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Entradas em October 2019

entry Ontem, 09:18 PM
Moeda do Facebook enfrenta novo obstáculo com oposição de países ricos

* por Reuters | Washington

Os planos do Facebook para lançar a criptomoeda libra enfrentam novos obstáculos depois de escrutínio de governos da União Europeia e da debandada de marcas importantes do consórcio, como Visa e Mastercard na semana passada.

Nesta semana, países ricos e o banco JPMorgan Chase deram sinais de que o atual cenário regulatório deverá ser um entrave para a rede social emplacar sua moeda.

O G7 (grupo das sete economias mais ricas do mundo) disse na quinta-feira (17) que as chamadas stablecoins não devem ser lançadas até que os profundos riscos internacionais sejam resolvidos.

Stablecoins são criptomoedas apoiadas por ativos como depósitos em dinheiro, títulos do governo de curto prazo ou ouro, o que lhes dá menos flutuação do que moedas como o bitcoin. Deste grupo, a libra é a mais conhecida.

Quando lançadas em larga escala, as stablecoins podem ameaçar o sistema monetário e a estabilidade financeira do mundo, disse um grupo de trabalho do G7 em um relatório destinado a ministros de finanças reunidos em Washington para reuniões do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.

A tecnologia emergente, que atualmente não é regulamentada, como outras criptomoedas, também pode dificultar os esforços internacionais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, além de criar problemas de segurança cibernética, tributação e privacidade, segundo o relatório.

"O G7 acredita que nenhum projeto global de stablecoin deve entrar em operação até que os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão" sejam abordados, disse o grupo de trabalho, presidido pelo membro do conselho do Banco Central Europeu Benoit Coeure.

"Espera-se que as entidades do setor privado que elaboram acordos sobre stablecoins abordem uma ampla gama de desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão", acrescentou o relatório.

Em resposta, a Associação Libra que apoia a criptomoeda disse que está comprometida em trabalhar com reguladores.

A libra foi projetada para respeitar a soberania nacional sobre a política monetária, bem como as regras contra a lavagem de dinheiro e outros esforços para impedir finanças ilícitas, afirmou a entidade em comunicado.

Em meio a um rigoroso controle regulatório, as 21 empresas que apoiam a libra se comprometeram na segunda-feira a avançar com o projeto, ignorando a deserção de um quarto de seus membros originais, incluindo as gigantes de pagamentos Visa e Mastercard.

Depois da mensagem do G7, foi a vez do G20 se pronunciar sobre o tema. Nesta sexta-feira (18), o grupo decidiu que as stablecoins globais dão origem a um conjunto riscos graves de políticas públicas e regulações, segundo comunicado do grupo que reúne as maiores economias do mundo.

O G20, atualmente presidido pelo Japão, também pediu ao FMI que examine as implicações macroeconômicas, incluindo questões de soberania monetária em seus países membros, a partir da possível disseminação de stablecoins globais, segundo o comunicado.

Reforçando o discurso, Olaf Scholz, ministro das Finanças da Alemanha, redobrou suas críticas nesta sexta aos planos acerca da libra, e disse que a criação de uma nova moeda mundial deve ser evitada.

A jornalistas nas reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington, Scholz citou preocupação crescente com as stablecoins e com os possíveis riscos internacionais que elas representam.

Scholz disse, porém, que mudanças no setor financeiro são necessárias, para tornar pagamentos internacionais mais rápidos e mais baratos. Isso sem comprometer a autonomia dos Estados, avaliou o ministro.

Ele disse ainda estar cético em relação aos planos do Facebook.

"Vamos monitorar cuidadosamente a situação com todos os meios à nossa disposição. Não sou a favor da criação bem-sucedida de uma moeda mundial, porque essa é a responsabilidade dos estados democráticos."

Quem também não faz apostas na moeda de Zuckerberg é o presidente-executivo do banco JPMorgan Chase, Jamie Dimon.

O projeto da libra é "uma ideia interessante que nunca acontecerá", disse Dimon, nesta sexta.

Na semana passada, o consórcio da libra perdeu Visa, Mastercard, eBay, Stripe e Mercado Pago. As empresas abandonaram o plano na sexta (11), sete dias depois de o Paypal deixar o grupo.

Com pressão de bancos e sem o apoio de empresas financeiras tradicionais, que temem desgaste no cenário de incerteza regulatória, o mercado intensificou os questionamentos sobre a iniciativa.

entry Oct 17 2019, 09:20 PM
Reino Unido e UE fecham acordo para o Brexit sem garantia de êxito

* por AFP

Bruxelas, 17 Out 2019 (AFP) - Os líderes do Reino Unido e da União Europeia fecharam nesta quinta-feira (17) um "excelente novo acordo" do Brexit, sobre o qual pesa, no entanto, a persistente ameaça de rejeição pelo Parlamento britânico.

Após dez dias de negociações intensas e muita especulação, Londres e seus 27 parceiros europeus chegaram a um entendimento de última hora, duas semanas antes do divórcio, marcado para 31 de outubro.

"Tudo parece indicar que estamos muito perto do fim", disse o chefe do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciando a adoção pelos dirigentes da UE do texto em uma cúpula em Bruxelas.

Entretanto, as atenções agora se voltam para os deputados britânicos, diante da incerteza em torno da adoção do pacto. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está ciente destes receios.

"Estou muito confiante de que, quando os deputados de todos os partidos examinarem esse acordo, verão o mérito de apoiá-lo", disse o chefe de governo militante antes de retornar ao seu país para realizar uma campanha de sedução.

Há quase um ano, nesse mesmo local, sua antecessora Theresa May também alcançou, após duras negociações, um acordo, descrito como "o melhor possível", que foi posteriormente rejeitado pelos deputados britânicos.

Essa rejeição levou à queda de May, e o Brexit, decidido por referendo em 2016, foi adiado duas vezes. Johnson resiste a pedir o terceiro adiamento.

O não do DUP
Tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) quanto a patronal britânica celebraram um novo acordo, mas se mantiveram prudentes sobre a possibilidade de seu êxito.

"Claro que é bem-vindo", disse a respeito do acordo Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI.

O texto foi mal recebido em Londres, tanto entre a oposição como entre os aliados de Johnson, os unionistas da Irlanda do Norte do DUP, o que fez reviver o fantasma do veto.

O acordo retoma basicamente o que foi negociado por May, mas modifica seu ponto mais conflituoso: como garantir uma troca fluida de mercadorias entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República da Irlanda - país da UE -, sem a necessidade de reintroduzir uma fronteira física.

Seu objetivo é preservar o frágil acordo de paz na Sexta-feira Santa, que em 1998 encerrou três décadas de um sangrento conflito na Irlanda do Norte entre unionistas protestantes e republicanos católicos, e proteger o mercado único europeu da concorrência desleal britânica.

O atual acordo prevê uma solução técnica complexa, segundo a qual a província britânica continuará sendo regida por algumas regulamentações europeias do mercado único e permaneceria de fato em uma união aduaneira com a UE, embora permanecesse legalmente na mesma área aduaneira do resto do Reino Unido.

No entanto, esse sistema "excepcional", que o negociador europeu Michel Barnier justificou pela "situação única" da Irlanda do Norte, se choca com a feroz oposição dos unionistas irlandeses que não querem que seu território tenha um tratamento diferente do restante do Reino Unido.

Anos de crise política e social
O trabalhista Jeremy Corbyn, principal líder da oposição, pediu a rejeição do acordo, argumentando que, além da questão irlandesa, não há muitas mudanças em relação ao acordo de May, e pediu um segundo referendo para resolver o impasse do Brexit.

No entanto, não é certo que ele consiga manter seu partido unido no parlamento, já que vários deputados trabalhistas são a favor de deixar a UE.

Os legisladores britânicos se reunirão excepcionalmente no sábado, dia em que, por lei, Johnson deve pedir um novo adiamento da data de saída, caso o acordo não seja adotado.

Se conseguir que a adoção do texto, o carismático e controverso premiê se tornará herói na difícil missão que acabou com a carreira de sua antecessora.

Um acordo pode acabar com anos de profunda divisão política e social, reforçada pelas próximas eleições legislativas antecipadas.

Diante da ameaça de um novo bloco e embora Johnson se mostre reticente, a UE não descarta um terceiro adiamento.

"Toda a questão do adiamento desaparece um pouco agora", mas isso "não quer dizer que no sábado não voltará à mesa", disse um diplomata europeu. "May também fechou um acordo com a gente" que nunca foi concretizado, lembrou.

entry Oct 16 2019, 09:24 PM
Reino Unido e UE correm contra o tempo na negociação do Brexit

* por AFP

Bruxelas, 16 Out 2019 (AFP) - As equipes negociadoras da União Europeia (UE) e do Reino Unido se encontram reunidas, nesta quarta-feira (16), em negociações para tentar desbloquear o Brexit, na véspera de uma cúpula europeia crucial para afastar o temido divórcio sem acordo em 31 de outubro.

O vento do otimismo que soprava no bloco durante a tarde, com os líderes da França, Emmanuel Macron, e da Alemanha, Angela Merkel, indicando que estavam próximos de um acordo, perdeu intensidade durante a noite.

"Bons progressos e o trabalho continuam", resumiu à noite o negociador europeu Michel Barnier, depois de se encontrar com os embaixadores dos países do bloco. Segundo uma fonte europeia, a UE estaria aguardando a aprovação de Londres.

O tempo urge. O Brexit está previsto para 31 de outubro, mas Londres tem até sábado para conseguir um pacto com a UE. Caso contrário, deve pedir uma nova prorrogação, conforme imposto por uma lei do Parlamento britânico adotada em setembro.

O ministro britânico para o Brexit, Steve Barclay, confirmou nesta quarta aos deputados a vontade do Executivo de cumprir a lei, mas reiterou sua aposta em deixar o bloco no fim do mês. Com este objetivo, seguem "negociações intensas".

Londres e Bruxelas decidiram na sexta-feira dar um novo impulso às negociações para tentar alcançar um acordo antes da cúpula prevista para quinta e sexta na sede da UE, evitando assim uma negociação durante o encontro dos líderes dos países do bloco.

Os negociadores tentam buscar uma solução para garantir um comércio fluido de bens entre Irlanda, país da UE, e a província britânica da Irlanda do Norte, territórios que já gozam da livre-circulação de seus cidadãos entre ambos países.

A armadilha do IVA
A base das discussões é a proposta apresentada pelo governo Johnson, que herdou de sua antecessora Theresa May um acordo de divórcio que seu Parlamento rejeitou, entre outros pontos pela questão irlandesa

Johnson abandonou a ideia de manter todo o Reino Unido em uma união alfandegária com a UE enquanto buscava uma solução melhor no âmbito da negociação de um acordo de livre comércio, mas o novo plano levantou dúvidas.

O primeiro-ministro britânico "modificou a proposta original para que não exista uma fronteira alfandegária na Irlanda, disse nesta quarta uma fonte europeia, deixando na prática a Irlanda do Norte numa união alfandegária com a UE.

Isso pode gerar atritos com seus aliados unionistas, que são contrários à independência da Irlanda do Norte, que não querem ver o estabelecimento de uma fronteira para mercadorias entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido, na ilha da Grã-Bretanha.

"Tem que ser um acordo sensato que os unionistas e os nacionalistas possam apoiar", alertou a líder do Partido Unionista Democrático (DUP, na sigla em inglês) irlandês, Arlene Foster, um apoio fundamental dos conservadores de Johnson em Westminster.

Mas o novo plano permitiria a Johnson recuperar sua liberdade para fechar acordos comerciais com países terceiros, em vez de defender ficar perto da UE como May, segundo outra fonte diplomática.

Um veto dos unionistas da Irlanda do Norte, que Londres procurou convencer ao conceder ao Parlamento autônomo desta província o direito de vetar a cada quatro anos para decidir se continuarão a respeitar as regras do mercado único europeu, deixaria perto um acordo final.

A duas semanas do Brexit, os europeus querem evitar o cenário vivido com May, que não conseguiu que o Parlamento britânico aprovasse o acordo fechado em novembro com a UE, e por conta disso não descartam uma prorrogação no prazo para o divórcio.

No entanto, essa prorrogação estaria sujeita às possibilidades de um acordo ou de uma mudança política em Londres, como novas eleições ou um segundo referendo, caso um pacto não seja alcançado. A UE não descarta neste contexto outra cúpula antes do final do mês.

entry Oct 15 2019, 10:13 PM
Índices europeus saltam com aumento de expectativas sobre acordo do Brexit

* por Sruthi Shankar | Reuters

(Reuters) - Os índices acionários europeus subiram para uma máxima em quase três meses nesta terça-feira, com as ações irlandesas avançando quase 3%, após uma notícia de que negociadores do Brexit estão à beira de um acordo que evitaria uma saída abrupta do Reino Unido da União Europeia.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,93%, a 1.544 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,11%, a 394 pontos.

As ações das empresas irlandesas - que dependem enormemente dos negócios do Reino Unido e são vistas como um indicador das preocupações do mercado com o Brexit - atingiram seu maior nível em mais de um ano.

Duas autoridades da UE disseram que uma notícia da Bloomberg sobre um acordo iminente do Brexit era "prematura". No entanto, uma terceira autoridade disse que houve alguma "convergência séria de pontos de vista" nas negociações técnicas, enquanto o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, e outras autoridades disseram que está sendo feito progresso.

Qualquer novo acordo ainda terá que passar por um parlamento britânico conturbado, que rejeitou várias tentativas da antecessora do primeiro-ministro Boris Johnson, Theresa May, de aprovar o acordo de retirada que ela fechou com Bruxelas.

"Há indícios de que essa poderia ser uma opção mais palatável em comparação com o acordo de maio, que havia sido rejeitado três vezes anteriormente", disse Andrea Cicione, chefe de estratégia da TS Lombard. "Isso é claramente um bom desenvolvimento."

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,03%, a 7.211 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,15%, a 12.629 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,05%, a 5.702 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,21%, a 22.365 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,19%, a 9.356 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,31%, a 4.990 pontos.

entry Oct 14 2019, 08:50 PM
Italiana Massimo Zanetti compra brasileira Café Pacaembu

* por Francesca Landini | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A italiana Massimo Zanetti anunciou a aquisição da brasileira Café Pacaembu para expandir sua presença no país, o segundo maior mercado do mundo para consumo de café, disse o grupo europeu.

A marca Café Pacaembu, que foi fundada em 1957, irá se somar a Segafredo, Puccino e outras que já compõem o portfólio do grupo Massimo Zanetti.

A fabricante italiana de café não revelou detalhes financeiros sobre o negócio.

entry Oct 13 2019, 08:53 PM
Com tempestades no horizonte, Kristalina Georgieva inaugura nova era no FMI

* por Alfonso Fernández | EFE

Washington, 13 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) realiza na próxima semana sua tradicional assembleia anual, a primeira sob o comando da nova diretora-gerente da organização, Kristalina Georgieva, que assume posto tendo pela frente um possível cenário de recessão mundial devido às tensões comerciais provocadas pelo protecionismo dos Estados Unidos.

No primeiro discurso depois de assumir o cargo, antes ocupado pela francesa Christine Lagarde, que será a nova presidente do Banco Central Europeu, Georgieva fez soar os alarmes de que uma tempestade está no horizonte e que é preciso agir para evitá-la.

"Em 2019, esperamos um crescimento mais lento em quase 90% do mundo. A economia global está agora em um estado de desaceleração sincronizada", disse a economista búlgara, que antes de chegar ao FMI ocupava o cargo de diretora-geral do Banco Mundial.

As declarações de Georgieva coincidem com os alertas feitos por um grande número de economistas, que preveem que o mundo enfrentará uma nova recessão em um futuro não tão distante. Como consequência, é predominante a expectativa de que o FMI revise para baixo as projeções de crescimento econômico global durante a assembleia anual que será realizada entre os dias de 18 e 20 de outubro.

Um dos mais pessimistas é Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, que afirma que as chances de uma recessão antes de 2021 são de 50%. Em recente entrevista ao "The Wall Street Journal", ele afirma que não estava tão preocupado com a situação econômica global desde a crise financeira de 2009, considerada por alguns especialistas como a mais grave da história.

"Se esperarmos a próxima crise, será tarde. Devemos atuar agora. E temos que atuar juntos", defendeu a nova diretora-gerente do FMI.

Criada na Bulgária comunista, Georgieva liderará nesta semana a grande reunião atual da principal instituição financeira global, a referência do capitalismo, em um momento no qual os desafios se acumulam: a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, provocada pelo protecionismo do presidente Donald Trump, e a fragilidade econômica da Europa, com o "Brexit" no segundo plano.

Curiosamente, a assembleia anual comandada por Georgieva ocorrerá na sede do FMI, que fica a menos de 500 metros da Casa Branca, onde as delegações dos governos americano e chinês se reuniram na última semana para tentar diminuir as tensões.

A reunião terminou com um acordo parcial negativo para interromper a guerra comercial, pacto que pode ser assinado durante o fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcado para ocorrer em novembro, no Chile.

Por outro lado, Georgieva terá que enfrentar as dúvidas sobre a credibilidade do FMI, especialmente devido ao fato de os recentes programas da instituição na América Latina terem revivido fantasmas do passado.

Na Argentina, país com o qual o FMI aprovou em 2018 um plano de resgate de quase US$ 57 bilhões, o maior da história, a situação econômica piorou e as eleições presidenciais que ocorrem neste mês elevam o grau de incerteza sobre o futuro.

O programa foi negociado com o atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, de centro-direita, mas as pesquisas apontam que ele perderá a reeleição para o peronista Alberto Fernández, que já afirmou que buscará renegociar o acordo.

Já o Equador vive uma onda de protestos que já dura 11 dias após a aplicação de um pacote econômico planejado após um acordo firmado pelo presidente do país, Lenín Moreno, com o FMI. A medida que mais irritou a população foi o corte do subsídio estatal sobre a compra de combustíveis.

A gravidade dos protestos forçou Moreno a decretar estado de exceção e a tomar uma medida incomum: transferir a sede do governo de Quito, a capital do país, para Guayaquil.

Sem citar os dois países explicitamente, Georgieva citou sua antecessora no cargo.

"O que eu gostaria de fazer com os programas é o que Christine Lagarde definiu ao sair do FMI: ter uma carteira, um cérebro, mas sobretudo um coração que bate", afirmou.

Conjugar os dois elementos, no entanto, será um dos principais desafios da búlgara nos próximos anos.

entry Oct 12 2019, 08:47 PM
Grandes empresas abandonam Libra, projeto de moeda digital do Facebook

* por AFP

San Francisco, 12 Out 2019 (AFP) - Visa, Mastercard, eBay e Stripe anunciaram nesta sexta-feira (11) que estão abandonando a Libra, movimento que representa um duro golpe no projeto de moeda digital de Facebook, previsto para o meio de 2020.

As empresas do setor de pagamentos bancários Visa e Mastercard, a plataforma de comércio on-line do eBay e os serviços de pagamento Stripe confirmaram à AFP o abandono do projeto, seguindo os passos do PayPal, que deixou de ser parceiro do Facebook na operação na semana passada.

"Vamos seguir avaliando a situação e tomaremos nossa decisão final com base em vários fatores, incluindo a capacidade da associação de responder plenamente a todas as expectativas dos reguladores", disse um porta-voz da Visa.

A Libra espera oferecer um novo modelo de pagamento sem acesso ao sistema bancário tradicional permitindo a compra de bens ou envio de valores como se fosse uma mensagem eletrônica.

As quatro empresas renovaram paralelamente seu apoio às ideias básicas do projeto, como a democratização do acesso aos serviços financeiros e o desenvolvimento das criptomoedas.

"A composição da associação pode ser ampliada e mudar com o tempo, mas os princípios fundadores da governança e da tecnologia da Libra, assim como a natureza aberta do projeto, permitem assegurar a resiliência da rede de pagamento Libra", comunicou Dante Disparte, da associação Libra.

"A viagem será longa e difícil", admitiu Disparte na sexta-feira passada após a saída do Paypal, e acrescentou que é necessário "audácia e certa força moral para empreender um projeto tão ambicioso como a Libra".

entry Oct 11 2019, 08:45 PM
UE alerta sobre riscos para redes 5G em meio a crescimento da Huawei

* por Anna Isaac Parmy Olson | The Wall Street Journal

A UE (União Europeia) identificou uma série de ameaças de segurança específicas relacionadas a fornecedores estrangeiros de equipamentos de telecomunicações, o que reforçou consideravelmente o escrutínio do bloco comercial sobre fornecedores como a Huawei Technologies, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto e com uma avaliação de risco preparada por governos europeus e que circulou extraoficialmente.

No começo da semana, a União Europeia divulgou um relatório público alertando que Estados hostis, ou agentes apoiados por estados, representavam uma ameaça de segurança às novas redes móveis 5G que estão sendo colocadas em operação em todo o mundo. As redes 5G prometem conexões mais rápidas e a capacidade de conectar muitos dispositivo —de carros a marca-passos— à internet.

Separadamente, em uma análise de risco não pública que países membros da União Europeia fizeram circular recentemente, governos levantaram diversas questões sobre ameaças específicas de segurança relacionadas a fornecedores de equipamentos de telecomunicações. Um rascunho dessa análise, cuja existência ainda não tinha sido noticiada, chegou às mãos do The Wall Street Journal.

A nova avaliação causou alarme entre as autoridades das capitais europeias quanto à Huawei, especialmente, de acordo com pessoas informadas sobre o relatório. A Huawei vem sendo grande fornecedora de equipamentos de rede em grandes economias europeias como o Reino Unido e a Alemanha.

Os líderes europeus estabelecerão regras específicas para os países membros sobre como melhor abordar questões de segurança nas redes 5G antes do final deste ano.

"Essas vulnerabilidades não são de um tipo que possa ser remediado por meio de pequenas mudanças técnicas; elas são estratégicas e de natureza duradoura", disse uma pessoa informada sobre o debate no interior do Conselho Europeu, o órgão de decisões políticas do bloco.

A análise preliminar não cita a Huawei especificamente como fornecedora suspeita. Mas a forte posição de mercado da companhia chinesa como fornecedora de equipamento na Europa faz dela o único alvo sério de escrutínio como fornecedor não europeu. A Huawei é a maior fabricante mundial de equipamento de telecomunicações, adiante da finlandesa Nokia e da Ericsson, da Suécia.

Um porta-voz da Huawei disse que a empresa recebia positivamente "o compromisso da Europa quanto a adotar uma abordagem baseada em provas, com uma análise cuidadosa dos riscos, em lugar de tomar países ou agentes específicos como alvo".

A análise afirma que diversos países membros da União Europeia haviam identificado técnicas específicas que poderiam ser usadas em ataques, entre as quais a possibilidade de que um fornecedor inclua intencionalmente hardware oculto, assim como software nocivo ou software defeituoso, em redes 5G.

A análise também afirma que os países membros haviam reportado o risco de "atualizações de software descontroladas, manipulação de funcionalidades, inclusão de funções que contornam mecanismos de auditoria, 'backdoors', recursos de teste não informados mantidos nas versões definitivas de produtos, entre outras coisas".

Uma porta-voz da União Europeia disse que os países membros haviam identificado riscos para a segurança das telecomunicações que "podem estar relacionados às características de fornecedores individuais, acoplados ao seu papel específico e ao seu envolvimento nas redes 5G".

A análise preliminar estudada pelo The Wall Street Journal é uma compilação de relatórios nacionais individuais sobre os riscos, ameaças e incidentes envolvendo as redes de telecomunicações. O relatório tem por objetivo orientar as autoridades europeias na formulação de diretrizes da União Europeia para os países membros, que poderão optar por adotá-las ou ignorá-las.

Os Estados Unidos e a Austrália vêm alertando seus aliados europeus há muito tempo de que a Huawei, especialmente, representa risco para a segurança nacional. Os Estados Unidos afirmam que a Huawei pode ser forçada a espionar ou a prejudicar redes por ordem de Pequim, algo que a empresa chinesa diz que jamais faria.

O governo chinês afirmou que pede às companhias chinesas que sigam as leis locais nos mercados internacionais em que operam.

Washington vem se mostrando disposta a aliviar a pressão sobre a Huawei, nos últimos meses, em meio às suas negociações comerciais com Pequim.

Mas diplomatas e funcionários dos serviços de segurança dos Estados Unidos continuam a pressionar os aliados do país para que excluam a empresa de redes e contratos, no entanto.

O relatório publicado pela União Europeia no começo desta semana e a atenção que está sendo dedicada à avaliação de riscos que circulou separadamente foram vistos como uma vitória significativa pelos diplomatas americanos, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto.

Os Estados Unidos recentemente agiram para restringir a Huawei, mas só proibiram o uso de seus produtos em sistemas "centrais" de redes 5G.

O relatório preliminar não acusa a China especificamente, mas funcionários informados sobre ele dizem que a linguagem empregada na avaliação de risco se refere a Pequim, entre outros. O relatório menciona risco especialmente alto da parte de fabricantes de equipamentos localizados em Estados "sem restrições democráticas ou legais em vigor", uma referência que funcionário familiarizados com o texto dizem ser à China.

O relatório diz que fornecedores ou operadores vinculados a um país "com perfil de alto risco geopolítico aumentariam o risco de espionagem, especialmente onde não existam restrições democráticas e legais em vigor".

Um porta-voz da embaixada chinesa no Reino Unido disse que seu país "promove firmemente a segurança cibernética e se opõe a e reprime todas as formas de ataque cibernético e roubo cibernético". Ele disse que "relatórios e acusações irresponsáveis só servem para agravar as tensões e confrontos no ciberespaço e para envenenar a atmosfera de cooperação".

entry Oct 10 2019, 08:55 PM
Mesas de trading de Londres se preparam para choque do Halloween

* por Charlotte Ryan | Bloomberg

(Bloomberg) -- É o maior evento do ano para a cidade de Londres, e as empresas não se arriscam antes do prazo do Brexit: as folgas estão suspensas, o acesso às reservas de caixa garantido e o plano de contingência pronto para ser acionado.

Para as instituições financeiras, há muita coisa em jogo: não querem estar do lado errado de uma oscilação de 10% da libra esterlina ou das ações do Reino Unido. O State Street e o Mizuho Bank instruíram as equipes de vendas e trading a não tirarem folgas até novembro, enquanto o Vanguard Group disse que havia destinado "recursos significativos" nos últimos três anos para administrar o impacto.

A cúpula da União Europeia na próxima semana pode determinar se outra extensão do prazo será concedida ou se as negociações vão se arrastar até a noite do Halloween. A volatilidade representa uma oportunidade e um risco para os traders, mas o que torna o Brexit um risco extremo é a fluidez do prazo - duas vezes adiado para 31 de outubro -, os múltiplos cenários possíveis e o tamanho potencial das oscilações do mercado.

"Este período de incerteza dificulta o planejamento", disse James Wood-Collins, CEO da gestora de câmbio Record. "Você pode imaginar uma situação em que são 9h, 10h do dia 31, e o mercado está na expectativa sobre se uma extensão será concedida ou não. A notícia chega de que não será concedida, e que o Reino Unido vai sair em 30 minutos."

Nesse pior cenário para os mercados, os operadores ficariam expostos à chamada hora das bruxas, entre o final do dia em Nova York e a abertura do mercado asiático, quando a liquidez é baixa e o risco de movimentos rápidos é exacerbado.

entry Oct 9 2019, 08:56 PM
Visa e Mastercard consideram sair do consórcio da libra

* por Mariana Labbate | Forbes

As empresas de pagamento Visa e Mastercard atualmente fazem parte do consórcio de companhias que apoiam a nova criptomoeda do Facebook, a libra. No entanto, elas podem estar reconsiderando sua participação na Libra Association após retaliações vindas de diversos líderes mundiais.

Um desses líderes foi o ministro de finanças francês Bruno Le Maire, que disse que criptomoedas abrem precedentes para lavagem de dinheiro e outros tipos de fraudes online, e enquanto esses riscos existissem, ele não poderia autorizar o desenvolvimento da libra em solo europeu.

Além de Le Maire, dois senadores do partido democrata norte-americano -Sherrod Brown, de Ohio, e Brian Schatz do Hawaii- escreveram cartas à Mastercard, à Visa e à Stripe (empresa de softwares), alertando que achavam que a libra era um perigo em potencial à economia global.

Para tentar reverter a situação com o lado europeu ao menos, representantes das companhias que participam da Libra Association, incluindo Visa e Mastercard, participarão de uma conferência em Genebra no dia 14 de outubro. Lá, eles planejam apontar uma mesa de diretores e revisar alguns pontos do estatuto da Libra Association, de acordo com um relatório do “The Wall Street Journal”.

Apesar desses obstáculos, o Facebook mantém seu objetivo de lançar a libra em 2020.

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