Bem-vindo, visitante ( Entrar | Registrar )

  Rating ---

2 Páginas V  1 2 >
Entradas em September 2019

entry Ontem, 08:49 PM
UE poderá precisar regular uso de dados por gigantes de tecnologia

* por Foo Yun Chee | Reuters

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia poderá impor regras para assegurar que companhias que coletam dados não utilizem as informações de maneira irregular, afirmou a chefe da agência de defesa da concorrência do bloco nesta sexta-feira, sinalizando como poderá usar poderes ampliados para agir sobre empresas norte-americanas como Facebook e Google.

Os comentários de Margrethe Vestager, indicada para mais cinco anos no comando da agência de defesa da competição da UE, sinalizam, que ela poderá introduzir novas regras para especificamente cobrir companhias de tecnologia e o uso que fazem dos dados recolhidos dos usuários.

Até agora, multas foram aplicadas após análises de cada caso que se basearam em regras que não são específicas do setor.

Sob Vestager, multas de cerca de 10 bilhões de euros foram aplicadas contra Google e Qualcomm após tribunais determinarem que as empresas agiram para conter rivais.

“Se queremos definir o mercado, definir o que é aceitável e o que não é, então o que precisamos não é de mais fiscalização da competição. Precisamos de regulação”, disse ela durante conferência em Copenhague.

“Então poderemos precisar de regras mais amplas para termos certeza de que a maneira pela qual as companhias coletam e utilizam os dados não prejudique valores fundamentais de nossa sociedade”, disse Vestager sem dar detalhes.

Ela afirmou que as regras de proteção de dados adotadas pela UE no ano passado deram aos europeus controle sobre dados pessoais mas não ajudam em casos em que problemas surgem quando companhias utilizam as informações irregularmente ou para atingirem a democracia.

entry Sep 14 2019, 08:54 PM
Zona do euro intensifica trabalho em projeto de criptomoeda pública

* por Francesco Guarascio | Reuters

HELSINQUE (Reuters) - Governos e bancos centrais da zona do euro estão trabalhando em um plano de longo prazo para lançar uma moeda digital pública que eles esperam que torne redundante projetos como a libra, do Facebook, que é vista como um risco à estabilidade financeira, disseram autoridades nesta sexta-feira.

O bloco de 19 países também está unido na busca de uma abordagem regulatória rígida, caso a libra busque autorizações para operar na Europa. Também estão considerando um conjunto comum de regras para moedas virtuais, que atualmente não são regulamentadas.

A UE trabalhou nos últimos anos em vários planos para tornar os pagamentos digitais mais baratos e mais rápidos, mas nenhum deles decolou até o momento. Mas os planos divulgados em junho pelo Facebook para lançar sua própria moeda digital para permitir pagamentos entre centenas de milhões de usuários na Europa e em todo o mundo provocaram uma reconsideração das autoridades europeias.

“A libra foi um alerta”, disse o membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Benoit Coeure, em entrevista coletiva em Helsinque, após uma reunião de ministros das finanças da zona do euro.

Ele disse que a libra reviveu os esforços para ampliar a aceitação de um projeto apoiado pelo BCE para pagamentos em tempo real na zona do euro, conhecido como TIPS. O projeto, lançado no ano passado, foi recebido com cautela pelos bancos.

“Também precisamos intensificar nosso pensamento sobre uma moeda digital do banco central”, acrescentou, revelando um plano até agora pouco conhecido.

Um funcionário do BCE disse que o projeto poderá permitir que os consumidores usem dinheiro virtual, que seria depositado diretamente no BCE, sem a necessidade de contas bancárias, intermediários financeiros ou contrapartes compensadoras.

Todos esses atores são necessários agora para processar pagamentos digitais, mas podem não ser mais necessários se o BCE assumir suas funções, reduzindo os custos de transação. A libra também não precisará de intermediários financeiros.

O projeto do BCE começou antes do anúncio da libra e pode durar meses ou até anos, disse Coeure. A viabilidade técnica continua a ser estudada e é provável que os bancos se oponham.

entry Sep 13 2019, 08:55 PM
Economia global "longe da recessão", diz funcionário do FMI

* por Andrea Shalal | Reuters

WASHINGTON (Reuters) - As tensões comerciais estão pesando sobre o crescimento ao redor do mundo, mas o Fundo Monetário Internacional está "longe" de prever uma recessão global, disse um funcionário do FMI à Reuters nesta sexta-feira, enquanto o Fundo se prepara para apresentar novas perspectivas econômicas no próximo mês.

O FMI disse na quinta-feira que tarifas impostas ou ameaçadas por Estados Unidos e China poderiam reduzir em 0,8% a produção econômica global em 2020 e desencadear perdas nos próximos anos.

"As tensões comerciais estão pesando sobre o crescimento. Mas nós realmente não vemos recessão nas condições atuais. Acho que estamos longe disso", disse o funcionário do FMI, familiarizado com o preparação das perspectivas.

"Embora a atividade manufatureira tenha sido fraca, também vemos resiliência no setor de serviços e a confiança do consumidor está se sustentando. A questão é quanto tempo essa resiliência pode durar, e estamos monitorando cuidadosamente todos os indicadores ", afirmou o funcionário, que não estava autorizado a falar publicamente.

O Fundo divulga relatórios de perspectiva econômica duas vezes ao ano para coincidir com suas reuniões, de primavera e outono, com projeções para o PIB global do ano corrente e do ano seguinte.

entry Sep 12 2019, 07:59 PM
Juros baixos: bancos perdem fôlego, poupadores sofrem, devedores comemoram

* por AFP

Frankfurt am Main, 12 Set 2019 (AFP) - A política de taxas de juros baixas e negativas que o Banco Central Europeu (BCE) adota há cinco anos já gerava preocupação nos bancos da zona do euro antes da nova queda do preço do dinheiro, decidida nesta quinta-feira (12).

Veja a seguir como esta estratégia afeta os bancos e seus clientes e poupadores.

Como impacta os bancos?O BCE decide a política monetária dos 19 países-membros da zona do euro, ao fixar o nível das taxas de juros chamadas "oficiais". Essas taxas influenciam o custo do crédito que os bancos oferecem e a rentabilidade da poupança.

Desde março de 2016, a instituição monetária sob sua principal taxa oficial a 0%, o que permite aos bancos pegar dinheiro emprestado gratuitamente por uma semana.

Além disso, desde o verão de 2014, os bancos têm que pagar ao depositar seu excesso de liquidez a curto prazo no BCE. A chamada "taxa de depósitos" sanciona os bancos, obrigando-os a pagar -0,40%.

Agora, este pagamento terá uma taxa anual de -0,50%. O BCE acaba de reduzir o pagamento pela quarta vez desde 2014 para impulsionar os empréstimos bancários e estimular a atividade.

A montanha de dinheiro parado alcançava, no início de setembro, cerca de 1,8 trilhão de euros, segundo o BCE. Ao aplicar uma taxa de -0,50%, a fatura anual será de 9 bilhões de euros para os bancos, calcula a AFP.

Por isso, o BCE fez um gesto favorável aos bancos nesta quinta, instaurando um sistema de juros negativos em dois níveis, que exonera um volume importante de liquidez dessa taxa negativa. Isso deve levar a uma redução "à metade" da fatura para os bancos, segundo Frederik Ducrozet, da Pictet Wealth Management.

Os bancos precisam depositar fundos no BCE para lidar com as retiradas de dinheiro de seus clientes. Contudo, costumam depositar muito mais que esse montante obrigatório.

Essas taxas de juros constituem assim uma ferramenta crucial: ao incentivar o baixo custo do crédito e obrigar os bancos a pagar quando armazenam o dinheiro, em vez de emprestá-lo, o Banco Central pretende estimular a atividade econômica.

Esta política afeta diretamente a rentabilidade dos bancos em sua atividade de empréstimo, ao reduzir cada vez mais a margem entre a taxa de juros que eles emprestam e a que pagam quando se refinanciam.

Até agora, bancos franceses e alemães pagam o tributo mais alto.

Quais são perspectivas?
Os bancos devem convencer investidores de sua capacidade para enfrentar juros negativos duradouros, ao mesmo tempo em que devem respeitar a regulamentação que lhes obriga a adquirir capitais adicionais para enfrentar eventuais choques financeiros.

Agora o sistema bancário não está exposto de forma uniforme às taxas baixas: os grupos bancários com receitas muito dependentes dos empréstimos e dos depósitos, como os bancos regionais alemães, são os maiores prejudicados por este cenário e sofrem mais que os bancos diversificados em serviços financeiros, seguros e bancos de negócios e investimentos, que é o caso dos franceses.

Quais são as consequências para clientes e poupadores?"As taxas negativas levam a uma situação absurda, porque os bancos não querem mais ter depósitos de clientes", disse Sergio Ermotti, diretor do banco suíço UBS, no início de setembro.

Até agora, os bancos só cobravam de seus clientes depósitos importantes quando se tratava de empresas, mas, de acordo com uma pesquisa realizada em julho na Alemanha, cerca de 30 bancos no país decidiram cobrar dos clientes mais ricos por seus depósitos, quando exceder 100.000 euros.

No entanto, essa prática não é comum na zona do euro, onde os bancos competem fortemente entre si para conquistar mais clientes e, assim, compensar sua perda de margem.

O empréstimo imobiliário a uma taxa competitiva tornou-se sua principal isca, em benefício de novos devedores, que estão emergindo como os grandes vencedores da estratégia do BCE.

Por outro lado, os poupadores que investem seu dinheiro em investimentos financeiros parecem ser os perdedores, uma vez que a lucratividade de muitos produtos de poupança caiu ao mesmo tempo em que os juros. Esta é uma questão particularmente sensível na Alemanha, onde muitos aposentados contam com suas economias.

Taxas negativas garantem que os investimentos financeiros deixem de ser atraentes e "induzem a riscos excessivos, tanto para pessoas físicas, quanto para fundos de investimento, que buscam rentabilidade a todo custo e que se voltam para produtos mais arriscados, o que é um perigo", disse o economista Eric Dor, diretor de estudos econômicos da IESEG Management School.

entry Sep 11 2019, 08:56 PM
Mesas de trading da Argentina passam do caos à calma inquietante

* por Ignacio Olivera Doll | Bloomberg

(Bloomberg) -- Um ano de atividade frenética nas mesas de câmbio dos principais bancos da Argentina sofreu uma parada repentina.

A imposição de controles de capital em 1º de setembro reduziu os volumes, ao mesmo tempo em que estabilizou o peso, a moeda com pior desempenho do mundo este ano. As oscilações diárias de até 15% caíram para não mais de 0,4% no período de uma semana.

Uma operadora, que pediu para não ser identificada porque não tem permissão para falar sobre a situação de seu banco, disse que já não precisa chegar cedo no escritório e, enquanto está na mesa, passa o tempo lendo sobre outros assuntos. Os colegas aproveitam para resolver pendências.

Muitos traders temem que o novo período de calma tenha vindo para ficar e que seus empregos estejam em risco. Os controles cambiais implementados para segurar a desvalorização do peso e defender as reservas internacionais do banco central puxaram o tapete do mercado. As negociações diminuíram ao mínimo, pois as empresas só podem negociar moedas para operações de comércio exterior.

A negociação de títulos de dívida também diminuiu com os controles de capital, já que agora investidores estrangeiros não podem retirar seus recursos do país tão facilmente.

A apenas alguns quarteirões de distância das mesas de câmbio localizadas nas torres mais altas do centro de Buenos Aires, escritórios de pequenas corretoras estão com muito trabalho.

Os controles de capital criaram oportunidades que muitos argentinos comuns foram rápidos em aproveitar, como as operações de dólar MEP. Funciona assim: as pessoas compram dólares, depois compram títulos denominados em dólares e vendem os papéis por pesos no mercado local. O diferencial entre a taxa de câmbio oficial e a taxa MEP rende um lucro de 7%, enquanto permite à contraparte retirar dinheiro do país.

"Está difícil dar conta", disse Federico Grand, da Guardati Torti, um corretor de grãos da Ciudad de Rosario. Alguns clientes vão à corretora três vezes ao dia.

A única desvantagem é o limite mensal de US$ 10 mil para compras de dólares por argentinos comuns.

"A notícia da oportunidade de negociação está se propagando como fogo", disse Grand. "Alguns clientes gastaram todo o limite somente na semana passada."

O aumento da atividade também proporcionou algum alívio aos operadores de câmbio agora ociosos.

A mesa está praticamente fechada, disse um operador, que trabalha em um dos principais bancos da Argentina e não quis ser identificado. Agora, ele e os colegas ajudam outras áreas do banco para passar o tempo.

entry Sep 10 2019, 08:47 PM
Itália quer elevar déficit orçamentário, dizem fontes; medida ameaça gerar novas tensões com UE

* por Giuseppe Fonte | Reuters

ROMA (Reuters) - A nova coalizão de governo da Itália planeja aumentar o déficit orçamentário para cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, disseram fontes, medida que ameaçaria reacender tensões com a União Europeia (UE).

O novo governo, formado após o colapso da coalizão anterior no mês passado, espera poder convencer Bruxelas a acomodar a expansão orçamentária, criando um relacionamento mais forte com seus parceiros da UE.

Reforçando essas esperanças, o ex-primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni foi nomeado nesta terça-feira como o novo comissário da UE para assuntos econômicos, dando-lhe um papel central na avaliação sobre se os planos de Orçamento da Itália cumprem as regras da UE.

"Vou trabalhar acima de tudo para contribuir para fazer o crescimento voltar", disse Gentiloni logo após ser escolhido para o posto em Bruxelas, em comentários que provavelmente serão bem-vindos pelo governo de Roma, que o indicou.

O déficit para 2020 de cerca de 2,3% do PIB --que três fontes políticas disseram à Reuters que estava sendo planejado pela coalizão do Movimento 5 Estrelas e pelo Partido Democrático(PD), de centro-esquerda-- ficaria acima do deste ano, de 2,04%.

Também seria muito mais alto que o atual objetivo de 2020, de 2,1%, e aproximaria o déficit orçamentário do nível de 2,4%, que quase desencadeou um processo disciplinar da UE contra a Itália este ano.

O novo governo colocou um Orçamento expansionista para 2020 no topo de sua agenda para evitar o risco de recessão e planeja aumentar o déficit para evitar um aumento no imposto sobre vendas inicialmente previsto para janeiro, o que poderia afetar os gastos do consumidor.

A coalizão que tomou posse na semana passada, liderada pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte, prometeu consertar as relações com a UE e manter as finanças públicas em ordem, mas resta saber como o bloco encarar o aumento pretendido no déficit.

A Itália possui a segunda maior relação dívida/PIB da UE e tem demandado que a UE alivie a "rigidez excessiva" das atuais regras fiscais do bloco.

Apenas dois meses atrás, o governo anterior da Itália --formado pela coalizão entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga-- havia reduzido a meta de déficit de 2019 para 2,04%, de 2,4%, após longo embate com Bruxelas.

entry Sep 9 2019, 08:59 PM
Número dois do Banco Mundial, Georgieva é única candidata para chefiar FMI

* por AFP

Washington, 9 Set 2019 (AFP) - A número dois do Banco Mundial, a búlgara Kristalina Georgieva, é a única candidata para ser a nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), um cargo em que deverá enfrentar a desaceleração mundial, a guerra comercial e a incerteza da crise na Argentina.

Na semana passada o FMI anunciou uma reforma de seu estatuto para suprimir o limite de idade para ser nomeado diretor-gerente, afastando o último obstáculo que Georgieva - a candidata da União Europeia - tinha pela frente.

"Uma aspirante, a sra. Kristalina Georgieva, atual diretora-executiva do Banco Mundial e cidadã búlgara confirmou sua vontade de ser considerada como candidata", indicou o FMI em um comunicado.

Se Georgieva for nomeada, ela será a segunda mulher a ser nomeada diretora-gerente, depois de Christine Lagarde, que deixará o cargo na quinta-feira para presidir o Banco Central Europeu (BCE).

"O objetivo do diretório é completar o processo de seleção o quanto antes e como última data em 4 de outubro de 2019", indicou o FMI.

Georgieva foi designada a candidata da União Europeia no começo de agosto em uma votação muito acirrada que explicitou as divisões internas do grupo entre França, que a apoiou, e a Alemanha, que preferia o ex-ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem .

Agora o diretório vai organizar entrevistas com Georgieva, informou o FMI.

Uma revisão no limite de idade
Segundo uma regra não escrita, os europeus sempre ocuparam uma cadeira na direção do FMI e os Estados Unidos se reservaram a presidência do Banco Mundial.

Embora essa tradição, que data dos acordos de Bretton Woods há 75 anos, seja questionada, já que não reflete o crescente peso dos países emergentes, nenhum candidato de outras latitudes quis se candidatar ao posto desta vez.

O processo de nomeação foi encerrado na sexta-feira, um dia depois de o FMI reformar seus estatutos para permitir a candidatura de Georgieva, que completou 66 anos em 13 de agosto, o que a desqualificava por alguns dias para ocupar o cargo.

Se confirmada, Georgieva enfrentará um panorama desafiador na economia global, imersa em tensões comerciais que ameaçam o crescimento.

Além disso, deverá administrar o maior empréstimo da história do FMI, que foi outorgado no ano passado à Argentina por mais de 57 bilhões de dólares e sem que o país consiga sair da recessão gerou uma onda de críticas.

A economista ocupou o cargo de comissária europeia encarregada de Ajuda Humanitária entre 2010 e 2014.

Georgieva também foi durante um ano, entre 2015 e 2016, vice-presidente da Comissão Europeia, encarregando-se do orçamento e de recursos humanos.

No Banco Mundial, onde Georgieva trilhou a maior parte de sua carreira antes de se tornar na diretora-geral, em 2017, ganhou experiência no setor do meio ambiente ao intensificar as ações nos âmbitos do desenvolvimento sustentável e da agricultura, especialmente.

entry Sep 8 2019, 09:30 PM
Exportações da China em agosto têm queda inesperada conforme desaceleram embarques aos EUA

* por Yawen Chen e Se Young Lee | Reuters

PEQUIM (Reuters) - As exportações da China caíram de forma inesperada em agosto, com as remessas para os Estados Unidos desacelerando de forma acentuada, indicando fragilidade na segunda maior economia do mundo e reforçando a necessidade de mais estímulos uma vez que a guerra comercial sino-americana só aumenta.

Espera-se que Pequim anuncie mais medidas de apoio nas próximas semanas para evitar o risco de uma desaceleração econômica ainda maior, enquanto os Estados Unidos aumentam a pressão comercial, incluindo os primeiros cortes em algumas das principais taxas de empréstimos em quatro anos.

Na sexta-feira, o banco central os depósitos compulsórios dos bancos pela sétima vez desde o início de 2018 para liberar mais recursos para empréstimos, dias após uma reunião do gabinete sinalizar que mais afrouxamentos devem ser iminentes.

As exportações de agosto caíram 1% em relação ao ano anterior, a maior queda desde junho, quando caíram 1,3%, mostraram dados alfandegários neste domingo. Analistas esperavam um aumento de 2,0% em pesquisa da Reuters após o aumento de 3,3% em julho.

Isso aconteceu apesar das expectativas dos analistas de que a desvalorização do iuan compensaria alguma pressão de custo.

A China deixou sua moeda desvalorizar em agosto além do nível-chave de 7 iuanes por dólar pelo primeira vez desde a crise financeira global e os EUA rotularam o país como um manipulador cambial.

“As exportações estão fracas mesmo em face à depreciação substancial do iuan, indicando que a lenta demanda externa é o fator mais importante afetando as exportações este ano”, disse Zhang Yi, economista da Zhong Hai Sheng Rong Capital Management.

Entre seus principais parceiros comerciais, as exportações chinesas em agosto para os Estados Unidos caíram 16% em relação a um ano antes, desacelerando acentuadamente após uma queda de 6,5% em julho. As importações dos EUA caíram 22,4%.

entry Sep 7 2019, 09:11 PM
China diz que sua moeda digital será semelhante à libra do Facebook

* por Brenda Goh | Pequim | Reuters
Samuel Shen | Xangai

XANGAI (Reuters) - A nova moeda digital proposta pela China apresentará algumas semelhanças com a moeda libra do Facebook e poderá ser usada em grandes plataformas de pagamento como WeChat e Alipay, disse um executivo do banco central.

Mu Changchun, vice-diretor do departamento de pagamentos do Banco Popular da China, disse que o desenvolvimento da moeda ajudará a proteger a soberania cambial do país à medida que as aplicações comerciais dessas moedas se expandissem.

“Por que o banco central ainda está fazendo uma moeda digital hoje, quando os métodos de pagamento eletrônico são tão desenvolvidos?” disse Mu, de acordo com a transcrição de uma palestra que ele deu esta semana, publicada online.

“É para proteger nossa soberania monetária e status legal da moeda. Precisamos planejar com antecedência para um dia chuvoso”.

Ele disse que os tokens serão tão seguros quanto as notas de papel emitidas pelo banco central e poderão ser usados mesmo sem uma conexão à internet. Eles também poderão ser usados no WeChat da Tencent, e no Alipay, apoiado pelo Alibaba.

O banco central da China montou uma equipe de pesquisa em 2014 para explorar o lançamento de sua própria moeda digital para reduzir os custos da circulação do papel-moeda tradicional e aumentar o controle do fornecimento de dinheiro pelos formuladores de políticas.

Divulgaram poucas informações sobre isso desde então, mas Mu anunciou no mês passado que a moeda digital estava quase pronta. A revista financeira Forbes, citando fontes, disse que a moeda pode estar pronta em 11 de novembro.

Alguns analistas dizem que a China parece ter acelerado o impulso para o dinheiro digital depois que o gigante da mídia social Facebook anunciou em junho planos para lançar a moeda digital libra.

Mu disse que a moeda digital da China alcançará um equilíbrio entre permitir pagamentos anônimos e impedir a lavagem de dinheiro. Também apresentará algumas semelhanças com a libra no design, mas não será uma cópia direta, disse ele sem elaborar.

entry Sep 6 2019, 09:00 PM
Parlamento aprova lei que busca bloquear Brexit sem acordo em outubro

* por Forbes
com Reuters

A câmara alta do Parlamento britânico aprovou hoje (6) um projeto de lei que visa bloquear um Brexit sem acordo no final de outubro, forçando o primeiro-ministro, Boris Johnson, a adiar a saída do Reino Unido da União Europeia.

A legislação, que exige que Johnson solicite uma prorrogação de três meses da permanência do Reino Unido na UE se o Parlamento não aprovar um acordo ou consentir em sair do bloco sem acordo até 19 de outubro, deverá ser sancionada pela rainha Elizabeth na segunda-feira (9).

A Câmara dos Lordes aprovou o projeto sem votação formal em sua fase final.

Johnson chamou a proposta de “projeto de lei de rendição” e disse que atrapalhou suas negociações sobre o Brexit com a UE, removendo a ameaça de sair sem acordo. Na quinta-feira (5), ele disse que preferia estar “morto em uma vala” a adiar a saída do Reino Unido da UE.

Ele expulsou 21 parlamentares do grupo parlamentar do Partido Conservador por atuarem com partidos da oposição na Câmara dos Comuns na aprovação da legislação contra o desejo do governo.

Johnson diz que o Reino Unido agora deve realizar uma eleição nacional em 15 de outubro para permitir que os eleitores decidam quem eles querem negociar a saída britânica da UE em uma cúpula em Bruxelas no final daquela semana.

Até agora, os partidos de oposição rejeitaram seu pedido de eleição, o que exigiria o apoio de dois terços dos 650 parlamentares da Câmara Baixa, dizendo que não estão dispostos a deixá-lo ditar o momento de tal votação.

O Partido Trabalhista disse inicialmente que apoiaria uma eleição uma vez que o projeto de lei para impedir um Brexit sem acordo no final de outubro se tornasse lei, mas agora diz que quer ver o adiamento do Brexit garantido antes que uma eleição seja realizada.

2 Páginas V  1 2 >  
DSTQQSS
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30