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entry Nov 23 2018, 08:05 PM
Atividade econômica da Argentina cai 5,8% em setembro em relação a 2017

* por EFE

Buenos Aires, 23 nov (EFE).- A atividade econômica na Argentina caiu em setembro 5,8% em relação ao mesmo mês de 2017, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Nesta sexta-feira, o órgão apresentou o Estimador Mensal da Atividade Econômica, que serve como antecipação provisória para medir a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice que mede a atividade econômica registrou em setembro uma queda de 1,9% na comparação com o percentual de agosto. Já nos primeiros nove meses do ano, o indicador acumulou uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2017.

Segundo os últimos dados oficiais disponíveis, o PIB da Argentina registrou no segundo trimestre do ano uma queda de 4,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2017, e no primeiro semestre de 2018 teve baixa de 0,5%.

Este enfraquecimento se deve, principalmente, pela forte instabilidade cambial iniciada no final de abril e que levou o governo a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional.

O projeto de lei de orçamento para 2019, já aprovado no Congresso, aponta que o PIB cairá em 2018 2,4%, além de 0,5% em 2019.

entry Nov 22 2018, 08:18 PM
Itália reitera não estar disposta a alterar orçamento de 2019

* por AFP

Milão, 22 Nov 2018 (AFP) - O governo italiano reiterou nesta quinta-feira (22) que não está disposto a modificar seu orçamento para 2019, apesar do rechaço formal da Comissão Europeia, abrindo caminho para possíveis sanções financeiras.

"Não estamos dispostos a renunciar a nada se for para defender os interesses dos italianos", garantiu o chefe do governo italiano Giuseppe Conte, questionado sobre as concessões que a Itália estaria disposta a fazer durante as negociações com a Comissão.

Conte, que lidera um governo de coalizão entre o movimento antissistema Movimento 5 Estrelas e a Liga, de extrema direita, repetiu que acredita "no diálogo" com o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, e os outros comissários com os quais ele se reunirá no sábado.

"Vou explicar-lhe que este é um orçamento concebido no interesse dos italianos e, claro, também da Europa. Portanto, não é um gesto de rebeldia ou desobediência às regras comuns", acrescentou Conte.

"Somos responsáveis, por trás desse orçamento, por trás de cada medida, há muito estudo", disse ele.

O chefe do governo salientou que a redução da dívida é um objetivo em comum com a Europa.

"Estamos trabalhando para reduzir" para simultaneamente "guiar o país rumo ao crescimento", acrescentou.

"Queremos um país mais competitivo (...). As receitas orientadas pela austeridade dos últimos anos falharam, esta é a nossa receita", reiterou.

O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, líder da Liga e homem forte do chamado governo populista, foi ainda mais firma.

"Não daremos um passo atrás", alertou, ao se referir à reforma previdenciária.

"Não quero discutir com ninguém, mas se tiver que escolher entre Bruxelas e os italianos, a escolha é fácil. Exijo respeito pelos italianos", acrescentou.

A Comissão divulgou na véspera um informe detalhado no qual estima que o orçamento italiano não permitirá à terceira economia da zona do euro reduzir sua enorme dívida, de cerca de 130% do PIB.

entry Nov 21 2018, 07:48 PM
Negociações do Brexit continuam a quatro dias de cúpula crucial

* por AFP

Bruxelas, 21 Nov 2018 (AFP) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, voltará no sábado (24) a Bruxelas para continuar a negociação do Brexit, na véspera de uma cúpula crucial para uma separação com acordo, após uma reunião de alto nível nesta quarta-feira (21) sem os avanços decisivos esperados.

"Eu vou voltar no sábado para realizar mais reuniões (...) para negociar como podemos garantir que podemos concluir este processo de forma que proteja os interesses de nosso povo", disse May após uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Um porta-voz do Executivo europeu, que lidera a negociação de Brexit em nome dos 27 parceiros do Reino Unido, destacou o "bom progresso" da reunião de duas horas na capital belga, embora tenha dito que "o trabalho continua".

A falta de anúncio de um acordo sobre a declaração política da futura relação entre a UE e o Reino Unido, que May e Juncker tinham que resolver, aumenta a pressão e a incerteza sobre a realização da cúpula de líderes em Bruxelas no domingo para dar o aval ao acordo de separação.

Vários países exigiram que esta declaração política, a base da futura negociação para um acordo comercial, seja concluída até sexta-feira, quando uma reunião dos assessores das capitais europeias está programada para fechar os detalhes finais e preparar a reunião dos líderes.

Embora a UE queira "uma ausência de tarifas aduaneiras e de cotas para bens" com o Reino Unido, vários países europeus reiteram que isso não equivale a um cenário como o atual de livre-circulação de produtos, como o governo britânico queria.

Capacidade de veto
Este documento de 20 páginas não vinculante acompanhará o acordo de separação entre a UE e o Reino Unido, revelado na quarta-feira, e que a Espanha quer modificar para garantir seu direito ao veto sobre a futura relação entre o bloco e Gibraltar - uma manobra que gera preocupação na UE.

Este território britânico, localizado no extremo sul da Península Ibérica, tornou-se uma das últimas e inesperadas armadilhas na negociação do Brexit, que ainda precisa concluir outros pontos, como o futuro da frota europeia em águas britânicas e o tamanho do período de transição.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reiterou nesta quarta em Valladolid (nordoeste) que a Espanha vai exercer "sua capacidade de veto" durante a cúpula agendada para domingo, em Bruxelas, para formalizar o acordo, caso o texto não garanta claramente sua exigência.

Madri quer proteger o princípio, aceito por seus parceiros em abril de 2017, em suas diretrizes políticas para negociação, que após o Brexit, "nenhum acordo entre a UE e o Reino Unido pode ser aplicado ao território de Gibraltar sem o acordo" da Espanha.

"O que estamos fazendo é defender os interesses da nação espanhola e vamos fazer isso até o fim", afirmou Sánchez, após uma cúpula com seu par português, António Costa, que expressou seu apoio, pedindo respeito aos limites de cada país.

A primeira-ministra britânica informou nesta quarta ao Parlamento britânico que não excluirá este enclave britânico de suas negociações sobre o futuro relacionamento com a UE. "Queremos um acordo que funcione para toda a família do Reino Unido", acrescentou.

'Mais incerteza, mais divisão'
A saída dos britânicos está prevista para 29 de março. Contudo, a ruptura definitiva se daria após um período de transição previsto inicialmente até 31 de dezembro de 2020.

Durante este período, em que o Reino Unido continuará na união aduaneira e no mercado único europeu e respeitará as regras da UE, sem direito de fala ou voto, Londres e Bruxelas devem encerrar os seus futuros acordos comerciais, políticos e de segurança.

Uma das incógnitas sobre o futuro é até que data esse período transitório pode ser estendido. O negociador europeu, Michel Barnier, estava aberto à possibilidade de ampliá-lo por mais dois anos, segundo fontes europeias.

Outra questão em aberto, que deve aparecer refletida na declaração política sobre a futura relação, é como tentar garantir o acesso da frota de pesca europeia às águas territoriais do Reino Unido ao final do período de transição.

A maior dificuldade até então era evitar uma fronteira para produtos entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, resolvida com a criação de um "território aduaneiro único" entre a Grã-Bretanha e a UE enquanto uma solução melhor não for alcançada.

Antes de viajar para a capital belga, May disse ao seu Parlamento que um voto negativo a um acordo sobre o Brexit poderia significar um divórcio com "mais incerteza, mais divisão", ou que a Grã-Bretanha poderia acabar continuando na UE, com seus 27 parceiros.

entry Nov 20 2018, 07:57 PM
Google investe US$ 700 milhões em centro de dados ecológico

* por Forbes
com Reuters

O Google investirá quase US$ 700 milhões em um centro de dados da Dinamarca abastecido pela abundante energia verde que explica o interesse de empresas que consomem muita energia na região nórdica.

O Google também disse que assinará um acordo de compra de energia (PPA) para o novo centro de dados dinamarquês para garantir seu suprimento de energia renovável.

Há tempos os países nórdicos, que conseguem gerar eletricidade de forma relativamente barata de fontes renováveis, como água e vento, são um ímã para indústrias que usam muita energia, mas agora estão atraindo centros de dados com este perfil.

O investimento anual em centros de dados nórdicos pode dobrar e ultrapassar os US$ 4,57 bilhões até 2025, mostrou um novo estudo do Conselho Nórdico de Ministros, o organismo oficial para a cooperação regional, hoje (20).

Grandes empresas correram para garantir acesso a energia renovável barata para administrar seus gastos e reduzir sua pegada de carbono por meio de PPAs corporativas, que permitem a companhias como Google, controlado pela Alphabet, Facebook e Microsoft comprarem diretamente de geradores de energia.

O Google disse que está avaliando investimentos em uma série de projetos de energia eólica e solar no território continental e no litoral da Dinamarca.

O país abriga um grande setor de energia eólica, incluindo a fabricante de turbinas Vestas Wind Systems e a desenvolvedora de parques eólicos Orsted.

entry Nov 19 2018, 08:08 PM
UE apoia projeto de acordo sobre Brexit no começo de semana 'dolorosa'

* por AFP

Bruxelas, 19 Nov 2018 (AFP) - Os 27 sócios do Reino Unido na União Europeia (UE) expressaram nesta segunda-feira seu apoio ao acordo preliminar de divórcio negociado em ambos os lados do Canal da Mancha, onde as dúvidas continuam no início de uma semana decisiva para o Brexit.

"Começa uma semana dolorosa na política europeia (...) 45 anos de casamento difícil [com o Reino Unido] estão chegando a seu fim", afirmou o ministro austríaco Gernot Blümel, cujo país exerce a presidência rotativa da UE, em sua chegada à reunião.

Foram necessários quase 17 meses para Londres e Bruxelas fecharem um acordo que afaste os maus presságios econômicos de uma separação sem acordo em 29 de março e para o qual os ministros de Assuntos Europeus dos 27 deram sua aprovação "globalmente" na segunda, de acordo com o negociador da UE, Michel Barnier.

No entanto, a incerteza sobre o resultado do processo iniciado pela vitória do Brexit no referendo britânico de 2016 continua devido à ameaça de uma moção de censura contra a primeira-ministra britânica, Theresa May, em Londres, e no eventual veto adiantado pela Espanha por Gibraltar.

A Espanha pediu para alterar o artigo 184 do texto do acordo de divórcio para afirmar claramente a possibilidade de vetar o relacionamento futuro que irá vigorar entre a UE e este território britânico, cuja soberania Madri reivindica, ao fim de um período de transição esperado até o final de 2020.

"As futuras negociações sobre Gibraltar são negociações separadas. E é isso que tem que ficar claro. Até que fique claro (...) porque não podemos dar o nosso acordo", disse o ministro espanhol de Relações Exteriores, Josep Borrell, à imprensa nesta segunda-feira em Bruxelas.

Londres garantiu que o "acordo de retirada acordado na semana passada cobre Gibraltar" e que, na negociação da futura relação com a UE, não excluirá nenhum território da "família do Reino Unido".

Transição até quando?
A Espanha quer que esta linha também fique clara na declaração política sobre as relações futuras, um texto de cerca de 20 páginas ainda em negociação e que deve estabelecer as linhas principais para a futura cooperação entre o Reino Unido e a UE em assuntos comerciais, políticos, econômicos e de segurança.

Os líderes europeus devem dar sua aprovação no próximo domingo durante uma cúpula extraordinária em Bruxelas, tanto a este texto não vinculante quanto ao acordo de retirada de 585 páginas, depois de resolver as pendências em abos, como o futuro da frota pesqueira da UE em águas britânicas.

Outra delas é a data em que o período de transição entre o Reino Unido e a UE após o Brexit chegará ao fim, incluindo-se a prorrogação. Ambas as partes decidiram que a transição irá até 31 de dezembro de 2020 e pode ser prolongada uma vez por um tempo "limitado".

Durante uma reunião de embaixadores europeus no domingo, os 27 sócios do Reino Unido defendem que a prorrogação se estenda por mais dois anos para finalizar um eventual acordo de livre-comércio entre ambos os lados do Canal da Mancha, segundo uma fonte diplomática.

A UE, cujos presidentes devem adotar, em uma cúpula em Bruxelas no domingo, o texto do acordo antes de sua ratificação pelos Parlamentos, tem os olhos voltados para o Reino Unido, onde pesa a ameaça de uma moção de confiança sobre May, procedente de suas próprias fileiras.

A solução alcançada no acordo de divórcio para evitar a reintrodução de uma fronteira para bens entre a província britânica da Irlanda do Norte e Irlanda, país da UE, e preservar o acordo de paz da Sexta-Feira Santa de 1998 foi o detonador final contra a premiê britânica e provocou a renúncia de quatro de seus ministros.

Para Londres, a transição deve acabar "daqui até as próximas eleições gerais" no Reino Unido, em meados de 2022, disse May nesta segunda-feira, à associação patronal de seu país, que expressou seu apoio.

Se sofrer modificações, o acordo negociado com Bruxelas transformará o Reino Unido em um "Estado vassalo" da UE, advertiu o ex-chanceler britânico Boris Johnson, um dos líderes da frente eurocética do Partido Conservador contra a premiê.

entry Nov 18 2018, 08:33 PM
Alemanha, Japão, China e petróleo sinalizam freio na economia mundial

* Financial Times | Berlim , Washington e Frankfurt
com Reuters

A economia mundial começou a patinar, colocando o crescimento robusto dos EUA em risco se a desaceleração continuar.

O PIB (Produto Interno Bruto) do Japão e da Alemanha sofreu contração no terceiro trimestre, e em outubro os gastos dos consumidores na China subiram no ritmo mais lento dos últimos cinco meses, enquanto o crédito bancário diminuiu.

“Estamos assistindo a um pouco de desaquecimento, mas não algo terrível”, disse na noite de quarta (14) o presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA), Jerome Powell. “É preocupante.”

Alguns acontecimentos isolados contribuíram para alguns desses solavancos, incluindo um tufão e um terremoto que atingiram o Japão e gargalos de produção nas fábricas automotivas alemãs, ligados aos novos padrões que regem as emissões.

Em todo o mundo, porém, economistas e executivos de empresas avisaram sobre um elemento comum que vem prejudicando o crescimento: a guerra comercial entre os EUA a China.

Algumas indústrias estão sendo prejudicadas por tarifas, e receios quanto ao impacto de desavenças comerciais também está contribuindo para o clima de apreensão.

Uma empresa que ficou presa na contracorrente recentemente foi a firma alemã de engenharia Heidelberger Druckmaschinen. Um navio que estava a caminho dos EUA levando duas grandes prensas construídas numa fábrica chinesa ficou parado num cais no Canadá enquanto a empresa discutia com seu cliente sobre como dividir os custos das novas tarifas impostas pelos EUA. O cliente não quis aceitar a conta mais alta.

“Acabamos vendendo as máquinas a outros compradores”, disse um representante da Heidelberger Druck.

O cenário global forma um contraste com a economia dos EUA, que cresceu 3,5% anualizados no terceiro trimestre.

A Alemanha, a economia âncora da Europa, informou que seu PIB encolheu 0,2% no terceiro trimestre —a primeira retração em três anos e meio. A economia da zona do euro cresceu 0,2%, desempenho mais fraco em quatro anos.

“Um mês de crescimento zero não deve provocar pânico. Ao mesmo tempo, porém, vemos que as taxas de crescimento estão diminuindo e que há muitas incógnitas em jogo”, disse Ralph Wiechers, economista chefe junto à Associação Alemã da Indústria de Engenharia Mecânica.

Segundo a rede de jornais RND, 44% das empresas alemãs esperam uma nova escalada das tensões comerciais entre a Europa e os Estados Unidos, o que deve continuar a prejudicar novos investimentos.

Ainda de acordo com a pesquisa, 41% das empresas pesquisadas consideram improvável que os Estados Unidos e a União Europeia cheguem a um acordo sobre um acordo comercial transatlântico.

O PIB do Japão sofreu contração de 1,2% anualizado no terceiro trimestre, depois de ter crescido 3% no segundo.

A trading company japonesa Marubeni Corp, disse que a guerra comercial atingiu sua unidade de grãos nos EUA, Gavilon, depois de os preços da soja americana terem despencado devido à queda nas vendas de soja à China.

Em julho, Pequim impôs uma tarifa de 25% sobre a soja importada dos EUA. A Marubeni disse que os lucros líquidos de seu segmento de produtos alimentícios nos seis meses até 30 de setembro caíram 46%.

A administração Trump impôs US$ 250 bilhões (R$ 942 bilhões, na cotação da época) em tarifas sobre bens importados da China. Também tarifou setores que incluem o siderúrgico e o de painéis solares. Parceiros comerciais americanos retaliaram.

Enquanto a economia americana continua a superar as outras, há sinais de que o desaquecimento global está tendo alguns efeitos também sobre os EUA, disse David Joy, estrategista-chefe de mercado da Ameriprise Financial.

Segundo ele, a diminuição do crescimento global vem sendo um fator por trás das quedas nas Bolsas americanas e da queda forte nos preços do petróleo, que provavelmente vão prejudicar produtores petrolíferos americanos.

“Uma desaceleração da atividade global provavelmente vai nos frear um pouco, mas acho que ainda não terá um impacto tremendo.”

Ainda são poucos os economistas que preveem uma recessão global, especialmente em vista do dinamismo atual da economia americana.

Depois de terem subido pela maior parte dos últimos dois anos, desde maio as exportações dos EUA vêm caindo. Mas a economia americana ainda está sendo fortalecida pelos gastos dos consumidores, somados ao baixo desemprego e aos cortes no imposto de renda de pessoa física implementados em 2017.

O aumento dos gastos públicos, especialmente com as Forças Armadas, também vêm fortalecendo a demanda nos EUA.

Os EUA estão protegidos em certa medida contra o desaquecimento da economia internacional porque suas exportações representam apenas 12% de seu PIB, comparadas à média global de 29% ou ao índice ainda mais alto da Alemanha. Ou seja, a exposição dos EUA é menor que a maioria dos países quando a economia global enfraquece.

Na terça (13) a Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) cortou sua previsão de crescimento global de 3,6% para 3,5% em 2019.

Com isso, a Opep também enxerga um desaquecimento da demanda de petróleo, que está deprimindo os preços —o Brent caiu 25% em pouco mais de um mês, do patamar de US$ 85 para US$ 66.

entry Nov 17 2018, 06:28 PM
"Hard Brexit" seria desastroso, diz dirigente industrial da Alemanha

* por Andrea Shalal | Reuters

BERLIM (Reuters) - Uma ruptura do Reino Unido com a União Europeia (UE) sem um acordo de divórcio teria consequências desastrosas para empresas e trabalhadores britânicos e europeus, disse neste sábado o chefe da Federação Alemã da Indústria.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, luta para aprovar a proposta de acordo pactuada com a UE, mas opositores, dentro e fora do seu partido, têm levantado a possibilidade de um Brexit sem acordo ou até mesmo um outro plebiscito sobre o tema.

Dieter Kempf disse a uma rede de jornais alemães que um Brexit sem acordo, o chamado "hard Brexit", afetaria bastante, em particular, as indústrias automotiva, aeroespacial, química, farmacêutica, elétrica e civil. Serviços, incluindo bancos e turismo, também seriam prejudicados.

"Um 'hard Brexit' seria desastroso", declarou Kempf, acrescentando que as empresas alemãs devem se preparar para uma saída sem acordo.

"Causaria grandes dificuldades para dezenas de milhares de empresas e centenas de milhares de trabalhadores dos dois lados do Canal da Mancha", afirmou.

Mais de dois anos depois de o Reino Unido ter votado para deixar a UE, ainda não estão claros como será a saída, os termos, ou mesmo se ela ocorrerá em 29 de março de 2019 como programado.

entry Nov 16 2018, 07:32 PM
Banco central da Argentina pode abandonar piso de juros já em 3 de dezembro, dizem fontes

* por Scott Squires e Gabriel Burin | Reuters

BUENOS AIRES (Reuters) - O banco central da Argentina poderia eliminar o piso de sua taxa de juros de referência já no dia 3 de dezembro, se verificar que as expectativas de inflação caem por dois meses consecutivos, disseram duas fontes do banco central nesta sexta-feira.

Anteriormente, o banco disse que manteria sua taxa de juros em 60 por cento até dezembro, mas não fixou uma data ou termos para ajustar a taxa, atualmente a mais alta do mundo.

As fontes disseram que o banco iria eliminar o piso da taxa, se economistas reduzissem suas expectativas de inflação na pesquisa do banco central deste mês.

A agência oficial de estatísticas da Argentina divulgou uma queda na taxa de inflação do país para 5,4 por cento em outubro, ante 6,5 por cento em setembro.

A última pesquisa do banco central prevê que a inflação poderia atingir 47,5 por cento no fim do ano.

As fontes do banco central, falando em um briefing acompanhado pela Reuters e pela Bloomberg, também disseram que detalhes sobre um acordo ampliado de swap com a China seria anunciado na cúpula do Grupo dos 20 no fim deste mês.

A Argentina implementou uma política monetária de aperto desde que uma corrida contra o peso mais cedo neste ano forçou a Argentina a aumentar a taxa de juros e procurar fontes externas de financiamento, incluindo um acordo de financiamento de 56,3 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o maior da história do Fundo.

entry Nov 15 2018, 08:15 PM
Bolha imobiliária: Com 50 milhões de moradias vazias China teme colapso do setor

* BBC News

As "cidades fantasmas" da China - municípios com uma enorme quantidade de moradias vazias - ficaram famosas em todo o mundo.

Elas se tornaram até um nicho de mercado para o turismo.

Mas para as autoridades do país são fonte de preocupação: mais de 20% dos imóveis urbanos chineses estão atualmente desocupados, o que representa cerca de 50 milhões de moradias.

É o que mostra a Pesquisa de Financiamento Domiciliar da China, liderada por Gan Li, professor de economia da Universidade A&M do Texas, nos Estados Unidos, que conta com um "exército" de milhares de pesquisadores em todo o país.

A taxa de desocupação revela que a maioria das propriedades vazias foram adquiridas por compradores como investimento, pessoas que já possuem um imóvel.

Li e sua equipe também descobriram que a especulação imobiliária impediu milhões de pessoas de comprar sua casa própria.

Sete das dez cidades mais caras do mundo para comprar imóveis residenciais, considerando o preço das propriedades em relação à renda média, estão na China, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"A evidência pode ser traduzida na pouca disposição e capacidade limitada de indivíduos e famílias entrarem no mercado imobiliário", escreveu Ga Li.

"O preço da habitação está claramente sendo impulsionado pela demanda de investimento, com a maioria das aquisições provenientes de famílias que já possuem propriedade."

Em edição anterior, a pesquisa mostrou que o percentual de compradores que adquirem imóvel pela primeira vez caiu de 48% no terceiro trimestre de 2013 para 20% no mesmo período um ano depois.

Investidores chineses descobriram no setor imobiliário uma alternativa mais segura para aplicar seu dinheiro em vez do volátil mercado de ações do país.

E muitas famílias estão investindo em imóveis como uma forma de ajudar seus filhos - bens são um elemento importante, por exemplo, em discussões sobre casamento entre as famílias.

Nos últimos anos, os políticos chineses tentaram em vão conter essa tendência - o presidente Xi Jinping vem enfatizando que "as casas são para viver, não para especulação".

Em maio deste ano, legisladores apresentaram uma proposta para a criação de um imposto sobre imóveis como uma das principais prioridades para os próximos cinco anos, reativando um projeto que já enfrentou a oposição de proprietários, especialmente os ricos.

O governo lançou no ano passado um banco de dados nacional de propriedades como parte de um futuro processo de taxação.

O que quer que as autoridades decidam implementar, deve ser feito com muita cautela. Estima-se que cerca de um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) da China esteja vinculado ao mercado imobiliário e há temores de uma possível crise.

Um levantamento da consultoria FT Confidential Research mostrou que mais de 20% dos consumidores urbanos que possuem pelo menos uma propriedade desocupada a venderiam caso o imposto entre em vigor.

A pressa para vender poderia fazer os preços caírem rápido demais e causar sérios problemas.

"Entre economistas do governo, estabelecer um imposto sobre propriedade é um consenso há muito, muito tempo", escreveu Ga Li em artigo publicado no ano passado.

"A preocupação é política. Ninguém quer ser culpado de estourar a bolha imobiliária."

entry Nov 14 2018, 10:32 PM
Daimler abrirá novo centro de pesquisa e desenvolvimento na China

* por Norihiko Shirouzu | Reuters

PEQUIM (Reuters) - A montadora alemã Daimler disse nesta quarta-feira que planeja investir 1,1 bilhão de iuanes (158,23 milhões de dólares) em um segundo centro de pesquisa e desenvolvimento em Pequim para ajudar a acelerar a localização de modelos Mercedes-Benz na China.

A Daimler informou em comunicado que o novo centro tecnológico estará situado próximo ao centro de montagem de motores e veículos da Daimler em Pequim e que deve começar a operar em 2020.

A China, o maior mercado de automóveis do mundo, é o principal mercado global da Daimler. O centro de tecnologia existente da montadora em Pequim foi estabelecido em 2014.

"Continuamos positivos para novas oportunidades de crescimento na China... e continuaremos com nosso investimento aqui", disse Hubertus Troska, diretor da Daimler para as maiores operações na China, em comunicado.

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