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Entradas em November 2018

entry Ontem, 08:54 PM
Brasil e EUA assinam primeiro acordo de convergência regulatória

* por Lu Aiko Otta | UOLOnline | Brasília

Brasil e Estados Unidos assinaram nesta terça-feira, 13, o primeiro acordo de convergência regulatória, uma medida destinada a facilitar o comércio que dispensa a repetição de procedimentos para verificar se produtos estão de acordo com as normas técnicas adotadas pelos países. Esse primeiro entendimento foi na área de porcelanatos, segundo informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

De acordo com a pasta, a medida permitirá que porcelanatos que tenham sido certificados aqui possam ser comercializados nos EUA sem passar por um novo processo de avaliação e vice-versa. Antes do acordo, era necessário certificar os produtos no mercado de destino. Os testes iniciais custavam US$ 725,00, mais despesas com o envio das amostras.

O acordo foi assinado pela Associação Nacional de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer) e pela Tile Council of North America (TCNA) durante o 25º Fórum Internacional de Países Produtores de Revestimentos Cerâmicos, em São Paulo.

O acordo servirá de "referência e inspiração" para que outros setores façam o mesmo, disse o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto. A medida também abre caminho para aumentar o comércio bilateral.

A convergência regulatória é um dos itens de uma agenda de facilitação de comércio que vem sendo implementada pelos dois países, no chamado "diálogo MDIC - DoC (Departamento de Comércio)".

De acordo com nota divulgada pelo MDIC, o CEO da Anfacer, Antonio Carlos Kieling, disse que a assinatura do acordo "é um reconhecimento da qualidade do produto e valorização das marcas brasileiras".

entry Nov 12 2018, 08:28 PM
Negociações para saída da UE estão agora na reta final, diz premiê britânica

* por Gabriel Bueno da Costa | UOL Online | São Paulo

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou em discurso nesta segunda-feira que as negociações para a partida do país da União Europeia, o chamado Brexit, "estão agora na reta final". Segundo ela, os dois lados desejam um acordo, mas o tema em negociação é "imensamente difícil".

May enfatizou que o diálogo sobre o Brexit é crucial para os interesses nacionais. Ela voltou a dizer que a maioria da população se manifestou a favor da saída e que deseja cumprir isso agora. Segundo May, não será fechado um acordo a qualquer custo e o Reino Unido deseja retomar o controle sobre suas leis, fronteiras e o orçamento, bem como a garantia de liberdade para fechar acordos comerciais pelo mundo.

A premiê também reafirmou que pretende manter uma relação próxima com a UE, após a partida. Ela comentou também que houve progressos rumo a um acordo, durante evento em Londres, e que seu governo trabalha duro para tentar chegar a uma solução a tempo.

entry Nov 11 2018, 07:05 PM
Macron e Merkel defendem multilaterismo e Trump evita fórum da paz

* por John Irish | Reuters

PARIS (Reuters) - Os líderes da Alemanha e da França pediram uma abordagem unificada para promover a paz mundial em um fórum em Paris no domingo, que contou com a presença de dezenas de chefes de Estado e governo com uma notável exceção: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A chanceler alemã, Angela Merkel, abriu o Fórum da Paz de Paris, após uma cerimônia na capital francesa para marcar o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, com uma advertência de que o nacionalismo “cego” está ganhando terreno na Europa e além.

Ecoando comentários feitos por Macron, ela disse que há uma preocupante iniciativa de alguns para promover o interesse próprio e ignorar os laços que sustentam a paz desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

“A maioria dos desafios hoje não pode ser resolvida apenas por uma nação, mas juntos. É por isso que precisamos de uma abordagem comum”, disse Merkel. “Se o isolamento não foi a solução 100 anos atrás, como pode ser hoje em um mundo tão interconectado?”

Macron espera que o fórum possa ajudar a evitar que se caia nas armadilhas do passado promovendo o multilateralismo. Ele quer demonstrar o poder da reconciliação um século depois de a Europa ter sido destruída por um dos conflitos mais sangrentos da história.

Líderes como o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega turco, Tayyip Erdogan, estavam entre os que ouviram Merkel, Macron e o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, elogiarem a ONU e instituições como ela que buscam soluções multilaterais para problemas globais.

Trump, que defende a política de “primeiro os EUA” e tem dito estar orgulhoso de ser nacionalista, desprezou o evento. O Air Force One partiu de Paris para Washington pouco depois do fórum da paz ter sido aberto.

entry Nov 10 2018, 07:35 PM
Robôs virtuais apresentam noticiário na China

* por AFP | Xangai

A agência de notícias chinesa Xinhua apresentou nesta semana um casal de apresentadores virtuais de noticiários televisivos, um passo que reflete os esforços de Pequim em termos de inteligência artificial.

No entanto, os hologramas apenas leem na tela texto introduzido no sistema informático, diferentemente de outros robôs com inteligência artificial, que são capazes de refletir e tomar decisões de forma autônoma.

"É meu primeiro dia na agência Xinhua", afirma um dos personagens digitais, que se parece com um jovem apresentador chinês de carne e osso. Um dos robôs fala em chinês, e o outro, em inglês.

Segundo a agência, esses robôs virtuais foram criados com a colaboração de Sogu, uma empresa de Pequim especializada em reconhecimento de voz. "A partir de agora é oficialmente um novo membro da redação da Xinhua", afirmou a agência, destacando que uma das vantagens dos robôs virtuais é que podem trabalhar 24 horas por dia.

A China desenvolveu um plano para se tornar a primeira potência mundial em termos de inteligência artificial, mas esse projeto foi suspenso após as acusações de plágio tecnológico do presidente americano, Donald Trump.

entry Nov 9 2018, 08:54 PM
Telecom Italia aprova oferta não vinculante pela Nextel

* por Forbes
com Reuters

O conselho da Telecom Italia autorizou a TIM a fazer uma oferta não vinculante pela rival Nextel no Brasil, controlada pela NII Holdings, disseram à Reuters hoje (9) três fontes com conhecimento do assunto.

Uma das fontes alertou que o processo ainda está em estágio inicial e que o grupo italiano ainda estuda se fará qualquer oferta.

As ações da NII negociadas nos Estados Unidos acumulam valorização de cerca de 1.670% até agora neste ano, impulsionadas por expectativas sobre uma possível oferta de aquisição. A valorização elevou o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 754 milhões com base no fechamento de ontem (8).

Atualmente, a companhia tem menos de 3 milhões de clientes e quase nenhum lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

Boa parte do valor da Nextel vem de seus direitos de espectro em São Paulo e Rio de Janeiro, particularmente as frequências de 1800 e 2100 MHz, que são fundamentais para o segmento de dados, que atravessa rápido crescimento e agrega margens elevadas no Brasil.

Em teleconferência hoje, o presidente-executivo da Telecom Italia, Amos Genish, disse que a companhia estava interessada na operação da Nextel no Brasil, mas que o processo estava em fase inicial. A Telecom Italia ficaria feliz em participar da consolidação do mercado no Brasil, acrescentou ele.

“Estamos felizes em considerar fusões e aquisições complementares. Espectros complementares são chave em nossa lista de prioridades”, afirmou Genish. Um representante da TIM não comentou o assunto.

Uma das fontes disse que a NII esperava receber as primeiras ofertas não vinculantes dentro de semanas. O vice-presidente financeiro da NII, Daniel Freiman, não respondeu a pedido de entrevista.

Uma decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na semana passada afrouxou limites de espectro detidos por operadoras de telefonia celular no Brasil, o que ajudou a fomentar a decisão da Telecom Italia de avaliar uma oferta não vinculante, disse a fonte.

Regulamentações anteriores no país proibiam uma aquisição da Nextel por um participante doméstico, conforme as maiores operadoras de telecomunicações do país estavam se aproximando do limite de frequência em São Paulo e Rio de Janeiro.

A Telefônica Brasil, maior operadora do país que atua sob a marca Vivo, ficou menos interessada sobre uma potencial aquisição da Nextel, em um momento em que a empresa de origem espanhola foca no segmento de banda larga, disseram três fontes com conhecimento do assunto nas últimas semanas.

O vice-presidente de operações da companhia afirmou à Reuters em abril que o grupo provavelmente dedicaria cerca de R$ 7,5 bilhões para investimentos a partir de 2018 até 2020, voltados para expansão da banda larga. Um representante da Vivo não comentou o assunto.

As ações da NII Holdings saltaram cerca de 17% no pré-mercado em função da potencial oferta da TIM para depois reduzirem os ganhos a 4,4%.

Já os papéis da TIM negociados na bolsa paulista tinham queda de 0,4% por volta das 16:35 (horário de Brasília), enquanto as ações da Telecom Italia recuavam 4,8%, depois que a companhia registrou baixa contábil de € 2 bilhões (US$ 2,27 bilhões) em ativos domésticos e abandonou a meta de endividamento traçada para 2018.

A Nextel Brazil é a última operação da NII na América Latina, após saída da empresa de operações no Peru, Chile e México, onde sua unidade foi vendida por US$ 1,9 bilhão para AT&T três anos atrás.

entry Nov 8 2018, 07:45 PM
Mitsui está em negociações para comprar SuperVia

* por Forbes
com Reuters

O grupo japonês Mitsui está em negociações para comprar a concessionária de transporte ferroviário do Rio de Janeiro SuperVia após o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) bloquear outras ofertas pela companhia, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Uma delas disse que uma proposta vinculante liderada pela Starboard Restructuring Partners foi rejeitada nesta semana pelo banco, já que não previa a transferência ao comprador das dívidas contraídas pela SuperVia com o BNDES.

Agora a Mitsui, que já é acionista da Odebrecht Mobilidade, uma holding que controla a SuperVia, sediada no Rio de Janeiro, com uma participação de 40%, está em negociações para assumir o controle da concessionária e de suas dívidas com o banco de desenvolvimento.

As negociações para vender a concessionária de transporte ferroviário estão sendo lideradas por credores brasileiros da Odebrecht, à medida que o grupo, assolado pelos efeitos do escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato, enfrenta pressão para vender ativos e reduzir dívidas.

Uma outra proposta pelo fundo de investimento dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Development foi rejeitada.
Odebrecht, Mitsui e Starboard não quiseram comentar imediatamente o assunto.

O jornal “O Globo” publicou, em reportagem mais cedo nesta semana, que a Mitsui estava sendo considerada como candidata mais provável a adquirir a SuperVia.

entry Nov 7 2018, 07:21 PM
JPMorgan apoia fintech que quer revolucionar mercado trilionário

* por Viren Vaghela | Bloomberg

(Bloomberg) -- Um dos maiores bancos do mundo quer aumentar os lucros excluindo os corretores que atuam como intermediários no maior mercado de derivativos.

O JPMorgan Chase adicionou a startup Wematch Interest Rates a seu programa interno de tecnologia financeira, que ajuda novas empresas a criar produtos destinados ao setor bancário. O JPMorgan, que tem sede em Nova York, e outros negociantes poderão futuramente usar a plataforma da Wematch para negociar transações em mercados de taxas de juros.

"É animador ver um pequeno grupo de especialistas do mercado tendo a chance de criar um produto capaz de gerar um impacto significativo nos resultados finais dos grandes bancos", disse Pasquale Cataldi, chefe de serviços de execução de renda fixa do JPMorgan, em comunicado.

Ao adicionar a Wematch, o JPMorgan se torna o mais recente banco a tentar usar automação para obter vantagem no trading.

O serviço da Wematch se baseia em um modelo de assinatura, e essa tecnologia já foi adotada por negociantes de outros segmentos de mercado, como derivativos de ações e financiamento de títulos.

A tecnologia pode revolucionar os negócios de firmas como BGC Partners e TP ICAP, que têm papel importante na intermediação de transações cambiais, de renda fixa e de derivativos, ao mesmo tempo cobrando tarifas por seus esforços.

A Wematch Interest Rates é uma unidade da London Wematch.live Group. O mercado no qual a empresa tenta entrar é enorme: o valor de mercado dos derivativos de taxa de juros de balcão (OTC) foi de US$ 7,6 trilhões no segundo semestre de 2017, segundo os últimos dados do Banco de Compensações Internacionais.

Redução de custos
"Estamos desenvolvendo novos mecanismos de correspondência e negociação com as equipes de produtos do JPMorgan", disse Mikhael Farouz, especialista de mercado para taxas de juros e câmbio da Wematch.live, no comunicado. "Esta tecnologia será adaptada para a negociação de instrumentos de taxa de juros, melhorando a eficiência do mercado e reduzindo os custos de execução para todos os negociantes."

O programa de tecnologia financeira do JPMorgan também investe em determinados momentos nas jovens empresas apoiadas pelo banco.

entry Nov 6 2018, 07:46 PM
Carrefour Brasil compra 100% da plataforma E-mídia

* por Forbes
com Reuters

O Carrefour Brasil anunciou hoje (6) a aquisição de 100% da plataforma de conteúdo digital E-Mídia, que controla os sites Cyber Cook, Vila Mulher e Mais Equilíbrio, por valor não revelado.

Em comunicado, a empresa diz que a transação prevê ainda a contratação de Alexandre Canatella, presidente-executivo da E-Mídia, para comandar o negócio com o apoio de diversas áreas do Carrefour Brasil.

A aquisição faz parte dos esforços do grupo para promover a transformação digital da operação de varejo alimentar no Brasil.

Os três sites da E-Mídia atraem cerca de 4 milhões de visitantes por mês. “Essa aquisição amplia a relevância e a integração da nossa oferta online e física, sobretudo para venda de alimentos”, disse o presidente do Carrefour Brasil, Noël Prioux, em nota à imprensa.

entry Nov 5 2018, 08:12 PM
Ministros da zona do euro pressionam Itália a mudar proposta orçamentária, diz fonte da UE

* por Francesco Guarascio | Reuters
reportagem adicional Daphne Psaledakis

BRUXELAS (Reuters) - Os ministros de finanças da zona do euro pressionaram a Itália a mudar seu Orçamento de 2019 antes do prazo definido para a semana que vem, confirmando que Roma está isolada no bloco em sua disputa sobre regras fiscais.

Enquanto alguns ministros evocaram os riscos para o euro de uma disputa orçamentária, o ministro de Finanças da Itália, Giovanni Tria, disse que estava trabalhando em mudanças no Orçamento, disse uma fonte italiana, enfatizando que Roma não estava considerando alterar metas de despesas.

Os ministros discutiram o Orçamento italiano durante seu encontro mensal, depois que a Comissão Europeia rejeitou o texto no dia 23 de outubro, dizendo que representava uma violação sem precedentes das regras da UE.
A proposta orçamentária desrespeita as normas da UE porque prevê um aumento de 0,8 por cento no déficit estrutural da Itália no próximo ano, em vez da redução exigida de 0,6 por cento na relação com o Produto Interno Bruto (PIB).

"O que está em risco agora é a nossa moeda comum", disse o ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, a repórteres quando entrava na reunião, acrescentando que ele compartilhava a visão da comissão de que a proposta de Orçamento da Itália não cumpre as regras da UE.

Durante uma reunião a portas fechadas, outros ministros compartilharam sua visão e pressionaram a Itália a mudar seu Orçamento, disse uma fonte da UE.

A Itália tem até o dia 13 de novembro para apresentar a Bruxelas uma versão revisada de sua proposta orçamentária de 2019, mas a coalizão de governo afastou repetidas vezes qualquer possibilidade de mudanças no Orçamento, dizendo que era preciso aumentar o endividamento para impulsionar o crescimento.

A Comissão deve emitir sua opinião sobre todas as propostas orçamentárias da zona do euro, incluindo uma versão revisada da proposta da Itália, no dia 21 de novembro. Se Roma não emendar seu Orçamento para cumprir as regras da UE, a Comissão deve iniciar um procedimento disciplinar que poderia levar a uma multa equivalente a 0,2 por cento do PIB da Itália.

entry Nov 4 2018, 08:04 PM
Empresas dos EUA sentem impactos de alta de tarifas para comércio com a China

* por Dow Jones Newswires | Nova York

Empresas norte-americanas dizem estar compensando os efeitos da escalada de tarifas comerciais para a China com aumento de preços ou mudanças em suas cadeias de fornecimento, mas elas alertam investidores que o cenário pode piorar no ano que vem.

Tarifas diminuíram o transporte de madeira e grãos, elevaram o custo de itens que vão de cabides para roupas a materiais pesados, além de terem comprimido margens para fabricantes de chips e ferramentas, entre outros impactos. Esses efeitos foram descritos em números e comentários de 75% das companhias da S&P 500 que divulgaram resultados ao mercado.

"O efeito negativo está espalhado", diz Binky Chadha, estrategista-chefe de ações Estados Unidos e Global do Deutsche Bank. Ainda assim, ele acrescenta, o impacto até o momento é modesto.

As preocupações com tarifas ocorrem em meio a sinais de desaceleração no crescimento dos lucros e vendas. Ganhos estão moderados e a performance é desigual. Analistas e economistas alertam para crescimento dos lucros ainda mais lento no próximo ano.

Em média, o lucro por ação das companhias do S&P 500 no terceiro trimestre está no caminho para crescer 27,1% na comparação com o mesmo período de 2017, marcando o terceiro trimestre seguido de ganhos acima de 25%, conforme dados da empresa de informações financeiras Refinitiv. Analistas acreditam que ao menos um terço desse ganho trimestral vem do corte de impostos, efeito que não deve se repetir no ano que vem.

As receitas das empresas do S&P 500 devem crescer 8%, ainda acima do normal para os últimos anos, mas mais lento que o ritmo dos últimos três trimestres.

Olhando para frente, analistas e economistas destacam que o crescimento da economia global desacelerou, particularmente na Europa e na China. "Provavelmente, parte disso é devido à imposição de tarifas e à guerra comercial", diz Chadha. "Mas parte disso já ocorreria de toda forma", acrescenta.

Companhias estão lidando com tarifas comerciais impostas à China, assim como com a imposição sobre as importações de aço, alumínio, madeira e outros.

Executivos e analistas mencionaram as tarifas e termos como "comércio chinês" ou "guerra comercial" cerca de 600 vezes em teleconferências de resultados de cerca de 130 das empresas do S&P 500, conforme levantamento do The Wall Street Journal por meio de transcrições retiradas do Factiva. Os termos foram usados ao menos seis vezes por ao menos um quarto das empresas.

Se as tarifas saltarem para 25% sobre as cerca de US$ 200 milhões de importações chinesas que hoje enfrentam tarifa de 10%, conforme ameaça o governo do presidente Donald Trump, isso poderia reduzir o crescimento das empresas do S&P 500 em 2 a 3 pontos porcentuais.

Algumas companhias já afirmam que as tarifas têm gerado redução na demanda por produtos enviados para a China a partir dos Estados Unidos. De acordo com a empresa de madeira, Weyerhaeuser Co, as exportações para a China caíram com a tarifa de 5% imposta em setembro, apesar da sólida atividade de construção no país.

A gigante do transporte férreo Union Pacific Corp. disse que o aumento sazonal no transporte de grãos não se materializou, em parte pelas tarifas chinesas.

A Caterpillar Inc. Afirmou que as vendas sofreram, e que suas operações de manufaturados em ambos os países reduziram a necessidade de exportação. Ainda assim, custos estão no piso da projeção feita pela companhia de cerca de US$ 100 milhões a R$ 200 milhões. No segundo semestre deste ano.

A fornecedora de uniformes Cintas Corp. Afirmou que está pagando mais por cabides de roupas por causa das tarifas, enquanto outros impactos têm sido limitados. "É algo que está começando a se proliferar", disse o diretor Financeiro J. Michael Hansen a investidores em setembro.

A Micron Tecnologia, empresa que vende espaço de armazenamento e memória de computador, afirmou que as tarifas podem reduzir sua margem bruta no primeiro trimestre. A mitigação dos danos deve levar tempo, disse o diretor Financeiro David Zinsner a investidores. "Vai levar um ou dois trimestres para que consigamos ver algum benefício", concluiu.

A Stanley Black & Decker Inc. disse que os preços de commodities e o Câmbio estreitaram margens operacionais. Dois terços das importações trazidas da China pela fabricante de ferramentas estão sujeitas a tarifas.

Algumas empresas afirmam que aumentar preços, como muitas companhias fizeram, leva tempo e nem sempre é possível.

A BorgWarner Inc., que vende componentes para fabricantes de carros e caminhões, disse esperar um custo de US$ 20 milhões com as tarifas e a inflação este ano. A empresa diz ter absorvido a totalidade dos custos até o momento. "Não repassados nada", afirmou o presidente Frédéric Lissalde. "Essas discussões levam tempo e estão acontecendo", concluiu.

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