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entry Ontem, 07:50 PM
Reino Unido ajuda Londres a tentar retomar posto de centro financeiro do mundo

* por Estadão

Londres quer recuperar o posto do centro financeiro mais movimentado do mundo de Nova York, revisando a forma como os bancos e outras firmas financeiras são regulamentados após o Brexit – a saída do Reino Unido da União Europeia.

O governo britânico informou, este mês, que seus principais reguladores financeiros serão obrigados a ajudar a impulsionar o crescimento e a competitividade internacional no setor financeiro, como mandatos secundários para tarefas existentes, como manutenção da estabilidade financeira e proteção do consumidor.

As mudanças na prática dariam às agências reguladoras mão mais livre para reescrever regras sobre tópicos como ofertas públicas iniciais (IPO), finanças verdes e criptomoedas.

As medidas são uma resposta ao divórcio com a UE, que entrou em vigor no início deste ano. No passado, o Reino Unido tinha que seguir as regras europeias, que estavam consagradas na legislação britânica. As propostas “facilitarão a revogação da maioria das leis de serviços financeiros da UE retidas”, disse o Tesouro do Reino Unido.

As mudanças que estão sendo impulsionadas pela indústria incluem renovar as regras herdadas da UE em áreas como compensação e bônus bancários, firmas de private equity, fundos de hedge e seguros, de acordo com Barnabas Reynolds, um sócio baseado em Londres do escritório de advocacia Shearman & Sterling LLP.

A regulamentação financeira mais frouxa, que lançou as bases para a crise financeira global de 2008, levou a uma revisão regulatória no Reino Unido. Alguns temem que essas mudanças, destinadas a proteger investidores e mercados, possam ser desfeitas com maior ênfase na competitividade.

“Veremos regras enfraquecidas para atrair negócios?” questionou Rachel Haworth, gerente de políticas da ShareAction, uma organização sem fins lucrativos do Reino Unido que organiza campanhas de investidores sobre questões sociais e ambientais. “Isso seria motivo de preocupação e potencialmente prejudicaria a integridade do mercado britânico que o torna atraente.”

O papel de Londres como centro financeiro na Europa foi lançado em incerteza pela votação do Reino Unido em 2016 para deixar o bloco comercial. Por uma geração, Londres serviu como o centro oficial de atividades bancárias e financeiras em toda a UE, ajudando empresas e países a levantarem dívidas, emitirem ações e investirem.

O Brexit prejudicou a capacidade de Londres de atender às empresas da UE, exigindo que alguns negócios europeus, como negociação de ações e vendas de alguns produtos financeiros, ocorressem dentro das fronteiras do bloco.

Alguns veem a saída, no entanto, como uma chance para o Reino Unido redefinir suas regras financeiras para se tornar mais competitivo, semelhante às mudanças da década de 1980 sob o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher, conhecido como “Big Bang”.

Londres liderou Nova York de 2015 a 2018 em uma classificação de capitais financeiros compilada pelo Z / Yen Group, com base na disponibilidade de capital e trabalhadores qualificados, o Estado de Direito, infraestrutura e outros fatores. Brexit, a crise financeira europeia e o fim do boom das commodities no início da década passada corroeram as fortunas de Londres, secandos o IPO e as atividades de fusões e aquisições que impulsionam as transações financeiras.

O Reino Unido também ficou recentemente em segundo lugar, depois dos EUA, em uma lista de centros financeiros do grupo de pesquisa New Financial, com sede em Londres.

O TheCityUK, um grupo de lobby de bancos e financeiras, quer que o Reino Unido fique em primeiro lugar entre os centros financeiros globais em cinco anos. Fonte: Dow Jones Newswires.

entry Nov 26 2021, 08:37 PM
Montadoras se reinventam durante crise global de chips

* por Christina Amann e Nick Carey | Reuters

MUNIQUE, Alemanha (Reuters) – Seja comprando chips de computador diretamente dos fabricantes, reconfigurando carros ou produzindo-os com peças faltando, as montadoras estão tendo que ser criativas para lidar com a escassez global de semicondutores.

Com o problema durando mais do que o inicialmente esperado, fabricantes como Daimler e Volkswagen tiveram que repensar as estratégias de produção.

As montadoras geralmente compram peças de fornecedores importantes, como Bosch e Continental, que por sua vez compram de produtores mais abaixo na cadeia.

“Havia a falácia de pensar que você poderia escolher entre dois fornecedores, mas a verdade é que ambos tinham os chips produzidos na mesma fábrica”, disse Ondrej Burkacky, sócio sênior da McKinsey.

A Mercedes-Benz estabeleceu uma linha direta de comunicação com todos os fornecedores de chips, incluindo produtores de placas de semicondutores em Taiwan, disse gerente de compras da Daimler, Markus Schäfer, no salão do automóvel IAA em setembro.

Os fornecedores de chips precisam ser tratados de maneira diferente devido à sua importância estratégica para a indústria, disse Stefan Bratzel, do Center for Automotive Management.

Burkacky disse que as montadoras deveriam considerar investimentos diretos na produção, ou contratos mais longos com prazos de mais de 18 meses.

MAIOR RESILIÊNCIA
Nesse meio tempo, os desenvolvedores de veículos estão fazendo sua parte para ajudar os fabricantes de chips a administrarem a crise de abastecimento.

Annette Danielski, diretora financeira da unidade de caminhões Traton, da Volkswagen, disse que a empresa está tentando liberar espaço nas placas-mãe dos sistemas de controle.

“Se mudarmos o software, podemos usar menos chips e obter a mesma funcionalidade”, disse a executiva. “Isso, algumas vezes, precisa de um longo tempo de desenvolvimento por causa de regulamentações, mas há áreas onde você pode mudar algo rapidamente.”

A General Motors disse que trabalhará com fabricantes de chips como Qualcomm, STM e Infineon para desenvolver microcontroladores que combinam várias funções previamente executadas por chips individuais.

“Estamos tentando criar um ecossistema que seja mais resiliente, mais expansível e sempre disponível”, disse um porta-voz da empresa.

O quão bem estas estratégias vão funcionar ainda não está claro.

“A conta vai ser apresentada em meados ou no final de 2022, quando veremos quem saiu da crise bem e quem não foi tão bem”, disse Burkacky, da McKinsey.

entry Nov 25 2021, 09:03 PM
Membros da UE aprovam regulação de gigantes digitais

* por Daniel Aronssohn | AFP | Bruxelas

Os 27 países-membros da União Europeia (UE) adotaram nesta quinta-feira (25) uma pressão conjunta, ao aprovar em linhas gerais um projeto de lei do bloco para regular a internet e pôr fim aos abusos de poder dos gigantes digitais.

Discursos de ódio em larga escala, manipulação da informação, quebra de pequenos comércios locais. Para pôr fim ao 'vale tudo' da internet, a Comissão Europeia havia proposto em dezembro de 2020 projetos de regulamentação.

O secretário de Estado francês do Setor Digital, Cédric O, comemorou o acordo alcançado em menos de um ano pelos Estados-membros. "Um acordo tão rápido é algo excepcional", comentou. Estes textos são "talvez os mais importantes da história da regulação digital", acrescentou.

Um deles (o "Digital Services Act", DSA) tem o objetivo de combater a fraude e os conteúdos ilegais. Um exemplo: imporá que as maiores plataformas disponham de meios para moderar os conteúdos que abrigam.

O outro está vinculado aos mercados (o "Digital Markets Act", DMA) e sua finalidade é reprimir as práticas anticoncorrência dos grandes grupos tecnológicos como as do "GAFAM" (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft).

Este texto constitui uma mudança absoluta de mentalidade. Após anos buscando em vão em julgamentos intermináveis a penalização destas grandes multinacionais, Bruxelas quer impor a elas uma série de obrigações e proibições.

A aprovação pelos Estados-membros da versão atual das duas leis, que inclui algumas mudanças em relação à proposta inicial, abre o caminho para iniciar as negociações sobre os textos definitivos com o Parlamento europeu (diálogo tripartite).

Este último ainda deve definir sua posição. Na terça-feira, os eurodeputados chegaram a um acordo no âmbito de sua Comissão de Mercado Interior (IMCO) em relação ao DMA, e seu texto seria apresentado em dezembro ao plenário da Assembleia. Ao contrário, as discussões se revelam mais complexas quanto ao DSA e alguns temem atrasos que poderiam dissociar o calendário das duas regulamentações.

'ABORDAGEM BRUTAL'
A França, que vai ocupar a presidência rotativa da UE durante seis meses a partir de janeiro, espera conseguir finalizar as duas leis antes do verão no hemisfério norte. O objetivo é que entrem em vigor a partir de 1º de janeiro de 2023.

"Os dois textos estão intimamente vinculados, são duas faces da mesma moeda, um (o DMA) se concentra nos aspectos econômicos, e o outro (o DSA), nos sociais", destacou nesta quinta-feira Thierry Breton, comissário de Mercado Interno.

"Iniciaremos os diálogos tripartites sobre o DMA no começo de janeiro e há uma necessidade urgente de que se iniciem sobre o DSA o mais rapidamente possível", avaliou.

Este processo legislativo contou no começo do mês com o apoio de Frances Haugen, a ex-funcionária que fez revelações sobre os bastidores do Facebook. Mas as gigantes digitais tentam proteger seus interesses.

O lobby das big techs, o Computer and Communications Industry Association (CCIA), que já tinha sido crítico às emendas dos eurodeputados ao DMA, voltou a advertir nesta quinta-feira para os riscos que representam, segundo seu parecer, normas restritivas demais. "O DMA deve ser adaptado para evitar as consequências indesejáveis de uma abordagem brutal", argumentou.

No DMA, sob pressão da Alemanha, os 27 reforçam o papel das autoridades nacionais de concorrência, que poderiam abrir investigações sobre eventuais infrações cometidas em seus territórios.

Em relação ao DSA, dão à Comissão Europeia o poder de agir contra as plataformas digitais em caso de constatação de infrações graves, o que até agora era uma atribuição do país que abriga suas sedes europeias.

A Irlanda, que conta com várias sedes destes grupos, tem sido criticada com frequência por sua tolerância com eles em benefício de sua própria economia.

entry Nov 24 2021, 09:47 PM
Governo italiano vai discutir oferta da KKR por Telecom Italia, diz ministro

* por Reuters

O governo italiano vai debater a oferta de aquisição da Telecom Italia pela companhia norte-americana de investimentos KKR, afirmou o ministro da Indústria, Giancarlo Giorgetti, nesta quarta-feira (24).

A Telecom Italia, controladora da TIM no Brasil, recebeu oferta de 10,8 bilhões de euros feita pela KKR no fim de semana passado.

O governo italiano tem poderes especiais que podem impedir uma aquisição da companhia, considerada de importância estratégica para o país.

"É muito cedo para falar disso", afirmou Giorgetti durante uma audiência parlamentar. Ele acrescentou que o governo italiano vai analisar atentamente os planos da KKR para os ativos de infraestrutura da Telecom Italia e seus funcionários.

A oferta da KKR depende da aprovação do governo italiano e o maior acionista da Telecom Italia, o grupo francês Vivendi, que tem 24% da empresa, considera a proposta muito baixa.

O mercado especula que a KKR poderia elevar a oferta para conseguir apoio da Vivendi e isso fazia as ações da Telecom Italia subirem até 17% nesta quarta-feira, para o maior nível em 21 meses.

Mais de 25% das ações com direito a voto da Telecom Italia trocaram de mão nesta semana.

entry Nov 23 2021, 08:52 PM
Parlamento Europeu aprova nova Política Agrícola Comum

* por AFP

Estrasburgo, França, 23 Nov 2021 (AFP) - O Parlamento Europeu adotou nesta terça-feira (23) uma nova Política Agrícola Comum (PAC), apesar da oposição dos ambientalistas e de uma parte da esquerda, que consideram que não está à altura das ambições ambientais da União Europeia (UE).

Reunidos em sessão plenária em Estrasburgo, os eurodeputados se pronunciaram sobre três textos que regem este programa.

O grupo dos Verdes votou contra os três textos, assim como uma parte dos social-democratas (S&D) e a maioria da esquerda radical.

Essa nova política agrária, que será aplicada a partir de janeiro de 2023, conta com um orçamento de 387 bilhões de euros (472 bilhões de dólares) até 2027 - cerca de um terço do orçamento plurianual da UE - dos quais 270 bilhões de euros iriam para ajudas diretas aos agricultores. A França é o principal país beneficiado.

A reforma pretende conceder prêmios aos agricultores que fazem parte de programas ambientais mais exigentes, com técnicas mais ecológicas ou que contribuem para melhorar o bem-estar dos animais.

Os Estados deverão destinar uma média de 25% por ano aos pagamentos diretos a esses "eco-regimes" entre 2023 e 2027, com a possibilidade de dedicar 20% nos dois primeiros anos.

"É algo inédito", disse o eurodeputado alemão Peter Jahr (PPE, direita), que apresentou um dos textos.

Segundo ele, é um programa "mais sustentável, mais transparente e mais previsível".

Nesse sentido, o comissário europeu para a Agricultura,Janusz Wojciechowski, apontou que era "um bom resultado que permitirá à PAC garantir uma transição para uma agricultura mais sustentável".

No entanto, segundo o eurodeputado ambientalista lituano Bronis Rope, essa "nova PAC não permite resolver as desigualdades sociais nem alcançar os objetivos de proteção do meio ambiente".

Os Verdes exigiam um sistema "em coerência" com as metas europeias de biodiversidade e segurança alimentar.

Após o voto de terça-feira, essa nova política agrária ainda precisa da aprovação formal dos Estados-membros.

entry Nov 22 2021, 08:55 PM
Mercado Pago estreia nesta semana no Brasil uso de moedas digitais

* por Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – A carteira digital do Mercado Livre, Mercado Pago, começa nesta semana a aceitar criptomoedas, permitindo que os usuários no Brasil comprem, vendam e armazenem moedas digitais, afirmou o presidente-executivo da companhia, Marcos Galperin, nesta segunda-feira.

“A partir desta semana no #Brasil os usuários do @MercadoLivre e @mercadopago poderão comprar, guardar e vender criptomoedas”, escreveu o executivo em sua conta no Twitter.

O anúncio ocorre depois que Galperin participou em setembro de uma rodada de financiamento de 50 milhões de dólares na plataforma latinoamericana de criptomoedas Ripio.

entry Nov 21 2021, 09:01 PM
Extra faz liquidação às vésperas da marca ser extinta

* por Lucas Bombana | Folha de São Paulo | São Paulo

Se antecipando às promoções de Black Friday, a rede Extra Hiper, que está prestes a deixar de existir, já iniciou a queima de estoques.

Unidades da rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar (GPA) que serão transformadas em lojas da atacadista Assaí, de acordo com acordo estabelecido em outubro, estão em liquidação para se desfazer dos estoques armazenados.

"Todas as unidades do Extra estão com queima de estoque, tanto as que vão para o Assaí, quanto as que ficam com o GPA", informou a assessoria do grupo, em nota.

O fim da bandeira Extra foi acertado em um acordo com o Assaí, grupo de atacarejo do francês Casino, que também é controlador do GPA. O segmento vem enfrentando dificuldades em crescer diante da concorrência com o atacarejo e pelos impactos da pandemia sobre os consumidores.

Pelo acordo, calculado em até R$ 5,2 bilhões, o GPA vai passar para o Assaí 71 lojas Extra Hiper que serão convertidas para modelos de atacarejo.

O GPA terminou o primeiro semestre com 103 lojas Extra Hiper. Os demais 32 hipermercados serão convertidos em outros formatos do GPA (como Mercado Extra e Pão de Açúcar) ou fechados, em processo ainda em avaliação pela empresa.

O Assaí vai pagar R$ 4 bilhões pelas lojas, em prestações que vencem entre dezembro deste ano e janeiro de 2024. O R$ 1,2 bilhão restante será pago por um fundo imobiliário que tem garantia do Assaí.

Em relação aos colaboradores, o GPA diz que o principal direcionamento é o reaproveitamento interno nas demais unidades dos negócios envolvidos na transação, o que inclui a priorização da contratação dos funcionários do Extra Hiper nas novas unidades do Assaí.

"O GPA está conduzindo um processo de mapeamento de 100% dos colaboradores dessas unidades para entender o interesse individual e, desta forma, direcionar os esforços para que a transição seja feita de maneira humanizada", diz a empresa.

Além disso, segundo o GPA, pelo perfil da operação, uma loja Assaí gera até o dobro de empregos do que um Extra Hiper, "portanto, o movimento de conversão gerará ainda novos postos de trabalho nas cidades contempladas —serão aproximadamente 20 mil novos empregos".

entry Nov 20 2021, 09:49 PM
O que é a criptomoeda Shiba Inu (SHIB) e por que ela explodiu

* por Decrypt

Dogecoin (DOGE) era a “meme coin” original mas, desde que ascendeu, inúmeras criptomoedas com temas de cachorrinho surgiram para tomar sua majestade, incluindo doge cash (DOGEC), akita inu (AKITA) e dogelon mars (ELON).

A líder da matilha é shiba inu (SHIB), que explodiu em 2021, disputando com dogecoin pela posição de cachorrinho principal.

Desde sua criação em agosto de 2020, SHIB disparou pelas classificações, de uma baixa de US$ 0,000000000056 em novembro de 2020 para uma alta recorde de US$ 0,00008616 em outubro de 2021, gerando um aumento de mais de 150.000.000%.

Essa é uma grande aventura para uma moeda que aparentemente surgiu do nada.

O que é SHIB?
Ao nível mais básico, SHIB é uma contraparte ao dogecoin, desenvolvida na Ethereum. Diferente de dogecoin, é um token (uma criptomoeda que opera em outra infraestrutura blockchain) em vez de uma moeda, que existe em seu próprio blockchain.

Além disso, dogecoin é uma bifurcação da luckycoin (LKY) que, por sua vez, é uma bifurcação da litecoin (LTC) que é uma bifurcação do bitcoin (BTC). Já SHIB é um token padrão ERC-20 que opera no blockchain Ethereum.

Assim como dogecoin, SHIB é um ativo de meme: uma criptomoeda que é inspirada em memes da internet e forma comunidades de entusiastas.

As movimentações de preço de meme coins são frequentemente ligadas ao sentimento em torno de notícias recentes e atividades de influenciadores nas redes sociais.

A própria SHIB é nomeada em homenagem à raça canina, que se tornou a face do meme “doge” que inspirou a criação da dogecoin.

Qual é a história por trás de SHIB?
De acordo com seu site oficial, SHIB foi criado como um “experimento espontâneo da construção de comunidades descentralizadas” pelo desenvolvedor anônimo Ryoshi (que, em japonês, significa “pescador”).

Ryoshi acredita que são “zé-ninguéns” e “substituíveis”: “Com Shiba, esclarecemos desde o início que ninguém está no comando. Não existe um culpado, uma pessoa responsável ou entidade que possua as chaves do reino”. Em maio, Ryoshi acrescentou que “até hoje, possuo 0 SHIB”.

O “woofpaper” (“whitepaper”) do shiba inu apresenta a seguinte pergunta: “O que aconteceria se um projeto de criptomoedas fosse 100% comandado por sua comunidade?”.

Junto com SHIB, Ryoshi também criou o token “Dogecoin killer” LEASH, apesar de ser em pequenas quantidades, enquanto BONE foi lançado junto com a corretora descentralizada (DEX) ShibaSwap.

Um total de um quadrilhão de SHIB foi emitido e os desenvolvedores anônimos por trás do shiba inu enviaram cerca de metade do fornecimento total (um pouco acima de 505 trilhões) ao endereço do cofundador da Ethereum Vitalik Buterin.

A lógica, segundo Ryoshi, era que “não existe grandiosidade sem um ponto de vulnerabilidade e contanto que [Buterin] não nos dê uma puxada de tapete, então SHIBA irá crescer e sobreviver”.

Depois de um tempo, Buterin queimou 410,24 trilhões de SHIB (90% de seus ativos) e doou o restante para a caridade, argumentando que, se fosse fazer algo com os tokens que ganhou, iria gerar especulação desnecessária.

Se você acredita que isso é ridículo, você provavelmente não está sozinho. Mas Dogecoin foi considerada como uma criptomoeda de “zoeira” antes de se tornar a grande moeda de 2021 e o assunto de fãs como Mark Cuban e Elon Musk.

SHIB já está em uma trajetória similar. Às vezes, a criptomoeda chegou ao top 10 de moedas classificadas por capitalização de mercado e até ultrapassou dogecoin, impulsionada por listagens em grandes corretoras cripto, como Binance e Coinbase.

Onde comprar SHIB?
SHIB pode ser comprada em corretoras como Coinbase, Binance, Huobi Global e OKEx. Também pode ser negociada em DEXs como Uniswap, 1inch e 0x.

Na Coinbase, você pode comprar SHIB diretamente com dólar; outras corretoras oferecem pares de negociação com tether (USDT), binance USD (BUSD) ou wrapped ether (WETH).

Em maio de 2021, o preço da SHIB disparou logo após de sua listagem na Coinbase por conta de uma aparente e imensa demanda por usuários.

Na época, Changpeng Zhao (ou CZ), CEO da Binance, tuitou que a corretora “ficou sem endereços de depósito em ETH por conta de SHIB” e isso “nunca tinha acontecido antes com qualquer outra moeda ERC-20”.

No entanto, ele também alertou que não a estava “promovendo” e que a considerava como um “risco superalto”.

O futuro da Shiba Inu
A ascensão meteórica da SHIB fez com que muitas pessoas enriquecessem. Uma carteira viu seus investimentos dispararem de cerca de US$ 8 mil para mais de US$ 5 bilhões em 400 dias.

No entanto, além disso, continua sendo um “token de zoeira” impulsionado pelo sentimento de investidores do varejo.

É um fenômeno similar ao movimento WallStreetBets que fez com que traders do Reddit comprassem ações, como Gamestop e AMC, para se divertir ou o Crypto Twitter abocanhando ações de cubos de tungstênio.

Enquanto isso, investidores institucionais não querem ter nada a ver com meme coins e meme tokens; um executivo que trabalha com custódia institucional de cripto contou ao Decrypt que “zero” clientes buscam alocar uma parte de seus portfólios em SHIB.

Mas isso pode não importar se a nova onda de investimentos de varejo direcionados por memes seja o futuro das finanças e não (assim como alguns afirmam) uma bolha de manada assim como a febre das tulipas no século XVI.

“Se as pessoas se importam o suficiente com uma piada”, disse o executivo, “ela se torna real”.

entry Nov 19 2021, 09:04 PM
Gigante das farmácias CVS quer fechar 900 lojas nos EUA

* por Joana Cunha | Folha de São Paulo | São Paulo
com Mariana Grazini e Andressa Motter

A gigante das farmácias CVS anunciou nesta quinta-feira (18) que planeja fechar cerca de 900 unidades nos Estados Unidos ao longo dos próximos três anos.

A empresa diz que vai concentrar seus esforços no crescimento digital e na transformação de suas lojas.

A CVS afirma que quer aumentar a interação com os consumidores por meio de sites que ofereçam serviços de atenção primária e das farmácias tradicionais com variedade maior de produtos. A empresa diz que tem observado mudanças nos padrões de compra dos consumidores.

A rede promete se esforçar para realocar profissionais das lojas afetados pelas mudanças, previstas para começar no segundo trimestre de 2022.

entry Nov 18 2021, 09:28 PM
Google pagará à AFP durante cinco anos por uso de conteúdos na internet

* por AFP | Paris

O Google e a AFP (Agence France-Presse) anunciaram nesta quarta-feira (17) a assinatura de um acordo europeu sem precedentes sobre a remuneração por cinco anos dos conteúdos da agência de notícias utilizados pelo site de buscas. A negociação levou 18 meses.

Este é o primeiro acordo celebrado por uma agência de notícias no âmbito da diretiva europeia de direitos autorais, lei adotada em março de 2019 e transposta para a França no mesmo ano, no centro de vários litígios entre os gigantes da internet e os meios de comunicação.

"Este é um acordo que abrange toda a União Europeia, em todas as línguas da AFP, mesmo em países que não transpuseram a diretiva", disse o diretor-geral da agência, Fabrice Fries, que descreveu o acordo como pioneiro.

A AFP produz e distribui conteúdo multimídia para seus clientes em seis idiomas ao redor do mundo.
"Lutamos para que as agências fossem plenamente elegíveis. A diferença com relação a uma associação comercial é que um contrato de direitos conexos tem a vocação de ser duradouro", disse Fires.

"Assinamos este acordo para virar a página e seguir em frente. Estamos aqui para mostrar que os atores podem se dar bem e que encontramos uma solução", declarou Sébastien Missoffe, diretor-geral do Google na França.

O valor total que a AFP receberá nos termos do acordo não foi divulgado.

O acordo "permitirá contribuir para a produção de informação de qualidade e para o desenvolvimento da inovação dentro da agência", afirmou Fries, que deseja que as plataformas representem uma parte cada vez mais significativa das receitas da AFP.

O acordo sobre direitos conexos será concluído "muito em breve" com "um programa de luta contra a desinformação", disseram as duas empresas em um comunicado conjunto. A AFP oferecerá, entre outros, treinamentos de verificação de informações em vários continentes.

O conceito de direitos conexos aos direitos autorais permite que jornais, revistas e agências de notícias sejam remunerados quando seu conteúdo for reutilizado na internet.

Foi introduzido para plataformas online pelo artigo 15 da diretiva da UE de direitos de autor, aprovada em março de 2019 pelo Parlamento Europeu após mais de dois anos de intenso debate.

Depois de inicialmente relutar em pagar aos jornais franceses pelo uso de seu conteúdo, o Google por fim assinou um acordo de três anos com parte da imprensa francesa no início de 2021, mas em meados de julho a autoridade francesa competente impôs à empresa uma multa de 500 milhões de euros por não negociar de boa fé.

O Google recorreu e segue negociando com alguns grupos de mídia franceses.

Por sua vez, o Facebook anunciou em outubro vários acordos, incluindo um com a Alliance pour la Presse d'Information Générale (Apig), que prevê uma remuneração de dois anos aos editores da imprensa diária francesa pela utilização dos seus conteúdos.

Também anunciou a participação desses editores no Facebook News, um serviço dedicado à informação, que já foi lançado nos Estados Unidos e no Reino Unido e que o Facebook vai implantar na França em janeiro de 2022.

São inúmeras as negociações e tensões com os gigantes da internet. Na Espanha, o Google anunciou em 3 de novembro que reabriria seu serviço Google News no início de 2022.

Na Dinamarca, os principais veículos de comunicação informaram que se uniriam para negociar seus direitos autorais com os gigantes da web. E, na Austrália, foi aprovada uma lei que exige que as grandes empresas de tecnologia paguem à mídia pelo uso de seu conteúdo.

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