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entry Ontem, 08:31 PM
Neoenergia e WEG fecham parceria em infraestrutura de recarga de carros elétricos

* por Letícia Fucuchima | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A Neoenergia e a WEG anunciaram nesta terça-feira uma parceria no segmento de infraestrutura para veículos elétricos.

A companhia catarinense de máquinas e equipamentos será a fornecedora exclusiva de soluções de recarga para a Neoenergia, que detém uma frota própria de carros elétricos e também faz revenda de estações de recarga para clientes empresariais, comerciais e residenciais.

O acordo entre as empresas prevê o fornecimento de equipamentos produzidos nacionalmente pela WEG com potências de 7,4 kilowatt (kW), ideal para residências ou condomínios, e de 22 kW, mais adequado a empresas ou comércios.

O ecossistema de soluções fornecido pela WEG inclui ainda uma plataforma de gestão para cobrança ou rateio do consumo de cada usuário, acesso controlado via cartões de proximidade e um sistema para controle de demanda.

O diretor de Negócios Liberalizados da Neoenergia, Hugo Nunes, disse em nota que a parceria está alinhada aos compromissos da companhia com o desenvolvimento sustentável "ao estimular a cadeia produtiva local e a mobilidade elétrica, para, com isso, fomentar a descarbonização eficiente da economia e o combate às mudanças climáticas".

A Neoenergia vem atuando no segmento de mobilidade elétrica com uma série de projetos, como a instalação de uma eletrovia no Nordeste, e no ano passado ampliou a estratégia de negócios com a oferta de soluções de recarga.

Já a WEG quer tornar a mobilidade elétrica "uma realidade no Brasil", atendendo "de forma estrutural toda a cadeia necessária para a viabilização dos veículos elétricos”, disse em nota Manfred Peter Johann, diretor superintendente da WEG Automação.

entry Jan 18 2022, 09:08 PM
BC do Japão deve sinalizar pressão crescente de preços e manter política monetária ultraflexível

* por Leika Kihara | Reuters

TÓQUIO (Reuters) - O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) deve elevar sua previsão de inflação nesta terça-feira e reconhecer sinais aparentes de mudança na mentalidade deflacionária do país, conforme custos globais teimosamente altos de commodities levam mais empresas a aumentar os preços.

Mas como a inflação deve permanecer abaixo de sua meta de 2%, o BoJ provavelmente enfatizará sua determinação de manter sua política monetária ultraflexível, mesmo que seus pares globais se movam em direção à saída de políticas monetárias do modo de crise.

Em sua reunião de dois dias que termina nesta terça-feira, o banco central deve manter inalterada uma meta de -0,1% para as taxas de juros de curto prazo e uma garantia de orientar as taxas de longo prazo em torno de 0%.

Em um relatório de panorama trimestral que deve ser divulgado após a reunião, o BoJ provavelmente revisará levemente sua previsão de inflação para o ano que começa em abril, ante estimativa atual de aumento de 0,9%, disseram fontes à Reuters.

Comparado com sua avaliação em outubro, esse novo relatório pode enfatizar o aumento da pressão inflacionária e uma mudança no equilíbrio de risco nas perspectivas de preços, segundo as fontes.

"A inflação do Japão vai acelerar gradualmente como uma tendência devido a melhorias no hiato do produto e ao aumento das expectativas de inflação de médio e longo prazo", disse o presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, em discurso na semana passada.

O BoJ também pode sinalizar planos para realizar uma análise completa de um cenário em que recentes sinais de aceleração da inflação durariam.

A inflação tem se aproximado da meta do banco central não porque a economia tem ganhado força, mas por causa de elementos externos, o que complica para as autoridades do BoJ explicar como os recentes movimentos de preços podem afetar a política monetária futura.

Um salto na inflação no atacado e custos de importação em alta na esteira de um iene fraco ditaram elevações nos preços de uma ampla gama de bens, o que atinge famílias em um momento em que o crescimento dos salários continua lento.

Alguns analistas esperam que o núcleo da inflação ao consumidor ultrapasse 1,5% por volta de abril, conforme cortes de tarifas de celulares do ano passado perderem peso no cálculo e aumentos anteriores nos custos do petróleo encarecerem as contas de eletricidade.

Com o aumento impulsionado pelos preços mais altos das matérias-primas, em vez de uma alta esperada na demanda doméstica, a prioridade de curto prazo do BoJ é evitar que um desvio transitório na inflação alimente especulação do mercado de um aperto antecipado de política monetária.

Minimizar demais crescentes pressões de preços, no entanto, pode diminuir a percepção pública de futuras altas de preços e inviabilizar esforços do banco central para elevar a inflação em direção à sua meta, dizem analistas.

Ao debater o panorama de política monetária, o BoJ se concentrará na discussão sobre se os salários aumentarão o suficiente para dar poder de compra às famílias, permitir que empresas continuem a subir os preços e acelerar a inflação de forma sustentável, de acordo com fontes familiarizadas com seu pensamento.

entry Jan 17 2022, 08:12 PM
‘Big Techs’ enfrentam crescentes esforços de regulamentação pelo mundo

* por Estadão
com Dow Jones Newswires

Grandes empresas de tecnologia estão enfrentando o avanço dos esforços de regulamentação do setor na Europa, Ásia e Estados Unidos, com novas leis que podem colocar limites rígidos à maneira como essas companhias tratam concorrentes menores.

Algumas propostas podem proibir práticas comuns, como empresas que dão a seus próprios produtos um impulso em suas plataformas, algo que pode ter um impacto operacional, dizem executivos e analistas.

Ao mesmo tempo, reguladores globais estão avançando em dezenas de investigações relacionadas à concorrência e privacidade que podem levar a mais do que apenas multas para gigantes da tecnologia.

Em consideração, de acordo com reguladores e executivos, estão ordens ou acordos que podem cortar os fluxos de dados transatlânticos, atrapalhar alguns tipos de publicidade digital, atrasar grandes mudanças de produtos ou forçar a supervisão contínua das atividades.

Até o momento, a regulamentação crescente teve pouco efeito sobre os resultados corporativos no Vale do Silício. O valor de mercado de cinco das maiores empresas de tecnologia do mundo é de US$ 9,31 trilhões, quase quatro vezes mais do período do que cinco anos atrás e quase o dobro do crescimento do índice S&P 500.

Mas isso pode estar mudando. A nova onda de escrutínio já tornou mais difícil para as empresas lucrarem com o potencial de crescimento das aquisições, diz o chefe de pesquisa de internet da Evercore, Mark Mahaney.

Em novembro, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido instruiu o Facebook, da Meta Platforms, a vender a empresa de imagens animadas Giphy, dizendo que a aquisição limitaria a concorrência entre plataformas e anunciantes do Reino Unido. O Facebook diz que o acordo beneficia os consumidores e apelou.

As empresas de tecnologia também estão fazendo outras mudanças. O Facebook anunciou em novembro que encerraria seu sistema de reconhecimento facial em parte por causa de possíveis regulamentações.

Já Google, da Alphabet, concordou em trabalhar em estreita colaboração com a Autoridade de Concorrência e Mercados em seu plano de remover cookies, que rastreiam atividades online, de seu navegador Chrome. Agora, os executivos da empresa estão analisando como criar novos processos de apelação para remoções de conteúdo no serviço de vídeo do YouTube e retrabalhando como ele lida com informações de usuários e parceiros internamente, diz Kent Walker, vice-presidente sênior de assuntos globais.

Embora as empresas de tecnologia digam que concordam que seu setor precisa de novas regulamentações, elas estão se opondo a algumas propostas específicas – em parte por causa do impacto que elas podem ter. Alguns executivos dizem temer que os requisitos nas regras de conteúdo online possam incentivar as empresas a remover o conteúdo com o qual apenas discordam, esfriando a liberdade de expressão.

entry Jan 16 2022, 08:25 PM
Dona do Sonrisal rejeita oferta de R$ 380 bi da Unilever

* por Judith Evans e Arash Massoudi | Londres | Financial Times
Hannah Kuchler | Miami

A GSK (GlaxoSmithKline) recusou uma oferta de £ 50 bilhões (R$ 380 bilhões) da Unilever para adquirir sua joint venture de saúde do consumidor com a Pfizer, sob o argumento de que ela "fundamentalmente subvalorizava" a empresa e suas perspectivas futuras.

A empresa vem se preparando para separar a divisão, uma joint venture com a Pfizer que, no Brasil, é dona, entre outros produtos, da pasta de dentes Sensodyne, do sal de frutas Eno, do Sonrisal, do CataflamPro, do Advil e do Centrum.

A GSK disse que recusou três abordagens, incluindo uma de £ 50 bilhões que incluía £ 41,7 bilhões em dinheiro e £ 8,3 bilhões em ações da Unilever, feita em 30 de dezembro.

"O conselho da GSK concluiu por unanimidade que as propostas não eram do melhor interesse dos acionistas da GSK, pois basicamente subvalorizavam o negócio de produtos de saúde do consumidor", disse a companhia em um comunicado.

"O conselho da GSK, portanto, continua focado em executar sua proposta de cisão do negócio de produtos de saúde do consumidor, para criar uma nova companhia global independente de consumo líder da categoria que, dependendo da aprovação dos acionistas, deverá ser realizada em meados de 2022."

A Unilever disse mais cedo neste sábado (15) que tinha "abordado a GSK e a Pfizer sobre uma potencial aquisição do negócio".

"A GSK Consumer Healthcare é líder no mercado de saúde do consumidor, e seria uma forte solução estratégia enquanto a Unilever continua reformulando seu portfólio. Não pode haver certeza de que um acordo será alcançado", acrescentou a Unilever.

A Unilever fez diversas tentativas de envolver a GSK nos últimos meses, segundo pessoas informadas sobre o assunto.

A proposta de £ 50 bilhões foi relatada primeiramente pelo jornal Sunday Times.

A perspectiva de um negócio ser alcançado depende do que o mercado e a GSK acreditam que seja o valor da empresa de consumo. Estimativas de analistas variam de £ 37 bilhões a £ 48 bilhões pela unidade (R$ 280 bilhões e R$ 363 bilhões). A GSK disse esperar que as vendas cresçam de 4% a 6% a médio prazo, a taxas de câmbio constantes.

A Unilever não quis comentar se vai tentar uma oferta mais alta.

Investidores ativistas como o fundo hedge dos EUA Elliott Management pressionaram Emma Walmsley, presidente-executiva da GSK, para explorar outras opções —incluindo uma venda— se puder gerar maiores retornos para os acionistas. Walmsley pretende usar as receitas da cisão para reforçar as empresas farmacêutica e de medicamentos.

Marco Taricco, diretor de investimentos na Bluebell Capital Partners —um dos investidores ativistas que pressionam a GSK para considerar a venda da unidade—, disse que a proposta é "prova de que um negócio de tão alta qualidade tem o potencial de atrair o interesse de compradores estratégicos e financeiros".

A Pfizer detém 32% da divisão, que, segundo a GSK, entrará no mercado de capitais em Londres neste ano, embora grupos de capitais privados também tenham examinado uma potencial aquisição.

Uma liquidação da Unilever seria uma das maiores já ocorridas no mercado de Londres, juntando a terceira maior companhia da FTSE 100 com uma divisão que, se independente, estaria entre as 20 mais. Só seria rivalizada pela aquisição da alemã Mannesmann pela Vodafone, em 1999, e pela compra da SABMiller pela AB InBev, em 2016.

A abordagem veio quando a Unilever, já um dos maiores grupos mundiais de bens de consumo, busca renovar o ímpeto depois de um período morno de crescimento de vendas.

O preço de sua ação estagnou depois que seu presidente-executivo, Alan Jope, assumiu o cargo, em 2019, e o investidor Terry Smith, um dos dez maiores, atacou nesta semana a companhia como "trabalhando sob o peso de uma administração que é obcecada por exibir publicamente credenciais de sustentabilidade às custas de se concentrar nos fundamentos do negócio".

entry Jan 15 2022, 08:53 PM
Europa e Japão intensificam combate à inflação

* por Balazs Koranyi | Frankfurt | Reuters
Leika Kihara | Tóquio

O combate à inflação entra para o topo da agenda de prioridades em países europeus neste início de 2022 e começa a ser discutido até no Japão, onde o índice de custo de vida se aproxima da meta oficial. Nesta sexta-feira (14), titulares de bancos centrais reforçaram que vão combater a alta dos preços com os instrumentos disponíveis.

A presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, afirmou nesta sexta que a inflação da zona do euro arrefecerá ante uma máxima recorde ao longo deste ano, e o BCE está pronto para tomar quaisquer medidas necessárias para levá-la de volta à meta de 2%.

Os preços ao consumidor dispararam 5% no mês passado, maior taxa já registrada no bloco monetário de 19 países e mais que o dobro da meta, uma vez que o aumento dos custos de energia e restrições de oferta elevaram a inflação de vários bens e serviços.

O BCE há muito argumenta que o crescimento dos preços desacelerará por conta própria, mas Lagarde disse que o BCE poderia ajustar a política monetária, se necessário.

"Nosso compromisso com a estabilidade de preços permanece inabalável", disse ela em discurso. "Tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que cumpramos nossa meta de inflação de 2% no médio prazo."

"Entendemos que o aumento dos preços é uma preocupação para muitas pessoas e levamos essa preocupação muito a sério", afirmou Lagarde.

O BCE estendeu medidas de estímulo existentes antes da pandemia no mês passado, argumentando que as pressões de preços de longo prazo são, na realidade, muito fracas, e que a taxa de inflação corre o risco de cair abaixo da meta até o final do ano.

Várias autoridades contestam essa narrativa, no entanto, argumentando que os riscos estão inclinados para leituras mais altas de inflação, de forma que o BCE deveria começar a reduzir suas medidas extraordinárias de apoio.

"Temos flexibilidade para responder a uma série de circunstâncias", disse Lagarde, acrescentando que os motores da inflação são, na verdade, um empecilho para o crescimento.

"Os preços mais altos da energia estão corroendo a renda das famílias e prejudicando a confiança, enquanto os gargalos na oferta estão levando a escassez no setor manufatureiro", disse ela.

BC DO JAPÃO DEBATE EVENTUAL ALTA DE JURO CONTER INFLAÇÃO
As autoridades do banco central do Japão estão debatendo em quanto tempo podem começar a sinalizar um eventual aumento nos juros, que pode ocorrer antes mesmo que a inflação atinja a meta de 2% do banco, disseram fontes, encorajadas pela ampliação da alta nos preços e um Federal Reserve mais "hawkish" (prevendo alta dos juros para combater a inflação).

Embora um aumento real de juros dificilmente seja iminente e o BC esteja a caminho de manter uma política ultraflexível por pelo menos o resto deste ano, os mercados financeiros podem estar subestimando sua prontidão para eliminar gradualmente seu programa de estímulo.

Notadamente, as promessas cuidadosamente redigidas do banco central japonês de manter a política monetária expansionista aplicam-se apenas a injetar dinheiro nos mercados de forma constante –não a manter os juros nos níveis baixos atuais.

"O Banco do Japão nunca se comprometeu a manter os juros até que a inflação ultrapassasse 2%", disse uma fonte familiarizada com o pensamento do banco, visão compartilhada por mais duas fontes.

"Isso significa que, teoricamente, o banco pode aumentar os juros antes de a inflação ficar acima da meta."

entry Jan 14 2022, 08:52 PM
Minerva estuda migrar base acionária para o exterior

* por Nayara Figueiredo | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A Minerva informou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou iniciar estudos para possível migração de sua base acionária para sociedade no exterior.

Com isso, as ações dessa sociedade seriam listadas no respectivo mercado estrangeiro, informou a companhia, maior exportadora de carne bovina da América do Sul.

"Assim, após os estudos, caso a companhia decida efetivamente seguir com o processo, todas as informações pertinentes serão tempestivamente divulgadas aos seus acionistas e ao mercado", disse a empresa no fato relevante.

entry Jan 13 2022, 08:37 PM
Empresas chinesa e chilena vencem licitação para exploração de lítio no Chile

* por AFP

Santiago, 12 Jan 2022 (AFP) - Duas empresas - uma chinesa e outra chilena - venceram nesta quarta-feira (12) o processo de licitação para exploração de lítio no Chile por 121 milhões de dólares, informou o Ministério de Minas do país sul-americano.

A concessão da exploração deixou de fora outras três empresas interessadas, entre elas as maiores exploradoras mundiais de lítio, a chilena Sociedad Química y Minera de Chile (SQM), que extrai 17% do metal no mundo, e a americana Albemarle, que produz 19%.

A licitação gerou polêmica por ter sido realizada faltando apenas três meses para o fim do mandato do conservador Sebastián Piñera, e depois das eleições presidenciais vencidas pelo esquerdista Gabriel Boric.

"O Ministério de Minas notificou a adjudicação do processo de licitação para impulsionar a produção de lítio no país, optando por entregar duas das cinco cotas ofertadas às empresas BYD Chile SpA [chinesa] e Servicios y Operaciones Mineras del Norte S.A. [chilena]", indicou a pasta através de um comunicado.

Cada empresa terá uma cota de 80.000 toneladas - que representa 1,8% das reservas de lítio conhecidas no Chile - com um prazo de sete anos para realizar a exploração geológica, os estudos e o desenvolvimento do projeto.

O contrato entrega outros 20 anos para a exploração do metal leve, considerado chave para o desenvolvimento de veículos elétricos. A licitação, no entanto, não estabelece o lugar de exploração.

De acordo com o Ministério de Minas, até 2016 o Chile era o maior produtor mundial de lítio, com 37% do mercado, mas hoje ocupa o segundo lugar - atrás da Austrália - com 32%. Se o país não conseguir aumentar sua produção, até 2030 sua participação pode cair para 17%.

entry Jan 12 2022, 09:20 PM
USDA reduz safras de soja de Brasil, Argentina e Paraguai; estoques caem

* por Roberto Samora | São Paulo | Reuters
e Mark Weinraub | Chicago
edição de Nayara Figueiredo

(Reuters) -As safras de soja do Brasil, Argentina e Paraguai deverão ser menores do que o esperado em 2021/22, afirmou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quarta-feira, apontando um corte mais volumoso nas estimativas para as lavouras brasileiras diante de uma seca severa no Sul.

A produção de soja do Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa, foi estimada em 139 milhões de toneladas, ante 144 milhões na previsão do mês anterior, segundo o relatório do USDA.

Já a safra da Argentina, maior exportador de óleo e farelo de soja, sofreu um corte de 3 milhões de toneladas, para 46,5 milhões de toneladas, enquanto a produção do Paraguai foi reduzida em 1,5 milhão de toneladas, para 8,5 milhões de toneladas.

Após o corte nas estimativas, os três países do Mercosul ainda deverão responder, de acordo com os dados do USDA, por mais da metade da produção global, estimada em 372,56 milhões de toneladas.

Com a redução na produção de soja de Brasil, Argentina e Paraguai, os estoques finais no mundo 2021/22 foram estimados em 95,2 milhões de toneladas, versus 102 milhões na projeção anterior e 99,88 milhões na safra passada.

A menor oferta de soja no Mercosul deve deixar o balanço global de oferta e demanda em patamares ainda mais apertados que os realizados na safra 2020/21, disse o Itaú BBA em análise nesta quinta-feira.

“Olhando para frente, a revisão para baixo da safra no Brasil atrelada à piora das condições das lavouras na Argentina e Paraguai sugerem que o mercado está se distanciando cada vez mais dos 12 dólares/bushel observados em outubro e novembro de 2021”, acrescentou o banco.

A soja passou a subir na bolsa de Chicago após a divulgação sobre os cortes nas projeções da América do Sul, com o contrato mais ativo operando a cerca de 14 dólares por bushel.

“Eles baixaram o Brasil e a Argentina”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading. “Acho que isso significa que seremos híper, hipersensíveis ao clima lá (na América do Sul).”

O Itaú BBA disse ainda que a situação nos três países do Mercosul deve “se sobrepor ao cenário de melhora da oferta nos Estados Unidos”.

Nesta quinta-feira, o USDA informou também que a colheita da oleaginosa norte-americana em 2021 atingiu um recorde de 120,7 milhões de toneladas.

EXPECTATIVAS
A redução de 5 milhões de toneladas na safra de soja do Brasil refletiu “o tempo seco em dezembro e início de janeiro”, disse o USDA em nota.

O volume reduzido, contudo, ficou aquém do reportado por consultorias privadas no país, onde alguns analisas apontam diminuição de mais de 10 milhões de toneladas, por conta da seca no Sul.

O número do USDA está mais perto da expectativa da indústria brasileira, com a associação Abiove estimando nesta quarta-feira a safra em 140 milhões de toneladas, após um recuo de 4,8 milhões.

Mas a previsão veio acima do corte esperado pelo mercado nos EUA, que apostava numa estimativa média de 141,6 milhões para a safra brasileira, um nível mais próximo das 140,5 milhões de toneladas previstas na véspera pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As incertezas ocorrem porque a colheita brasileira apenas começou em Estados como o Mato Grosso e o Paraná, enquanto algumas projeções, por ora, não consideram uma quebra tão expressiva no Rio Grande do Sul.

A soja é a principal cultura do agronegócio do Brasil, com expectativa de gerar divisas com exportações da ordem de mais de 58 bilhões de dólares em 2022, considerando embarques de grãos, farelo e óleo, segundo projeção divulgada nesta quarta-feira pela Abiove.

Já a safra de milho do Brasil 2021/22 foi projetada pelo USDA em 115 milhões de toneladas, versus 118 milhões na previsão divulgada em dezembro.

No caso da Argentina, a produção de milho foi estimada em 54 milhões de toneladas, 500 mil toneladas abaixo do volume previsto em dezembro.

entry Jan 11 2022, 10:14 PM
Inflação na zona do euro pode ser maior que o esperado, diz novo chefe do BC alemão

* por Reuters

A alta da inflação na zona do euro não é inteiramente temporária e há riscos de leituras acima do projetado, disse o novo presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel, nesta terça-feira (11), desafiando a narrativa do Banco Central Europeu sobre as pressões inflacionárias.

As declarações, feitas em sua cerimônia de posse, são as primeiras de Nagel como chefe do Bundesbank, que tradicionalmente tem adotado uma postura "hawkish" –dura com a inflação– em relação aos riscos de inflação.

"É verdade que altas taxas de inflação podem ser atribuídas a efeitos especiais que expiram automaticamente. Mas não inteiramente", disse Nagel. "Vejo o perigo de que a inflação possa permanecer alta por mais tempo do que o esperado."

A inflação no bloco monetário de 19 países atingiu um recorde de 5% no mês passado, mas o BCE minimizou o número, argumentando que a alta nos custos de energia é a principal responsável e que o aumento de preços ficará abaixo de sua meta de 2% até o final do ano, mesmo sem aperto de política monetária.

Nagel, 55, que chefiará o Bundesbank por oito anos, disse que as perspectivas para inflação permanecem extraordinariamente incertas e que uma resposta de política monetária pode ser necessária caso os resultados reais superem as expectativas.

entry Jan 10 2022, 09:29 PM
Rio Tinto compra 4 trens elétricos para transportar minério de ferro em Pilbara

* por Sameer Manekar | Reuters

(Reuters) – A Rio Tinto comprará quatro trens elétricos para transportar minério de ferro de suas minas para portos na região de Pilbara, na Austrália Ocidental, como parte de sua estratégia de descarbonização, disse a mineradora nesta segunda-feira.

A empresa anglo-australiana adquiriu as locomotivas da Wabtec para ajudar a alcançar seu plano de reduzir as emissões de escopo 1 e 2 em 50% até 2030 na região de Pilbara.

“Uma transição completa para a tecnologia de emissões líquidas zero de toda a sua frota de locomotivas ferroviárias reduziria as emissões de carbono ligadas ao diesel da Rio Tinto Iron Ore em Pilbara em cerca de 30% ao ano”, disse a mineradora.

Na semana passada, a quarta maior mineradora de minério de ferro do mundo, Fortescue Metals, comprou duas novas locomotivas elétricas para transportar a commodity aos portos como parte de seu plano de descarbonização.

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