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entry Hoje, 09:12 PM
GPA pode vender R$3 bi em ativos não essenciais nos próximos meses

* por Gabriela Mello | Reuters

(Reuters) - O GPA mira vender mais de três bilhões de reais em ativos não essenciais nos próximos meses, disse nesta quinta-feira o vice-presidente de finanças, após resultados trimestrais aquém do esperado derrubarem as ações da varejista.

"Estamos olhando e temos bastante oportunidade de monetizar ativos, umas de curto prazo, outras de médio prazo", afirmou Christophe José Hidalgo em teleconferência com analistas e investidores para comentar o balanço do quarto trimestre.

Hidalgo citou ativos imobiliários, postos de gasolina e até mesmo operações na Argentina ou no Uruguai como possíveis alvos.

Os comentários surgem no momento de consolidação no varejo alimentar brasileiro, com maior concorrência com redes regionais e competidores maiores, como o Carrefour Brasil.

No último domingo, o Carrefour Brasil anunciou acordo para comprar 30 lojas e 14 postos de gasolina da varejista Makro, de propriedade da holandesa SHV Holdings, por 1,95 bilhão de reais, num esforço para impulsionar a unidade de atacarejo Atacadão.

O GPA também quer acelerar sua própria divisão de atacarejo em 2020, com 20 novas lojas e 10 conversões de hipermercados Extra para Assaí, segundo o presidente do Assaí, Belmiro Gomes.

O plano vai exigir um investimento de um bilhão de reais, disse Gomes, acrescentando que vê a margem relativamente estável, já que as medidas de controle de custos compensam um maior gasto de capital.

Em sua divisão de multivarejo que engloba as marcas Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem em múltiplos formatos, o GPA continuará a converter e renovar os supermercados, enquanto retoma a expansão orgânica das lojas de proximidade, disse Jorge Faiçal, que lidera a divisão.

A ação do GPA caía 7,6% às 14:14, destaque negativo do Ibovespa, que recuava 1,54%.

Na noite da véspera, o GPA reportou queda de 71% no lucro líquido do quarto trimestre ante mesma etapa de 2018 e abaixo das previsões do mercado, após concluir uma cara reorganização.

Em relatório, o BTG Pactual apontou que resultados decepcionantes na unidade multivarejo do GPA "mais uma vez" ofuscaram os números positivos do Assaí, citando menos gatilhos de curto prazo na frente operacional para elevar a recomendação das ações da empresa.

Em novembro, o GPA concluiu a compra de 96,57% da Almacenes Éxito da Colômbia, como parte de um esforço mais amplo do controlador Casino para simplificar sua estrutura acionária na América Latina.

entry Ontem, 08:55 PM
Gigantes do varejo geram preocupações com consumidor nos EUA

* por Matthew Boyle | Bloomberg
com a colaboração de Sally Bakewell e Katia Dmitrieva

(Bloomberg) -- Nos altos e baixos do instável processo de expansão econômica dos EUA, o consumidor talvez tenha sido o único motor consistente do crescimento, gastando dinheiro em um ritmo que aumentava constantemente.

Nos dados mais amplos, ainda não surgiram sinais reais de mudança nesse quadro, graças ao apoio proporcionado por emprego, mercado residencial e preço da gasolina. No entanto, consecutivos resultados mornos por gigantes do varejo ? Walmart e Target ? subitamente trazem a possibilidade de esfriamento dos gastos do consumidor. No mínimo, os resultados provocam questionamentos entre observadores da economia.

"Os EUA desfrutaram de uma expansão puxada pelo consumidor e qualquer desaceleração nas vendas no varejo ou mudança no comportamento do consumidor exige exame cuidadoso", disse Thomas Majewski, sócio gestor da Eagle Point Credit Management. "Quando as vendas de fim de ano da maior varejista ficam estáveis em relação ao ano anterior, é justo dizer que se trata de um sinal de alerta." Por outro lado, ele lembrou que a Amazon.com registrou aumento de receita de 20% no mesmo período.

Até o momento, nem Walmart nem Target mencionaram grandes preocupações com o ambiente de consumo. Em vez disso, atribuíram a decepção nas vendas a fatores pontuais, como uma temporada mais curta de compras de Natal, escolhas ruins de mercadorias e falta de itens desejáveis em categorias como brinquedos e eletrônicos. A Walmart já tenta colocar as más lembranças do último trimestre no passado e avisou nesta terça-feira que fevereiro começou com boas vendas.

Há outros sinais de saúde financeira dos consumidores. O mercado imobiliário está firme, com disparada das vendas e os alvarás de construção atingindo o maior nível desde 2007. Paralelamente, a força contínua do mercado de trabalho ajuda a sustentar um 11º ano de expansão econômica.

Ainda assim, preocupações persistem. As vendas no varejo dos EUA aumentaram em janeiro pelo quarto mês consecutivo, porém um sub-indicador que exclui serviços de alimentação, revendedoras de automóveis, lojas de materiais de construção e postos de gasolina permaneceu inalterado após uma acentuada revisão para baixo em dezembro. O desempenho do chamado grupo de controle está mais intimamente ligado à demanda subjacente e inclui lojas de eletrônicos, artigos de cuidados pessoais e roupas. Esse grupo sofreu no mês passado a maior queda desde 2009.

Os gastos do consumidor estão ajudando a impulsionar a economia, enquanto outras áreas, como a indústria de transformação, perdem fôlego. Assim, qualquer enfraquecimento é sinal de que o crescimento econômico nos EUA no primeiro trimestre pode esfriar em relação ao ritmo de 2,1% do período anterior e ficar abaixo da meta anual de 3% do governo do presidente Donald Trump. Analistas dizem que o fim dos cortes de juros, a eleição presidencial que se aproxima e os efeitos da epidemia de coronavírus na China também podem pesar sobre a confiança do consumidor, comprometendo a mais longa expansão econômica em registro.

"Será que estamos começando a ver rachaduras no gasto do consumidor dos EUA?", perguntou Brian Yarbrough, analista da Edward D. Jones, durante uma entrevista. "O que realmente aconteceu durante a virada de ano e por que o consumidor não estava gastando?"

As vendas das principais categorias de presentes aumentaram apenas 0,2% nos EUA entre 3 de novembro e 28 de dezembro em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o rastreamento de dados da NPD, com demanda notavelmente lenta por peças de vestuário e brinquedos. Os consumidores, especialmente os mais jovens, mostram preocupação com o impacto ambiental provocado pelo acúmulo de produtos e preferem cada vez mais gastar seu salário em experiências ? que não chegam em embalagens.

entry Feb 18 2020, 09:13 PM
Chile vê economia em emissão de títulos verdes

* por Caleb Mutua | Bloomberg

(Bloomberg) -- Há um benefício de preço para emissores que tomam empréstimos para financiar projetos ecológicos, de acordo com o governo do Chile, e o país avalia emitir outros tipos de dívida sustentável.

O Ministério da Fazenda do Chile disse que conseguiu "baixos retornos recordes" em títulos verdes de longo prazo denominados em dólar e em euro, que totalizaram US$ 4,4 bilhões no mês passado. O governo economizou até 10 pontos-base em euros e até 5 pontos-base em dólares, disse Andrés Pérez, coordenador de Finanças Internacionais do Chile.

Até o momento, o Chile emitiu US$ 6,2 bilhões para financiar projetos verdes, que incluem transporte limpo, energia renovável, gestão de água e edifícios verdes, segundo o Ministério da Fazenda. O país é o único emissor soberano de títulos verdes nas Américas, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O Chile estuda emitir outros tipos de dívida sustentável no próximo ano, disse Pérez, citando como exemplo a emissão de títulos sociais soberanos de US$ 400 milhões pelo Equador em janeiro. "Grande parte de nossos gastos fiscais está relacionada a tipos sociais de despesas", disse Pérez.

Liderança pelo exemplo
O Chile espera que seu sucesso no mercado de títulos verdes indique o caminho para emissores do setor privado.

Investidores de crédito punem empresas que não prestam atenção suficiente aos riscos ambientais, sociais e de governança. Essa atenção pode mudar para emissores soberanos nas próximas décadas, especialmente países que são mais dependentes de setores com alto volume de emissões do que outros, de acordo com o Grantham Institute, da London School of Economics.

Emissores da América Latina, que incluem o setor privado, podem captar até US$ 7 bilhões para projetos ecologicamente corretos este ano, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Em novembro do ano passado, o congresso chileno orçou US$ 8,7 bilhões para emissões de títulos em 2020, sendo US$ 5,3 bilhões vendidos no exterior. O Escritório de Dívida Pública precisaria da aprovação do congresso para emitir mais e não tem planos para isso, disse Pérez.

É provável que o Chile fique nos mercados de dólar e euro para emissão de moeda estrangeira. "A exigência parece ser relativamente alta em termos de curvas em desenvolvimento em outros mercados", disse Pérez.

entry Feb 17 2020, 08:57 PM
Energia eólica produz 15% da eletricidade consumida na Europa em 2019

* por AFP

A energia eólica produziu 15% da eletricidade consumida na Europa em 2019, ano em que foram instalados geradores adicionais com capacidade de 15 gigawatts (GW), informou hoje a associação WindEurope, observando que o progresso é insuficiente cumprir o "pacto verde" europeu.

O continente já possui 205 GW de capacidade eólica, com o lançamento no ano passado de 15,4 GW, dos quais 3,6 GW nas plataformas que foram levantadas ao longo da costa, um recorde em termos de instalações.

Em 2019, essa energia cobriu 15% da demanda de eletricidade na UE dos 28 (depois de cobrir 14% em 2018 e 11,6% em 2017, com fortes disparidades entre os países).

O Reino Unido liderou esse momento, com 2,4 GW instalados em terra e no mar, seguido pela Espanha com 2,3 GW de terra, um salto inédito em desde 2009.

Eles são seguidos pela Alemanha, com 2,2 GW em terra e mar, e Suécia e França, com 1,6 GW e 1,3 GW, respectivamente, apenas em terra.

A Alemanha, que foi o motor do continente por um longo tempo, está em declínio: seu nível de novas conexões com parques eólicos offshore foi o mais baixo desde 2000 (1,1 GW), disse o WindEurope.

A Alemanha "anunciou muito poucos novos investimentos e indicou que o ano que vem não será muito melhor", afirmou a associação.

No total, houve 27% mais novas instalações em comparação a 2018, a segunda melhor marca registrada. No entanto, esse ritmo "deve ser dobrado para alcançar os objetivos" do pacto verde da Comissão Europeia e a neutralidade de carbono em 2050, alertou o WindEurope.

"A Europa não constrói parques eólicos suficientes", disse seu presidente, Giles Dickson. A expansão dessa energia "requer uma nova abordagem, em termos de planejamento e concessões, mas também de investimentos contínuos nas redes. Cabe à UE garantir que elas sejam ambiciosas e concretas", acrescentou Dickson.

entry Feb 16 2020, 08:45 PM
Carrefour acelera expansão no Brasil com aquisição de 30 lojas do Makro

16/02/2020 15h01

París, 16 Fev 2020 (AFP) - A multinacional dos hipermercados francesa Carrefour anunciou neste domingo a compra de 30 lojas da rede Makro no Brasil, que reforçarão sua rede de hipermercados Atacadão em um país onde o grupo realiza 20% do seu volume de negócios.

"A transação compreende 30 lojas (22 imóveis próprios e oito, alugados) e 14 postos de gasolina localizados em 17 estados, ao preço de 1,95 bilhão de reais", segundo o comunicado do grupo.

"As condições econômicas em que realizaremos a operação são muito atraentes", disse à AFP o diretor financeiro do grupo Carrefour, Matthieu Malige.

O grupo Makro explicou que a venda tem como objetivo concentrar suas atividades no estado de São Paulo e obter "maior eficácia e rentabilidade de seu negócio no país".

Com a operação, o Carrefour reforçará sua presença no Brasil, segundo país mais importante para o grupo francês, atrás da França, e onde está presente desde 1975 e comprou em 2007 a marca de hipermercados Atacadão.

"As novas lojas se somam à rede de 187 lojas do Atacadão, oferecendo uma forte complementaridade geográfica e permitindo reforçar sua posição no estado do Rio de Janeiro (7 centros) e na região Nordeste (8 lojas)", assinala o comunicado.

A multinacional prevê, nos 12 meses seguintes à conclusão da operação, converter estes centros em lojas da marca brasileira Atacadão, que registra bons resultados, informou Malige.

Formato rentável
"Isto nos permite contemplar um crescimento do volume de negócios destas 30 lojas de 60%, já que o modelo comercial do Atacadão (que registrou um crescimento de cerca de 12% em 2019) é muito mais eficaz do que o modelo comercial do Makro", assinalou o executivo. "Esta compra é muito coerente, do ponto de vista estratégico, com o que já fizemos do ponto de vista orgânico: investimos em um país que cresce e um formato rentável."

"Dentro do nosso plano estratégico 2022, decidimos que o 'cash and carry' é um formato de crescimento e decidimos dobrar a velocidade de expansão orgânica do Atacadão, a fim de passar de 10 para 20 lojas por ano, o que fizemos em 2018 e 2019", comentou Malige. Às 20 lojas, somam-se as 30 anunciadas pela empresa neste domingo.

Em toda a América Latina, o grupo, também muito implantado na Argentina, contava com 182 lojas do tipo cash and carry no fim de junho de 2019.

"Esta operação é a mais importante do plano Carrefour 2022, lançado em janeiro de 2018", afirmou o executivo. Além do Atacadão, as atividades do Grupo Carrefour Brasil (filial do grupo cotada na Bovespa) compreendem os hipermercados, supermercados e lojas Carrefour no Brasil, bem como serviços financeiros e complementares.

entry Feb 15 2020, 09:27 PM
Tendência de real mais fraco não acabou, diz Citi

* por Gabriel Ponte | Reuters

A tendência de um real mais fraco provavelmente ainda não acabou, em razão da rápida deterioração da conta corrente brasileira, que tende a continuar, e da expectativa de persistência nas saídas de recursos dos mercados de ações e dívida, entre outros fatores, disseram estrategistas do Citi em relatório nesta sexta-feira (14).

O real apreciou 1,1% nos últimos dois pregões, depois de bater sucessivas mínimas históricas ante o dólar. Ainda assim, a moeda brasileira recua 6,7% em 2020, pior desempenho global.

De acordo com o documento, assinado por Kenneth Lam, Andrea Kigel e Dirk Willer, há dúvidas quanto à recuperação econômica da Argentina, quarto principal parceiro comercial do Brasil, o que pode prejudicar os números de transações correntes.

O Citi também considera que o Brasil deve sofrer, no curto prazo, impactos adversos de fraqueza na China, que lida com o surto do coronavírus, particularmente em relação às exportações de minério de ferro. Além disso, as contas externas poderão ser afetadas por uma elevação nas importações à medida que o crescimento econômico caminha para uma aceleração em 2020.

O Citi projeta que o déficit em transações correntes aumente em 2020 para 3,2% do PIB, ante 2,7% em 2019. A instituição também vê continuidade do fluxo negativo para ações e renda fixa.

O banco considera que o real, apesar da desvalorização em 2020, não está extremamente barato –ou seja, do lado do "valuation", não haveria grande potencial de apreciação para a taxa de câmbio. Tal espaço para valorização do real pelo critério de preço ocorreria "talvez" com a cotação em 5 por dólar –o equivalente a uma desvalorização nominal adicional de 14%.

Porém, no curto prazo, os estrategistas entendem que as intervenções do Banco Central –que retomou nesta semana vendas de contratos de swap cambial– devem ser bem-sucedidas, uma vez que as atuações anunciadas em agosto e novembro de 2019 tiveram êxito.

"Em resumo, é improvável que a tendência para o real mais fraco termine, dados os vários fatores negativos listados acima. Dito isto, no horizonte de um mês, acreditamos que a intervenção (do BC) deve funcionar. Portanto, estamos inclinados a uma posição tática comprada em real", resumem os analistas.

entry Feb 14 2020, 08:55 PM
Grupo Boticário mira aquisições no Brasil e no exterior, diz presidente

* por Gabriela Mello | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo do Grupo Boticário disse nesta quinta-feira que a empresa considera aquisições no Brasil e no exterior diante do aumento da concorrência na indústria de cosméticos.

"É nosso dever avaliar tudo que está disponível no mercado", disse o presidente-executivo, Arthur Grynbaum, a jornalistas, citando que a competição ficou mais dura desde que a rival Natura&Co acertou a compra da norte-americana Avon.

O jornal Valor publicou nesta quinta-feira Grynbaum afirmando que o Boticário está avaliando a compra das operações brasileiras da Coty. Um representante do Boticário confirmou as declarações do executivo.

Grynbaum afirmou a jornalistas que grupos chineses estão se posicionando para enfrentar a companhia com produtos mais baratos vendidos em lojas multimarcas.

"Eles estão muito agressivos em termos de preço", disse o executivo. "Mas não vamos abrir mão da qualidade e segurança".

Com mais de 4 mil lojas no Brasil e operações em mais de 15 países, o Grupo Boticário planeja investir entre 350 milhões e 400 milhões de reais este ano, ante 330 milhões em 2019.

No ano passado, a companhia teve crescimento de 9% na receita bruta, para 14,9 bilhões de reais.

entry Feb 13 2020, 10:03 PM
Nestlé aumenta apetite por aquisições diante de vendas fracas

* por Corinne Gretler e Annmarie Hordern | Bloomberg

(Bloomberg) -- O diretor-presidente da Nestlé, Mark Schneider, disse que a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo planeja acelerar as aquisições, identificando áreas como saúde e nutrição metabólica para impulsionar o crescimento das vendas, que ainda está aquém da meta do grupo.

A Nestlé fechou mais de 50 acordos desde que Schneider assumiu o comando em 2017, transformando 12% do portfólio da empresa. Em entrevista, o CEO disse na quinta-feira que esse ritmo vai continuar, embora com um foco mais forte em aquisições do que em vendas de ativos.

A maior empresa da Europa em valor de mercado está sob crescente pressão para se desfazer de ativos com baixo desempenho, como água engarrafada em larga escala e de sua problemática marca chinesa Yinlu. A empresa informou na quinta-feira que precisará de mais um ou dois anos para retornar ao crescimento anual de vendas de 4% a 6%.

Um dos principais ativos à disposição de Schneider para financiar um negócio potencialmente grande é a participação de US$ 37 bilhões da Nestlé na fabricante francesa de cosméticos L'Oreal, que Schneider chamou de investimento financeiro, sugerindo que pode ser vendida caso a empresa precise dos recursos.

"De qualquer forma, temos muito espaço e colchão em nosso balanço patrimonial, mas essa é uma opção", afirmou em entrevista à Bloomberg TV. "Se necessário, poderíamos aproveitar isso para financiar uma aquisição."

A Nestlé possui ações da L'Oreal há mais de 40 anos e a empresa está feliz com sua posição, disse Schneider. Ele também disse que não iria especular quando uma venda poderia acontecer.

Na quinta-feira, a Nestlé adiou o prazo para atingir sua meta de crescimento de vendas porque a receita da China, o segundo maior mercado da fabricante do Nescafé, já desacelerava antes mesmo do surgimento do novo coronavírus.

Empresas de pequeno e médio porte são o "ponto ideal" da gigante suíça porque são menos arriscadas, mas Schneider disse que não descartaria um grande negócio.

entry Feb 12 2020, 09:22 PM
BP pretende atingir "zero líquido" de emissões até 2050

* por EFE

Londres, 12 fev (EFE).- O CEO da petroleira BP, Bernard Looney, anunciou nesta quarta-feira que a companhia pretende atingir um ponto de "zero líquido" de emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera até 2050, em uma iniciativa que tem atraído críticas de organizações ambientais.

Looney, que substituiu Bob Dudley na semana passada, disse que a BP "se reinventará" para se tornar "neutra em carbono", o que significa eliminar 415 milhões de toneladas de emissões de longo prazo, segundo um comunicado.

Isso inclui cerca de 55 milhões de toneladas do CO2 equivalente que a empresa emite anualmente através de suas operações e outros 360 milhões do conteúdo de carbono de seus produtos de petróleo e gás.

Ele também quer reduzir em 50% a "intensidade de carbono" dos produtos que vende, conforme diz a nota, que não especifica como esses objetivos serão alcançados.

"O orçamento global de carbono é finito e está se esgotando rapidamente. Precisamos de uma rápida transição para o zero líquido. Todos queremos energia que seja confiável e acessível, mas isso não é suficiente. Tem que ser mais limpo", afirmou.

Looney, que especificará seus planos mais tarde, disse que a transição da empresa fundada há 111 anos significará menos investimentos em combustíveis fósseis a longo prazo e mais em energias renováveis - embora a atual produção de energia convencional seja mantida no curto prazo.

O consultor de petróleo do Greenpeace, Charlie Kronick, criticou a falta de detalhes nos planos da BP e acusou o novo CEO de deixar o cumprimento nas mãos de seus sucessores até 2050, deixando "perguntas urgentes" sem resposta.

Já Murray Worthy, da Global Witness, afirmou que o anúncio da BP é "uma tentativa de atrair manchetes positivas" na imprensa e disse que o plano "não tem credibilidade".

entry Feb 11 2020, 09:31 PM
Dólar bate novo recorde histórico acima de R$4,34 com incertezas sobre crescimento local

* por José de Castro | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a fechar numa máxima histórica nesta terça-feira, chegando a superar 4,34 reais na venda durante os negócios, conforme operadores avaliaram riscos de uma recuperação mais lenta da economia num cenário de juros baixos, o que prejudica a atratividade do real como investimento.

"O hedge no real tem funcionado muito bem. A moeda é o 'patinho feio', e isso vem de uma combinação de juro baixo, menor retorno e dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia", disse Bernardo Zerbini, um dos responsáveis pela estratégia da gestão macro da gestora AZ Quest.

Analistas têm repetido há meses que o mercado tem protegido aplicações em bolsa e renda fixa via taxa de câmbio, com o hedge barateado pela queda dos diferenciais de juros a mínimas. O Ibovespa saltava 2,2% nesta terça, no dia em que o dólar renovou recordes históricos.

A ata do Copom divulgada mais cedo nesta terça-feira não soou mais dura do que o comunicado, depois de na semana passada alguns agentes de mercado terem considerado riscos de volta de cortes de juros no meio do ano caso a economia dê sinais de menor ímpeto.

"Achamos a ata um pouco mais 'dovish' (inclinada a afrouxamento monetário) que o comunicado pós-reunião", disse o Goldman Sachs em nota.

"Não podemos descartar a possibilidade de cortes adicionais em caso de atividade econômica mais fraca do que o esperado e de revisão descendente das expectativas de inflação do mercado", afirmou o banco MUFG Brasil em relatório.

O dólar à vista fechou em alta de 0,13%, a 4,3264 reais na venda, superando a máxima anterior de 4,3210 reais na venda da última sexta-feira.

Durante os negócios, a cotação foi a 4,3420 reais na venda. Pela taxa de compra, o pico foi de 4,3403 reais, o que fez desta a terceira sessão consecutiva em que o dólar bate máximas históricas durante um pregão.

Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,07%, a 4,3320 reais.

O real teve o pior desempenho entre 33 pares do dólar nesta sessão. No ano, a moeda brasileira recua 7,25% em termos nominais (o dólar sobe 7,81%), o que coloca a divisa do Brasil na vice-lanterna entre as principais moedas em 2020. O peso argentino perde 10,8% no período.

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