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entry Feb 8 2019, 09:14 PM
Londres estuda diminuir impostos e eliminar tarifas em caso de Brexit duro

* por EFE

Londres, 7 fev (EFE).- Um "grupo secreto" dentro do governo do Reino Unido estuda medidas para estimular a economia britânica no caso de um Brexit não negociado, entre as quais se cogita diminuir impostos, eliminar tarifas comerciais e aumentar o investimento, segundo revelou nesta quinta-feira o jornal "Financial Times".

Mark Sedwill, um alto funcionário do Executivo, está a cargo do grupo de analistas que trabalham no chamado "Project After", que agrupa membros do escritório da primeira-ministra, a conservadora Theresa May, e de três ministérios - Economia, Empresas e Comércio Internacional.

A estratégia, cuja existência também é conhecida pelo Banco da Inglaterra, seria ativada no caso de a economia britânica correr perigo após uma eventual ruptura abrupta com a União Europeia (UE), segundo o jornal.

Embora a existência desse plano não tenha sido revelada até agora, o ministro de Comércio Internacional britânico, Liam Fox, sugeriu em diversos fóruns nos últimos dias a possibilidade do fim da cobrança de tarifas sobre as importações no caso de um Brexit "duro", para evitar a disparada dos preços.

Diversos especialistas advertiram, no entanto, que, sob as normas da Organização Mundial de Comércio (OMC), Londres não poderia eliminar apenas as tarifas sobre as importações da UE, mas deveriam aplicar a mesma política aos demais países, que, por sua parte, não estariam obrigados a tomar medidas recíprocas.

Por sua vez, o Partido Trabalhista alertou que esse tipo de decisão colocaria em perigo postos de trabalho em várias indústrias.

Diante de uma comissão parlamentar, Fox especificou que não defende pessoalmente uma "liberalização unilateral" da política comercial do Reino Unido e garantiu "entender completamente" os riscos de eliminar as tarifas sobre as importações.

Contudo, sustentou que o tipo de regulação que o país possa adotar no caso de um Brexit não negociado será uma decisão coletiva do governo.

O "Financial Times" ressalta que, junto com as propostas mais "radicais", como a eliminação de tarifas e cortes de impostos, o governo também avalia outras ideias "mais convencionais", como melhorar os mecanismos de provisão e fomentar as exportações.

O jornal assegura que o grupo de trabalho que desenvolve esses planos "está tentando eliminar opções que pudessem ser economicamente contraproducentes".

Alguns membros desse projeto "acreditam que diminuir impostos e aumentar o gasto público pode aumentar a inflação, abalar a confiança dos consumidores, impulsionar as taxas de juros e, em último caso, aumentar o custo do crédito para o Reino Unido", segundo o "Financial Times".

Os funcionários envolvidos no plano estão especialmente preocupados com os danos econômicos que uma ruptura não negociada com a UE provocaria em setores como a agricultura, a automação e a indústria farmacêutica.

Segundo Joe Owen, diretor associado do grupo de pensamento Institute for Government, o "Project After" é o plano do governo para conduzir as futuras relações comerciais internacionais após um Brexit duro.

Existe um projeto paralelo, denominado "Operação Yellowhammer", centrado, por outro lado, em preparar-se para as piores consequências de uma ruptura abrupta com a UE em nível nacional, segundo Owen.

A primeira-ministra britânica continua tentando obter novas concessões de Bruxelas para facilitar que o parlamento aprove o acordo do Brexit, que foi rejeitado na Câmara dos Comuns por uma grande maioria.

O Reino Unido romperá seus laços com o bloco comunitário em 29 de março de forma não negociada se antes não ratificar um tratado de saída, ou, como pediu a Bruxelas, uma extensão desse prazo.

entry Feb 7 2019, 07:38 PM
Alemanha pode nunca ter boom do gás natural, mesmo sem o carvão

* por Vanessa Dezem | Bloomberg

(Bloomberg) -- A indústria do gás natural está ansiosa para ver um salto na demanda agora que a Alemanha elaborou um plano para acabar com a geração de eletricidade por meio da queima do carvão. Talvez isso nunca aconteça, segundo um relatório de uma das maiores empresas de energia do país.

O estudo, que não foi publicado, mostra que a demanda por gás na Alemanha, na Holanda, na Bélgica, na França e no Reino Unido deverá cair até 16 por cento até o fim da próxima década em relação aos níveis de 2016. Até lá, o custo dos sistemas solares e de baterias cairá o suficiente para transformar as fontes de energia renovável na forma mais econômica de gerar novos fluxos de eletricidade.

Se concretizado, o cenário representaria um revés para empresas de energia como RWE, Uniper e Statkraft, que operam muitas das usinas de gás natural da Alemanha. Após anos com margens de lucro reduzidas, mesmo nas estações mais novas e eficientes, o ressurgimento do uso do combustível para geração de energia seria um alívio para as empresas e economias locais.

O relatório, visto pela Bloomberg News, minimiza a teoria amplamente aceita de que o gás será beneficiado por ser a única outra fonte estável de energia no maior mercado da Europa em um momento em que a chanceler Angela Merkel está desativando também os reatores nucleares remanescentes do país.

Mas, em vez disso, a expectativa é que os custos da tecnologia renovável caiam ainda mais, impulsionando a expansão das energias eólica e solar. Como resultado, o crescimento da demanda por gás para a produção de eletricidade como resultado do fechamento de usinas de carvão será limitado. A demanda pelo gás pode cair mais de 20 por cento nas residências e usinas de energia que usam o combustível, mostrou o estudo.

"Não se pode esperar um grande aumento na demanda só pela saída do carvão", disse Harald Herzig, chefe de front office da Mainova, uma empresa de energia de Frankfurt que não participou do estudo. "A demanda por gás natural na Alemanha, mesmo com a retirada gradual do carvão, pode aumentar só um pouco, porque os outros setores, como os domicílios e a indústria, provavelmente reduzirão a demanda."

Mas outras instituições, como a associação do setor Zukunft Erdgas, a produtora austríaca OMV e a Raiffeisen Capital Management, estão otimistas e projetam que a participação do combustível no sistema energético alemão aumentará.

Um estudo da associação mostra que a Alemanha deverá necessitar uma capacidade adicional movida a gás de 50 terawatts-hora a 81 terawatts-hora por ano até 2022, quando termina a primeira fase da saída planejada do carvão. Isso aumentaria o consumo geral em 5 por cento a 7 por cento e dobraria o uso de gás na geração de eletricidade.

"Sempre precisaremos da geração de energia do gás para respaldar as energias renováveis, e isso é óbvio", disse Timm Kehler, presidente do conselho da Zukunft Erdgas.

A Alemanha deverá perder 45 gigawatts, ou quase 40 por cento de sua capacidade energética total, após desativar todas as usinas movidas a carvão até 2038. No ano passado, as energias renováveis superaram o carvão e se tornaram a maior fonte de eletricidade do país.

entry Feb 6 2019, 08:18 PM
Presidente do Conselho Europeu vê "lugar especial no inferno" para defensores do Brexit

* por Alastair Macdonald | Reuters

BRUXELAS (Reuters) - Os defensores da saída do Reino Unido da União Europeia que não têm um plano para efetivá-la merecem um “lugar especial no inferno”, disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, provocando a revolta de ativistas britânicos anti-UE, um dos quais o chamou de “valentão arrogante”.

Conversando com repórteres em Bruxelas nesta quarta-feira, Tusk afirmou: “Venho me perguntando como será aquele lugar especial no inferno para aqueles que promoveram o Brexit sem nem mesmo o esboço de um plano para realizá-lo com segurança”.

Tusk, que receberá a primeira-ministra britânica, Theresa May, na quinta-feira, fez a afirmação depois de conversas com o premiê da Irlanda sobre como salvar um acordo do Brexit antes de Londres se desligar do bloco em 50 dias, o que põe em risco a paz na Irlanda do Norte.

Dizendo que o Reino Unido partirá como um “amigo confiável” se descartar suas objeções à garantia de um “backstop” na fronteira irlandesa, Tusk usou uma linguagem dura que indicou a hostilidade que Londres pode enfrentar se não encontrar um meio-termo com seus vizinhos europeus.

O porta-voz de May insinuou que os comentários do presidente do Conselho Europeu não foram “úteis”.

Enquanto surgiam manchetes bombásticas com as palavras de Tusk, o defensor do Brexit Nigel Farage, que fez campanha durante muito tempo a favor da separação da UE, contra-atacou minutos depois no Twitter: “Depois do Brexit estaremos livres de valentões arrogantes que não foram eleitos, como você, e cuidaremos de nosso próprio país”, disse. “Parece mais o céu para mim”.

A UE rejeita as queixas de que líderes como Tusk não são eleitos. Ele era premiê da Polônia ao ser escolhido em 2014 por outros líderes eleitos de países-membros do bloco, incluindo o então premiê britânico David Cameron, para comandar as cúpulas. Seu poder se limita a tentar conduzi-los a um consenso.

entry Feb 5 2019, 08:02 PM
O caso dos 60 milhões de barris de petróleo perdidos da Noruega

* por Mikael Holter | Bloomberg

(Bloomberg) -- A Noruega tem a reputação de ser um dos lugares mais calmos e previsíveis da indústria mundial do petróleo, mas ultimamente tem se mostrado cheia de surpresas.

Durante o pior declínio em uma geração, de 2014 a 2016, as empresas ultrapassavam constantemente as projeções oficiais em meio ao aumento da produção de petróleo, desafiando a queda dos preços. Mais recentemente, com o retorno do petróleo aos maiores patamares em muitos anos, elas tiveram problemas.

A Direção Norueguesa de Petróleo agora projeta que a produção atingirá o menor patamar em 31 anos em 2019, com produção estimada de quase 60 milhões de barris menos do que a previsão anterior para este ano e 2018. São 80.000 barris por dia a menos do que o esperado.

O que aconteceu?

1. Atraso na manutenção
Uma das razões mais mencionadas para a produção de petróleo inferior às projeções nas atualizações mensais da Direção Norueguesa de Petróleo em 2018 foram as paralisações de manutenção. Em 2016, quando a produção ultrapassou as projeções em 6 por cento, as petroleiras reduziram as interrupções para manutenção. Elas insistiram na época que as reduções se deviam a ganhos de eficiência e não estavam criando um atraso.

2. Falhas e atrasos
Os desafios técnicos em plataformas ou sob o leito submarino e a produção adiada no ano passado também afetarão 2019, disse a diretora-geral da Direção Norueguesa de Petróleo, Bente Nyland, em entrevista.

O campo Maria, da Wintershall, é um exemplo de campo que não teve o desempenho esperado e o Gina Krog, da Equinor, também iniciado em 2017, "provavelmente está na lista", disse Nyland.

3. Excesso de confiança e campos pequenos
Autoridades e empresas podem ter sido otimistas demais nas suposições a respeito das reservas e das taxas de produção de certos campos, disse Nyland. Ela preferiu não dar exemplos, mas a Direção informou recentemente que a empresa Spirit Energy havia reduzido a estimativa de reservas de petróleo de seu campo Oda, que deve começar a produzir em março, em cerca de 30 por cento, para 33 milhões de barris.

Pressionados para melhorar a lucratividade após a queda dos preços do petróleo, em 2014, as petroleiras fizeram um grande esforço para reduzir custos e escolher soluções que elevassem a contagem de recursos de seus projetos. Isso pode ter levado algumas delas a adotar uma visão excessivamente otimista em relação a quantos barris seriam capazes de explorar, disse Simon Sjothun, analista da consultoria Rystad Energy.

Futuro mais brilhante
Não há dúvida de que a queda abrupta na produção de petróleo da Noruega é temporária. O país nórdico desfrutará de um aumento espetacular na produção em 2020 graças ao campo Johan Sverdrup, da Equinor, que deverá começar a produzir em novembro deste ano.

Com até 3,2 bilhões de barris em reservas de petróleo e uma produção de 440.000 barris por dia em sua primeira fase, o gigantesco campo do Mar do Norte deverá contribuir em 2020 para o maior aumento anual da produção da Noruega desde os anos 1980.

entry Feb 4 2019, 08:51 PM
Brasil se beneficia com tarifas da China à soja dos EUA, diz Unctad

* por Gabriel Bueno da Costa | FolhaOnline | São Paulo

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgou relatório nesta segunda-feira, no qual avalia os impactos para o comércio global das tensões entre Estados Unidos e China. Segundo a entidade, após a elevação de tarifas entre os dois países, outras nações se beneficiaram, sobretudo os membros da União Europeia, e conseguirão capturar uma fatia maior das exportações para essas duas grandes economias. Além disso, o documento detalha alguns desdobramentos para outras nações, inclusive o Brasil. Na avaliação da Unctad, o País se beneficia com a oportunidade de vender mais soja à China, mas também enfrenta incertezas, já que não se sabe quanto tempo essas tarifas podem durar.

O Brasil aparece como um dos beneficiários indiretos com as tarifas entre EUA e China. Segundo a Unctad, as tarifas chinesas à soja dos EUA resultam em "efeitos de distorção" no mercado, com vantagem para "vários países exportadores, em particular o Brasil, que de repente tornou-se o principal fornecedor de soja para a China". A entidade aponta, contudo, que, como não se sabe a duração das tarifas, os produtores brasileiros mostram-se relutantes a tomar decisões de investimento que podem se mostrar não lucrativas, caso as tarifas sejam retiradas. "Para além disso, as empresas brasileiras que operam em setores que usam a soja como insumo - como a alimentação para a pecuária - tendem a perder competitividade por causa das altas de preços geradas pela demanda chinesa por soja brasileira", analisa.

O estudo da Unctad diz que alguns países registram um salto em suas exportações diante das tarifas EUA-China, mas também que os efeitos globais negativos "tendem a dominar". Entre os beneficiários num primeiro momento, as exportações da UE se destacam, segundo o relatório, seguidas pelas vendas de México, Japão, Canadá, Coreia do Sul, Índia, Austrália e Brasil, nessa ordem.

A Unctad afirma que mais países podem sofrer com políticas protecionistas, que poderiam escalar num nível global. Segundo ela, em uma economia interconectada, as medidas de gigantes do comércio tendem a ter um efeito dominó para além dos países e setores atingidos.

No início de dezembro, EUA e China concordaram em congelar as tarifas. A trégua vai até 1º de março e agora há expectativa para se saber se haver um acordo bilateral para acabar com as tarifas ou se elas podem continuar a ocorrer.

entry Feb 3 2019, 08:25 PM
Carrefour Brasil cria unidade de varejo online de alimentos

* por Forbes
com Reuters

O Carrefour Brasil anunciou hoje (1) a criação de uma unidade de comércio eletrônico de alimentos, com objetivo de liderar o segmento hoje também disputado pelo seu principal rival no país, o grupo GPA.

A nova unidade do Carrefour Brasil será presidida por Paula Cardoso, que anteriormente era presidente da área de soluções financeiras da companhia no país.

“Paula liderará a implantação de iniciativas disruptivas para acelerar a transformação digital dos negócios do Carrefour Brasil. Tais iniciativas deverão incluir parcerias entre startups e a companhia”, afirmou o grupo varejista.

No lugar de Paula, o Carrefour Brasil nomeou Carlos Mauad, anteriormente diretor comercial da empresa de redes de fidelidade de clientes Smiles.

“O Carrefour Brasil estabeleceu a meta de assumir a liderança no e-commerce de alimentos no Brasil no médio prazo”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Noël Prioux.

entry Feb 2 2019, 08:13 PM
GM diz que negocia condições para investir R$10 bi no Brasil entre 2020 e 2024

* por Roberto Samora | Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A GM anunciou neste sábado que está negociando "condições de viabilidade" para investir 10 bilhões de reais no Brasil no período de 2020 a 2024, após ter alertado no mês passado que novos investimentos dependeriam de um plano para a empresa voltar a lucrar no país.

A montadora afirmou ainda que está concluindo um plano de investimento de 13 bilhões de reais no período de 2014 a 2019.

"Como líderes de mercado, estamos assumindo a responsabilidade de encarar de frente os desafios de competividade que vive a indústria para viabilizar um futuro sustentável aos nossos negócios e o devido retorno aos acionistas", disse o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, em nota.

"Continuamos trabalhando com os sindicatos, concessionários, fornecedores e governo com o objetivo de viabilizar este novo e adicional investimento de 10 bilhões de reais nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos", acrescentou ele.

A GM destacou que o plano de investimento que será concluído em 2019 contempla a renovação completa da linha de produtos Chevrolet; desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética dentro do Programa INOVAR Auto; e novas tecnologias de conectividade.

O plano 2014-2019 inclui ainda expansões nas fábricas de São Caetano do Sul e de Gravataí; ampliação da fábrica de Joinville, que teve a capacidade elevada de 120 mil para 450 mil motores por ano; e implementação de inovadoras tecnologias de manufatura 4.0 nas fábricas de São Caetano do Sul, Gravataí e Joinville.

"Estes investimentos levaram a marca Chevrolet à liderança do mercado, posição que mantém desde outubro de 2015", completou.

entry Feb 1 2019, 07:49 PM
Concorrente chinesa da Starbucks prepara IPO nos EUA

* por Vinicy Chan e Crystal Tse | Bloomberg
com a colaboração de Manuel Baigorri e Daniela Wei

(Bloomberg) -- A Luckin Coffee, a ambiciosa startup chinesa que está lançando milhares de lojas para concorrer com a Starbucks, está iniciando os preparativos para uma oferta pública inicial nos EUA na qual poderia levantar cerca de US$ 300 milhões, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

A empresa está trabalhando com o Credit Suisse Group no acordo, que pode ser realizado já no segundo trimestre, segundo as pessoas. A Luckin pode adicionar mais bancos em um estágio posterior, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque a informação é privada.

A Luckin está investindo fortemente no lançamento de 2.500 lojas adicionais neste ano após abrir cerca de 2.000 unidades em 2018, seu primeiro ano de operação. A companhia exerce pressão sobre a Starbucks, que transformou a China em seu mercado de mais rápido crescimento e no segundo maior entre os mais de 50 países nos quais opera.

A empresa chinesa espera que o foco na conveniência e na acessibilidade em termos de preço atraia trabalhadores de escritórios urbanos que não precisam dos grandes espaços de alto padrão oferecidos pela gigante americana. As unidades da Luckin não têm caixas e são projetadas para oferecer rapidamente itens para viagem e entregas. A Starbucks, que abriu sua primeira loja na China há 20 anos, só lançou um serviço de entregas em agosto em parceria com a Alibaba Group.

A Luckin, cuja avaliação mais recente é de US$ 2,2 bilhões, atraiu recursos de investidores como o fundo soberano de investimentos de Cingapura GIC e a China International Capital Corp. Além disso, fechou parceria com a gigante da internet Tencent Holdings.

Os planos para o IPO estão em fase inicial e os detalhes da transação podem mudar, disseram as pessoas. Representantes de Luckin e do Credit Suisse preferiram não comentar.

entry Jan 31 2019, 08:19 PM
DowDuPont prevê queda nas vendas do 1º tri e ações caem

* por Shradha Singh | Reuters

(Reuters) - A companhia de produtos químicos DowDuPont previu nesta quinta-feira uma queda surpreendente da receita do atual trimestre, afetada pela redução de vendas em sua maior unidade, o que levou as ações da empresa a caírem cerca de 8 por cento.

A empresa, formada pela fusão das gigantes Dow Chemical e DuPont em 2017, disse esperar que a receita do primeiro trimestre caia um dígito médio, mas não deu detalhes.

Os analistas esperavam que a DowDupont reportasse receita de 22,63 bilhões de dólares no primeiro trimestre, 5 por cento acima do trimestre do ano anterior.

A empresa disse que as vendas na unidade responsável pela maior parte de receita cairá, percentualmente, em dígitos altos no primeiro trimestre, pesando sobre a previsão geral.

A unidade fabrica produtos químicos usados ​​para fabricar fluidos de freio e materiais de embalagem.

Para o quarto trimestre, as vendas líquidas somaram 20,1 bilhões de dólares, estável ano a ano, mas abaixo da estimativa média de 20,9 bilhões, segundo dados do IBES Refinitiv. As vendas foram afetadas pelos efeitos cambiais, disse o vice-presidente financeiro Howard Ungerleider.

"Esperamos que a expansão econômica global continue em 2019 um ritmo moderadamente mais lento do que 2018", disse Ungerleider, acrescentando que a empresa monitora de perto a atividade econômica na China.

No trimestre, o DowDuPont registrou crescimento percentual de dois dígitos na China, disse Ungerleider à Reuters.

No trimestre, a empresa disse que os preços locais nas regiões que opera aumentaram em cerca de 1 por cento, mas as mudanças cambiais reduziram as vendas em 2 por cento.

O lucro líquido das operações continuadas no quarto trimestre foi de 513 milhões de dólares. A DowDuPont obteve um benefício de 1,1 bilhão de dólares por menores impostos nos EUA no mesmo trimestre do ano anterior, mas perda líquida de 1,2 bilhão de operações contínuas, com custos ligados a fusões.

O lucro ajustado no trimestre foi de 0,88 dólar por ação, um aumento de 6 por cento.

entry Jan 30 2019, 08:33 PM
Alibaba tem crescimento mais fraco de receita em 3 anos por desaceleração na China

* por Reuters | Xangai

A gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba divulgou nesta quarta-feira (30) crescimento da receita trimestral, mas a expansão ocorreu no ritmo mais fraco desde 2016, em meio ao impacto da desaceleração da economia da China e pressionada pela guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos.

A Alibaba, segunda empresa pública mais valiosa da Ásia, atrás da Tencent, divulgou receita de 117,28 bilhões de iuans (R$ 64,89 bilhões), ante 83 bilhões de iuans um ano antes.

A expectativa média de analistas previa receita de 118,9 bilhões de iuans, segundo 31 previsões de analistas consultados pela Refinitiv.

O lucro líquido cresceu 33%, para 30,96 bilhões de iuans, acima do esperado.

A Alibaba normalmente tem o maior volume de receita no quarto trimestre por causa do evento Dia do Solteiro, em novembro, o maior evento de vendas online do mundo, superando as vendas combinadas da Black Friday e da Cyber Monday nos Estados Unidos.

Em 2018, apesar da Alibaba ter obtido recorde US$ 30 bilhões em vendas no Dia do Solteiro, o crescimento anual foi o mais fraco em 10 anos do evento, pressionado pela desaceleração da economia da China e a guerra comercial.

Em teleconferência com investidores, o presidente-executivo, Daniel Zhang, afirmou que a companhia continua otimista, apesar das incertezas e acrescentou que jovens consumidores estão fomentando as vendas.

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