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entry Oct 8 2019, 08:52 PM
Economia mundial sofre com desaceleração sincronizada, diz FMI

* por AFP | Washington

As tensões comerciais estão prejudicando a saúde da economia global, que crescerá em seu ritmo mais lento em uma década —alertou a nova chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta terça-feira (8).

Os estudos mostram que os conflitos comerciais estão causando danos generalizados e que os países devem estar preparados para responder com um aumento da liquidez, disse Georgieva em seu primeiro discurso desde que assumiu o organismo.

"Em 2019, esperamos um crescimento mais lento em quase 90% do mundo. A economia global está em desaceleração sincronizada", declarou Georgieva antes da reunião anual do FMI e do Banco Mundial, que começa na próxima semana.

A nova diretora-gerente do Fundo disse que esta desaceleração generalizada da economia mundial está aproximando o PIB mundial de seu nível mais baixo em uma década.

Georgieva indicou que o FMI vai reduzir a previsão de crescimento para este ano para 3,2%, e a de 2020, para 3,5%. O fundo divulga suas previsões atualizadas em 15 de outubro.

Em meio a diversos alertas sobre os riscos das tensões comerciais para a economia, a chefe do FMI afirmou que elas já podem ser sentidas.

"O crescimento do comércio global está em ponto morto", frisou.

Para a economia mundial, o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar uma retração de US$ 700 bilhões, equivalentes a 0,8% do PIB mundial. Trata-se de uma previsão mais severa do que os alertas anteriores do Fundo.

O montante equivale aproximadamente a toda economia suíça, comparou Georgieva.

Ela lembrou ainda dos efeitos secundários, como perda de confiança e reações dos mercados. "O resultado é claro. Todos perdem com a guerra comercial", alertou.

O conflito lançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra a China implica tarifas sobre bilhões de dólares em intercâmbios bilaterais, mas também há tensões com outros parceiros.

Mesmo se o crescimento for retomado no ano que vem, algumas das "fissuras" que o conflito comercial já provocou "podem gerar mudanças que durem uma geração" - como mudanças nas cadeias de fornecimento, explicou.

Para proteger a economia de uma paralisação global, Georgieva pediu aos países que tiverem capacidade que adotem uma proteção fiscal.

Apesar de alguns governos serem afetados pelos altos níveis de endividamento, a chefe do FMI pediu para nações como Alemanha, Holanda e Coreia do Sul aumentarem seus gastos, especialmente em infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento, para ajudar a alimentar a demanda e o crescimento potencial.

Em um contexto em que muitos países delegam o estímulo à expansão econômica aos bancos centrais e às taxas de juros baixas, a diretora-gerente do organismo alertou que manter os juros baixos durante tempo demais pode levar os investidores a adotarem um comportamento de risco.

Georgieva ainda afirmou que a luta contra a crise climática exigirá uma mudança nos sistemas tributários para incluir um aumento significativo na taxação de emissão de carbono.

"É uma crise à qual ninguém está imune e todos têm a responsabilidade de agir", disse ela.

"Limitar o aquecimento global (...) requer um preço significativamente mais alto de carbono", enfatizou. "A chave é mudar os sistemas tributários", concluiu.

entry Oct 7 2019, 09:43 PM
Zona do euro precisa de estímulo fiscal preventivo ou pode enfrentar baixo crescimento, mostra documento

* por Jan Strupczewski | Reuters

BRUXELAS (Reuters) - A economia em desaceleração da zona do euro precisa de estímulo fiscal preventivo de países ricos em dinheiro, como Alemanha e Holanda, ou enfrentará um longo período de crescimento baixo, informará a Comissão Europeia aos ministros da zona do euro na próxima semana.

Em um documento de discussão preparado para a próxima reunião de ministros das Finanças dos 19 países do bloco monetário, em Luxemburgo, na quarta-feira, o braço executivo da União Europeia disse que a atividade econômica da zona do euro não vai se recuperar este ano.

O documento, visto pela Reuters, reproduz as palavras ditas em setembro pelo atual presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que pediu aos governos que ajudem os esforços da política monetária, estimulando o crescimento com a política fiscal.

"O crescimento mais lento e os riscos negativos inerentes à situação atual podem exigir uma abordagem preventiva, e não reativa, da política fiscal", afirmou a Comissão Europeia.

O documento acrescentou que os governos devem agir agora, porque leva tempo para que as mudanças nas políticas fiscais tenham impacto na economia.

A Comissão dirigiu seu apelo principalmente à Alemanha e à Holanda, geralmente chamados de "países com espaço fiscal", porque eles têm superávits orçamentários há anos.

No entanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, embora tenha reconhecido no mês passado que os governos devem agir para não sobrecarregar o BCE, também resistiu aos apelos para elaborar um pacote de estímulo fiscal para seu país, mesmo que a maior economia da Europa esteja à beira de uma recessão.

O documento mostra ainda que, para estimular o crescimento, uma maior flexibilização da política monetária do BCE seria menos eficaz e teria maiores efeitos colaterais indesejados do que o estímulo fiscal dos governos, que agora seriam mais eficazes do que nos tempos econômicos normais.

entry Oct 6 2019, 09:29 PM
EUA estão perdendo fôlego rápido, diz consultoria

* por Altamiro Silva Junior | Estado de São Paulo
com agências internacionais

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos ainda cresce na casa dos 2%, mas há o risco de a economia americana estar perdendo fôlego mais rapidamente que o previsto, segundo análise dos economistas da consultoria inglesa Oxford Economics.

Nesse ambiente, eles preveem que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não terá outra opção a não ser cortar os juros mais duas vezes este ano, nas reuniões de política monetária que ocorrem este mês e em dezembro. Os juros nos EUA estão na faxa de 1,75% a 2%.

A Oxford observa que os recentes indicadores mostram piora da atividade tanto na indústria como nos serviços dos EUA. Os dados do indicador ISM do setor manufatureiro, que vieram em setembro no pior nível desde 2009, indicam que a fraqueza da atividade industrial na economia mundial, por conta do aumento da incerteza sobre o comércio entre Pequim e Washington, ameaça provocar repercussões mais amplas globalmente. O ISM do setor de serviços, que veio abaixo do previsto, é uma sinalização clara desse movimento, observaram os economistas para os EUA da consultoria, Lydia Boussour e Gregory Daco.

Aliado a esses fatores, na sexta-feira, 4, outro indicador aumentou a preocupação do mercado sobre a saúde da economia americana. Em setembro, nos EUA, foram criados 136 mil empregos (payroll), abaixo da previsão de 150 mil. A taxa de desemprego caiu para 3,5% (a menor em 50 anos), ante estimativa de 3,7%.

Após o anúncio dos dados, o presidente do Fed Jerome Powell reafirmou o compromisso da instituição de fazer "o que for necessário" para prolongar o quadro positivo na economia dos EUA.

Powell disse ainda que a economia americana está "em um bom lugar", embora também tenha citado riscos e o fato de que nem toda a população consegue aproveitar as oportunidades disponíveis. Com o desemprego perto de mínimas históricas e a inflação próxima da meta de 2%, ele renovou a intenção de prolongar o quanto possível esse quadro positivo.

O presidente Donald Trump é um feroz crítico da política monetária de Powell. Para ele, os juros americanos estão muito altos e têm grande participação no fraco desempenho da atividade econômica do país.

entry Oct 5 2019, 09:40 PM
UE rejeita pedido do Reino Unido para negociar no fim de semana e Johnson insiste em Brexit sem atraso

* por Kanishka Singh e Sabahatjahan Contractor | Bangalor | Reuters

(Reuters) - A União Europeia rejeitou um pedido do Reino Unido por negociações do Brexit neste fim de semana, segundo a imprensa britânica, enquanto o primeiro-ministro Boris Johnson reiterou estar comprometido com uma saída do bloco em 31 de outubro, mesmo ante a possibilidade de que não haja acordo para o desenlace.

A Comissão Europeia disse que as novas propostas de Johnson para o Brexit não fornecem nenhuma base para que um acordo seja fechado, de acordo com a Sky News.

As negociações sobre o plano de Johnson para substituir a solução para a Irlanda não ocorrerão neste fim de semana, disse a porta-voz da Comissão Europeia Natasha Bertaud, segundo a Sky. Ela acrescentou que será dada ao Reino Unido “outra oportunidade para apresentar suas propostas em detalhe” na segunda-feira.

“Se conduzíssemos conversas no fim de semana, aparentaria como se fossem negociações propriamente ditas”, disse um diplomata da UE, segundo o jornal Times. “Ainda estamos muito longe disso.”

Johnson tem repetido que não solicitará um adiamento do Brexit, o que reafirmou na sexta-feira.

“Novo acordo ou nenhum acordo – mas nenhum atraso. #GetBrexitDone #LeaveOct31”, disse Johnson no Twitter.

Entretanto, o governo reconheceu pela primeira vez, na sexta, que Johnson deve enviar uma carta à UE pedindo um adiamento do Brexit caso nenhum acordo de separação seja alcançado até 19 de outubro.

entry Oct 4 2019, 08:59 PM
Órgãos antitruste da UE vão investigar acordo entre Boeing e Embraer

* por Yun Chee | Reuters

BRUXELAS (Reuters) - Reguladores antitruste da UE abriram nesta sexta-feira uma investigação em larga escala sobre a oferta da Boeing por uma participação controladora no braço de aeronaves comerciais da Embraer, dizendo que o acordo pode reduzir a concorrência e elevar preços.

A Comissão Europeia disse que o acordo removeria a Embraer, terceira maior fabricante mundial do setor, da indústria de aviões comerciais, enquanto potenciais rivais de China, Japão e Rússia não seriam capazes de preencher a lacuna na próxima década por causa das altas barreiras de entrada.

O responsável pela concorrência da UE disse que as duas empresas se envolvem em concorrência direta em termos de preço e outros parâmetros em todo o mundo e na Europa. O acordo também removeria a Embraer do mercado de aviões de corredor único.

A Comissão estabeleceu prazo para a decisão em 20 de fevereiro. A Reuters foi a primeira a relatar uma investigação iminente da UE, que foi posteriormente confirmada pela Embraer.

entry Oct 3 2019, 09:07 PM
UE promete retaliar EUA por tarifas contra produtos do bloco

* por Associated Press | Paris

A União Europeia alertou hoje que vai retaliar a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a uma série de exportações do bloco, incluindo queijos e vinhos.

Ontem, o governo do presidente Donald Trump anunciou que vai punir com tarifas US$ 7,5 bilhões em exportações da UE a partir do dia 18. O anúncio veio após a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizar Washington a tomar medidas retaliatórias contra a UE devido a subsídios ilegais concedidos pelo bloco à fabricante de aviões Airbus.

A UE, porém, espera que um caso similar envolvendo subsídios dos EUA para a Boeing acabe indo a seu favor. A expectativa é que a OMC anuncie um veredicto nos próximos meses.

"Se os EUA impuserem contramedidas, forçarão a UE para uma situação em que teremos de fazer o mesmo", disse hoje o porta-voz da Comissão Europeia, Daniel Rosario, ecoando a perspectiva sombria expressada por vários governos da UE.

"Esse é um gesto que irá primeiramente afetar os consumidores e companhias dos EUA e tornará mais complicados esforços no sentido de um acordo negociado", acrescentou.

entry Oct 2 2019, 09:39 PM
OMC autoriza aos EUA que apliquem sanções contra UE de US$ 7,5 bilhões

* por EFE

Genebra, 2 out (EFE).- Os Estados Unidos poderão sancionar a União Europeia (UE) com medidas retaliativas no valor de US$ 7,5 bilhões pelos danos causados ao fabricante americano de aeronaves Boeing por causa das ajudas e subsídios europeus ao seu concorrente europeu Airbus.

Isso foi estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) por meio de uma decisão, cujas conclusões foram divulgadas nesta quarta-feira e que representam um ponto de virada em um conflito comercial iniciado há 15 anos.

A UE reagiu imediatamente, salientando que, mesmo que os EUA tenham obtido autorização para aplicar represálias comerciais contra eles, estas seriam "míopes e contraproducentes".

A comissária Europeia do Comércio, Cecilia Malmstrom, advertiu que se os Estados Unidos decidem impor hoje as sanções autorizadas, "pressionará a União Europeia" a "fazer o mesmo", pois, em um caso paralelo, Genebra também concederá à UE em alguns meses o direito a impor contramedidas aos EUA como resultado de ter infringido de forma contínua as mesmas normas da OMC com relação a Boeing.

Na sua sentença de hoje, a OMC considera que o valor autorizado é proporcional aos efeitos adversos sofridos pela Boeing em termos de perdas de vendas e impedimentos na entrega de suas aeronaves.

Isso devido à ajuda ilegal ao lançamento e ao financiamento fornecido principalmente pela França, Alemanha, Espanha e Reino Unido para as grandes aeronaves civis da Airbus.

A sentença lembra que as ajudas ao lançamento continuaram existindo, inclusive, depois do dia 1º de dezembro de 2011, data em que a UE tinha se comprometido a cumprir com a decisão original ditada pela OMC em junho do ano anterior e que foi confirmada pela sua instância de apelação no ano seguinte.

Os Estados Unidos solicitaram autorização para impor represálias comerciais equivalentes a US$ 10,5 bilhões, aos quais a UE se opôs durante o procedimento, mas sem propor valores mais baixos.

Agora, as medidas aplicadas por Washington podem assumir forma de suspensão de concessões tarifárias para as mercadorias da UE, assim como das suas obrigações perante prestadores de serviços comunitários, com exceção dos serviços financeiros.

De acordo às regras em vigor, os EUA agora podem solicitar ao Órgão de Solução de Controvérsias da OMC um sinal verde para começar a impor as medidas até o valor estabelecido. EFE

entry Oct 1 2019, 09:55 PM
Carrefour Brasil compra 49% de fintech Ewally e pode assumir controle após 3 anos

* por Reuters

O varejista Carrefour Brasil informou nesta terça-feira (1º) que assinou acordo para compra de 49% da fintech Ewally, com opção de compra do controle após três anos.

"Plenamente alinhada com a estratégia de digitalização da companhia, esse movimento dá início à atuação no segmento de conta digital", afirmou o Carrefour Brasil em comunicado.

A companhia afirmou ainda que o negócio permitirá acelerar o processo de transformação digital e inovação e ampliar seu ecossistema de pagamentos e distribuição de produtos e serviços digitais no Brasil.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de algumas condições. Detalhes financeiros da transação não foram informados

entry Sep 30 2019, 09:51 PM
Canadá e EUA tentam reduzir dependência de terras raras da China

* por AFP

Montreal, 30 Set 2019 (AFP) - O Canadá está discutindo com os Estados Unidos como reduzir a dependência de ambos países da China para o fornecimento de terras raras - minerais essenciais para produtos tecnológicos e militares -, confirmou nesta segunda-feira (30) o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Trudeau disse que em sua última reunião com o presidente americano, Donald Trump, ressaltou que "o Canadá tem muitas terras raras que são tão necessárias para a tecnologia moderna".

Ele enfatizou que o Canadá é um "aliado sólido" dos Estados Unidos e pode fornecer uma "oferta confiável" de minerais de terras raras, muitos dos quais atualmente "vêm da China", apontou o primeiro-ministro em coletiva de imprensa.

"É de nosso interesse garantir que tenhamos fornecimento confiáveis desses minerais importantes", detalhou.

As declarações respondem a um artigo no jornal canadense Globe and Mail que detalhou os esforços do governo de Ottawa para reduzir a dependência dos dois aliados americanos das reservas chinesas de elementos como lítio, urânio, césio e cobalto.

A China controla mais de 90% da oferta mundial desses minerais usados em smartphones, painéis solares e até tecnologias militares. Também é o maior produtor e refinador mundial.

Em plena guerra comercial entre Washington e Pequim, o governo chinês deu a entender que poderia bloquear suas exportações de terras raras, muito importantes para as indústrias de ponto americanas.

Em 2010, a China já tinha interrompido suas exportações de terras raras ao Japão devido a uma disputa territorial.

Canadá e China também atravessam uma crise diplomática sem precedentes após a prisão em Vancouver em dezembro de uma dirigente da gigante chinesa de telecomunicações Huawei a pedido dos Estados Unidos, que pede sua extradição.

Em contrapartida, a China prendeu dois canadenses acusados de espionagem e suspendeu as importações de produtos agropecuários canadenses.

entry Sep 30 2019, 12:25 PM
Negociações sobre Brexit terão de ser levadas a limite para que haja acordo, diz ministra

* por Kylie MacLellan | Reuters

MANCHESTER, Inglaterra (Reuters) - O Reino Unido precisará levar as negociações sobre o Brexit com a União Europeia (UE) até o prazo final para forçar mudanças necessárias para um acordo a ser aprovado pelo Parlamento, disse neste domingo a ministra britânica do Comércio, Liz Truss.

Na conferência anual do Partido Conservador na cidade de Manchester, no norte da Inglaterra, Truss disse, em evento organizado pelo jornal Times, acreditar que o Parlamento agora aprovaria um acordo sobre o Brexit.

"A razão pela qual não obtivemos mais concessões antes de 29 de março é que não chegamos perto o suficiente do prazo... Os prazos funcionam e precisamos levar (a negociação) para esse prazo para fazer as alterações de que todos precisamos", disse Truss. "Isso é o que estamos fazendo."

O Parlamento rejeitou três vezes um acordo negociado pela ex-primeira-ministra Theresa May.

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