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entry Dec 1 2018, 07:55 PM
Em texto final, G20 admite que OMC precisa de reforma para cumprir objetivos

* por EFE

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- O G20 reconheceu neste sábado que a Organização Mundial de Comércio (OMC) não consegue cumprir com seus objetivos atualmente e, por isso, defendeu na declaração final aprovada na cúpula realizada desde ontem em Buenos Aires, na Argentina, uma reforma para revitalizar o comércio mundial.

O documento, intitulado "Construindo Consenso para um Desenvolvimento Justo e Sustentável", diz que o comércio internacional e os investimentos são importantes motores de crescimento, produtividade, inovação e criação de empregos.

A declaração final assinada pelos líderes do G20 também reconhece a contribuição que o sistema multilateral de comércio, mas ressalta que, atualmente, ele não consegue cumprir seus objetivos, abrindo espaço para melhorias.

"Nós, portanto, apoiamos a necessária reforma da OMC para aperfeiçoar seu funcionamento. Revisaremos o progresso dessa medida na próxima cúpula", afirma o texto publicado ao fim da reunião, citando o encontro que ocorrerá no Japão em 2019.

Além disso, os líderes do G20 citaram os compromissos firmados nas duas últimas cúpulas do grupo, em Hangzhou, na China, em 2015, e em Hamburgo, na Alemanha, no ano passado. E também elogiaram as soluções criadas pelo Fórum Global sobre Capacidade Excessiva de Aço (GFSEC), promovido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Por acordo dos líderes, os países do G20 deverão implementar as recomendações ministeriais e os compromissos do GFSEC. Um relatório sobre os avanços registrados nesta questão deve ser publicado em junho de 2019, antes da próxima cúpula do grupo.

A declaração também aborda os avanços registrados no sistema tributário internacional, considerando que atualmente o mecanismo é "moderno, justo e sustentável", baseado em tratados e normas.

Os líderes do G20 também defenderam a promoção de políticas fiscais favoráveis ao desenvolvimento e celebraram o início do funcionamento do sistema de troca automática de informações financeiras criado pela OCDE para identificar países que não implementaram as normas de transparência de forma satisfatória.

A declaração, de seis páginas e 31 pontos, oferece uma visão das 20 principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento do mundo sobre temas de interesse global. No entanto, a maior parte dos assuntos é tratada de forma superficial.

Os líderes do G20, sob coordenação da Argentina, tentaram buscar consensos em aspectos como a mudança climática, o comércio multilateral, a igualdade de gênero, o trabalho justo e o desenvolvimento sustentável.

entry Nov 30 2018, 08:36 PM
BCE desafia PayPal com sistema de pagamento instantâneo

* por Forbes
com Reuters

Desenvolvido em pouco mais de um ano, o sistema TARGET Instant Payment Settlement (TIPS) vai ajudar pessoas e companhias na Europa a transferirem euros entre si em segundos e independentemente do horário de funcionamento de seu banco local.

Empresas norte-americanas como PayPal, Google, Facebook e Amazon, além das chinesas Alibaba e Tencent, atualmente dominam tais serviços na Europa.

Isso tem preocupado parlamentares nos últimos meses após uma série de ataques cibernéticos à infraestrutura financeira e turbulentos laços diplomáticos e econômicos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Até o momento, no entanto, apenas oito bancos, a maioria de tamanho médio ou pequeno, da Espanha, Alemanha e França se inscreveram no serviço.

“Precisamos abordar as razões para a escassez de grandes players europeus no mercado de pagamentos”, disse o diretor do BCE, Yves Mersch, ao lançar o TIPS em Frascati, na Itália. “Se há uma falta de capacidade de investimento, não devemos nos afastar de alimentar recursos e volumes e criar players maiores.”

Um porta-voz do PayPal disse que a empresa recebe bem o TIPS e pediu por maior colaboração ao redor da indústria de pagamentos.

entry Nov 29 2018, 09:26 PM
Restrições comerciais dos EUA atingem US$369 bi em exportações chinesas, diz grupo de monitoramento

* por Tom Miles | Reuters

GENEBRA (Reuters) - Restrições comerciais dos Estados Unidos atingiram um total de 369 bilhões de dólares em exportações chinesas neste ano, muito acima dos 278 bilhões em produtos impactados apenas por tarifas, disse nesta quinta-feira um relatório do grupo de monitoramento de restrições comerciais do G20.

O relatório de Alerta Comercial Global, produzido por Simon Evenett e Johannes Fritz na Universidade de St Gallen na Suíça, disse que a maioria dos relatos de mídia sobre as políticas comerciais do presidente Donald Trump focou nos aumentos de tarifas sobre 278 bilhões de dólares em produtos chineses.

"Entretanto, este ano também registrou 47 bilhões de dólares em produtos chineses para os Estados Unidos atingidos por outras distorções comerciais dos EUA. Além disso, cerca de 43 bilhões de dólares em exportações chinesas foram impactadas por outras distorções comerciais dos EUA que afetam diversos países", diz o relatório.

"Na verdade, um total de 369 bilhões de dólares em exportações chinesas enfrentou novas distorções comerciais dos EUA neste ano. Uma vez que todas as distorções comerciais dos EUA são levadas em conta, um terço a mais de exportações da China estão envolvidas na guerra comercial deste ano."

Ao mesmo tempo, tarifas retaliatórias chinesas afetaram 87,5 bilhões de dólares em exportações dos EUA neste ano.

Levando em conta ambos os lados, a escala da guerra comercial é 20 por cento maior do que comumente divulgado, disse o relatório.

O Alerta Comercial Global catalogou políticas comerciais desde 2009 para medir tendências em protecionismo, acompanhando uma promessa do G20 em novembro de 2008 de não adotar o protecionismo comercial como uma resposta à crise financeira.

Em 2017, 70 por cento das exportações chinesas para os Estados Unidos e exportações dos EUA para China enfrentavam algum tipo de barreira comercial. Após a escalada deste ano, 87 por cento das exportações chinesas e 92 por cento das exportações dos EUA são afetadas.

Porém, a tensão entre Washington e Pequim corresponde a apenas uma pequena proporção do total de novas restrições comerciais impostas por países do G20 neste ano.

"O comércio atingido por aumento de tarifas no comércio EUA-China equivale a 22 por cento do comércio global atingido neste ano por restrições de importação", diz o relatório.

entry Nov 28 2018, 07:49 PM
Reino Unido ficará pior economicamente com Brexit, diz relatório do governo britânico

* por BBC News

O Reino Unido ficará mais pobre quaisquer que sejam os termos do Brexit comparando com um cenário em que o país seguisse na União Europeia, segundo uma nova análise do Tesouro britânico.

Dados oficiais indicam que a economia britânica pode deixar de crescer 3,9% em 15 anos se forem seguidos os planos da premiê, Theresa May, levando em conta um cenário em que o Brexit não ocorresse.

Mas caso o Brexit seja executado sem um acordo, o PIB britânico pode deixar de crescer 9,3%, segundo estimativas.

O Bank of England, por sua vez, estimou que a economia britânica poderá encolher em 8% caso não haja um período de transição no Brexit e disse que a moeda britânica, a libra, poderá perder um quarto de seu valor.

Desde que um referendo no Reino Unido determinou a saída da União Europeia, o Brexit, em 2016, o governo britânico e o bloco europeu passaram a discutir os termos da saída.

Neste mês, May obteve o aval do governo para um acordo pelo qual o Brexit ocorreria paulatinamente, com uma fase de transição de 21 meses e que poderia ser prorrogada. Assim, a economia britânica teria tempo de se adaptar à saída, e o Reino Unido e a UE poderiam negociar um acordo comercial antes da ruptura completa.

No entanto, para ser levado a cabo, o plano precisa ser aprovado pelo Parlamento britânico - isso num momento em que May está fragilizada politicamente e muitos parlamentares estão descontentes com os termos negociados. A votação está marcada para o dia 11 de dezembro.

"Nosso acordo é o melhor disponível para empregos e para a economia, que nos permitiria honrar o referendo e aproveitar as oportunidades do Brexit", disse May, que está percorrendo o país para defender a proposta.

Não está claro o que ocorrerá se o plano não for aprovado pelo Parlamento. Uma possibilidade é que o Reino Unido deixe a União Europeia bruscamente, sem qualquer regra de transição.

Mas os parlamentares teriam até 21 dias para elaborar uma alternativa à proposta de May.

O plano já foi endossado por líderes dos 27 países da UE e, para vigorar, também deverá passar pelo crivo do Parlamento Europeu - lá, acredita-se que será aprovado sem dificuldades.

O que dizem os estudos?
Com 83 páginas, a análise do Tesouro britânico não prevê o impacto da proposta de May.

O documento avalia o potencial efeito das propostas acertadas em julho pelos ministros do governo e que são a base da proposta atual.

Nesse cenário, a economia ficaria 3,9% menor do que se o Reino Unido permanecesse na União Europeia.

Analistas independentes dizem que 3,9% do PIB seriam equivalentes a cerca de £ 100 bilhões (R$ 985 bilhões) por ano até a década de 2030.

O relatório do governo também examina outros três cenários possíveis, incluindo um Brexit sem acordo, que seria o mais impactante.

Qual o impacto político?
O ex-secretário responsável pelo Brexit David Davis contestou o relatório do Tesouro. Ele diz que previsões anteriores do órgão se mostraram falhas.

O parlamentar Philip Hammond, do Partido Conservador, disse que o acordo proposto garante a maioria dos benefícios econômicos de permanecer na UE, e os benefícios políticos de deixar o bloco.

Questionado se o Reino Unido ficará mais pobre com o plano de May, ele afirmou: "A economia ficará ligeiramente menor na versão preferida pela primeira-ministra quanto à parceria futura".

Mas ele disse que permanecer na UE não é viável politicamente.

E os acordos comerciais?
O político Bill Cash, também do Partido Conservador e contrário à permanência na UE, diz que Hammond ignora os potenciais benefícios de deixar a UE. "E os acordos comerciais que poderão nos dar as maiores oportunidades ao redor do mundo, se pudermos negociá-los?"

Enquanto faz parte da UE, o Reino Unido não pode negociar acordos comerciais por conta própria, só em bloco.

Segundo os planos de May, o Reino Unido poderá negociar acordos comerciais logo após o dia marcado para o Brexit (29 de março de 2019), mas só poderá implementá-los após os 21 meses da transição.

entry Nov 27 2018, 05:53 PM
Trump ameaça cortar subsídios à GM por anúncio de fechamento de fábricas

* por AFP

Washington, 27 Nov 2018 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, nesta terça-feira (27), "eliminar todos os subsídios" concedidos à General Motors (GM) depois que a empresa anunciou o fechamento de fábricas em estados politicamente cruciais para o chefe de Estado.

"Muito decepcionado com a General Motors", expressou o presidente em sua conta no Twitter. "Os Estados Unidos salvaram a General Motors e aqui está o AGRADECIMENTO que recebemos! Estamos considerando a eliminação de todos os subsídios, inclusive para os veículos elétricos", acrescentou.

A sua advertência é feita um dia após a GM anunciar um corte de 15% em seu quadro e o fechamento de cinco fábricas nos Estados Unidos, duas delas em localidades como Michigan e Ohio, onde Trump ganhou na eleições de 2016 por uma estreita margem.

A GM disse que a sua decisão foi baseada nas vendas de pequenos automóveis montados nessas duas fábricas e indicou que quer orientar os seus esforços para os carros autônomos e outras novas tecnologias.

As montadoras americanas de veículos também estão sofrendo pelas tarifas ao alumínio e aço, mas a GM declarou que isso não incidiu em sua decisão.

Atualmente, os Estados Unidos oferecem subsídios de entre 2.500 e 7.500 dólares por cada veículo elétrico, dependendo do modelo. A GM produz o totalmente elétrico Chevrolet Bolt, mas esse tipo de automóvel contribui muito pouco para a renda da companhia.

entry Nov 26 2018, 08:26 PM
União Europeia anuncia propostas para reforma da OMC

* por Reuters

GENEBRA/BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia publicou nesta segunda-feira (26) propostas para a reforma de resolução de disputas na OMC (Organização Mundial do Comércio) que fechou com China, Índia e outros países, na esperança de superar as objeções dos Estados Unidos que colocaram a OMC em crise.

A OMC está se esforçando para desenvolver um plano para a maior reforma em seus quase 24 anos de história, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, levou o principal tribunal de comércio mundial à beira do colapso, bloqueando as nomeações de seus juízes e ameaçando com a saída dos EUA.

"Agora, juntamente com uma ampla coalizão de membros da OMC, estamos apresentando nossas propostas mais concretas para a reforma da OMC. Espero que isso contribua para romper o atual impasse", disse a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmstrom, em um comunicado.

O governo Trump tem como alvo a fiscalização do comércio global como parte de uma campanha contra acordos comerciais que ele alega ter custado centenas de milhares de empregos nos EUA.

O embaixador dos Estados Unidos na OMC, Dennis Shea, criticou repetidas vezes o Órgão de Apelação da OMC, efetivamente o supremo tribunal do comércio mundial, de ultrapassar sua autoridade e quebrar suas próprias regras, invalidando potencialmente seus julgamentos.

Ele exigiu que o Órgão de Apelação cumpra as regras e bloqueou o processo de nomeação, reduzindo lentamente o número de juízes. Agora há o mínimo de três, mas a partir de dezembro de 2019 haverá apenas um, impossibilitando a OMC de lançar recursos finais.

Uma autoridade da UE disse que o bloco identificou cinco preocupações dos EUA, e a nova proposta as abordou de forma abrangente, acrescentando que agora cabe a Washington fazer sua parte.

As propostas serão apresentadas no Conselho-Geral da OMC, o grupo de mais alto nível fora de uma reunião ministerial, em 12 de dezembro.

Shea disse que os Estados Unidos se opuseram a uma versão anterior das propostas da UE, acrescentando que eles iam contra o desejo dos EUA de aumentar a prestação de contas no Órgão de Apelação.

A autoridade da UE disse que o bloco não recebeu nenhuma resposta oficial dos Estados Unidos às últimas propostas.

entry Nov 25 2018, 08:22 PM
Suíços rejeitam proposta para colocar lei doméstica acima das regras internacionais

* por John Revill | Reuters
reportagem adicional de Cecile Mantovani

ZURIQUE (Reuters) - Os eleitores suíços rejeitaram uma proposta que daria prioridade às leis do país neutro em relação à lei internacional, uma medida que, segundo os críticos, teria prejudicado profundamente sua posição global e prejudicado sua economia.

Cerca de 63 por cento dos eleitores votaram contra a medida "lei suíça, não aos juízes estrangeiros", em um referendo nacional neste domingo, de acordo com a segunda rodada de projeções da emissora SRF.

A medida, apoiada pelo direitista Partido do Povo Suíço (SVP), pediu que uma cláusula seja acrescentada à constituição nacional, dando prioridade explícita aos acordos internacionais.

Onde há um confronto entre os dois, a Suíça teria que alterar suas obrigações internacionais para que cumprissem sua constituição ou abandonassem o acordo internacional.

Os defensores argumentam que a autonomia histórica da Suíça neutra estava sendo enfraquecida por sua participação em acordos internacionais cobrindo áreas como proteção ambiental, cooperação policial, transporte aéreo e comércio.

A campanha deles afirma que tais acordos colocam em risco a longa tradição da democracia de direta na Suíça, onde os cidadãos têm a palavra final sobre decisões políticas por meio de referendos.

O debate sobre se a soberania foi corroída se intensificou nos últimos anos, enquanto a Suíça luta para esclarecer sua relação com a União Europeia, atualmente governada por um emaranhado de pactos bilaterais.

entry Nov 24 2018, 08:02 PM
Carros chineses começam a crescer em vendas

* por Eduardo Sodré | FolhaOnline

​​Carros chineses começam a recuperar mercado. A onda atual não é avassaladora como a esperada em 2011, mas consistente.

Há sete anos, o governo Dilma Rousseff estipulava uma sobretaxa a veículos importados de fora do Mercosul e iniciava o calvário de JAC e Chery, as duas maiores importadoras chinesas na época.

Somadas, as vendas dessas empresas tiveram queda de 40% entre agosto e outubro de 2011 — a regra que aumentou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) havia sido anunciada em setembro.

Hoje, Chery — que foi incorporada pelo grupo Caoa e produz no Brasil— e JAC crescem acima do mercado, embora sobre bases rasas.

Lançamentos recentes mostram a evolução dos carros. Se antes o destaque era o preço mais baixo, agora oferecem qualidade construtiva.

O sedã Caoa Chery Arrizo 5 tem o mesmo porte de um Honda City e pode ser equipado com seis airbags na versão RXT (R$ 73 mil), algo raro entre os veículos de seu porte. O câmbio é automático e o motor 1.5 turbo flex tem 150 cv de potência. Sua linha de montagem está em Jacareí (a 89 km de São Paulo).

Na JAC, a novidade é o T50 1.6 (R$ 84 mil). O utilitário chega em um momento difícil para o importador, o grupo SHC, que passa por recuperação judicial. Mas é justo dizer que o modelo está alinhado aos concorrentes, embora não ofereça airbags laterais.

São carros bem equipados e que transmitem robustez, algo fundamental para superar a imagem ruim deixada por diversos automóveis de origem chinesa importados na década passada. É cedo para dizer se farão sucesso, mas já merecem um olhar atento.

A sala lotada fervilhava em sotaques à espera de Carlos Ghosn. O executivo, que então comandava a Aliança Renault Nissan, respondeu perguntas em três idiomas na entrevista realizada no Salão do Automóvel de Tóquio, em 2015. Foi a última vez em que o vi pessoalmente.

Ghosn, que foi preso em Tóquio por suspeita de fraude fiscal, conduzia os encontros como aulas. Tinha o poder de convencimento, e também os poderes de atrair atenções e de monopolizar decisões. Talvez seja esse o problema do executivo que nasceu em Rondônia: poder demais.

entry Nov 23 2018, 08:05 PM
Atividade econômica da Argentina cai 5,8% em setembro em relação a 2017

* por EFE

Buenos Aires, 23 nov (EFE).- A atividade econômica na Argentina caiu em setembro 5,8% em relação ao mesmo mês de 2017, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Nesta sexta-feira, o órgão apresentou o Estimador Mensal da Atividade Econômica, que serve como antecipação provisória para medir a variação do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice que mede a atividade econômica registrou em setembro uma queda de 1,9% na comparação com o percentual de agosto. Já nos primeiros nove meses do ano, o indicador acumulou uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2017.

Segundo os últimos dados oficiais disponíveis, o PIB da Argentina registrou no segundo trimestre do ano uma queda de 4,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2017, e no primeiro semestre de 2018 teve baixa de 0,5%.

Este enfraquecimento se deve, principalmente, pela forte instabilidade cambial iniciada no final de abril e que levou o governo a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional.

O projeto de lei de orçamento para 2019, já aprovado no Congresso, aponta que o PIB cairá em 2018 2,4%, além de 0,5% em 2019.

entry Nov 22 2018, 08:18 PM
Itália reitera não estar disposta a alterar orçamento de 2019

* por AFP

Milão, 22 Nov 2018 (AFP) - O governo italiano reiterou nesta quinta-feira (22) que não está disposto a modificar seu orçamento para 2019, apesar do rechaço formal da Comissão Europeia, abrindo caminho para possíveis sanções financeiras.

"Não estamos dispostos a renunciar a nada se for para defender os interesses dos italianos", garantiu o chefe do governo italiano Giuseppe Conte, questionado sobre as concessões que a Itália estaria disposta a fazer durante as negociações com a Comissão.

Conte, que lidera um governo de coalizão entre o movimento antissistema Movimento 5 Estrelas e a Liga, de extrema direita, repetiu que acredita "no diálogo" com o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, e os outros comissários com os quais ele se reunirá no sábado.

"Vou explicar-lhe que este é um orçamento concebido no interesse dos italianos e, claro, também da Europa. Portanto, não é um gesto de rebeldia ou desobediência às regras comuns", acrescentou Conte.

"Somos responsáveis, por trás desse orçamento, por trás de cada medida, há muito estudo", disse ele.

O chefe do governo salientou que a redução da dívida é um objetivo em comum com a Europa.

"Estamos trabalhando para reduzir" para simultaneamente "guiar o país rumo ao crescimento", acrescentou.

"Queremos um país mais competitivo (...). As receitas orientadas pela austeridade dos últimos anos falharam, esta é a nossa receita", reiterou.

O vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, líder da Liga e homem forte do chamado governo populista, foi ainda mais firma.

"Não daremos um passo atrás", alertou, ao se referir à reforma previdenciária.

"Não quero discutir com ninguém, mas se tiver que escolher entre Bruxelas e os italianos, a escolha é fácil. Exijo respeito pelos italianos", acrescentou.

A Comissão divulgou na véspera um informe detalhado no qual estima que o orçamento italiano não permitirá à terceira economia da zona do euro reduzir sua enorme dívida, de cerca de 130% do PIB.

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