedt | Estadão | São Paulo

Os negócios envolvendo fusões e aquisições cresceram 26% até setembro em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, somando R$ 121,4 bilhões, de acordo com as estatísticas da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Em número de operações, entretanto, o panorama é inverso, com 68 transações realizadas este ano, contra 99 de janeiro a setembro de 2017.

"O crescimento do volume reflete as operações de grande porte realizadas no ano, além do avanço no montante gerado pelas aquisições de empresas brasileiras por estrangeiras", afirma Dimas Megna, coordenador do subcomitê de Fusões e Aquisições da Anbima, em nota distribuída pela associação.

Em 2018, as operações de compra de companhias brasileiras por estrangeiras atingiram R$ 54,6 bilhões, o que representa crescimento de 23% ante o volume levantado em nove meses de 2017. As transações que compreenderam apenas empresas locais totalizaram R$ 60,3 bilhões no período, equivalente a 49,7% do total.

Os setores de papel e celulose (com participação de 39,3% entre todos os negócios), TI e telecomunicações (15,5%) e alimentos e bebidas (12,7%) responderam por 67,5% do volume transacionado até setembro. Juntos, esses segmentos responderam por apenas sete operações no período.

Entre as finalidades dos negócios, as aquisições de controle representaram 52,7% do volume total de 2018, a partir de 52 operações, de acordo com a Anbima.

Uma incorporação correspondeu a 39,3% do montante do período, enquanto as fusões e aquisições destinadas à compra de participação minoritária e a joint venture responderam por 4,2% e 3,8%, respectivamente.

entry Dec 9 2018, 07:55 PM
Desaceleração do crescimento nos EUA será mais acentuada em 2020, diz FMI

* por AFP

Washington, 9 dez 2018 (AFP) - Os Estados Unidos sentirão os efeitos da desaceleração do crescimento em outras partes do mundo, alertou o economista-chefe do FMI neste domingo. Ele também descartou uma recessão pela principal potência econômica do mundo.

"Antecipamos há algum tempo que o crescimento (nos Estados Unidos) diminuirá progressivamente em 2019 em comparação com este ano", conforme o estímulo fiscal e orçamentário do Trump for perdendo força, disse Maurice Obstfeld durante uma entrevista com o Wall Street Journal e o Financial Times, alguns dias antes de deixar o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A desaceleração "será muito mais acentuada em 2020 do que em 2019, de acordo com os dados que temos", acrescentou. O FMI já analisou o crescimento dos Estados Unidos para o próximo ano (a 2,5% contra os 2,9% previstos para 2018).

"Para o resto do mundo, parece que o balão está se esvaziando, o que acabará afetando os Estados Unidos", alertou, apontando dados econômicos mais fracos do que o esperado na Ásia e na Europa no terceiro trimestre.

Obstfeld, que deixará a instituição em Washington e será substituído por Gita Gopinath, professora de Harvard, lamentou as disputas comerciais que ameaçam o crescimento global.

No entanto, ele rejeitou a possibilidade de retornar a um tempo similar à Grande Depressão, "quando o comércio entrou em colapso sob a pressão de restrições comerciais".

"Acredito que as tensões atuais são potencialmente prejudiciais porque o investimento e a produção em escala global estão relacionados ao comércio, mas isso não deve levar a um colapso como aconteceu nos anos 1930", disse ele.

entry Dec 8 2018, 08:27 PM
Embrapa faz acordo para usar tecnologia espacial na agricultura

* por Estadão

A Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram nesta sexta-feira, dia 7, um acordo de cooperação a fim de desenvolver projetos que unem tecnologia espacial e sistemas informatizados para serem aplicados na agricultura. O objetivo é obter avanços no mapeamento e monitoramento de áreas de produção agropecuária, ecossistemas ambientais e áreas de conservação, informa nota da Embrapa. Com a parceria, será mais fácil desenvolver sistemas que obtêm dados de satélites para ajudar no monitoramento e mapeamento.

A Embrapa contribuirá com conhecimento em tecnologia de agricultura, automação, geotecnologias e sistemas de TI. Já a Visiona entrará com o know-how na área espacial, em especial com o nanosatélite VCUB, o primeiro do tipo feito pela indústria brasileira.

“A parceria tem grande potencial de desenvolvimento técnico que poderá ser aplicado à oferta de novos modelos de negócios a serem explorados pelas duas empresas ou junto a terceiros”, afirmou o diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares.

O presidente da Visiona, João Paulo Rodrigues Campos, enfatizou as qualidades do VCUB: “A possibilidade de conjugar imagens com alta qualidade e coletar dados de sensores no campo faz do VCUB uma plataforma poderosa para aplicações agrícolas, e a parceria com a Embrapa será fundamental para transformar esse potencial em soluções concretas voltadas para o mercado brasileiro”.

entry Dec 7 2018, 07:47 PM
Colapso das criptomoedas força startups a fechar operações

* por Olga Kharif | Bloomberg

(Bloomberg) -- A queda do mercado de criptomoedas está pesando sobre a comunidade de desenvolvimento de software que gerou mais de 1.000 moedas digitais em meio aos sonhos de independência dos sistemas financeiros tradicionais e de riqueza instantânea.

A ETCDEV, a startup que comandou o desenvolvimento do Ethereum Classic, uma das 20 principais moedas, com capitalização de mercado de cerca de US$ 400 milhões, anunciou nesta semana que fechará as operações devido a uma crise de financiamento. A ConsenSys, de Joseph Lubin, uma das maiores startups de softwares relacionados a criptomoedas, com sede em Nova York, informou na quinta-feira que sua força de trabalho será reduzida em 13 por cento como parte de uma reorganização.

Muitas das empresas estão tendo problemas porque guardaram uma parte de seus recursos em ativos digitais, seja por meio de tokens que venderam por meio de ofertas iniciais de moedas, seja em bitcoin e ether, os meios de troca preferidos no mundo das criptomoedas. Como os preços caíram mais de 90 por cento neste ano em alguns casos e as chamadas carteiras digitais encolheram, muitos desenvolvedores notaram que não conseguiam captar recursos adicionais.

"Definitivamente somos parte dessa tendência", disse Igor Artamonov, fundador da ETCDEV, em entrevista. "Houve algumas ocorrências simultâneas. Tenho certeza de que se isso tivesse acontecido um ano atrás não haveria problema, há um ano havia muito dinheiro grátis no mercado. Mas em um bear market é diferente."

A ETCDEV descobriu que estava em uma crise financeira na semana passada e não conseguiu levantar recursos, disse Artamonov. Seus 12 funcionários estão procurando outros empregos e alguns foram recrutados por uma empresa concorrente, disse.

Eles não são os únicos. No fim de novembro, a Steemit, que apoia um website que paga por conteúdo de colaboradores para postagens, informou em uma postagem de blog que foi obrigada a demitir quase 70 por cento de seus funcionários. O website de entretenimento adulto SpankChain enxugou a equipe recentemente, passando de 12 para oito funcionários, segundo um tuíte do CEO Ameen Soleimani. Em março, a empresa contava com 20 funcionários e contratados.

Os capitalistas de risco financiaram cerca de 1.180 startups de criptomoedas desde 2012 com mais de US$ 5,6 bilhões, segundo a CoinDesk. Centenas de outras empresas levantaram cerca de US$ 22,5 bilhões emitindo tokens para o público ou para os chamados investidores credenciados por meio de ofertas iniciais de moedas, segundo a empresa de pesquisa.Muitas startups tiveram problemas para chegar a um produto viável, disse Martha Bennett, analista sênior da Forrester Research, por e-mail. E outros modelos de negócios não se sustentaram, como a Giga Watt, com sede em East Wenatchee, Washington, que entrou com pedido de recuperação judicial em novembro. A provedora de serviços de hospedagem para pessoas que desejam minerar criptomoedas não pôde cobrir os custos quando o preço do bitcoin despencou.

"Mais cedo ou mais tarde teríamos chegado a uma contração, de todos modos", disse Bennett. "A queda das criptomoedas acabou servindo de catalisador e de alerta."

entry Dec 6 2018, 07:58 PM
Espanhola Naturgy prevê investir cerca de R$1,7 bi até 2022 no Brasil

* por Marta Nogueira | Reuters

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A espanhola Gas Natural Fenosa passará a se chamar Naturgy no Brasil, onde prevê investir 1,7 bilhão de reais até 2022, com foco na ampliação das vendas e do desenvolvimento de novos produtos e equipamentos a gás, informou a companhia em nota nesta quinta-feira.

A multinacional espanhola controla as distribuidoras de gás Ceg e Ceg Rio, no Rio de Janeiro; Gas Natural Fenosa, em São Paulo; e Gas Natural Serviços, que atua no mercado de soluções energéticas no Estado do Rio.

No Brasil, as três distribuidoras têm juntas 1,1 milhão de clientes. A expectativa é captar pelo menos 250 mil novos clientes nos próximos cinco anos.

A Naturgy opera ainda dois projetos de geração de energia solar, localizados no Piauí, já em operação; e Minas Gerais, em fase de construção, que receberam investimentos de 765 milhões de reais e devem gerar cerca de 319 GWh.

entry Dec 5 2018, 08:22 PM
UE diz que está pronta para Brexit sem acordo

* por Forbes
com Reuters

A União Europeia continua com o planejamento de contingências para administrar a retirada do Reino Unido do bloco, caso o Parlamento britânico rejeite na próxima semana um acordo do Brexit, disse uma importante autoridade da UE hoje (5).

“Nós precisamos ver o que virá da discussão no Parlamento britânico”, disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, a repórteres. “Nós estamos preparados para o acordo. Nós concordamos sobre o acordo com o governo. Nós temos certeza que pode ser implementado – e, em paralelo, nós temos feito alguns planos de contingência também”.

A primeira-ministra Theresa May concordou sobre um acordo de retirada com líderes europeus na semana passada, mas deve enfrentar derrota no parlamento na próxima terça-feira (11).

entry Dec 4 2018, 07:51 PM
UE espera por compromissos "confiáveis" da Itália sobre orçamento, diz Moscovici

* por Reuters

BRUXELAS (Reuters) - O comissário de assuntos econômicos da União Europeia disse nesta terça-feira que o braço executivo do bloco espera por medidas concretas e "confiáveis" da Itália na revisão de seu orçamento para 2019, que atualmente viola as regras da UE.

Pierre Moscovici disse que as conversas com Roma estão agora em ritmo intenso, mas ressaltou que a Comissão está "esperando por mais detalhes". "Precisamos de compromissos que tenham credibilidade", disse ele em entrevista coletiva.

O orçamento expansionista da Itália tem como alvo maiores gastos com pensões e ajuda social.

Moscovici enfatizou que a Comissão não estava interferindo nas políticas fiscais escolhidas pelo governo italiano, mas estava tentando garantir que fossem compatíveis com as regras fiscais da UE.

"Não estamos disputando a reforma previdenciária, a escolha é do governo italiano, porque cabe ao governo italiano fazer suas próprias escolhas políticas", declarou.

entry Dec 3 2018, 08:13 PM
BCE deve comprar menos dívida de Itália e Espanha a partir de 1º de janeiro

* por Dow Jones Newswires | Frankfurt

O Banco Central Europeu (BCE) deve comprar menos dívida dos governos italiano e espanhol a partir de janeiro, após mudar sua ponderação interna das economias da zona do euro. A mudança poderia elevar a pressão sobre os bônus do governo italiano, cujos preços têm recuado nos últimos meses em meio ao confronto entre Roma e a União Europeia sobre o déficit orçamentário italiano.

Nesta segunda-feira, o BCE informou que havia ajustado sua chave de capital, que determina o porcentual para cada banco central nacional baseando-se na população e no tamanho da economia. A fatia da Alemanha crescerá de 18% para 18,4%, enquanto a da Itália recuará de 12,3% para 11,8% e a da Espanha passará de 8,8% a 8,3%, a partir de 1º de janeiro.

As mudanças devem afetar o quanto o BCE compra bônus, em seu programa de 2,6 trilhões de euros (US$ 2,94 trilhões) de compra de bônus, conhecido como relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). O programa do BCE deve ser reduzido gradualmente a partir de janeiro, mas o banco central continuará a reinvestir os retornos de seu grande estoque de bônus por vencer durante algum tempo, possivelmente anos.

entry Dec 2 2018, 07:50 PM
EUA e China anunciam trégua na guerra comercial

* por Sylvia Colombo | FolhaOnline | Buenos Aires

Os EUA e a China anunciaram oficialmente terem atingido uma trégua temporária na guerra comercial que vem abalando o comércio internacional nos últimos meses. Ela durará 90 dias e começará a valer a partir de 1º de janeiro.

Após o término do G20, na noite de sábado (1º), os líderes Donald Trump e Xi Jinping reuniram-se com suas equipes num jantar fechado no luxuoso Palácio Duhau, em Buenos Aires, para tratar do tema.

Havia muita expectativa dos outros líderes. O próprio anfitrião da festa, o argentino Mauricio Macri, quando questionado sobre se havia consenso sobre a disputa comercial, disse: “Estamos todos esperando ansiosamente pelo que acontecerá em algumas horas”, referindo-se ao jantar.

A guerra comercial entre as duas potências atinge principalmente as economias emergentes muito dependentes do dólar, e a Argentina é uma delas. O que Macri chamou de “tormenta internacional”, que levou o peso argentino a perder 55% de seu valor neste ano, está relacionado a esse enfrentamento.

O jantar estava previsto para ser rápido, mas acabou durando duas horas. Logo após, a TV estatal chinesa anunciou a trégua, em que nenhum dos dois países imporia impostos novos um ao outro e que ambos continuariam negociando neste período, para tentar chegar a um acordo definitivo.

Horas depois, comunicado oficial da Casa Branca divulgou que Trump manteria as tarifas sobre as importações da China em 10% e que o compromisso firmado era de não elevar as taxas a 25% dentro do prazo estipulado. O texto diz ainda que a China se prontificou a comprar produtos agrícolas e industriais dos EUA com o objetivo de “minimizar o desequilíbrio comercial entre os dois países”.

Pequim também passará a classificar o fentanil, responsável pela epidemia de mortes por opioides nos EUA, como droga de venda controlada.

No início do jantar, Xi afirmou que “a cooperação entre nossas duas nações é de interesse para manter a paz e garantir a prosperidade do planeta”. Já Trump, a bordo do Air Force One, disse a repórteres que o acordo atingido era “um acordo incrível. Se pudermos concretizá-lo será um dos mais amplos e importantes que já fizemos”. E acrescentou: “Vamos segurar os impostos, e a China vai se abrir. Além disso, eles comprarão muitos produtos dos EUA”.

Neste domingo (2), Macri recebeu Xi na residência oficial de Olivos, onde ambos mantiveram uma reunião de trabalho, um almoço e fizeram breves declarações à imprensa.

Macri disse que o líder chinês já estava se transformando num “fanático pela Argentina”. Ambos assinaram mais de 30 acordos de comércio, incluindo a retirada de impostos para produtos agropecuários argentinos, além do investimento chinês em obras de infraestrutura para conexão das províncias argentinas.

Xi disse que seu país completa 40 anos de reformas, e que, neste período, 750 milhões de pessoas saíram da pobreza. “Em 2020 não haverá mais pobres na China”, prometeu. E acrescentou que a Argentina, como país produtor de alimentos, terá um “mercado cada vez maior em seu país”.

Já Macri demonstrou querer sair da saia-justa da bilateral com Trump, na sexta, quando o americano disse que a China atuava de “modo predatório”. Nos dias seguintes, apesar de um comunicado da Casa Branca afirmar que ambos os mandatários compartilhavam essa visão, a chancelaria argentina reforçou que o comentário de Trump não era a visão do governo Macri. “Somos países complementares, e estamos cada vez mais próximos”, afirmou Macri sobre a China neste domingo.

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